Diagrama

Exposição “Diagrama” na abertura da Galeria Elétrica
Em Belém quando pensamos em comprar ou consertar equipamentos de som, luz e imagem a referência é a travessa Frutuoso Guimarães, no Bairro da Campina, com suas mais de 30 lojas voltada ao comércio de eletroeletrônica em meio ao caos do Centro Comercial. Lojas e oficinas onde o low e o high tech , a pirataria de mídias e as rádios-cipó agora compartilham de um espaço ligado à arte contemporânea e suas interfaces tecnológicas. Uma iniciativa do professor e curador Ramiro Quaresma e da museóloga Deyse Marinho, que depois de mais de 10 exposições, em cinco anos, ligadas à arte e tecnologia como o Salão Xumucuís de Arte Digital e o Panorama da Arte Digital no Pará, transformaram o porão de casa na Galeria Elétrica, se inspirando na temática eletroeletrônica da rua e de suas experiências expográficas em artemídia.
As obras de arte digital de trinta artistas brasileiros que participaram das exposições do Xumucuís foram selecionadas para compor a exposição de abertura, “Diagrama”, com obras do acervo dos projetos. “A arte digital, em sua virtualidade e reprodutibilidade, criou novos dilemas para preservação e conservação de obras de arte. O acervo digital é guardado em discos rígidos e em nuvem, e as gravuras digitais já impressas sempre ocuparam as paredes de nossa casa. É uma nova concepção de coleção, não temos a propriedade delas, contatamos os artistas para propor essa exposição que revisita nossas exposições passadas e juntas e neste espaço simbólico adquirem novo sentido” comenta a museóloga Deyse Marinho, assistente de curadoria da exposição.
A proposta curatorial da exposição “Diagrama”, que inaugura a Galeria Elétrica, é composta de videoarte, projeções e gravuras digitais, e é uma referência do curador Ramiro Quaresma ao seu processo de pesquisa, idealização e realização das exposições “o diagrama é a primeira coisa que fazemos, dividindo os artistas em setores, em temáticas, pra depois subverter essa organização primeira para a fruição do público. Diagramar uma exposição é escrever com obras de arte, com o objetivo de levar ao público uma ideia, um conceito, uma imersão artística.”.
Os artistas convidados e que compõe a exposição, em ordem alfabética, são: Alexandre Silveira/sp, Algodão Choque/df, Cléber Cajun/pa, Denis Siminovich/rs, Diego De Los Campos/sp, Diogo Brozoski / rj, Diogo Vianna / pa, Eduardo Montelli/rs, Evna Moura/pa, Flamínio Jallageas/sp, Fernando Gregório & Vitor Negri/sp, Flávia Souza/pa, Henrique Montagne/pa, João Penoni/rj, John Fletcher / pa, Júnior Suci / sp, Leo Venturieri/pa, Lúcia Gomes/pa, Marcelo Armani / rs, Melissa Barbery / pa, Neuton Chagas / pa (in memorian), Paul Setúbal & Verônica Noriega /df, Pedro Vianna / pa, Renata Aguiar / pa, Ruma/pa, Shima /mg, Thales Leite/rj, Turenko/am, Valério Silveira/pa e Vanja Von Seck/pa.

Serviço:
Exposição “Diagrama”
Quando: 15 de Abril de 2016 às 20h.
Onde: Galeria Elétrica, Tv. Frutuoso Guimarães, 602. Campina. Belém-PA
Entrada franca

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Hiper_Espaços Xumucuís – Etapa Belém

Projeto Belem  - Flyer

Após uma expedição de duas semanas em João Pessoa (PB) onde foi realizada vivência artística, ciclo de bate-papos, oficinas e exposição (veja aqui), “Hiper_Espaço Xumucuís” realiza em Belém a segunda etapa do projeto entre 16 e 27 de junho de 2014. Na primeira etapa artistas visuais paraenses foram para a vivência na capital do estado da Paraíba, e juntaram-se a um grupo de artistas paraibanos, entre os dias 05 e 14 de maio, para experimentações diversas de arte e vida que resultaram na exposição coletiva em cartaz na Estação Ciência Cultura e Artes, em João Pessoa no período de maio a junho. Nesta segunda etapa, em seu curso inverso, onde artistas paraibanos vem a Belém para vivenciar a cidade e os rios que a cercam, criando, interagindo com artistas e o público local na sede do Fórum Landi, na Cidade Velha, será realizado o atelier aberto, os bate-papos e a exposição de trabalhos. Segundo Deyse Marinho, museóloga e coordenadora do projeto “nesse atelier todos, artistas e público, são bem-vindos para acompanhar o processo de criação artística, da gênese criativa, materialização da obra, até o momento de sua exposição”.

Os artistas visuais Edilson Parra e Thercles Silva, juntamente com o curador associado ao projeto Dyógenes Chaves, desembarcam pela primeira vez em Belém para viver a efervecência artística, social e cultural da cidade. Eles se juntam em Belém aos artistas Fábio Graf e Jeyson Martins, que participaram da etapa João Pessoa, mais Cledyr Pinheiro, Veronique Isabelle e Diogo Vianna, em um atelier aberto na sede do Fórum Landi entre os dias 16 e 21 de Junho (Segunda a Domingo). Desta nova vivência artística e dos intercâmbios será montada a exposição “Sussurro dos Rios”, que abre dia 23.06 no mesmo espaço.

Comenta sobre o projeto Edilson Parra, na expectativa da vivência  “O contato com o norte do Brasil sempre foi algo presente em meus sonhos, pois considero que  nesta região se encontra a última parcela do nosso planeta, em condições de se observar os nichos diversos que mantém a natureza na sua mais pura complexidade. Foi com este entendimento que vivenciei entre muitos diálogos com os artistas de Belém do Pará a dimensão da problemática que envolve a morte de um rio, conforme constatamos em uma das visitas ao Jaguaribe em nossa cidade.”

O idealizador e curador do projeto, Ramiro Quaresma, fala que o projeto “é uma iniciativa para conectar duas regiões do País, duas cidades, de realidades tão diferentes e tão próximas. Estimular e provocar essa interação artística foi uma grande experiência curatorial e humana”. O projeto tem como tema a relação das cidades e os rios que a cercam, as questões ambientais e sociais dessa interação, preservação versus “desenvolvimento”. Os rios Guamá, em Belém, e Jaguaribe, em João Pessoa, são o referencial imagético para o projeto, suas delicadas relações periféricas de ocupação, onde um conflito se instaurou. Os artistas escolhidos pra participar do projeto tem uma relação muito próxima deste universo líquido de cores e sentidos.

Contemplado no edital Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais 10a Edição, é uma iniciativa do blog Xumucuís,  com apoio institucional do Fórum Landi e UFPA, parceria A Senda, Casa Fora do Eixo Amazônia e Glocal Arts, em uma realização Funarte e Ministério da Cultura.

 


Serviço:

Hiper_Espaços Xumucuís [Guamá/Jaguaribe] – Segunda Etapa

Fórum Landi, Cidade Velha, Belém-Pará – Atelier aberto de 16 a 21/06, de 09 às 17h

Bate-papo (Pós-TV) com os participantes do projeto dia 23/06 às 18h

Exposição “Sussurro dos Rios”, abertura dia 23/06 às 19h como visitação até 27/07/2014

 

 

Biografia dos participantes:


Ramiro Quaresma é mestrando em Artes, PPGARTES-ICA-UFPA, possui graduação em Comunicação Social – hab. Publicidade e Propaganda pela Universidade da Amazônia (1999). Pesquisa arte e tecnologia e suas aplicações em artes visuais e preservação do patrimônio audiovisual. É curador independente/ pesquisador de artes visuais/artemídia e cinema. Idealizou os blogs Xumucuís e Cinemateca Paraense. Contemplado em 2014 no programa Rede Artes Visuais Funarte 10° Edição e em 2013 no Conexões Artes Visuais MINC-Funarte. Idealizou e realizou o I (Oi Futuro), II (Conexão MINC/Funarte/Petrobras) e III (Oi Futuro) Salão Xumucuis de Arte Digital, a exposição Panorama da Arte Digital no Pará (Prêmio Banco da Amazônia de Artes Visuais – 2012) e o projeto “Cinema no Pará:História e Memória” (Edital Projetos Culturais Banco da Amazônia – 2012). Entre 2002 e 2008 trabalhou como coordenador multimídia, projetos culturais e design gráfico para o Sistema Integrado de Museus da SECULT-PA para o Museu da Imagem e do Som, Museu do Estado do Pará e Espaço Cultural Casa das Onze Janelas.

