Catálogo do I Salão Xumucuís de Arte Digital

 

Idealização

Deyse Marinho / Ramiro Quaresma

 

Curador

Ramiro Quaresma

 

Juri de Seleção

Orlando Maneschy

Flavya Mutran

Roberta Carvalho

 

Projeto Expográfico

Rosângela Britto

 

Identidade Visual da Exposição e Catálogo

Ramiro Quaresma

 

Artistas Premiados

Flamínio Jallageas (SP)

Grupo Hyenas (RJ)

Míriam Duarte (MG/SP)

Ricardo O’Nascimento (RJ)

Victor De La Rocque (PA)

 

Artistas Selecionados

Aieda Freitas(SP)

Diego Mac (RS)

Mirian Duarte (SP)

Grupo TELEKOMMANDO (SP)

Luis Henrique Rodrigues (SP)

Diego de Los Campos (SC)

IO (RS)

Vitor Lima (PA/RJ)

Cibele Fernandes (SP)

Daniel de Nazareth (SP)

Denis Siminovich (RS)

Flamínio Jallagueas (SP)

Nilvana Mujica (MS)

Ricardo Macêdo  (PA)

Ruma (PA)

Valério Silveira(PA)

Victor de La Roque (PA)

Wily Reuter (RJ)

Cesar Garcia (SP)

Hyenas (RJ)

Camila Buzelin (MG)

Lu Magno, Bruno Cantuária Ricardo Macedo (PA)

Dalila Camargo (SP)

Fernando Velasquez (SP)

Ricardo Nascimento (RJ)

João Penoni (RJ)

Junior Suci (SP)

John Fletcher (PA)

 

Artistas Convidados

Armando Queiroz

Keyla Sobral

Lúcia Gomes

Melissa Barbery

Roberta Carvalho

 

Exposição Symbiosis de Roberta Carvalho no Atelier da Imagem / RJ

O projeto Symbiosis continua sua trajetória de arte e tecnologia Brasil afora, depois da excursão com o Circuito Sesc de Artes pelo estado de São Paulo agora chega ao Rio de Janeiro como exposição na galeria do Atelier da Imagem. Os belos registros das projeções em árvores, feitos pela própria artista, vão muito além da documentação e se firmam como um desdobramento fundamental para a compreensão da dimensão artística do Symbiosis, um dos projetos artísticos mais inventivos e impactantes da arte contemporânea no Brasil.

Symbiosi é um termo da ecologia que designa uma relação mutuamente vantajosa entre dois ou mais organismos vivos de espécies diferentes. E é dessa forma que a symbiosi, aqui proposta, ocorre. Entre os entes: imagem (arte) e natureza, sendo a natureza hospedeira da arte, criando com ela um novo ser, um UNO. E desta relação uma coisa outra é gerada: escultura de luz, uma criatura verde, uma árvore observadora.

A proposta deste projeto e sua grande peculiaridade poética vai muito além da utilização da árvore como um anteparo para uma imagem, recurso já experimentado por alguns artistas pelo mundo, e leva ao extremo o nome que o designa. Propõe um estudo morfológico das copas das árvores. A imagem que se projeta, figuras humanas geralmente de amazônidas, tem uma relação formal estreita com o desenho da árvore e uma relação simbólica com o lugar onde estas árvores se encontram. É o corpo se adequando ao espaço da natureza, para com ela formar um só organismo, em uma delicada relação simbiótica e simbólica que suscita reflexões acerca da nossa relação de identidade com a natureza e vice-versa.

A exposição na Galeria do Ateliê irá apresentar dois vídeos e cerca de 16 fotografias em diversos formatos dos registros de intervenções já realizadas pela artista em lugares diversos como a Ilha de Combú e Belém(PA), Paraty (RJ) e Sorocaba (SP). No dia da abertura, haverá uma intervenção numa árvore do jardim do Ateliê da Imagem e bate-papo com Roberta. A curadoria é de Patricia Gouvêa, com texto de Mariano Klautau Filho, Curador do Projeto Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, do Pará, que Roberta ganhou no ano de 2011.

SYMBIOSIS | Exposição de Roberta Carvalho

Galeria do Ateliê
Abertura: 9 de março às 19h
Visitação: até 5 de maio de 2012
Seg a sex de 10h às 21h e sábados de 10h às 17h
Ateliê da Imagem Espaço Cultural
Avenida Pasteur 453 Urca RJ

Fonte: Atelier da Imagem

Lançamento do III Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia e do catálogo 2011

Lançamento do III Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia e do catálogo 2011

 

No dia 1° de fevereiro, quarta, às 19h, acontecerá o coquetel de lançamento da terceira edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, com o tema “Memórias da Imagem”, e do catálogo da edição de 2011, que teve o tema “Crônicas Urbanas”.

Durante o evento, no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, a vencedora do Prêmio Diário do Pará de 2011, Roberta Carvalho, projetará nos jardins a sua obra Symbiosis. Ela fará ainda a doação de uma obra ao Museu da Universidade Federal do Pará, iniciativa que concretiza um dos grandes objetivos do Prêmio: a contribuição para a formação de acervos.

 

O catálogo

 

            O catálogo do Prêmio de 2011 reúne os trabalhos dos 21 artistas selecionados naquela edição, entre eles os três premiados – Silas de Paula (CE, Prêmio Crônicas Urbanas), Leonardo Sette (PE, Prêmio Diário Contemporâneo) e Roberta Carvalho (PA) – e ainda fotografias da mostra convidada do ano passado, Diários da Cidade, integrada por obras de fotojornalistas do jornal Diário do Pará, e a série Solitude, de Luiz Braga, artista convidado da segunda edição.

Além disso, a publicação traz textos do curador do Prêmio, Mariano Klautau Filho, do professor de filosofia Ernani Chaves, da curadora e pesquisadora em arte Marisa Mokarzel e a transcrição do encontro do público com o curador e pesquisador Tadeu Chiarelli (SP), que fez parte da comissão julgadora e abriu a programação de palestras de 2011.

Assim, a intenção do projeto com o catálogo é de que este cumpra o papel não apenas de uma memória do projeto, mas também de fonte de pesquisa sobre a fotografia e a arte contemporânea no Brasil. E com este objetivo a publicação será distribuída a instituições da área, cursos de graduação e pós-graduação em Artes e bibliotecas de todas as regiões do país e também poderá ser visualizada em breve no site do projeto.

 

Memórias da Imagem

De acordo com Mariano Klautau Filho, os temas do Prêmio são sempre “pensados como questão, proposição para o artista”, “é sempre um modo de tratar a fotografia como um meio e linguagem que atua no campo da arte”. Neste ano, o tema Memórias da Imagem “é um modo de pensar a fotografia como uma memória que acontece no aqui e agora. E também pensar nas memórias que nós, ao ver ou produzir imagens, atribuímos a elas”.

