DIGA NÃO AO PROJETO DE MUDANÇAS DOS PRÉDIOS HISTÓRICOS DE BELÉM!

ASSINE AQUI A PETIÇÃO!

Em muitas cidades pelo país como Salvador, São Luis, Recife, que investem no turismo, preservam suas origens, seus centros históricos, patrimônios e não deixam de lucrar com isso. Mas em Belém é diferente, porém exatos 22 vereadores aprovaram o projeto que dispõe a alteração do Plano Diretor Urbano do Município de Belém buscando alterar a lei que protege o Centro Histórico de Belém, permitindo que se construam prédios que o descaracterizam. Próximo de 400 anos é triste saber que o poder das construtoras é maior que o amor que devemos ter pela memória, pelo patrimônio histórico, onde surgiu a cidade de Belém. Aquele espaço é o nosso resquício do que já foi à cidade mais portuguesa do Brasil. Realmente, somos a cidade do “já teve”, não deixe isso continuar, o projeto foi aprovado pelos vereadores, porém, fica reservado o poder se sancionar ou vetar ao prefeito de Belém, vamos nos mobilizar para que essas assinaturas possam chegar às mãos do prefeito. DIVULGUE!


Vão destruir o ver o peso e construir um shopping Center
Vão derrubar o Palacete Pinho pra fazer um condomínio
Coitada da Cidade Velha que foi vendida pra Hollywood
Pra ser usada como um albergue num novo filme do Spielberg

 

Por que isto é importante

O projeto do vereador Gervásio Morgado de alterar os prédios históricos de belém foi aprovado.
Nós não podemos deixar que o nosso passado morra ou seja alterado!
Vamos VETAR esse projeto!!!

ATO PÚBLICO OLHOS DO PATRIMÔNIO

A História do Pará presente no patrimônio material esta sendo destruída. Você vai ficar parado?

A azulejaria sendo depredada, palacetes sendo derrubados, monumentos esquecidos…
Se você se indigna com esse descaso, JUNTE-SE! Música, fotografia, intervenções urbanas, oficinas e poesia.

Todos os eventos são gratuitos.

Data: Domingo 05 de Fevereiro de 2012
Local: Praça do Ferro de Engomar (Praça Coaracy Nunes)

Arcipreste Manoel Teodoro , entre Presidente Pernambuco (próximo à Padre Eutíquio / Pátio Belém / CCBEU / Studio Pub / Unimed Batista Campos)

Belém do Pará, Brasil

Horário: 9h30 ás 13.
Twitter: #olhosdopatrimônio

Fotos de Valério Silveira (fachada) e Michel Pinho (interior).

De acordo com notícia do Diário do Pará uma equipe de técnicos da Secult/DPHAC foi ao local e recolhei os azulejos derrubados no chão pelos ladrões e os levou para restauro.  O secretário de cultura foi ao local e demonstrou pesar pelo ocorrido. Todas as notícias inócuas em relação à degradação do imóvel histórico como um todo. A Prefeitura de Belém/ FUMBEL pelo que li e ouvi ainda não se pronunciou sobre o assunto. É incrível como as ações de preservação do patrimônio só são tomadas quando existe risco de destruição total dos prédios ou seu saqueamento.

Restauro da Igreja do Carmo: IPHAN, Lei Rouanet e Vale

Panorama do Pará desenhado por J.L Righini, obra intitulada de Panorama do Pará em Doze Vistas.