Dyógenes Chaves vive e trabalha em João Pessoa-PB desde 1966. Artista visual, designer gráfico e de moda, gravador, crítico de arte (ABCA/AICA) e curador independente. Cursos de iniciação (história da arte, desenho e pintura) na Coordenação de Extensão Cultural da Universidade Federal da Paraíba-Coex/ UFPB (João Pessoa, 1974-75) e de desenho e gravura na Fundação Espaço Cultural da Paraíba-Funesc (João Pessoa, 1984). Bolsa de Estudos (Ministére des Affaires Étrangères/ França) na École Supérieure des Beaux Arts Luminy (Marselha/ França, 1997-98). Professor do Curso de Produção em Moda (Funetec/ IFPB) e do Curso Superior de Moda (Unipê). É consultor do Sebrae-PB na área de Estamparia têxtil. Ex-coordenador de artes plásticas da Funesc (João Pessoa, 1993-2010) e ex-diretor da Galeria Archidy Picado. Curador das Bienais de Gravura e de Desenho (Fenart, João Pessoa), coordenador de intercâmbio internacional das associações Le Hors-Là Paraíba (Brasil-França) e REDE (Brasil-Suíça). Avaliador do Programa BNB de Cultura (Artes visuais, 2009-2011) e do Funcultura (Artes visuais, Fundarpe, Recife, 2011). Atuou como jurado e palestrante em diversos Salões e Fóruns de Artes Visuais. Editor das revistas (Artes visuais) Segunda Pessoa e Cadernos de Cultura (João Pessoa). Colaborador (Artes visuais) nos jornais O Norte e A União/ Correio das Artes (João Pessoa, 2005-2010), e no jornal da ABCA. Organizou o livro Núcleo de Arte Contemporânea da Paraíba-NAC (Coleção Fala de Artista/ Edições Funarte, Rio de Janeiro, 2004) e publicou: Dicionário das Artes Visuais na Paraíba (Fundo Municipal de Cultural-FMC/ Funjope/Edições Linha D’Água, João Pessoa, 2010) e 2005-2010 – Ensaios sobre Artes Visuais na Paraíba (Programa de Cultura BNB/ BNDES, 2OU4 Editora, João Pessoa, 2013). Membro do Colegiado Setorial de Artes Visuais-CSAV/ MinC (2005-2009 e 2010-2011). Suplente do CSAV no Conselho Nacional de Política Cultural-CNPC/ MinC (2010-2011). Membro do Colegiado Setorial de Moda- CSM/ MinC (2012-2013).

Deyse Marinho é museóloga (UFPA), pesquisadora de artes visuais e produtora cultural. Coordenadora Geral e Designer das três edições do Salão Xumucuís de Arte Digital, do Panorama da Arte Digital no Pará e da Exposição “Sussurro dos Rios” (João Pessoa – PB). Idealizadora do projeto “Acervos em Movimento: Os Museus do Pará e Suas Coleções”, contemplado do Edital de Projetos Culturais do Banco da Amazônia (2012).

Edilson Parra é formado em Filosofia, trabalha com materiais e técnicas diversas. Desenvolve pesquisas sobre armas e armadilhas o que serve como suporte para fundamentação da sua produção em artes visuais. Participa do intercâmbio Brasil/França, tendo inclusive realizado residência artística em Marseille. Atualmente é também Coordenador de Artes Visuais na Fundação Espaço Cultural de João Pessoa/PB.

Thercles Silva é natural de Campina Grande (PB), mas vive na cidade de João Pessoa há 20 anos. Cursou Educação Física na Universidade Federal da Paraíba e rumou para as lentes nesse período. Atualmente ele vem retratando o seu cotidiano através de imagens enigmáticas geradas a partir da fotografia equirectangular, nas quais expõe ao observador ambientes em 360º.  E esta característica lhe rendeu uma citação na Fotografia Paraibana Revista (2013), a qual o menciona como sendo um dos representantes da novíssima geração de fotógrafos paraibanos que imprimem inventividade e inquietação à fotografia, utilizando-se de ferramentas tecnológicas, que fazem a diferença, pois resgatam o sentido primordial da contemplação de uma imagem, salvando da banalidade do clique fácil e de uma fruição fast food. Em dezembro de 2013, foi patrocinado pelo Consulado Francês para realizar um intercâmbio cultural, onde pode conhecer a cidade de Marseille/FR e artistas que fizeram parte da Associação Le Hors-Là, responsável, durante 20 anos, pelo intercâmbio de artistas entre França e Brasil.

Jeyson Martins é publicitário, formado em Comunicação Social (UFPA), designer gráfico e fotógrafo. Trabalha com suportes híbridos entre a fotografia e o grafite. Fez as exposições individuais “Interlúdio” (Gotazkaen) e “Olhar Urbano” (Galeria Theodoro Braga). Participou do Movimento HotSpot (2013) na categoria fotografia sendo um dos finalistas. É oficineiro da Associação Fotoativa.

Véronique ISABELLE realiza uma pesquisa poética com a pintura, a gravura e a instalação. Originária de Québec, no Canadá, ela trabalha agora principalmente em Belém. Ela é mestre em Antropologia Social pelo PPGA / Universidade Federal do Pará e doutoranda pelo PPGSA. Ela tem uma graduação em Artes Visuais pela Universidade Laval (Québec) e pela École Supérieure des Beaux-Arts de Marseille (França). Ela tem participado de várias exposições em Quebec, na França, em Belém e São Paulo e vários projetos de colaboração com artistas, instituições locais e diversas comunidades. Principais Exposições : Exposições solos: “Larguer les Amarres” -2005,  “Le quai et l’écho -2008 na Galerie 67, em Québec (Canadá), “Paisagens engolidas” – 2013 na Casa Rosada em Belém.  Exposições Coletivas : “Beautifull Étranger” – 2006 na Galeria Mongrand em Marselha, França; 26° Simpósio Internacional de Arte Contemporânea de Baie-St-Paul -2008 (Canadá); “Realidades Transitórias” – 2008, apresentada na Casa das 11 Janelas, em Belém. “Gravura contemporânea no Para”- CCBEU, em Belém – 2011 “Vento Norte” na Galeria Brasileira, em São Paulo – 2012. Exposiçoes em duo com Elaine Arruda: “Paná Paná”, na Galeria Théodoro Braga; “Entre nós” na Fotoativa– 2010; SP Estampa; XXX Salão Arte Pará como artistas convidadas – 2011; organizou e participou do projeto “Coletiva/Coletivos” reunindo três exposições coletivas e ciclos de conferência ; Ela participou ativamente do coletivo do Atelier do Porto 2010-2013; Curadoria do projeto “do Norte ao Norte” com artistas canadenses no Brasil – 2014.

Diogo Vianna é fotografo e artista multimídia. Idealizador do projeto Ciclos, que percorreu todas as capitais da Amazônia registrando a relação do homem com a bicicleta. Realizou exposições individuas em Belém, Macapá e Londres. Trabalha com video e projeção mapeada. Assistente Cultural da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves.

Cledyr Pinheiro nasceu em Catolé do Rocha (PB). Autodidata, já fez 5 exposições individuais, foi bolsista do Instituto de Artes do Pará -IAP e participou em 1997 do Salão Arte Pará.  Tem obras nos acervos Pinacoteca do Estado – Manaus – AM.; Casa da Cultura – Manaus – AM.; SEBRAE Nacional – Brasília – DF.;Museu do Estado – Belém – PA.; Fundação Rômulo Maiorana – Belém – PA.; Universidade da Amazônia – Unama – Belém – Pará e Jardim das Esculturas – Instituto de Artes do Pará – IAP – Belém – PA.

Fábio Graf é natural de Belém do Pará. Faz parte do Coletivo Cosp Tinta, movimento pioneiro no grafite na capital paraense,e do Coletivo Casa  Preta, que trabalha com afro desenvolvimento e tecnologia. Oficineiro dos projetos Biizu (Secom) e Circuito das Artes (FCPTN). Já participou de projetos de arte urbana em várias estados do país como Maranhão, Paraíba, Bahia, Brasília, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Artistas visuais paraenses em expedição

 

“Rio/ de muitos nomes/ Ser/ de muitas formas e fomes” esse trecho do livro “Porantim”, do poeta e professor de estética João de Jesus Paes Loureiro, foi a nascente desse projeto que tem na relação das cidades com seus rios e as periferias em suas margens sua proposta artística. Segundo Ramiro Quaresma, curador e idealizador do projeto “a arte como uma expedição sempre foi um projeto-sonho nosso, quando começamos o blog Xumucuís (do tupi, sussurro das águas). Depois de três edições do Salão de Arte Digital, vamos concretizar esse projeto criando um hiper_espaço conectando o Pará e a Paraíba, não apenas no ciberespaço, mas em uma experiência vivencial de múltiplas linguagens artísticas”.

 

O projeto «Hiper_Espaço Xumucuís [Guamá, Jaguaribe]», contemplado no Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais 10a Edição, fará um intercâmbio entre artistas visuais do estado do Pará e da Paraíba e tem na exposição «Sussurro dos Rios: Guamá/Jaguaribe» sua mostra de resultados e nas experimentações em grafite + pixo, fotografia + estêncil, pintura + intervenção e live cinema + mapping, com jovens artistas/instrutores paraenses. A exposição será pensada e montada de forma colaborativa na oficina “Curadoria em Multimeios” no próprio espaço expositivo. A primeira etapa acontece em João Pessoa na Paraíba no mês de maio em vários espaços da cidade e em junho em Belém no processo inverso. “Conhecemos pela internet vários artistas e produtores paraibanos, constatamos que pouco ou nada se sabia dos caminhos das artes visuais um do outro e esse projeto de intercâmbio pretende criar um link de arte e vida entre os participantes” diz Deyse Marinho, museóloga e coordenadora de produção do projeto.

A exposição tem curadoria de Ramiro Quaresma e Dyógenes Chaves, curadores do Pará e da Paraíba respectivamente, com os artistas Fábio Graf, Jeyson Martins, João Cirilo e Rodrigo Sabbá, que se juntarão a artistas paraibanos no projeto a partir das vivências em João Pessoa. A proposta curatorial é juntar artistas de múltiplas linguagens, que trabalhem em processos híbridos de criação artística com intervenção urbana, e proporcionar o surgimento de obras, individuais e coletivas, das oficinas no espaço Energisa, nas vivências no Espaço Mundo, para a exposição na Galeria da Estação Cabo Branco a ser aberta em 13 de maio de 2014. Em junho será a segunda etapa do projeto em Belém, onde artistas paraibanos selecionados entre as vivências virão a Belém para um novo ciclo de oficinas e exposição. Todas as atividades do evento são gratuitas. A única oficina com pré-requisitos de currículo para inscrição é “Curadoria e Multimeios”, as outras são abertas a todos os interessados com idades a partir dos 14 anos.