O edital de 2012 já está disponível no site www.diariocontemporaneo.com.br e também no escritório do Prêmio (Rua Gaspar Viana, n. 773), no Instituto de Artes do Pará, Casa das Onze Janelas, Associação Fotoativa, Sol Informática e Museu da UFPA. As inscrições podem ser feitas até 18 de fevereiro, gratuitamente. Os artistas devem depositar pessoalmente ou por correio o dossiê e/ou portfólio somente em formato impresso para análise da comissão julgadora, junto com a ficha de inscrição devidamente preenchida.

Serão oferecidos três prêmios no valor de R$10.000,00 cada: Prêmio Memórias da Imagem, Prêmio Diário Contemporâneo e Prêmio Diário do Pará, este último dedicado somente aos artistas do estado. No total, serão selecionados até 23 artistas – incluindo os três premiados – que participarão da Mostra III Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, na Casa das Onze Janelas, de 28 de março a 27 de maio de 2012.

O projeto é uma realização do jornal Diário do Pará e conta com o patrocínio da Vale e apoio do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas do Sistema Integrado de Museus/Secult-PA, do Museu da UFPA, da Sol Informática e do Instituto de Artes do Pará.

 

Serviço: Dia 1° de fevereiro, quarta-feira, às 19h, coquetel de lançamento do III Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, com o tema “Memórias da Imagem”, e do catálogo da segunda edição, no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas. Na programação, projeção da obra Symbiosis da artista Roberta Carvalho, vencedora do Prêmio Diário do Pará de 2011. Entrada franca. Patrocínio: Vale. Informações: (91) 3184-9327 / (91) 8128-7527.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia

Fim da enquete “Quem foi destaque nas artes visuais no Pará em 2011?”

#Symbioses de, Roberta Carvalho, no Circuito Sesc das Artes 2011 – SP

Mais de 1700 votos em nossa enquete que pergutou “Quem foi destaque nas artes visuais no Pará em 2011?” e os resultados são estes na tabela abaixo.  Roberta Carvalho (28%) e Keyla Sobral (27%) foram as mais votadas, seguidas de Drika Chagas (13%), Victor de LaRoque (9%), Flavya Mutran (6%) e Marcone Moreira (4%). Agradeço a todos que votaram e comentaram, e principalmente aos artistas indicados que compreenderam a informalidade dessa enquete. O fotógrafo e curador Guy Veloso em sua análise do cenário das artes visuais para 2012 também citou os nomes de Roberta, Keyla, Flavya e Drika, em sintonia com nossa enquete.

Enquete – Quem foi destaque nas artes visuais no Pará em 2011?

O blog Xumucuís escolheu seis artistas como destaques das artes visuais em 2011. É inegável a qualidade da produção artística em Belém apesar de poucos incentivos e, principalmente, espaços expositivos para dar vazão a esta grande produção. O  Museu Casa das Onze Janelas continua sendo a instituição referência em arte contemporânea, e o Centro Cultural Sesc Boulevard surge como uma das melhores infra-estrutura em espaço expositivo.

Roberta Carvalho ganhou prêmio no Diário Contemporâneo de Fotografia com o projeto #Symbioses, trabalho de grande impacto visual que foi convidado a participar para vários circuitos pelo Brasil. A grande exibição deste trabalho foi na Ilha do Combu, região das ilhas na frente de Belém, como resultado dos micro-projetos para Amazônia Legal da Funarte/MINC com o qual #Symbioses também foi contemplado.

Victor De La Roque ganhou prêmio no I Salão Xumucuís de Arte Digital com a interferência na web “Not Found”. Foi selecionado para o Arte Pará 2011 com a performance “Gallus Sapiens III” e participou da exposição “Caos e Efeito” no Itaú Cultural em São Paulo, que pra mim foi a grande mostra de arte contemporânea este ano no Brasil.

Drika Chagas com “Cidade Labirinto” levou seu grafite para o Centro Cultural Sesc Boulevard com uma grande instalação que foi sendo construída aos olhares do público. Foi uma grande surpresa ver a jovem artista levar seu poderoso grafite para uma galeria de forma tão inventiva e imersiva.

Flavya Mutran é Mestre em Artes e teve seu trabalho “Pretérito Imperfeito de Territórios Móveis” exposta em Porto Alegre, resultado do prêmio da Funarte, e em Belém, contemplado pelo edital do Espaço Cultural Banco da Amazônia. Flavya mergulhou na web com sua fotografia e pensamento e criou um universo de reflexão da identidade sem perder a potência das imagens.

Keyla Sobral encontrou em sua poesia visual, em seus singelos desenhos, uma forma corajosa e bela de extravasar sua arte e seu íntimo.  A individual “Lá fora é bem melhor do que aqui dentro”  num flerte com a literatura definiu Keyla como artista, em vida e arte. Prêmio Aquisição no Arte Pará 2011, Keyla desenvolveu este trabalho com a Bolsa de Pesquisa do Instituto de Artes do Pará.

Marcone Moreira ganhou o maior prêmio das artes visuais no Brasil, o Marcantônio Villaça. Produzindo sua obra em Marabá, com a participação da comunidade, Marcone é um jovem veterano das artes no Pará. Suas grandes obras possuem uma força primitiva, numa forma de arqueologia de artefatos que o artista inventa com os resíduos de uma amazônia em transformação.

I Salão Xumucuís de Arte Digital – Artistas Premiados

Cinco artistas premiados, entre eles um paraense, duas menções honrosas e mais 28 obras selecionadas. Este é o saldo do 1º Salão Xumucuís de Arte Digital do Pará, que não limitou técnica ou formato. Foram mais de 200 inscrições vindas de todas as regiões do país, mostrando a força que o salão teve nesta sua primeira edição.  O júri foi formado por artistas paraenses que já atuam nesta área da arte digital ou que já tem a experiência da curadoria e de participação em diversos outros júris de salões de arte, como Orlando Maneschy, que é mestre em Semiótica. Além dele, a artista visual Roberta Carvalho e a fotógrafa Flavya Mutran, que vem trabalhando e pesquisando o ambiente da arte na web e suas inúmeras inter relações.

Em dois dias de reunião, 05 e 06 de agosto, foram selecionados para premiação, os artistas:

Flamínio Jallageas (SP), vídeo instalação Platôs (2009);

Grupo Hyenas (RJ), video instalação “A Borboleta e o Tigre” (2011);

Míriam Duarte (MG/SP), vídeo-instalação“Refletir” (2011);

Ricardo O’Nascimento (RJ), com o vídeo-arte “AUTRMX” (2008 );

e Victor De La Rocque (PA), “Not Found” (2011).

Para Flávia, o salão teve êxito pois conseguiu, já em sua primeira edição, ao receber inscrições em todas as categorias que foram listadas no edital, como a Gravura Digital, o Vídeo Arte, a Web Arte, o Vídeo Instalação entre outras, mas não só isso. “ O salão foi feliz não só por ter recebido inscrições de obras que se destacam por sua qualidade, mas também por virem de artistas que já estão há mais tempo nesta cena, participando de outros grandes salões, como a Bienal do Mercosul, por exemplo, e que acreditaram  neste projeto. Isso é muito bom”, avalia. A fotógrafa diz que o salão também tem um caráter inédito, com inscrições realizadas inteiramente on line. “Esta é uma proposta inovadora para a cidade, traz um risco novo e a reposta a forma com que realizou as inscrições foi muito boa”, comenta Flávia.