Acervo: Centro de Memória da Amazônia – UFPA

É com certeza uma boa notícia para a preservação do patrimônio histórico em Belém. Porém me preocupa a realização do IPHAN, já que as obras da Igreja de Sant’anna se prolongam a 8 anos e o Solar Barão do Guajará, sede do Instituto Histórico e Geográfico, está em obras eternas. Eles possuem corpo técnico pra tocar e fiscalizar três obras dessas dimensões? Percebi grande negligência nas obras do Mercado de Carne no que tange ao entorno e ao uso do espaço após o restauro, o mesmo já havia ocorrido no Palacete Pinho. Outra informação também precisa de análise é a questão do patrocínio da Vale via Lei Rouanet, que acordo com o site da Arquidiocese “O projeto, apresentado pelo Instituto de Patrimônio Histórico Cultural Nacional (IPHAN), está orçado em R$ 4.189.103,03, valor que será patrocinado pela Vale, com recursos da Lei de Incentivo à Cultura (Rouanet). O recurso para a realização da obra já foi depositado à Arquidiocese de Belém. Agora a Vale abrirá processo licitatório para contratar a empresa que fará a reforma, coordenada pela Igreja de Belém em parceria com a superintendência regional do Iphan. “É bom que essa reforma aconteça em uma data como esta. Afinal, esta igreja é uma referência da cultura e da arte sacra”, declarou o Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa.”. A Vale precisa de Lei de incentivo, pelo que sei já paga uma insignificância de impostos, para bancar seus projetos culturais? Outra coisa, por que não patrocina projetos culturais via edital como todos os grandes patrocinadores do país. O Fórum Landi precisa estar inserido neste projeto assim como a CiVIVA para dar transparência ao processo de restauro. Espero que o projeto inclua em seu projeto ações de cidadania e educação patrimonial no entorno, principalmente com crianças e adolescentes em situação de risco.

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No dia em que Belém completará 396 anos, nesta quinta-feira (12), a Vale e a Arquiocese de Belém assinarão um contrato para restauração arquitetônica do Igreja de Nossa Senhora do Carmo, localizada no bairro da Cidade Velha. O templo, construído em meados do século XVII, foi tombado pela União em 1941.

A necessidade de intervenção para conservação da igreja já era um sonho antigo da Arquidiocese de Belém. O objetivo da reforma é garantir a preservação dos elementos construtivos e artísticos, além de seus bens integrados, tais como púlpitos, retábulos laterais e mor e, principalmente, nos setores internos, o que inclui o forro, revestimentos e a pintura que já está comprometida em virtude da umidade.

A restauração também se estende à parte externa da igreja. A fechada, por exemplo, incluindo o revestimento, as torres, os elementos decorativos e a cobertura, apresentam danos significativos. Todo o trabalho de restauração será executado em parceria com a superintendência regional do Instituto do Patrimônio Histórico Cultural Nacional (Iphan) e Arquidiocese de Belém, instituição que mantém a propriedade da igreja.

José Carlos Gomes Soares, diretor da Vale, destaca a importância da Igreja do Carmo para a capital paraense. “Esta iniciativa objetiva, sobretudo, valorizar a cultura paraense e, por isso, a sociedade será restituída com a plenitude da beleza desse templo que resgata o patrocínio histórico e arquitetônico de Belém. Esta intervenção ultrapassa as fronteiros do Pará quando trata-se de um monumento tombado pelo Iphan”, ressaltou Gomes.

A iniciativa será realizada com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Rouanet.

Fonte: DOL

Campanha “A Capela Pombo é do povo!” do Fórum Landi

A Capela Pombo [Séc. XVIII], de autoria do italiano Antonio Landi, está novamente sob ameaça de venda. Este crowdfunding, coordenado pelo Fórum Landi e com apoio da Universidade Federal do Pará, pretende unir forças no sentido de arrematar este patrimônio histórico de valor inestimável ao povo paraense, situado na Travessa Campos Sales, entre as Ruas Manoel Barata e 13 de Maio, no Bairro do Comércio.

Se não tomarmos uma atitude imediatamente, teremos de nos contentar com a dúvida: quem irá comprá-la? E o que será feito dela? Vamos ficar esperando pra ver ou vamos nos mobilizar, enquanto sociedade civil, pressionando o Governo a comprar essa briga a nosso lado?

Teremos seis meses pra arrecadar o valor total – nunca antes um crowdfunding no Brasil chegou a tanto, R$ 1.000.000,00. Parcial que seja, ao menos ganharemos legitimidade pra negociar com o atual proprietário.