Projeto Paraiba Final Novo

«Hiper_Espaço Xumucuís [Guamá, Jaguaribe]» é uma realização Xumucuís, com apoio institucional da Prefeitura de João Pessoa, Estação Cabo Branco, Energisa, Espaço Cultural Energisa e Espaço Mundo, parceria Fora do Eixo e Varadero, em uma realização Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais 10a Edição, Funarte, Ministério da Cultura e Governo Federal.

 

 

SERVIÇO

 

Oficinas

 “Pintura + Intervenção Urbana” com João Cirilo

05 a 09/05 das 09 às 12h – Espaço Energisa

20 vagas

 

“Grafite + Pixo” com Fábio Graf

05 a 09/05 das 09 às 12h – Espaço Energisa

20 vagas

 

“Pinhole + Estêncil” com Jeyson Martins

05 a 09/05 das 14 às 17h – Espaço Energisa

20 vagas

 

“Live Cinema + Mapping” com Rodrigo Sabbá

05 a 09/05 das 14 às 17h – Espaço Energisa

20 vagas

 

“Curadoria em Multimeios” com Ramiro Quaresma

12 a 13/05 das 9 às 12h e 14 às 18h – Estação Cabo Branco

20 vagas

Bate-papo (Pós-tv) e vivências – Espaço Mundo

07, 08 e 09/05 a partir das 19h.

 

Exposição – Estação Cabo Branco

Abertura – 13 de Maio às 19h

 

Informações

xumucuis@gmail.com / (91) 8239 2476

 

2013 em exposição // Destaques do ano nas artes visuais em Belém

Resolvemos fazer uma seleção do que melhor aconteceu em 2013 nas artes visuais de Belém, exposições individuais, coletivas e projetos especiais, são três exposições/projetos em cada um dos ítens. Estamos abertos a críticas e comentários, fique à vontade.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

ENTREATO DA LUZ, de Luiz Braga

Um dos maiores fotógrafos do Brasil, o paraense Luiz Braga mostrou na Sala Valdir Sarubbi do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas seus trabalhos que já fazem parte de nosso imaginário artístico com novas produções, com curadoria de Armando Queiroz. Um ponto alto a destacar foi a instalação com as fotografias da série “Menina e Carvão”, uma novidade expositiva na carreira do artista.

OLHAR URBANO, de Jeyson Martins

O jovem artista Jeyson Martins fez duas individuais em 2013, “Interlúdio”na Galeria Gotazkaen e essa que destacamos aqui que foi realizada na Galeria Theodoro Braga, no Centur. O artista mesclou a fotografia pinhole, realizada em câmeras artesanais criadas pelo próprio artista em latas vazias de spray, onde ele capta a periferia da cidade onde, por vezes, intervêm com seus grafites e pixos.

MIRADA, de Luiza Cavalcante

luiza

A jovem fotógrafa paraense revela um olhar poética em sua série “Mirada”, onde retrata o universo de cinco mulheres, em branco e preto, e com grande domínio de cena. Uma entrada de grande impacto na forte cena da fotografia em Belém, selecionada no edital de pautas da galeria do CCBEU.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS

II SALÃO XUMUCUÍS DE ARTE DIGITAL, curadoria de Ramiro Quaresma

Não podiamos deixar de citar a segunda edição do Salão realizado pelo nosso blog, realizada através do prêmio Conexão Artes Visuais MINC/Funarte/Petrobras em dois espaços expositivos (CCBEU e MEP, ambos em editais de seleção de pauta). 20 artistas selecionados em todo o Brasil e 9 convidados paraenses fizeram parte do projeto.

AMAZÔNIA, LUGAR DE EXPERIÊNCIA, curadoria de OrlandoManeschy

Projeto que tem objetivo formar o acervo amazoniano do Museu da UFpa, idealizado pelo artista visual e curador Orlando Maneschy, adquiriu esta coleção que expôs no MFUPA e no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas.

IV PRÊMIO DIÁRIO CONTEMPORÂNEO DE FOTOGRAFIA, curadoria de Mariano Klautau

Projeto de grande visibilidade idealizado pelo fotógrafo e professor Mariano Klautau e realizado pelo jornal Diário do Pará.  Através de seleção a nível nacional o Prêmio realizou duas exposições, no MUFPA e no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas. O projeto tem como pontos fortes as ações formativas e educativas realizadas antes e durante o evento.

PROJETOS ESPECIAIS

R.U.A – Rota Urbana pela Arte

Projeto da artista visual/grafiteira Drika Chagas que propôs uma galeria de grafites pelas ruas da Cidade Velha em Belém, ressignificando o espaço urbano a partir de uma pesquisa com as memórias dos moradores do bairro.

#REDUTOWALLS

Projeto de arte urbana de Sebá Tapajós, onde o artista e colaboradores grafitam um muro por semana no bairro do Reduto, antiga zona portuária de Belém.

FESTIVAL AMAZÔNIA MAPPING

Idealizado pela artista visual Roberta Carvalho, a primeira edição do festival trouxe a Belém os grandes nomes do VJismo e mapping do Brasil e levou milhares de pessoas ao Complexo Feliz Lusitânia para as apresentações que mapearam as superfícies dos principais prédios históricos da cidade.

Imagens: web, facebook e etc (quem quiser crédito é só falar) 🙂

Xumucuís de Valdir Sarubbi

A instalação “XUMUCUÍS” foi criada por Sarubbi para participar da Pré-Bienal de São Paulo em 1970.

Artistas de todos os estados brasileiros foram chamados pela primeira vez a participar de uma seleção de artistas que representariam o Brasil na XI Bienal Internacional de São Paulo.

Valdir Sarubbi foi um dos 30 artistas selecionados.

Na Bienal Internacional, o artista ampliou seus bastões sonoros, que se tornaram um dos grandes sucessos do público que visitou a Bienal. A interação entre público e obra era completa, pois mexia com todos os sentidos de quem participava da instalação.

Vinte e dois anos depois Sarubbi remontou essa instalação quando foi convidado pela Deutsche Welle (radio internacional alemã) para expô-la em Colonia, Alemanha, durante as festas de comemoração dos 40 anos de sua inauguração.

Depois essa instalação permaneceu 2 anos na Alemanha, participando da exposição “AGUA, MMIRI, WASSER” , que reuniu artistas alemães, brasileiros e africanos que sempre trabalharam com a temática “ÁGUA”. Esta mostra, patrocinada pelo DEUTSCHE BUNDESSTIFTUNG UMWELT percorreu as seguintes cidades: Arnstadt, Munique, Rheine, Potsdam, Rügheim e Nuremberg.

A importância desse trabalho de Sarubbi foi resgatar o brinquedo “Pau de Chuva” e trazê-lo para São Paulo em 1970, quando era totalmente desconhecido pelo público paulista.

ASSUNTO
Trata-se de uma instalação que segue a coerência de meu trabalho, que sempre foi feito a partir de raízes amazônicas. Meu tema constante tem sido o RIO.

A instalação consiste em trinta e seis bastões de tamanhos diferentes que variam de 0.50m a 2.00m, montados em forma de totens sobre uma leve armação, que podem ser deslocados de suas
bases para serem manuseados pelo público.

Os bastões são levíssimos, recobertos com camadas de papel de seda franjado, de carater bem popular no estado do Pará, nas cores vermelho e branco.

0 público é convidado, através de um cartaz afixado ao lado do trabalho, a participar do mesmo. Tomando-se um dos bastões e girando-o lentamente em várias direções e dando voltas completas, ele emite sons de ÁGUA escorrendo, cachoeira, corredeiras, chuva caindo ou o que mais permitir uma imaginação fértil.

Os sons partem sempre do elemento ÁGUA. Quando várias pessoas estão manuseando os bastões, que emitem sons diferentes conforme o modo de manusear, é possivel se formar um som de música aleatória, bastante agradável e relaxante. Aliás, esse foi o motivo principal do convite feito pela Deutsche Welle, que divulga bastante a música experimental.

Na 11a. Bienal Internacional de São Paulo, em 1971, mostrei uma outra instalação que também usava esses objetos sonoros.

PROPOSTA
0 artista se propõe atingir as pessoas na maior parte de seus sentidos. Da visão, proporcionando uma experiência estética da forma, da cor e da organização dos objetos. Da audição, proporcionando ruidos relaxantes da Natureza. Do tato, através de uma relação acariciante com o franjado do papel de seda.

CONCEITO
“XUMUCUlS” tenta ser o tratamento atual de um tema popular.

Acredito que numa terra subdesenvolvida como a nossa é muito válida a utilização de elementos nativos para a criação de uma arte com características modernas. Embora os meios de comunicação tragam com rapidez considerável a todas as cidades o produto da Arte contemporânea internacional, não se pode negar que os condicionamentos regionais influam o artista que se propõe a fazer uma arte shéia, sincera, moderna e original.

Sou um homem que nasceu no interior do Brasil e dentro de mim existe muito do que vi na minha infância e do que vivi naquela época e naquele lugar. 0 artista é um cronista do seu tempo e do seu lugar e para isso ele se vale de todos os elementos que estão a sua disposição. Fazendo Arte com esses elementos (sofisticados, nobres ou primitivos) e tentando vários objetivos (sendo o mais importante deles, a comunicação) o artista hoje retrata sua época e seu lugar das maneiras mais variadas.