 

Vídeo-instalação “Refletir”, de Miriam Duarte, premiado no Salão.

Embora a arte digital não seja exatamente uma novidade na cena de salões, mostras e exposições em Belém, é a primeira vez que este tipo de arte poderá ser visualizada em um só espaço, abrindo uma margem de discussão mais direcionada e densa sobre a arte feita sobre a plataforma computacional. “Por mais que as temáticas não sejam novas, no sentido de trazer questões que não estavam antes na arte ou em outros suportes como fotografia, o vídeo e a performance, o salão inova ao reunir estes tipos de trabalho e estes artistas em um só espaço”, afirma a fotógrafa.

Ramiro Quaresma, Roberta Carvalho, Orlando Maneschy e Flavya Mutran.

Para Roberta Carvalho, o salão chegou em tempo, pois assim como em outras capitais, Belém já se alinha nesta linguagem há algum tempo.“Recebemos trabalhos estão com muita qualidade e foi muito prazeroso selecionar este grupo. É tudo muito múltiplo, trazendo ao público as várias maneiras de se trabalhar a linguagem digital. Temos gravura, vídeo-arte, vídeo instalação. São trabalhos muito fortes, alguns mostrando as experiências do digital, onde se trabalha com softwares, mas com rebuscamento”, diz Roberta. Quanto aos premiados ela diz que todos são ótimos trabalhos, que unem a importância da linguagem e a sua força poética. “Não houve muita dificuldade em chegar a um consenso para definirmos o grupo dos cinco”, conclui Roberta.

Há tempo aguardando pela realização de um salão desses na cena artística de Belém, o professor em Semiótica comemora. “Participar deste júri do primeiro salão de arte digital é uma grande felicidade porque há tempos eu queria ver esta cena acontecendo e apesar do desinteresse, de alguns artistas locais, as coisas ficavam engatadas, mas com este projeto, consigo ver uma cena se solidificando, porque tem artista de vários estados do país e que trazem inscrições de diferentes trabalhos,  desde arte interativa”, diz Maneschy.

O 1º Salão Xumucuís de Arte Digital de Belém foi criado a partir do blog Xumucuís, com curadoria de Ramiro Quaresma e coordenação geral de Deyse Ane Ribeiro Marinho. Para Maneschy este fato já tona o evento de uma particularidade indescritível. “O espaço que começa na internet , segue para um projeto maior de arte e físico na verdade você tem o plano da internet , mas trazer pra dentro da Casa das Onze Janelas, espaço da arte contemporânea em Belém, é muito diferenciado e especial”, conclui.

O 1º Salão Xumucuís de Arte Digital, que ganhou o patrocínio da Oi Futuro, por meio da Lei Semear, do Governo do Estado, será aberto ao público no dia 18 de agosto, na Sala Valdir Sarubbi, da Casa das Onze Janelas. Para mais informações e ver a lista completa dos artistas selecionados, acesse: https://xumucuis.wordpress.com/. Mais informações: 91 8239.2476.

“Symbiosis” roda o Estado de São Paulo



Após surpreender durante a Virada Cultural na capital paulista, trabalho da artista Roberta Carvalho volta ao Estado em mostra itinerante


Formas e expressões humanas se confundem com o verde escuro das folhagens das árvores. Este é o resultado do trabalho “Symbiosis” da artista Roberta Carvalho, que, ao que tudo indica, começa a extrapolar as fronteiras geográficas. Após o sucesso da obra na Virada Cultural da capital paulista em abril, ela volta a apresentá-lo em São Paulo, agora por meio do Circuito SESC de Artes. Entre os dias 1 e 19 de junho, o projeto irá percorrer 16 municípios do Estado, fazendo com que novamente uma paraense esteja no centro das atenções no maior pólo cultural do país.


O projeto “Symbiosis” se apropria da projeção para, com poesia, instigar a reflexão sobre a antagônica relação do homem com a natureza. E a idéia de Roberta está rendendo bons frutos, como a aprovação do trabalho no edital Micro Projetos Amazônia Legal do Minc e algumas premiações. Trata-se de uma trajetória que vem sendo trilhada há um bom tempo, prova disso é a 2ª colocação no Arte Pará 2005, resultado do trabalho “Minutos de Silêncio”, uma vídeo-instalação feito em parceria com Keyla Sobral e a premiação com uma bolsa de pesquisa e criação artística do IAP, em 2006,com o projeto “Indústria da Saudade”. “Essa coisa do vídeo sempre esteve presente no meu trabalho. Em várias propostas artísticas eu busquei experimentar com a imagem em movimento. Eram caminhos que já me levavam para o ‘Symbiosis’”, diz.


As atenções do público começaram a se voltar para o “Symbiosis” após a participação de Roberta no Festival Vivo Art.Mov Belém, em setembro de 2010, e na programação do aniversário de Belém, em janeiro deste ano. A partir dali, premiações e elogios a fizeram ser convidada para participar da Virada Cultura de São Paulo, uma das programações artístico-culturais mais importantes do país. “O convite para ir para São Paulo pintou após participar de importantes eventos em Belém. Projetar na Virada Cultural foi uma experiência incrível. Lá, apresentei meu trabalho para milhares de pessoas por um tempo expressivo, de 19 às 5 h da madrugada”, conta Roberta, que já expôs na capital paulista há 3 anos, na mostra coletiva da Fotoativa denominada “Cartografias Contemporâneas – Fotoativa Pará”.


Agora, o desafio é outro. Roberta irá fazer um intensivo de projeções do “Symbiosis” passando por 16 cidades do Estado pela programação do Circuito SESC de Artes – que contará com a participação de artistas dos mais diversos segmentos. “Acho que será um momento muito interessante do projeto em que terei que ter muita versatilidade nas ações. São 16 cidades consecutivas, com poucos intervalos”. E para evitar uma repetição cansativa, Roberta, claro, aposta na experimentação. “Irei propor uma estética relacional em que filmarei pessoas dessas cidades nas quais passarei e elas farão parte da obra, sendo as imagens a serem projetadas. A ideia é levar a experimentação ao ápice incorporando novas possibilidades ao trabalho”. O trabalho de Roberta passará por praças de cidades como Mogi das Cruzes, Cruzeiro e Campos do Jordão, entre outras.


E assim, Roberta acredita estar comprometida com aquilo que ela considera primordial nas artes, a provocação. “Eu sempre procuro surpreender a todos e a mim mesma. Acho que a arte é matéria para a vida e o ‘Symbiosis’ se propõe a falar e fazer sentir isto. Minha proposta é provocar a participação das pessoas, seja com um sorriso, com um pensamento ou um susto”. Para conhecer mais o trabalho da artista acesse http://robertacarvalho.carbonmade.com

Serviço: “Symbiosis”, de Roberta Carvalho, em São Paulo pelo Circuito SESC de Artes – 1 a 19 de junho.Informações:http://circuitosescdeartes.com.br/2011/

Abertura do II Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia – “Crônicas Urbanas”, “Solitude” e “Diários da Cidade”

II Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia

Mostra “Crônicas Urbanas” será aberta na próxima terça-feira (15) no Museu da UFPA, que recebe também a exposição “Solitude”, com imagens inéditas de Luz Braga, fotógrafo homenageado

Será lançada nesta terça (15), às 19h, no Museu da Universidade Federal do Pará (UFPA), a II Mostra Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia – Crônicas Urbanas. Depois de se debruçar sobre a diversidade cultural brasileira em sua primeira edição, desta vez o projeto tomou como ponto de partida a cidade como lugar privilegiado de ação da cultura. E propôs ao artista um exercício sobre o universo urbano, seu cotidiano, suas imagens e representações.

Participam da mostra 21 artistas (veja lista completa abaixo), selecionados entre 254 inscritos provenientes de várias regiões brasileiras. Destes, três foram premiados: Silas José de Paula (CE), na categoria Crônicas Urbanas; Leonardo Sette (PE), na categoria Diário Contemporâneo; e Roberta Carvalho (PA), na categoria Diário do Pará. Cada vencedor receberá um prêmio de R$ 10 mil, além uma ajuda de custo para a produção dos trabalhos, no valor de R$ 1.200 – que será conferida a todos os 21 artistas selecionados.

A comissão julgadora do concurso – formada pelo curador, historiador e crítico de arte Tadeu Chiarelli; a curadora e professora Marisa Mokarzel; e o fotógrafo e professor Alexandre Sequeira – analisou um total de 254 trabalhos. Participaram da seleção artistas de São Paulo (SP), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Curitiba (PR), Salvador (BA), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), São Luiz (MA), Cuiabá (MT), Brasília (DF), Aracajú (SE), Macapá, (AP) e Manaus (AM).

 

Solitude

Na ocasião, também será aberta à visitação a mostra “Solitude”, com trabalhos inéditos de Luiz Braga, fotógrafo homenageado desta edição. A longa trajetória imagética do fotógrafo, marcada pela forte presença humana, aqui se faz inversa. É por meio das ausências que emergem as lembranças da infância, dos vizinhos que se foram, das trocas afetivas.

A mostra retrata momentos importantes da vida de Luiz, com situações fotografadas em casas distintas, como a do escritor paraense Bruno de Menezes, na Cidade Velha. Ainda como parte da programação do II Prêmio Diário Contemporâneo, Luiz fará um bate-papo com o público no dia 6 de abril, no IAP.

Diários da Cidade

Uma das novidades desta edição, a mostra “Diários da Cidade” reunirá imagens produzidas por fotógrafos do Diário do Pará, com curadoria de Alberto Bitar, Octavio Cardoso – editores de fotografia do Diário – e Mariano Klautau Filho – curador geral do projeto. Dezoito artistas integram a exposição, que será aberta nesta quarta-feira (16), às 19h, na Sala Gratuliano Bibas, no Museu Casa das Onze Janelas.

No Laboratório das Artes, Luiz Braga exibirá o vídeo inédito “Do Outro Lado da Rua”, em que apresenta cerca de 70 fotografias de uma novena feita em uma casa da travessa Tirandentes, no bairro do Reduto, em frente de onde hoje está situado o seu estúdio fotográfico.

SERVIÇO:

Mostras “Crõnicas Urbanas” e “Solitude”

Abertura: 15 de março, às 19h, no Museu da UFPA (Av. José Malcher, esquina com Generalíssimo Deodoro, Nazaré).

Visitação: até o dia 15 de maio.

Entrada franca.

Mostras “Diários da Cidade” e “Do Outro Lado da Rua”

Abertura: 16 de março, às 19, no Museu Casa das Onze Janelas (Praça Frei Caetano Brandão, Cidade Velha).

Visitação: até o dia 17 de abril.

Entrada franca.

Para ver a programação completa, acesse: www.diariocontemporaneo.com.br

Novidades também pelo Twitter: www.twitter.com/premiodiario

Informações: 3224-0871 / 3242 – 8340 / contato@diariocontemporaneo.com.br

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Diário do Pará, com patrocínio da Vale. Apoio: Museu da UFPA, Instituto de Artes do Pará, Sol Informática.

II PRÊMIO DIÁRIO CONTEMPORÂNEO DE FOTOGRAFIA


PREMIADOS:


Silas José de Paula (CE) – Prêmio Crônicas Urbanas

Leonardo Sette (PE) – Prêmio Diário Contemporâneo

Roberta Carvalho (PA) – Prêmio Diário do Pará

> Imagem da série Projeto Symbiosis, de Roberta Carvalho (PA)

> Imagem da série Gente no Centro, de Silas José de Paula (CE)

> Imagem da série Luzes Inimigas, de Leonardo Sette (PE)

SELECIONADOS:

Anita de Abreu e Lima (PA)

Everaldo Pereira do Nascimento (PA)

Ionaldo Rodrigues da Silva Filho (PA)

José Ricardo Carvalho de Macêdo (PA)

Keyla Cristina Tikka Sobral (PA)

Carlos Alexandre Dadoorian (SP)

Fabio Okamoto (SP)

Felipe de Aquino Ramos (SP)

Coletivo Cia de Foto (SP)

Fernanda Grigolin (SP)

Francilins Castilho Leal (MG)

Pedro David de Oliveira Castello Branco (MG)

Fonte: Assessoria de Comunicação do II Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia


II Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia – Premiados e Selecionados

Silas José de Paula (CE), Leonardo Sette (PE) e Roberta Carvalho (PA) são os grandes vencedores do II Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia – Crônicas Urbanas. A comissão de seleção (foto), composta por Tadeu Chiarelli, Marisa Mokarzel e Alexandre Sequeira, avaliou quase 300 trabalhos vindos de todas as regiões do Brasil.

Os três trabalhos irão compor a mostra Crônicas Urbanas, que será montada no dia 15 de março, no Museu da UFPA, ao lado dos outros 18 trabalhos selecionados. Aguarde mais informações e confira a seguir a lista completa:

PREMIADOS:

1. Silas José de Paula (CE) – Prêmio Crônicas Urbanas

2. Leonardo Sette (PE) – Prêmio Diário Contemporâneo

3. Roberta Carvalho (PA) – Prêmio Diário do Pará

SELECIONADOS:

4. Anita de Abreu e Lima (PA)

5. Everaldo Pereira do Nascimento (PA)

6. Ionaldo Rodrigues da Silva Filho (PA)

7. José Ricardo Carvalho de Macêdo (PA)

8. Keyla Cristina Tikka Sobral (PA)

9. Carlos Alexandre Dadoorian (SP)

10. Fabio Okamoto (SP)

11. Felipe de Aquino Ramos (SP)

12. João Keir – Cia de Foco (SP)

13. Fernanda Grigolin (SP)

14. Francilins Castilho Leal (MG)

15. Pedro David de Oliveira Castello Branco (MG)

16. Viviane Gueller (RS)

17. Marina Rieck Borck (SC)

18. Fernanda de Oliveira Antoun (RJ)

19. José Eduardo Nogueira Diniz (RJ)

20. Haroldo Bezerra Sabóia Filho (CE)

21. Péricles Mendes da Silva (BA)

Fonte: Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia

 