0 importante para mim não é o engajamento do artista dentro de tendências ou movimentos especificos, mas um visão aberta de quem olha a obra de arte para apreciá-la naquilo que ela apresenta de sensível, seja sobre que forma for. 0 importante para mim é que a arte que o artista faz seja um reflexo dele mesmo e não uma dublagem de tendências artísticas orquestradas pela mídia ou uma simples ilustração de teorias artísticas contemporâneas. Muito importante é o processo criativo do artista, que se desenvolve na medida em que ele cresce como pessoa humana. Sem queimar etapas, sem pressa para atingir o sucesso. Este crescimento se reflete no amadurecimento de sua obra.

Para uma perfeita comunicação entre o homem e a obra de arte creio necessário uma grande pureza e uma enorme sinceridade de ambas as partes.

Todos os caminhos são válidos para um artista percorrer. E eu tentei percorrer com este trabalho um caminho que me é muito caro e que me marcou profundamente: o da arte simples de meu povo e de meus ancestrais.

Originalmente estes objetos são pequenos brinquedos feitos com madeira de buriti (palmeira) e espinhos de tucum (palmeira), dentro dos quais se colocam sementes que, ao passar pelos labirintos de espinhos, emitem sons de Água escorrendo. Servem como chocalhos para brincadeiras de criançãs bem pequenas. Os sons são relaxantes e levam as criançãos a dormir.

ESPAÇO
A instalação será montada no centro de uma sala ampla, preferencialmente branca ou negra, para proporcionar aos espectadores visões diferentes de qualquer lado por onde eles se aproximarem para participar da experiência de sensorização com o trabalho.

TITULO
“XUMUCUlS” é o nome de um pequeno rio que existe no interior do estado do Pará, Brasil, onde nasci. A substantivação foi dada pela estreita relação entre o nome do rio e o som emitido pelos objetos.

CARTAZ
“APANHE UM DOS BASTÕES, GIRE-O LENTAMENTE EM VÁRIAS DIREÇÕES, DANDO VOLTAS COMPLETAS. VOCÊ VAI OUVIR SONS, APÓS ISSO, INVENTE OUTROS MOVIMENTOS, CRIANDO NOVOS SONS, QUE DESEJA OUVIR.”

Fonte: Valdir Sarubbi

Exposição “Os Olhos da Cor” de Emanuel Franco – Elf Galeria

Os Olhos da Cor

Personagens dos bois de máscaras serviram de inspiração para as de pinturas de Emanuel Franco, em mostra individual na Elf Galeria. Emanuel Franco iniciou nas artes há trinta anos. É Arquiteto graduado pela UFPA e Professor do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UNAMA e Arquiteto da SECULT.

Nas artes visuais, fez pintura, desenho, objetos e tem experiência em curadorias de exposições e salões de arte. Em mostra individual, denominada de “Os Olhos da Cor” apresenta seu trabalho mais recente, inspirado nos personagens dos bois de máscaras, folguedos populares do nordeste paraense. Nas pinturas “primitivas” de Emanuel Franco estão presentes os cordões de bois, máscaras de papel-machê, fitas coloridas, cabeçudos e buchudos, elementos que compõem o cenário de expressão cultural da cidade de São Caetano de Odivelas. A exuberância das cores e o imaginário simbólico são recriados nas camadas pictóricas procurando manter a originalidade da cores dos tecidos, das fitas e estamparias usadas nos cordões de boi.

A série de pinturas Os Olhos Da Cor é um explicito convite à preservação e valorização da cultura popular, porque resignifica os traçados singulares dos pintores e artesãos locais, expressos nas máscaras e nos adereços que fazem parte do conjunto estético dos cortejos dos bois e que traduzem um longo período de tradição, que se estende a mais de 70 anos e que vem sendo mantido por um grupo de brincantes odivelenses, desde suas origens até os dias atuais.

Serviço: Mostra Os olhos da Cor

Vernissage para convidados: dia 7 de maio, às 11h

Período de visitação: 9 de maio a 11 de junho

Horário: seg. a sexta, de 10 ás 14 e de 15 ás 19h – sábados, de 10 às 14h

Elf Galeria Passagem Bolonha, 60. Nazaré. Belém – Pará CEP 66.053-060 Tel: 55 (91) 3224-0854

Fonte: www.facebook.com/elfgaleria

Exposição “Entre Páginas” – Museu da UFPA

Exposição “Entre Páginas” – gravuras de Ademir Martins, Carlos Scliar, Caribé, Darel, Di Cavalcanti, Glauco Rodrigues, Iberê Camargo, Perci Deane, Poty, digitalizadas de livros de Graciliano Ramos e Jorge Amado que são do acervo da Biblioteca do Museu da UFPA.

Sobre a exposição “Pedra & Alma: 30 anos do IPHAN no Pará”

A exposição “Pedra & Alma”, que narra os 30 anos de atuação do IPHAN no Pará, conseguiu transportar ao expaço expositivo de forma criativa um tema que podia descanbar para uma espécie de relatório burocrático. Na entrada já vemos um linha do tempo bem detalhada, dividida em Mundo, Brasil e Pará, onde podemos conhecer o desenvolvimento na área de preservação do patrimônio, numa solução visual e expositiva que lembra a criada no Museu da Língua Portuguesa (SP).  Muito bem executada.

Foi elaborado um mapa ilustrado muito interessante identificando imóveis tombados pelo IPHAN na área metropolitana de Belém. Faço uma crítica a ausência de outro identificando prédios e monumentos em todo o estado do Pará, que seria muito oportuno depois da aprovação do PAC das Cidades Históricas.

Muito bem executadas também as instalações sobre o açaí e sobre as erveiras. Esta sala mostra a diversidade cultural do estado de forma lúdica e colorida foi a sala mais bem resolvida conceitualmente e a mais rica em informações visuais. Uma crítica que faço foi o predominio da informação textual e a falta de “respiração” nos painéis expográficos.

A sala que homenageia os nomes de personalidas cuja história está ligada às questões da preservação do patrimônio e da memória no Pará e no Brasil faz justíssimas homenagens. Deveria, após terminado o período da exposição, ficar exposto em outro local público, dando continuidade a homenagem.

Uma exposição pra visitar sem pressa, uma aula sobre a importância da preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural. Índico pra toda a sociedade, a visita é obrigatória. No Canto do Patrimônio, sede do IPHAN, na Rui Barbosa com José Malcher.


Museu de Arte Sacra do Pará

O Museu de Arte Sacra (MAS), localizado no Antigo Palácio Episcopal, foi inaugurado em 28 de setembro de 1998. Integrada ao Museu está a Igreja de Santo Alexandre (originalmente Igreja de São Francisco Xavier), construída pelos padres jesuítas com participação do trabalho indígena entre o fim do século XVII e início do século XVIII. Dentre as várias modificações arquitetônicas e decorativas que sofreu, a Igreja herdou como estilo predominante o barroco e foi inaugurada em 21 de março de 1719. Com mais de 400 peças, o acervo do Museu é composto de imagens e objetos sacros dos séculos XVIII ao XX. As coleções, a princípio constituídas pelas peças da própria Igreja de Santo Alexandre, foram depois enriquecidas com peças provenientes de outras igrejas do Pará e de coleções particulares.

                              

Do antigo Colégio Jesuítico a sede do Museu

 Ao chegarem ao Pará, os jesuítas estabeleceram-se primeiramente em terreno cedido pela Ordem das Mercês, no bairro da Campina, no qual construíram residência e pequena capela, ambas cobertas de palha. Em razão da precariedade daquele terreno, transferiram-se no mesmo ano para área vizinha ao Forte do Presépio, iniciando a construção do Colégio, sob a invocação de Santo Alexandre, e da Igreja de São Francisco Xavier.  Com a definitiva expulsão dos jesuítas por ordem de Marquês de Pombal, em 1759, o Colégio foi utilizado como residência dos Bispos e Seminário Episcopal por longo tempo. 

 Atualmente o prédio expõe em seu pavimento superior o acervo de telas, imaginária sacra e objetos litúrgicos. Na sala inicial, juntamente com a exposição da Pietá, consta um breve histórico das Ordens Religiosas presentes em Belém. Nos demais ambientes destacam-se a tela Santa Ceia, óleo sobre madeira, provavelmente do final do século XVIII (corredor); a imagem de Santa Quitéria (sala à direita) e ainda diversas representações de Cristo. A grande coleção de imaginária sacra ainda permite leituras iconográficas de santos como São José de Botas e Nossa Senhora do Leite (sala à esquerda). Ao final do corredor, integrando o acervo de objetos sacros do MAS, estão expostos um oratório, lanternas e crucifixos. A sala da prataria, com peças de predominância portuguesa, destaca-se sob a luz tênue, pensada para destacar os detalhes das peças, de acordo com a proposta museográfica.

 A Igreja de Santo Alexandre

Inicialmente erigida sob o orago de São Francisco Xavier, a Igreja foi construída pelos padres jesuítas entre os séculos XVII e XVIII.  Apresenta nave única em forma de cruz latina, na qual se encontra o retábulo da capela-mor; dois púlpitos, no estilo “D. João V”; e seis capelas laterais com diversos elementos decorativos. A sacristia, situada no braço esquerdo da nave, é ornada com retábulo dourado e trabalhada pintura no forro, além de apresentar um grande arcaz do século XVIII. No coro, onde também está exposta a imaginária sacra, se tem uma ampla visão da nave da Igreja. Próximo às tribunas, as imagens de roca, utilizadas em procissões e fabricadas no século XIX, ganham destaque juntamente com anjos adoradores produzidos nas oficinas jesuíticas.

 Projeto Museológico

 O projeto museológico partiu do estudo de três temas principais: o mapeamento histórico das Ordens religiosas presentes no Pará, enfocando algumas igrejas construídas em Belém; a Igreja de Santo Alexandre, sua articulação com o complexo museal e com o contexto histórico e religioso; e a iconografia dos santos. O projeto foi desenvolvido por especialistas de diversas áreas, sempre atentos aos procedimentos de conservação preventiva adequados à realidade local. A iluminação do museu ganhou destaque no projeto museográfico ao primar pelo controle de incidência de luz sobre o acervo exposto.