[Obra em Questão] Symbiosis, de Roberta Carvalho

A obra Symbiosis de Roberta Carvalho foi apresentada durante o VIVO ART.MOV na praça do Píer das Onze Janelas, e é um exemplo de como utilizar vídeo e projeções com pertinência em relação ao tema e, principalmente, coerente com a trajetória artística da autora. Esquecendo, qualquer sinopse artística ou justificativa semiótica, o impacto visual gerado pela obra vai além de uma proposta estética e atinge o passante com intensidade e crítica. Roberta usa o projetor multimídia, tão banalizado na arte contemporânea, com o mesmo deslumbre ao espectador das primeiras projeções de cinema do início do século passado, que causavam medo com a chegada do trem na estação, e hoje coloca um rosto melancólico de criança em uma árvore, que amedronta e faz pensar. Muito bom.

A PRODUÇÃO VIDEOGRÁFICA NA ARTE CONTEMPORÂNEA DE BELÉM: UMA ABORDAGEM DA SITUAÇÃO – de Orlando Maneschy e Danielle Barbosa

A PRODUÇÃO VIDEOGRÁFICA NA ARTE CONTEMPORÂNEA DE BELÉM: UMA ABORDAGEM DA SITUAÇÃO

INTRODUÇÃO

Quais as características da produção de vídeo-arte em Belém? Este é um dos motes que nos leva a mergulhar no objeto de nossa atenção. A história da vídeoarte é longa, na verdade foi e continua sendo um território de passagem entre os meios tecnológicos de captação da imagem, evoluindo sua capacidade de expressão através das maneiras de utilização e transmissão de imagens/fatos, sejam fictícios ou reais, por vezes explorando o espaço fora da tela de projeção e provocando os limites de percepção do expectador, envolvendo-o nesse emaranhado de sensações captadas. Este artigo pretende, não somente explorar a produção de vídeo na cidade de Belém do Pará e suas principais características, mas ressaltar a importante contribuição desses artistas em inscrever na história da arte paraense sua percepção a cerca das manifestações nacionais e internacionais da década 1980, onde as gerações independentes estavam em alta como uma das vertentes da produção de vídeo, desencadeando discussões provocativas até chegar às novas artes midiáticas.

Com a colaboração dos artistas de nossa Região em ceder algumas de suas obras, nos unimos em torno de um grande objetivo, dentro desse subprojeto,o de organizar um Banco de Dados e recuperar alguns trabalhos audiovisuais danificados pelo tempo. Esse resgate histórico da produção de vídeo regional está nos proporcionando um curto acervo dessa modalidade expressiva que surgiu com o alvoroço da década de 1980. Esperamos com essa iniciativa contribuir para a ampliação dos espaços de pesquisa que abrange as áreas de Artes, Comunicação e outras afins, proporcionando a criação de fontes seguras de pesquisas sobre a produção artística audiovisual de Belém.

Frames dos filmes de Antonio Dias , The Illustration of Art I, II e III, 1971. super-8, mudo, cor

PRIMEIRAS EXPERIÊNCIAS NACIONAIS – Um ponto a ser considerado

O vídeo chegou ao Brasil aproximadamente em meados dos anos 1960 e início dos anos 1970, advindo de algumas experiências realizadas por brasileiros residentes em outros países, como é o caso de Antônio Dias, um dos  primeiros a realizar obras em vídeo ainda que em território estrangeiro. Um dos empecilhos para o avanço dessas produções diz respeito à dificuldade de aquisição de equipamentos como o Portapackda Sony, um gravador portátil de vídeo que proporcionava aos seus usuários a liberdade da captação da imagem através de uma percepção pessoal.

A produção era ainda bastante experimental, os artistas dessa época encontravam-se entre o eixo Rio – São Paulo e muitos já eram consagrados artisticamente, mas o vídeo ainda era um meio a ser explorado. O que se pode realmente dizer é que havia artistas experimentando o vídeo, em busca de um novo suporte artístico diferente dos tradicionais. Daí pode-se falar um pouco de sua primeira categoria, o “vídeo-experimental” da primeira geração, conhecida como “geração dos pioneiros”.

A produção dos pioneiros era caracterizada pela ação performática, ou seja, o corpo em evidência, a interação do corpo real com o corpo tecnológico, na maioria das vezes o do próprio artista, criando uma espécie de auto-retrato, assim como na pintura, porém o vídeo não é estático e permite liberdade para a realização das ações, deixando o artista-performer à vontade para explorar as sensações do corpo. Em 1976 Walter Zaninii, o então diretor do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC/SP), presenteou esta instituição com um equipamento portátil para gravação de vídeo e o disponibilizou aos artistas.

Criou então, o Setor de Vídeo do MAC de onde saíram vários nomes que se consagraram nas gerações seguintes, este espaço foi uma espécie de incubadora de entusiastas do vídeo e era coordenado por Cacilda Teixeira Costaii, responsável por desenvolver as três fases do projeto traçado por Zanini.“o estudo histórico do vídeo desde suas primeiras aplicações como uma mensagem artística e a organização de um centro de informação e documentação; realização de exposições dedicadas especificamente a trabalhos em vídeo; organização de uma área operacional para a pesquisa dos artistas em colaboração como o museu” (COSTA 2003: 70-73).

Dentre os artistas que compõem esse quadro do eixo Rio-São Paulo destacam-se: Antônio Dias, Miriam Danowski, Letícia Parente, Paulo Herkenhoff, Ivens Machado, Fernando Cocchiarale, Anna Bella Geiger e Sônia Andrade, esses do Rio de Janeiro. Em São Paulo ressaltam-se os nomes de Regina Silveira, Julio Plaza, Carmela Gross, Donato Ferrari, Gabriel Borba, Marcelo Nietche, Gastão de Magalhães e José Roberto Aguilar. Dessa primeira gama de idealizadores, poucos continuaram suas produções voltadas para o uso do vídeo, já no fim dos anos 1970 partiram para outras propostas.

No início dos anos 1980, quando o primeiro impacto do vídeo parecia declinar, surge a produção independente, um verdadeiro “boom” na história da vídeoarte nacional, esta segunda fase de idealizadores mudaria por completo o percurso da programação exibida na televisão. Ao contrário da primeira geração, os artistas da segunda fase não eram consagrados artisticamente, eram em sua maioria jovens estudantes entre 18 e 20 anos de idade, vindos de diferentes áreas do conhecimento como artes, comunicação, jornalismo, psicologia, filosofia e até mesmo engenharia e física.

A característica da produção de vídeo desse período também se opõe ao que era estabelecido como critério de identificação da primeira geração, a busca não se prendia mais a novos suportes artísticos e tão pouco se preocupavam como o sistema museológico. Acreditavam na conversão da televisão de modo a transformar a imagem eletrônica, com uma produção mais documental evidenciando temas sociais.

Pode-se dizer que com o seu comportamento irreverente diante das câmeras, Glauber Rocha foi uma das pessoas mais influentes na tentativa de transformar os parâmetros tradicionais de exibição que a televisão estabelecia e inspirou vários grupos de produtoras independentes da época, dentre elas destacam-se a TVDO (Leia-se TV Tudo) e Olhar Eletrônico. Os independentes traçaram estratégias de uma produção vanguardista, investiram numa percepção mais ampla da realidade e uma de suas características era o registro em forma de documentários, suas temáticas levantaram novos questionamentos a cerca dos problemas enfrentados pela sociedade, resgatando valores culturais e instigando no expectador o senso crítico diante dos problemas em questão. Essas problemáticas resultaram em uma centena de trabalhos inspirados pela própria televisão, mas empregavam uma nova linguagem, muito mais dinâmica e inovadora.

Já a terceira geração de idealizadores do vídeo, que iniciou sua produção nos anos 1990 ficou conhecida como uma geração de criadores, suas idéias não se distanciavam muito da proposta dos independentes, na verdade esse grupo absorveu um pouco da curta e recente história do vídeo, das experiências adquiridas através dos outros grupos para efetivar suas conquistas.

Os artistas desse período se concentraram em produções mais autorais e eram menos descompromissados com os interesses sociais, “o único compromisso que une todos os representantes desta última geração é a investigação das formas expressivas do vídeo e a exploração de recursos estilísticos afinados com a sensibilidade de homens e mulheres da virada do século”. (MACHADO, 2007: 19-20).

Dentre os nomes que compunham este novo cenário dos criadores, vale ressaltar: Lucila Meirelles, Walter Silveira, Lucas Bambozzi, Carlos Nader, Marcelo Masarão, João Moreira Sales, Rodrigo Minelli, Patrícia Moran, Josely Carvalho, Arnaldo Antunes, Diana Domingues, Simone Michelin, Betty Leirner, Almir Almas, Inês Cardoso e os parceiros Jurandir Muller/Kiko Goifman e Maurício Dias/Walter Riedweg, Éder Santos e Sandra Kogut esses dois últimos consagrados internacionalmente.

Vídeo de Eder Santos, Roberto Berliner e Sandra Kogut produzido em 1988, para a canção escrita pelo poeta Chacal e musicada por Ricardo Barreto.

Vale ressaltar também que a geração da década de 1990 já nasceu assistindo TV, os tão sonhados equipamentos tecnológicos que proporcionavam o encantamento visual passaram a ser mais acessíveis nessa época, decerto que a cada nova geração o avanço tecnológico acompanha o ritmo das produções e a busca por tecnologias que  proporcionavam o deslocamento dessas informações acompanhavam o passo da evolução midiática.

A vídeoarte do Brasil passou por muitas dificuldades referentes à falta de equipamentos, mas apesar desse motivo, pode-se dizer que se comparado à produção internacional, os artistas brasileiros não ficam distantes em termos de criação e destacam-se por suas produções.

AS PRIMEIRAS INFLUÊNCIAS NA DÉCADA DE 1980 EM BELÉM

Depois do alvoroço das décadas de 1960 e 1970 que desencadearam árduas discussões referentes aos meios de comunicação de massa e dividiu opiniões a cerca da captação e utilização da imagem na arte, a proliferação do vídeo como uma modalidade artística alcançou as mais distantes regiões do mundo e não poderia ser diferente em nosso país.

Em mais de 40 anos de história, a vídeoarte ainda demorou a conquistar um amplo espaço na Região Norte. Sabe-se que ela existiu e ainda existe com algumas variáveis de nomenclatura, seja em salões de arte, sejam em mostras que o introduziram como linguagem artística no final dos anos 1980 em Belém, como: vídeo-experimental, vídeo-poema, simplesmente vídeo ou mais recentemente vídeo-instalação e vídeo-performance.

Somente na década de 1980, quando o cenário nacional foi movido de conquistas no âmbito político é que no Pará começa a surgir esse interesse  pelo audiovisual numa perspectiva ainda meio cinematográfica e teatralizada. Em Belém, vídeoarte era uma palavra que se ouvia falar pouco e a busca por esse conhecimento a até mesmo as influências vieram de outras regiões do Brasil, muito relacionada a experiências do cinema de autor e do vídeo-experimental, onde eram apresentadas em mostras de vídeo e exposições de arte.

As primeiras experiências audiovisuais em Belém começaram a aparecer quando um grupo de estudantes de áreas de conhecimentos diversificados se uniu por um interesse em comum, produzir algo diferente na cena artística contemporânea paraense. O foco principal dessas produções era o estudo da utilização da imagem e seu caráter representacional, dentro da busca da construção de uma perspectiva pessoal, provocando uma mudança radical no sentido visual e sonoro das experiências realizadas.

Quando a câmera VHS surgiu, veio junto a possibilidade de utilizá-la para registrar as linguagens e misturá-las possibilitando as relações híbridas observadas hoje em algumas produções. Na época a palavra audiovisual significava trabalhar com uma série de imagens fotográficas seqüenciadas que davam movimento à história a ser contada. Os equipamentos eram de difícil acesso e a produção só era possível por intermédio de amigos que já realizavam trabalhos de cunho publicitário ou por instituições recentemente criadas para difundir a pesquisa nessa modalidade que a cada dia aumentava mais seu número de adeptos.

Ainda no início dos anos 1980 foi criado o Centro Regional de Artes Visuais da Amazônia (CRAVA), uma iniciativa que reuniu vários pesquisadores e iniciantes do âmbito artístico visual, em sua infra-estrutura contava com o que havia de melhor dos aparatos tecnológicos utilizados para a produção e transmissão de imagens, com forte ênfase para o cinema, mas que também funcionou como um espaço para a expressão do vídeo como manifestação autoral.

Mesmo sem saber ao certo qual denominação usar para essas experiências, esses jovens realizadores começaram a pesquisar as imagens, fixas e em movimento, através de câmeras de vídeo, por vezes sem a pretensão de constituir obras de arte.

Ainda nos anos 1980 o canal Music Television (MTV) começa a ser exibido no Brasil trazendo o hit do momento e que serviu de inspiração para algumas dessas produções, o Rock’n Roll e com ele os videoclipes musicais e influenciou vários adeptos do âmbito artístico nacional e internacional. Por sua vez, a poesia e a literatura também contribuíram como fonte de inspiração, que resultou em trabalhos envoltos de uma carga emocional e sensível, deixando transparecer um pouco do momento vivenciado seja no âmbito social ou pessoal. O cinema de autoral europeu também era uma fonte de inspiração para vários realizadores.