Diretora

Zenaide Paiva

Fonte: Folder do Museu

Comentários: o Museu de Arte Sacra é parte integrante do Sistema Integrado de Museus e Memoriais da SECULT/PA, e compartilha a equipe técnica (montagem, educativo, conservação/salvaguarda) com todos os outros museus do SIM. Possui uma das melhores galerias da cidade para exposições fotográficas, a Galeria Fidanza. É talvez um dos poucos museus sustentáveis aqui em Belém pois além do grande fluxo de visitação, também aluga a igreja para casamentos e outros eventos. Existe um charmoso e confortável café em seu piso térreo, climatizado e com ótimos petiscos. Possui um pequeno auditório para cerca de 40 lugares.

Bibliografia [X] // “Princípios Básicos da Museologia” de Evanise Pascoa Costa

Organizadora do texto. Evanise Pascoa Costa
Fotografia. Evanise Pascoa Costa
Gráficos e croquis. Marcos Coga da Silva
Equipe de pesquisa . Clarete de Oliveira Maganhotto (coordenação)

Eliana Moro Réboli, Daise Falasca de Moraes, Esmerina Costa Luis (MP),
Cleuzeli Cardoso Winters (MAA), Elisabete Turin dos Santos (CJT),
Iraí Casagrande (MAC) e Lenora Pedroso (CAM)

Estagiários . Daniele Devoglio, Thalles Nogueira Werner Beatrici
Revisão. Wilson Pereira Junior
Coordenadora de Desenho Gráfico . Teresa Cristina Montecelli
Projeto Gráfico. Adriana Salmazo Zavadniak

4° Fórum Nacional de Museus – Parte II

O Pará no 4° Fórum Nacional de Museus.

Dentro das Comunicações Coordenadas: Apresentações Orais, da programação do  4° Fórum Nacional de Museus, foram selecionados os trabalhos Museu Goeldi e a Memória do Bairro de Terra Firme, Belém – PA de Helena Quadros e Quando o Marajó é museu: O percurso museológico de Padre Giovani Gallo de Lucia das Graças Santana da Silva.

Sobre o trabalho de Helena Quadros pesquisei a autora e o projeto em questão.

Helena do Socorro Alves Quadros, pedagoga, especialista em Ação Educativa e Cultural em Museus. Especialista em Educação Ambiental. Mestre em Educação. É tecnologista sênior do Serviço de Educação e Extensão Cultural (SEC) da Coordenação de Muselogia e coordena diversos projetos relacionados à educação ambiental no Goeldi. Além disso, é representante titular do Museu Goeldi na CIEA, Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental do Estado do Pará. Ganhou um prêmio 2006 do Botanic Gardens Conservation International (BGCI), por meio do programa Investing in Nature – Brasil, a premiação visou financiar os melhores projetos de jardins botânicos brasileiros destinados à conscientização pública sobre conservação de plantas.

Sobre o projeto do Museu Goeldi na Terra Firme econtrei a seguinte descrição:

Um pouco da história – Nos últimos 25 anos, muito foi alcançado pelo projeto que, de início, era uma política de “boa vizinhança”, mas hoje já ganha outras dimensões. A coordenadora do Nuvop e também organizadora da Mostra, lembra de quando o trabalho começou e como as coisas mudaram.

“As pessoas do bairro não conheciam o Museu como instituição de pesquisa, e nem sabiam que poderiam visitar o Parque Zoobotânico (PZB), porque era coisa de “doutor”, relata. Isso começou a mudar quando, em 1985, se abriu a possibilidade dessa comunidade vir ao Parque sem pagar por meio da concessão de ingressos aos centros comunitários do bairro. Com isso, “eles não só passaram a vir ao PZB, como começaram a compreender o Museu como um todo e se interessar pelo projeto”, observa Helena.

Um resultado dessa aproximação entre o Museu Goeldi e a comunidade da Terra Firme é a participação dos seus moradores nas atividades do Museu Goeldi. Hoje, a instituição recebe tanto monitores ambientais, que trabalham no Parque com o Nuvop, como bolsistas que realizam pesquisa sob a orientação de pesquisadores. “A comunidade já encaminha essas pessoas para o Museu, e já é uma forma de dar continuidade ao projeto, que vai precisar desses jovens no futuro”, conta a coordenadora.

Fonte: Museu em pauta/ Goeldi

A Coordenadora apresentando o projeto para representante do IBRAM.

Para o  trabalho de Lucia das Graças Santana da Silva sobre o Museu do Marajó não encontrei nada específico. Porém conhecendo a trajetória desbravadora de Giovanne Gallo em fundar um Museu dinâmico e interativo, que trabalha com a comunidade, o trabalho a ser apresentado deve ser bem interessante.

Fonte: Overmundo

Para apresentações de Posters foram 03 trabalhos selecionados do estado do Pará, no total foram 35, durante o 4° Fórum Nacional de Museus.

O passado é intocável, o futuro é intacto: Imagens de Cidadania – Idanise Sant’ana Azevedo Hamoy

Memória Social e Processo de Musealização em Santa Bárbara do Pará – Maria do Socorro Reis Lima

Projeto Pontearte: Uma ponte entre o MABE e seu entorno – Moema de Bacelar Alves

Idanise Hamoy é professora da Faculdade de Artes Visuais e Museologia da UFPA.

Maria do Socorro Reis tem um blog onde encontrei o seguinte texto biográfico:

Graduei-me em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Pará. Concomitante, fui bolsista do CNPQ/ Museu Emílio Goeldi tendo formado uma coleção de cerâmica comercializada no Museu Vivo o Mercado do Ver o Peso (Belém-PA). Realizei o mestrado em Antropologia Social na Universidade de São Paulo estudando as coleções etnográficas Jê-Timbira do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP e do Museu Goeldi, com levantamentos destas coleções em outros museus brasileiros como o museu Nacional. Atualmente sou professora efetiva da UFPA no Instituto de Ciências da Arte, nos cursos de Artes Visuais e no curso de museologia recém-criado.

Moema de Bacelar Alves é Coordenadora da Divisão de Ação Educativa do MABE. Historiadora e Pesquisadora. Sobre o projeto Pontearte:

A partir de uma parceria do Museu de Arte de Belém (MABE) com a Associação Cidade Velha Cidade Viva (CiVViva), foi criado em 2008 o Projeto Pontearte, visando desenvolver atividades com as crianças do Beco do Carmo, tendo como referência o espaço e acervo do MABE.

O projeto visa, entre outros, reconhecer e valorizar a identidade de cada criança, trabalhar o seu convívio tanto em família, quanto com a sociedade em geral, despertar nas crianças o sentido de pertencimento ao bairro em que moram – Cidade Velha –, bem como a valorização de seu patrimônio cultural, além de estimular a produção e conhecimento das diferentes técnicas artísticas.

O Projeto Pontearte conta, neste ano de 2010, com aproximadamente 30 (trinta) crianças e adolescentes entre 05 (cinco) e 11 (onze) anos que realizam atividades sócio-educativas toda terça-feira. As atividades são realizadas em dois turnos, atendendo àqueles que estudam tanto de manhã, quanto à tarde. Pela manhã de 9:00 às 12:00h e de tarde de 15:30 às 18:00h.

OBS: DEVIDO ÀS OBRAS DO PALÁCIO ANTÔNIO LEMOS, O PROJETO ESTÁ ACONTECENDO NO ESPAÇO DO FÓRUM LANDI, NA PRAÇA DO CARMO.


APOIO

AMABE
FÓRUM LANDI

Fonte: Blog do MABE

4° Fórum Nacional de Museus “Direito à Memória, Direito a Museus”

FAÇA AQUI SUA INSCRIÇÃO ATÉ O DIA 05 DE JULHO.

Fórum Nacional de Museus (FNM) é um evento bienal, com o objetivo de refletir, avaliar e estabelecer diretrizes para a Política Nacional de Museus (PNM) e para o Sistema Brasileiro de Museus (SBM).

A 4ª edição do Fórum Nacional de Museus é uma culminância do processo de construção da Política Nacional de Museus e sintetiza o esforço empreendido para articular, promover, desenvolver e fortalecer o campo museal brasileiro. Trata-se de um momento propício para a avaliação da PNM em termos de metas, experiências, realizações, resultados efetivos, frustrações e, ao mesmo tempo, de construção e projeção no futuro de novas possibilidades e experimentações, de novos caminhos, desafios e horizontes.

As três edições anteriores do FNM contribuíram, ao seu modo, para o desenvolvimento e o enraizamento social da política de museus, compreendida como política pública de cultura.

O 1º FNM, realizado em Salvador (BA), em 2004, teve por tema “A Imaginação Museal: os caminhos da democracia” e inspirou muitos debates. O 2º FNM, realizado em Ouro Preto (MG), em 2006, adotou o tema,O futuro se constrói hoje” e contribuiu para a apresentação e o desenvolvimento de novas experiências museais. O 3º. FNM foi realizado emFlorianópolis (SC), em 2008, tendo por pano de fundo o tema: “Museus como agentes de mudança social e desenvolvimento”, foi fundamental para a afirmação da centralidade da museologia social no âmbito da PNM.

O 4º FNM traz para o centro dos debates o tema: “Direito à Memória, Direito a Museus”. A vontade (ou desejo) de memória (e de patrimônio) mesmo não sendo exclusividade do mundo contemporâneo, ganha na atualidade, em virtude de seu vínculo com o campo da comunicação e da política, uma dimensão especial.