Essas linhas de inspiração do vídeo no território paraense abriram caminhos por onde se podia redescobrir uma nova perspectiva e assim foram surgindo as primeiras produções audiovisuais na década de 1980 na região da Grande Belém. Dentre os nomes mais importantes que marcaram o início dessa construção de imagens em movimento partindo da fotografia, da televisão, do cinema e trilharam caminhos no vídeo, há de se destacar os nomes de: Aníbal Pacha, Nando Lima (que apesar de trabalhar com cenários para peças teatrais inseria o vídeo como elemento de composição de alguns espetáculos e também foi bastante influenciado pelos videoclipes), Jorane Castro, Dênio Maués, Mariano Klautau Filho, Orlando Maneschy (orientador desta pesquisa), Marta Nassar (que, a despeito de criar em cinema, seus curtas-metragens circulavam com algumas características do vídeo e particularmente são identificados com a linguagem da vídeoarte) e Val Sampaio, esses nomes propiciam o aparecimento de outros que iriam se destacar nas décadas seguintes, e que produzem vídeos em períodos distintos, ainda de caráter experimental fazendo referência à pintura, à fotografia e ao próprio cinema.

Frames do vídeo Pandora, de Mariano Klautau Filho.

Podemos citar, aqui, alguns trabalhos fundamentais, como Secreta Cinza (Val Sampaio e Mariano Klautau FIlho), Cenesthesia (Jorane Castro, Dênio Maués). Apesar das significativas experiências realizadas por nossos curiosos artistas da década de 1980, em sua maioria não classificavam essa produção como vídeoarte, mas como experiências realizadas que foram a tentativa de uma ruptura de suporte.

Depois das primeiras experiências dos anos 1980 e 1990, que tentavam romper com a tradição do cinema e da televisão, encontramos trabalhos que articulam já irão se assentar dentro do campo do vídeo e ser exibido no cenário da arte, ora chamado simplesmente de vídeo, ora de vídeoexperimental. Dentro do campo específico das artes visuais temos hoje uma nova gama de jovens idealizadores que vem produzindo em vídeo e colecionam em seus currículos várias exposições em salões nas diferentes vertentes ou subcategorias do vídeo.

Nomes como Alberto Bitar, Armando Queiroz, Dirceu Maués, Melissa Barbery, Roberta Carvalho e Keyla Sobral. Flavya Mutran, Vitor Souza Lima, Victor De La Rocque (ganhador do Grande Prêmio do Salão Arte Pará 2008), Luciana Magno, Josynaldo Vale, Carla Evanovitch, Neuton Chagas, são alguns destaques que obtiveram êxito em suas produções transitando pela linguagem do vídeo na arte contemporânea paraense.

Vermelho ( video arte, 2005/2007 ), de Melissa Barbery

Hoje vídeoarte paraense é algo que ainda está em crescimento e aos poucos vai se concretizando, com trabalhos que determinam seu foco principal no vídeo e seus desdobramentos espaciais, pois apesar das fronteiras de atuação do cinema e do vídeo terem sido apagadas mesmo tendo um campo se atuação definido, vivemos um momento de fusão que é difícil classificar por ser híbrido de sentidos e formas de representação, percebemos hoje elementos da vídeoarte dentro do cinema e elementos do cinema dentro da vídeoarte.

Tudo é uma questão de transição de suportes e o vídeo encontra-se mais uma vez num rito de passagem para os meios mais recentes de representação e interação com o público, apesar de ainda ser um pólo pequeno de pessoas que trabalham com técnicas que se fundem em Belém. Verificamos, ainda, impressões pessoais que deixam revelar o diálogo com a região, como a chuva e as características locais, os casarões antigos abandonados, e toda uma gama de referências e citações culturais.

Todas essas impressões ampliam as proposições artísticas do vídeo para a videoinstalação em muitos casos observados, trazendo-nos hoje a um cenário rico e multifacetado em suas experiências visuais, constituindo o que podemos chamar hoje de vídeoarte paraense.

AS PRIMEIRAS EXIBIÇÕES DE VÍDEOS NOS SALÕES DE ARTE NO PARÁ

Como podemos perceber ao longo desta história da passagem do cinema para o vídeo e como essas categorias que apesar de próximas ainda conseguem ser distinguidas uma da outra, existe de fato uma produção em Belém ainda caminhando para uma concretização de território. Entre os vários salões de arte que hoje encontramos em nossa região, destaca-se o Salão Arte Pará, criado em 1982 pelas Organizações Romulo Maiorana e que se tornou o principal salão de arte da Região Norte do país, além de outros posteriores à sua criação como o Salão Unama de Pequenos Formatos, o Salão Primeiros Passos do CCBEU e vários outros que aos poucos vão ganhando destaque.

Hoje podemos contar também com o apoio de centros destinados às exposições como o Museu Histórico do Estado de Belém (MHEP), o Museu de Arte Sacra (MAS), o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, integrantes do Sistema Integrado de Museus (SIM), o Museu de Arte de Belém (MABE), a Galeria Theodoro Braga, o Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA) e o Museu da Imagem e do Som (MIS), entre outros. Sem esquecer de mencionar também a importância das instituições que tem o seu interesse voltado para a democratização da Arte, facilitando o acesso ao público e atraindo novos talentos, a fim de aprimorar os conhecimentos nas diversas áreas do campo artístico, é o caso da Fundação Curro Velho, da Casa da Linguagem, do Instituto de Artes do Pará (IAP), do Instituto de Ciências da Arte da UFPA (ICA/UFPA), da Universidade da Amazônia (UNAMA), e Fundação Romulo Maiorana.

Depois das primeiras tentativas que difundir a produção local de vídeo, este somente entrou nos espaços dos salões de arte no II Salão Paraense de Arte Contemporânea, em 1992, com o vídeo Delírio, de Val Sampaio, e depois regressa em 2001 na 20º edição do Salão Arte Pará, com obras de dois artistas de cidades diferentes, Bruno de Carvalho do Rio de Janeiro, com o vídeo Dyspepsia e Mima Lunardi do Rio Grande do Sul com um vídeo Sem Título. Mas foi em 2002 que o Salão Arte Pará exibiu a primeira obra em vídeo de um artista paraense, intitulado Dóris, realizado por Alberto Bitar e Paulo Almeida, os primeiros artistas a exibir esta modalidade dentro de um Salão de Arte de nossa região. Em sua 22º edição, o Salão Arte Pará contou com a participação do vídeo Paisagem Urbana em Três Atos também dos primos Alberto e Léo Bitar. A partir dessa iniciativa, outros salões passaram a integrar em seus editais a aceitação desta modalidade como obra artística, em 2004 o Salão Unama de Pequenos Formatos exibiu entre suas obras, os vídeos Fragmentos de Segundo Plano dos primos Alberto e Leo Bitar, Víboras de Artur Árias e Carlos Vera Cruz e Cem Anos de Paulo Almeida.

O Salão Arte Pará por sua vez exibiu o vídeo Correspondências (do espinho/ da vida/ da arte), uma vídeo-instalação do artista Acácio Sobral, garantindo-lhe o Primeiro Grande Prêmio, neste período o vídeo já começava a ganhar espaço dentro dos salões. Ainda nesta edição do salão, contamos com a participação de artistas de outras cidades como Paula Trope do Rio de Janeiro, Cláudia Barbian do Rio Grande do Sul, Eduardo Srur e Fenando Huck de São Paulo e Léo Tafuri de Minas Gerais.