Direito à memória, vontade de memória e dever de memória, implicam, de algum modo, o seu oposto. A memória é campo de litígio, é arena de disputa política pelo passado e pelo futuro. Nesse sentido, é preciso considerar que esquecer não é crime, esquecer não é pecado, esquecer faz parte da vida e faz parte dos processos de memória. Assim como produzimos memória, também produzimos esquecimentos.

O tema do 4º FNM tem relevância para o campo museal contemporâneo e sinaliza para a importância de se pensar o museu como conector cultural de espaços e tempos diversos. Tudo isso, levando em conta a memória que, a rigor, está entronizada no presente.

Compreendendo o 4° FNM como espaço radical de troca de experiências, o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) convida todos os interessados no tema acima indicado a participar do exercício de construção de uma nova imaginação museal; uma imaginação capaz de dialogar com temas como: cidades e cidadania; desenvolvimento sustentável; economia criativa; e, estratégias de institucionalização de um universo museal tão multifacetado.

Durante o Fórum serão oferecidos mini-cursos de capacitação em diversas áreas de atuação do campo museal. Também serão reunidos grupos de trabalhos temáticos para a construção e discussão das diretrizes, ações e metas da Política Nacional de Museus – PNM.

Resultados Esperados

I – Mobilizar a comunidade museológica do Brasil;

II – Propor estratégias para o fortalecimento do setor museológico, buscando assegurar a qualificação da gestão museal;

III – Promover o debate entre profissionais de museus, gestores culturais, estudantes e interessados no tema, garantindo ampla discussão sobre questões como gestão cultural; preservação, aquisição e democratização de acervos; formação e capacitação; educação e ação social; modernização e segurança; economia dos museus; acessibilidade e sustentabilidade ambiental; comunicação e exposições; pesquisa e inovação;

IV – Propor estratégias para a consolidação dos sistemas de participação e controle social na gestão das políticas públicas de museus e memórias e estimular as transversalidades culturais, garantido acesso a uma boa formação dos profissionais do campo museal;

V – Aprimorar e propor mecanismos de articulação e cooperação institucional entre os entes federativos e destes com a sociedade civil, enfatizado as atividades de preservação e aquisição, bem como os esforços de democratização de acervos;

VII – Debater, examinar e implantar as diretrizes aprovadas na II Conferência Nacional de Cultura (CNC), relativas aos museus;

VIII – Elaborar e aprovar as estratégias para o Plano Nacional Setorial de Museus, contemplando os principais aspectos do que resultou do debate sobre as questões transversais do setor museal;

IX – Eleger os novos membros do Comitê Gestor do Sistema Brasileiro de Museus, que, simultaneamente, passarão a compor o Colegiado Setorial de Museus e Memória junto ao Conselho Nacional de Políticas Culturais.

PROGRAMAÇÃO

Exposição “Eu e o Homem” no Museu de Arte de Belém

Eu e o homem, sob esse título o Museu de Arte de Belém (MABE) monta uma exposição de arte contemporânea para trabalhar o tema proposto pelo IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus) – Museus para a Harmonia Social – para a 8ª Semana Nacional de Museus.

A proposta da exposição, desde seu título, é provocar uma reflexão sobre nosso papel e o papel dos museus na sociedade, bem como o papel das artes. Ao mesmo tempo, através da interpretação de cada artista sobre o tema, pretende-se uma reflexão sobre o que é essa chamada “harmonia social”, o que entendemos por isso, qual nossa opinião sobre essa busca pela harmonia e como isso se reflete em nossas ações.

A exposição contará com 02 (duas) obras de 12 (doze) artistas plásticos paraenses escolhidos pelas diferenças de meios (pintura, desenho, fotografia, objeto e mídias contemporâneas), e pela referência de cada um dentro da capital do Estado. São eles:

1. Andrea Feijó

2. Berna Reale

3. Elieni Tenório

4. Elza Lima

5. Emanuel Franco

6. Geraldo Teixeira

7. Jocatos

8. Maria Christina

9. Nando Lima

10. Nina Matos

11. Pablo Mufarrej

12. Ruma

Eu e o homem terá sua abertura dia 18 de maio, Dia Internacional dos Museus, na Galeria Antonieta Santos Feio, no MABE.

A exposição faz parte da programação da 8ª Semana Nacional de Museus, porém deve seguir até 01 de agosto de 2010, estendendo assim a reflexão para além da Semana. A curadoria fica a cargo do artista plástico Tadeu Lobato.

Para agendamentos de visitas ao MABE:

Divisão de Ação Educativa: 3114-1028
Fonte: Blog do MABE

Convite da exposição (verso)
Convite da Exposição (frente)

HAICAI: POESIA E IMAGEM

Paralelamente à exposição ocorrerá Mini-oficina de experimentação plástica: “Reciclagem e produção de papel artesanal”

Responsável: Bianca Shiguefuzi

Período: 07 à 23/04/10

Horário: 14:00 às 16:00hs

A mini-oficina repetir-se à em cada dia.

Às 3a. feiras: atendimento  ao público em geral e sem inscrição prévia (individualmente ou máximo 12 pessoas)

Às 4a., 5a. e 6a. feiras: atendimento aos grupos escolares e outras instituições que agendarem com antecedência pelo telefone 4009818/ Coordenação de Educação e extensão (máximo 30 pessoas)

Público:  crianças à partir de 05 anos acompanhadas por responsáveis, jovens, adultos e idosos.

Obs.: Pessoas surdas devem entrar em contato com Mizanara, tradutora intérprete em libras pelo email: mizanara_brasil@hotmail.com

Local: Varanda do Museu Casa das Onze Janelas

Rua Frei Caetano Brandão, s/ nº, Cidade Velha, Belém, PA.

Tel.: 40098823 e 40098821

http://museucasadasonzejanelas.blogspot.com

Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia

Premiados

Prêmio Diário Contemporâneo: Coletivo Parênteses (SP)

Prêmio Brasil Brasis: Octávio Cardoso (PA)

Prêmio Diário do Pará: Paulo Wagner Oliveira (PA)

Menção Honrosa

Felipe Nunes Pamplona (PA)

Flávio Cardoso de Araújo (PA)

Walda Marques (PA)

Gina Dinucci (SP)

Selecionados

Carlos Alexandre Dodoorian (São Paulo)

Alberto Bitar (PA)

Yuki Hori (SP)

Eliezer Souza Carvalho ( PA)

Mateus Sá Leitão de Castro Soares (PE)

Felipe Pereira Barros (SP)

José Eduardo Nogueira Diniz (RJ)

Eurico de Alencar Filho (PA)

João Alberto Menna Barreto Moura Jr (RS)

Celso de oliveira Silva (CE)

Pedro Motta (MG)

Kenji Arimura (SP)

Grupo UMCERTOOLHAR (SP)

Rodrigo Torres dos Santos (RJ)

Flavya Mutran (PA)

Haroldo Bezerra Saboia Filho (CE)

Sofia Dellatorre Borges (SP)

Flávio Damm (RJ)

SERVIÇO

Mostra Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, de 30 de março a 30 de abril no Museu da UFPA (av. Governador José Malcher, 1192). Informações: (91) 3224-0871/ (91) 8421-5066 e no site www.premiodiariodefotografia.com.br. Realização: Diário do Pará – RBA. Apoio: Vale. 

Fonte: blog do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia

Obra em Questão // “Sine Die” de Nina Matos

A obra da semana achei no blog  paz575 galeria de arte, mantido por Wagner Lungov. Um texto sobre a obra da artista paraense.

sinedie-2005

Vi este quadro em 2006 na mostra Rumos do Itaú Cultural. Recentemente, por estar abrindo a galeria, entrei em contato com a autora, Nina Matos. Dados sobre ela e outras de suas obras podem ser encontrados aqui.

Vamos agora direto à “Sine Die”. É muito interessante como hoje a pintura usa recursos formais da fotografia/cinema e vice versa. Esta tela é um bom e muito bem sucedido exemplo. Por recursos formais quero dizer que ela utiliza nosso repertório de maneiras de dizer alguma coisa, através da forma como os elementos da cena são organizados e representados. Maneiras que aprendemos vendo filmes e fotos em situações que representavam perigo, alegria, melancolia, suspense, mistério… e depois estes mesmos significados são ativados quando o recurso formal é utilizado em situações novas, como quando olhamos para “Sine Die”.

A primeira coisa é o efeito de profundidade de campo como acontece com as lentes. Esse efeito resulta do fato de que, principalmente as lentes para situações de pouca luz, só conseguem dar nitidez em uma faixa bem estreita de distâncias. Quer dizer, pouca coisa fica no foco. Tudo que está mais distante ou mais próximo que a faixa de nitidez, fica desfocado. É claro que em pintura isso não é absolutamente necessário. Fica a critério do artista. Pintores do século XIV gostavam de fazer, por exemplo, alguém lendo uma carta no primeiro plano e pela janela podemos ver o que acontece no horizonte distante. Tudo com uma riqueza de detalhes impressionante. Bem, com lentes isso não é possível. Na pintura “Sine Die” Nina Matos escolheu, embora pintasse, fazer como se víssemos a cena através de uma lente. Observe que a palavra “céu” escrita no chão, no primeiro plano, está perfeitamente nítida. Ela usou inclusive a textura da tela para aumentar esta sensação. Também as marcas de giz e as frestas no cimentado estão bem “focados”. Dali pra frente tudo começa a ficar mais fluído e embaçado como em um típico exemplo de perda de profundidade de campo.