Na sua 24ª edição, o salão exibiu os vídeos Pintura de Emmanuel Nassar, Quase Todos os Dias de Alberto e Léo Bitar, E-Happy de Artur Árias Dutra e Minutos de Silêncio de Roberta Carvalho e Keyla Sobral, garantindo à estas o 2° Grande Prêmio do salão.

Em 2006 já era considerável o número de participantes nesta modalidade, dentre os artistas vindos de outras cidades, destacam-se os paraenses Graziela Ribeiro Baena com o vídeo L’artista e Dirceu Maués com o vídeo Feito Poeira ao Vento. Mas foi em sua 26º edição que o salão investiu num novo espaço de discussões a cerca desta modalidade, apresentando um ciclo de projeções que reuniram diversos nomes da arte do vídeo paraense expondo seus trabalhos em uma Mostra de Vídeos que aconteceu paralela à programação do evento.


Nessa edição do salão, o vídeo compôs cenários e ações, nunca esteve tão presente como um meio pelo qual se esboçam diálogos com a pintura, escultura, objetos e intervenções urbanas registrando determinadas questões pertinentes ao momento presente, possibilitando um diálogo com a cidade, propiciando reflexão e olhares sensíveis na maneira em que são abordados os temas.

Essa Mostra de Vídeo teve curadoria da crítica-pesquisadora em artes Marisa Mokarzel e a assessoria de Alexandre Sequeiraiv, que após diversas discussões e reflexões sobre esta produção, resolveram reuni-las garantindo um breve mapeamento classificando quatro grupos de blocos temáticos exibidos na Mostra, são eles: “Cor e Linha: Vídeo-Pintura”, “Belém, Pará que Te Quero Bem”, “Vídeo Animação” e “Contemporâneo”.

Desde o início da pesquisa, nosso principal objetivo em prosseguir por uma concretização de um Banco de dados e um Acervo de obras em vídeo, diz respeito a um único intuito, garantir aos estudantes e pesquisadores acesso à essas produções e intensificar discussões e hoje podemos dizer que grande parte das conquistas se deu através da persistência dos artistas mencionados neste artigo, todos sem exceção, contribuíram para este resultado.

Nossa pesquisa histórica deixa claro que existe sim um trabalho consistente de vídeoarte em nossa região e que merece atenção especial e olhar arguto para não apenas mapear sua produção e escrever sua história, mas construir uma reflexão necessária e urgente sobre esta linguagem no Pará.

NOTAS:

I Walter Zanni é professor titular aposentado da Universidade de São Paulo – USPA, Presidente da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas, foi diretor do Museu de Arte Contemporânea

de São Paulo – MAC/SP e fundador do Setor de Vídeo do mesmo Museu em 1977.

II Cacilda Teixeira da costa é curadora independente, Doutora em Artes pela Universidade de são Paulo e foi coordenadora do Setor de Vídeo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo em 1977 e 1978.

III Marisa Mokarzel é Doutora, em Sociologia, Mestra em História da Arte, Professora do curso de Artes Visuais e Tecnologia da Imagem da Universidade da Amazônia (UNAMA) e Diretora do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, em Belém do Pará.

IV Alexandre Romariz Sequeira possui graduação em Arquitetura pela Universidade Federal do Pará (1985) e especialização em Semiótica e Artes Visuais pela Universidade Federal do Pará (2005). Atualmente é professor titular da Universidade Federal do Pará. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Artes Plásticas.

REFERÊNCIAS:

MACHADO, Arlindo. Arte e mídia. Rio de Janeiro. Editora Jorge Zahar, Edição 2007.

MACHADO, Arlindo. A Arte do Vídeo. São Paulo. Editora Brasiliense. 2º Edição, 1990.

MACHADO, Arlindo (Org.). Made in Brasil: Três décadas do vídeo brasileiro. Editora Iluminuras e Itaú Cultural, 2007.

MACHADO, Arlindo. Pré-cinemas & pós-cinemas. Campinas – São Paulo. Editora Papirus, 1997. – (coleção campo imagético).

MELLO, Christine. Extremidades do Vídeo. Tese de Doutorado em Comunicação e Semiótica, Pontifícia Universidade Católica, São Paulo, 2004.

OLIVEIRA, Relivaldo Pinho de (Org.). Cinema na Amazônia: textos sobre exibição, produção e filmes. Belém. CNPq, 2004.

RUSH, Michael. Novas mídias na arte contemporânea; NASSER, Cássia Maria

(Trad.); MICHAEL, Marylene Pinto (Revisão de Trad.), São Paulo, Editora Martins Fontes, 2006. (Coleção a).

VERIANO, Pedro. Cinema no Tucupi. Belém. SECULT, 1999.

ZANINI, Walter. “Primeiros Tempos as arte/tecnologia no Brasil” IN: DOMINGUES, Diana (Org.). A arte no século XXI – A humanização das tecnologias. EDUSP:

São Paulo, 1997.

Autores

ORLANDO MANESCHY

Artista, Professor e Curador Independente. É doutor em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo [Signo e Significação nas Midias] (2005). É Professor Adjunto do Instituto de Ciências da

Arte – ICA da Universidade Federal do Pará, onde ministra cursos na graduação e pós graduação. Atua em projetos de arte no Brasil e no exterior.

DANIELLE BARBOSA

Graduada do Curso de Educação Artística da FAV/ICA/UFPA e ex-orientanda e ex-bolsista do CNPQ no sub-projeto Mapeamento da Produção Videográfica na Arte Contemporânea de Belém.

Fonte: ANPAP – 18º Encontro da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas
Transversalidades nas Artes Visuais – 21 a 26/09/2009 – Salvador, Bahia

Bibliografia [X] // “Seqüestros” de Orlando Maneschy

O primeiro livro da Bibliografia [x] é “Sequestros” do artista e pesquisador Orlando Maneschy. O livro é obrigatório, tanto pela qualidade do mapeamento que faz da imagem na arte paraense contemporânea, quanto por ser das raríssimas obras sobre o assunto publicadas no Pará. Mesmo sendo um trabalho resultado de bolsa para recém-doutores, de alto nível acadêmico, a linguagem dinâmica e atual permite uma leitura para todos os públicos interessados em arte. O autor selecionou 35 artistas paraenses que trabalham com a imagem em suas obras, fez suas biografias e selecionou trabalhos de cada um para o livro. Desde as “amazônias” de Luiz Braga as instalações de João Cirilo, passando pelas intervenções em prédios históricos de Roberta Carvalho e as performances surreais de Lúcia Gomes, pra citar apenas alguns, o livro transborda em arte, em suas múltiplas linguagens. A trajetória destes artistas mapeados pelo autor faz do livro bibliografia básica para compreender a arte contemporânea paraense.

Luiz Braga


João Cirilo

Roberta Carvalho, Pretérito do Presente

Lúcia Gomes, Santuário Sanitário

OBS: as obras acima não fazem parte do livro em questão, coletei imagens na internet em diversos sites como Cultura Pará, Overmundo, em albuns do Picasa e blogs de fotografia