E por que isso? Bem, é aí começa a história. A mocinha, que seria afinal o tema do quadro, já está saindo do plano de foco, seus contornos vão como que se diluindo como o resto. Isso fica mais acentuado pelo fato dela estar de costas e claramente em movimento com o pé esquerdo ainda, ou quase, suspenso no ar. É como se tudo estivesse montado para um retrato convencional. Se ela tivesse ficado no céu, de frente para nós, estaria bonitinha na foto, com sua roupa de colegial, feliz, sorridente e bem focada . Mas ela está deixando o céu e começando uma nova empreitada com o pé esquerdo. Fico me perguntando se esse pé esquerdo, conhecido pela expressão popular de começar alguma coisa com o “pé esquerdo”, funciona também em uma forma visual. Fico na dúvida se ele ativa algum tipo de significação negativa em uma forma que não seja a escrita ou falada. O que é claro, em qualquer caso, é que ela nos virou as costas e foi embora. Aí vejo um outro recurso da linguagem de cinema. Há uma indicação de surpresa ou, se quiser, certa decepção com esse movimento da nossa jovenzinha pois o observador perdeu um pouco o equilíbrio. Veja que o horizonte, a rua e as linhas do chão não batem muito bem entre si. Parece que a câmera balançou um pouco. Esse é um recurso que os diretores de cinema usam para nos colocar na cena. Quando a existência de um narrador não faz parte da história e o observador igualmente tem um acesso sem explicação ao desenrolar da trama, temos o caso em que o público é tratado apenas como a “quarta parede” em relação ao palco. Este tipo de tratamento foi introduzido no teatro na época de, e discutida por, Diderot, quem criou a expressão “quarta parede”. Foi adotado nas artes cênicas inclusive no cinema mais tarde. Situação muito diferente é quando a câmera balança, quando está no nível dos olhos. Veja que a cabeça da mocinha está próxima e um pouco acima do horizonte. Estamos até um pouco abaixo dela. Esse recurso é clássico nas seqüências de perseguições. Para acentuar o desespero do perseguido: nós assumimos o ponto de vista do perseguidor. Mas aqui acontece ainda algo diferente: as barras escuras nas laterais do quadro e o ponto de vista mais baixo, dão um efeito de clausura, de barreira que nos impede de seguí-la ou detê-la. Ficou só a balançada que dá um efeito de incompreensão do gesto da mocinha.

Última coisa que eu vejo é que ela não está indo em direção ao vazio completo. É algo que claramente se opõe ao campo nítido, claro e bem marcado, onde se encontra o observador. Existe alguma coisa, como que um “escuro materializado”, algo no ar à frente dela. Parece que ela vai entrar em uma sombra com densidade desproporcional à iluminação da cena. A escuridão e as sombras como opostas ao céu e à luz, formam um daqueles pares de opostos muito fortes em nossa cultura representando o bem e o mal. A tela representa lindamente essa presença oposta, sempre mantendo o caráter de uma cena externa. Não é fácil pintar o escuro em pleno dia. Como resultado, o sentimento de perda ao vermos essa mocinha que nos deixa, é muito intenso. A incerteza de para onde ela vai nos enche de apreensão. A nossa impotência, criada pelas barras escuras que nos aprisionam, é angustiante.

Sine Die, é uma expressão em latim. Significa “sem data”. Nina diz que para ela a tela representa algo atemporal, sem localização determinada no tempo. Não é então um fato particular. Talvez possa ser lido como que algo recorrente, um sentimento ou situação que faz parte de nossas vidas, algo que todos experimentamos e que todos conhecemos. Muito bom! Uma tela para não se cansar de olhar.

Por Wagner Lungov in blog.paz575.com

Homenagem póstuma a Valdir Sarubbi pode acontecer em 2010 (por Luciana Medeiros in Holofote Virtual)

Matérial original publicada em Holofote Virtual, escrita por Luciana Medeiros.

Como este blog é dedicado ao artista Valdir Sarubbi não poderia deixar postar essa excelente entrevista com o filho de Sarubbi, Jonas Medeiros.

ACERVO2

A recente tragédia ocorrida com grande parte da obra de Hélio Oiticica, no Rio de Janeiro, reacendeu as discussões sobre conservação e aquisição de acervo de obras de arte de artistas brasileiros.


E isso só aguçou mais ainda na minha lembrança que a obra de um artista paraense, considerado um dos maiores nomes da arte contemporânea brasileira, ainda está por ser organizada de forma a ser disponibilizada a pesquisadores e amantes da arte. Caso estivesse vivo, Valdir Sarubbi, nascido em Bragança, interior do Pará, teria chegado, no último dia 10, aos 70 anos. Na foto acima, uma das obra do acervo Valdir Sarubbi.

“A qualidade que empregava em seus trabalhos era tão grande e tão refinada, que lhe renderam, inclusive, em 1999/2000 um prêmio-bolsa pela Pollock-Krasner Fondation de Nova York, da qual recebeu rasgados elogios”, escreveu o pesquisador de arte Rui Dell’Avanzi Jr. em seu blog (http://arteautentica.blogspot.com/), no dia 9 de outubro.

Infelizmente, o perdemos numa madrugada do mês de novembro do ano 2000. No próximo ano, esta perda completará uma década e muito do que ele deixou, inclusive de inéditos, permanece sob a guarda da família, mais precisamente do único filho que teve, Jonas Medeiros.

“A mapoteca do meu pai fica na sala do nosso apartamento, contendo desenhos, gravuras, pequenas pinturas em papel, além de rascunhos e esboços, estes de valor mais histórico. Também temos guardadas, pastas e mais pastas com documentos, reportagens, resenhas, críticas, ou seja, textos escritos pelo e sobre o meu pai. Pensamos que, todo esse arquivo deveria ser objeto de pesquisa de algum profissional sério, interessado em preservar, reconstituir e valorizar a obra do meu pai”, diz Jonas.

Jonas esteve em Belém, no início deste ano, para participar do Fórum Social Mundial. Aproveitou para apresentar a algumas pessoas o projeto “Sarubbi Gravador”, aprovado pela Lei Rouanet. Conversou com diretores de Museus e antigos amigos de Sarubbi, como Lucinha Chaves, Benedito e Maria Sylvia Nunes, entre outros.

GRAVURA1
No momento, ocupado com o Mestrado em Filosofia, que faz na capital paulista, onde mora, Jonas encontra dificuldades para fazer a captação do projeto. “Temos alguns contatos, mas os reflexos da crise ainda se sentem e também o meio dos departamentos de cultura e marketing das empresas são uma espécie de “mapa da mina”. Só quem é conectado tem acesso aos meios”, reclama.

Pintor, desenhista, gravador e professor, foi durante as décadas de 70 e 80, que o artista paraense, radicado em São Paulo, desenvolveu um trabalho intenso na técnica de gravura em metal, notadamente água-forte e água-tinta. Ao falecer, deixou em seu atelier, 25 placas gravadas em cobre e mais duas em estanho, matrizes de suas peças que se encontram bem conservadas (uma delas na foto acima).

O projeto prevê a edição de caixas de gravura, impressão de catálogo, com grande tiragem, e envio, em forma de doação, para instituições idôneas no Brasil e no exterior, de modo que cada instituto elabore seu modo de expor e de validar o registro de parte da obra de Sarubbi. Jonas já conta com cartas de aceitação de instituições como, a Pinacoteca de São Paulo, Museu Casa das Onze Janelas, em Belém, e Museu de Arte de Brasília, entre outras.

O projeto seria uma bela homenagem póstuma a Valdir Sarubbi que, em vida, produziu uma vasta obra, cujos traços e nuances são, declaradamente, reflexos de suas memórias e amor pela Amazônia.

GRAVURA2
Tomara que sejam obtidos os recursos de patrocínio. Seria legítimo que empresas não só de São Paulo, onde viveu muitos anos, mas principalmente aqui do Pará, sua terra natal, se interessassem. Escrevo com a esperança de que este importante projeto chegue ao conhecimento de muitos que poderiam se unir a esta empreitada. Os contatos com Jonas podem ser feitos através do e-mail: jonas.msm@gmail.com

É preocupante a demora na captação, o que pode custar a suspensão do certificado da Lei Rouanet, que viabiliza patrocínios de empresas privadas através da aplicação de uma parte do IR (imposto de renda) devido, em ações culturais. Isso levaria à perder a oportunidade de realizar o projeto e, mais do que isso, esta merecida homenagem a Valdir Sarubbi, em 2010. Acima, imagem de mais uma das gravuras.

Além das placas gravadas, Sarubbi deixou um grande acervo de telas que foi, logo após seu falecimento, cuidado por Marina Marcondes Machado, mãe de Jonas, que na época só tinha 15 anos. Abaixo, segue a entrevista que fiz com Jonas, pouco tempo depois de sua visita a Belém.

ENTREVISTA

No ano que vem, completam 10 anos de morte de seu pai. Quando foi que vocês começaram a cuidar do acervo deixado por ele?

Jonas Medeiros:
Na verdade, precisamos começar a remexer no acervo desde o primeiro momento, ainda “de luto”, para “desmontar” o atelier que meu pai mantinha na Rua Albuquerque Lins, no mesmo apartamento em que ele morava. Como o espaço era alugado, tivemos que lidar não só com o acervo, mas também com papéis, pastas, móveis, livros e LPs, de modo que, em três meses, esvaziamos o apartamento.

Com o que vocês foram se deparando?

Jonas Medeiros:
Minha mãe foi de fato a responsável pelo “desmanche” do atelier, criando alguns critérios para guardar tudo aquilo que parecesse de alguma maneira importante para a memória do meu pai, e elegendo amigos e conhecidos para doar móveis, telas em branco, fogão, geladeira e outras coisas do gênero. Na época eu tinha só 15 anos de idade.

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O que vocês mantêm guardado?

Jonas Medeiros:
Hoje, no nosso apartamento, mantemos um quarto só para abrigar os quadros. Nós temos uma série de telas inéditas que meu pai estava pintando entre 1999 e 2000 (ao lado esquerdo, uma delas).

De nove anos pra cá, entramos em contato com colecionadores e também com amigos próximos de nós e do meu pai. Vendemos algumas obras, especialmente por necessidade financeira. Foi assim que a DAN Galeria adquiriu grande parte da série dos chamados “desenhos negros” e realizou, em 2006, uma exposição desses trabalhos que foi bem bonita e interessante.

A mapoteca do meu pai fica na sala do nosso apartamento, contendo desenhos, gravuras, pequenas pinturas em papel, além de rascunhos e esboços, estes de valor mais histórico. Também temos guardadas pastas e mais pastas com documentos, reportagens, resenhas, críticas, ou seja, textos escritos pelo e sobre o meu pai. Pensamos que todo esse arquivo deveria ser, algum dia, objeto de pesquisa de algum profissional sério, interessado em preservar, reconstituir e valorizar a obra do meu pai.

Quando nasce o projeto das gravuras e quais as parcerias que já estão fechadas?

Jonas Medeiros: Bom, o projeto de reedição póstuma das gravuras do meu pai nasceu da nossa vontade em resgatar a obra do meu pai, fazer com que ela circule no mundo, que as pessoas possam entrar em contato – em vez da obra ficar aqui, preservada mas isolada.

Quem nos apoiou bastante para começar a tocar este projeto foi o fotógrafo Juan Esteves, cerca de dois anos atrás. Ele nos ajudou a entrar em contato com a Graphias, atelier que será responsável pela impressão das gravuras, e com o Collegio das Artes, escritório parceiro para formatação do projeto para a Lei Rouanet.

O Juan também fotografou a impressão-piloto para nós, que já foi realizada, comprovando a boa qualidade das chapas que mantínhamos aqui em casa. É importante registrar que, antes do Juan nos convencer em apostar neste projeto, esta idéia já vinha nos rondando a mente, principalmente por causa dos conselhos valiosos que recebemos do Gileno Chaves, que além de grande amigo pessoal do meu pai, foi uma pessoa muito importante para a carreira dele.

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Como funcionará a parceria com as instituições que receberão as caixas com as gravuras?

Jonas Medeiros:
A idéia do projeto envolve a parceria com nove museus brasileiros, o que o torna um projeto de alcance nacional. As parcerias consistem na doação de uma Caixa de Gravuras, contendo 27 imagens impressas postumamente, com o compromisso de cada museu organizar uma exposição de homenagem póstuma a Valdir Sarubbi, preservando adequadamente as gravuras em seu acervo.

Mais uma das gravuras, acima.

Também serão doados catálogos, em edição bilíngüe e com texto de apresentação do artista, gravador e professor universitário Cláudio Mubarac. Esse formato nos foi sugerido pelo Marcelo Araújo, diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Nossa vontade é de que as exposições sejam feitas de forma relativamente simultânea, em diferentes cidades do Brasil, no ano de 2010, por volta dos meses de outubro e novembro, que são os meses do nascimento (se o meu pai estivesse vivo ele faria 70 anos neste ano) e do falecimento (10 anos de sua morte em 2010).

Quais são os museus e instituições envolvidas?
Jonas Medeiros: Já obtivemos o aceite de sete dos nove museus: Pinacoteca do Estado de São Paulo, Casa das Onze Janelas em Belém, Museu de Arte de Brasília, MAMAM do Recife, MARGS de Porto Alegre, MAC-Dragão do Mar em Fortaleza, MARCO em Campo Grande, e estamos esperando resposta definitiva do MAM do Rio de Janeiro e do MON de Curitiba.

Entre os achados no apartamento dele, havia muitos escritos. Você sabia que ele cultivava uma veia de escritor também?

Jonas Medeiros: Se eu conhecia bem esse lado do meu pai? Acho que não… Eu tenho muitas lembranças lá por 1999, 2000, que foram os dois últimos anos de vida dele, de acompanhar o processo de escrita. Ele, sentado no computador, imprimindo diferentes versões do texto, depois mandando cópias para pessoas que ele conhecia como a prima dele Maria Lúcia Medeiros, escritora que morava em Belém. O meu pai chegou a ilustrar algumas capas de livros dela.

Eu sempre tive muita dificuldade em ler os escritos dele, quero dizer, em vida, eu acho que não dei o valor que hoje eu gostaria de ter dado, talvez por ser muito novo e, agora, depois da sua morte, eu ainda acho doloroso pegar os textos dele pra ler.

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Como ele te vem na memória?

Jonas Medeiros:
Eu tenho uma memória daquelas que você não sabe se ela vem realmente de conversas que eu tive com o meu pai, ou então se ela já é fruto daquilo que li em entrevistas dele, sobre a vontade de ser escritor quando era jovem, uma “vontade de escrever como o Guimarães Rosa”.

Eu não sei se existem textos desses anos que sobreviveram, mas ele falava que, por ser um bom leitor, ele reconhecia que ele mesmo não era um bom escritor nessa época.

Acho que, com o passar dos anos, ele foi sentindo a vontade de se expressar de outras formas, para além das artes plásticas. O que eu posso te dizer sobre os escritos é que existem duas impressões em papel, que mantemos aqui em casa; uma série de contos chamada “Amanhecer, amanheceres” e um romance que se chama “Histórias paralelas”. Eu não sei muito bem dizer qual a relação entre um e outro, só sei dizer que os dois começam com uma dedicatória assim: “Para Jonas, estas memórias de minha cidade natal”.

Essa coisa de memória tem tudo a ver com o todo da obra, se for ver nesta própria dedicatória está contida uma referência ao “Quarteto de Alexandria”, do escritor Lawrence Durrell, que faz uma dedicatória quase igual a essa. A série do meu pai “Memórias de Alexandria”, que marca uma produção mais abstrata na virada da década de 1980 para a de 1990, é inspirada nessa série de livros, segundo ele mesmo uma “releitura sensível” destes livros. Então no final das contas a literatura sempre esteve como horizonte do meu pai, seja como leitor, como “releitor”, na forma da produção artística e também no final da vida, como escritor.

Depois de todos esses anos, eu e minha mãe ainda não conseguimos encaminhar a forma de tornar isso público, de modo que seja reconhecido, vamos ver se isso não vira um projeto pros próximos anos…

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Como foi retornar a Belém? Você visitou várias pessoas ligadas diretamente ao teu pai ou à obra dele.

Jonas Medeiros: É verdade. Eu estive em Belém agora no final de janeiro e acho que não deu ainda pra digerir totalmente o que foi essa viagem, principalmente porque tudo foi muito intenso. Foram cerca de 10 dias que muitas coisas aconteceram.

Encontrei toda a minha família que eu não via há anos e conheci pessoas que eu não conhecia, além de estar com meus amigos de São Paulo, que foram mais ou menos na mesma época para o Fórum Social Mundial.

Na foto logo acima, obra do acervo Valdir Sarubbi.

O que aconteceu de mais importante?

Jonas Medeiros:
Acho que o mais importante, nesse caso, foi que a viagem me proporcionou assumir um papel mais ativo em relação ao cuidado do acervo do meu pai. Eu pude entrar em contato com dirigentes de diferentes museus de Belém, como a Nina Matos na Casa das Onze Janelas e a Jussara Derenji, no Museu da UFPA, além de ter encontrado a Lucinha Chaves, esposa do Gileno, na galeria Elf.

Também conversei com outras pessoas sobre a possibilidade de valorizar a obra do meu pai em Belém, como o Ronaldo de Moraes Rêgo e o Mariano Klautau Filho. Como estava para começar o período de captação de recursos por meio da Lei Rouanet para o projeto das gravuras, eu também estava interessado em sondar possíveis formas de patrocínio.

Tive a oportunidade de encontrar o prof. Benedito Nunes e a sua esposa Maria Sylvia Nunes, que foram grandes amigos do meu pai. Foi um prazer ter sido recebido na casa deles. Mas acho que o principal dessa viagem na verdade foi ter voltado pra Belém. Eu tinha ido pela primeira e única vez, em agosto de 1998, com o meu pai, obviamente. Na época, ele foi homenageado em diferentes ocasiões, aconteceram exposições em Belém e na cidade-natal dele, Bragança. Acho que esse foi o núcleo dessa viagem. Ter voltado sozinho, sem ele, foi muito intenso, de diferentes maneiras.

Armando Queiroz e o mapeamento da arte contemporânea na Região Norte

Do canal de vídeo da Itaú Cultural no youtube compartilho essa entrevista com Armando Queiroz, que viajou pelos estados da Região Norte pesquisando e difundindo conhecimento sobre a produção de artes visuais. Armando é artista incrivelmente inventivo, e vem se mostrando um sensível e criativo curador de arte.

Texto extraído do canal de vídeo da Itaú Cultural:

“Neste vídeo, Armando Queiroz conta a sua experiência de mapear nos estados da região Norte, como assistente curatorial do Rumos Artes Visuais 2008-2009.

O programa Rumos Itaú Cultural busca identificar e promover obras e artistas contemporâneos de todo o Brasil. Para chegar aos artistas, oito assistentes curatoriais percorreram as cinco regiões do país, vasculhando ateliês, escolas e galerias por quase seis meses. Como investigadores, eles conversaram com quem produz, ouviram críticos e professores e observaram muito a cena artística de cada lugar.

Os resultados foram exposições, cursos e bolsas de estudo.

Saiba mais em: http://www.itaucultural.org.br/index….”