A contrapartida? Uma vez arrematada, a Capela Pombo seria restaurada e preservada pela UFPA, através do Fórum Landi, e suas portas seriam permanentemente abertas ao grande público. Quer contrapartida melhor do que essa? Impossível. Além disso, porém, o nome dos doadores constarão em ordem alfabética em uma placa no interior da capela, após o restauro.

Vamos todos participar e dar um presente significativo e condizente com a magnitude de uma cidade como Belém!

Participe AQUI!

Restauro do Cemitério da Soledad na Agenda Mínima do Governo do Pará

Se a Agenda Mínima do Governo do Estado do Pará for cumprida como foi anunciada (esperamos) serão enfim liberados recursos para o restauro e readequação do Cemitério da Soledad. O  nome será modificado para Parque da Soledad. Enfim, depois de décadas de tombamento e anos de especulação, um sinal positivo em relação a preservação do espaço, que guarda o túmulo de grandes nomes da historia da Pará e pode ser transformado em importante ponto turístico da cidade, com localização estratégica. É um espaço que demanda um restauro diferenciado e um trato museológico extremamente delicado.

Cemitério da Soledade no Álbum do Pará de 1902.

O Theatro da Paz e os cupins

Não fui pego de surpresa por esta notícia, nada mais me impressiona em se tratando de preservação do patrimônio histórico no Pará. Acredito que não apenas o ex-secretário de cultura Sr. Edílson Moura é o culpado por negligenciar o Theatro da Paz, como também a Diretoria do Patrimônio e a Diretoria do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural, com quadros formados por arquitetos e historiadores, que são os responsáveis pela gestão de questões relativas a preservação e conservação de prédios históricos no Estado do Pará. E lembrando que nada fizeram pelo patrimônio histórico de Belém em quatro anos, não passaram uma mão de tinta em canto nenhum, chamando a gestão de Paulo Chaves de elitista, inventaram um interiorização da cultura que só serviu para eleger Edílson Moura Deputado Estadual. É só ir qualquer cidade e perguntar por alguma ação concreta e perene da gestão passada.  O restauro dos casarões do Comércio e da Cidade Velha anunciados no primeiro ano não saiu da planta e da placa. O desabamento do forro da entrada foi um sinal claro do problema, que foi maquiado para uma reinauguração patética.

Já escrevi em outros posts anteriores que restauro de prédios históricos deve ser acompanhada de um projeto de manutenção, salvaguardando sua estrutura e diminuindo os custos de sucessivas reformas.  O Palácio Lauro Sodré a Secult apenas inaugurou na gestão passada, e hoje sabe-se que está tal como o Theatro da Paz, só falta fazer um comunicado. Cupins se instalaram não apenas no Da Paz, mas também fundações de nossa cidade, do nosso estado, da nossa alma, e devoram nossa coragem ao ponto de nos fazer mendigar “favores” do Estado que só existe para nos servir, manter nossos símbolos erguidos, nossas ruas limpas e seguras e nossas crianças educadas e sadias. Se um governo não foi, nem é capaz de fazer isso, que é o mínimo, pra que serve então?

Espero e confio que o Secretário Paulo Chaves cumpra mais uma vez sua missão. Estamos aqui de olho.

Abaixo as informações da Secult sobre o fechamento:

Secult fecha Theatro da Paz para reforma de emergência

A noite de aniversário do Theatro da Paz e do maestro Waldemar Henrique também foi marcada pelo anúncio do fechamento provisório do teatro para reforma. A notícia foi dada pelo secretário de Estado de Cultura, Paulo Chaves Fernandes, no final do recital especial na noite desta terça-feira (15). Ele explicou para o público presente, que o teatro será fechado a partir desta quarta-feira (16) porque está infestado por cupins e que por esse motivo, a estrutura física do teatro estaria comprometida. A decisão do fechamento provisório do teatro se deu através de um entendimento entre a Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
“O teatro está correndo um sério risco e nós já estamos tomando as medidas necessárias para recuperá-lo o mais rápido possível. Tomamos essa decisão em conjunto com o Iphan, pensando sempre na segurança de todos”, afirmou o secretário. Ele explicou que os problemas dos cupins, foram detectados em setembro de 2009, ainda na gestão passada. Na época, um relatório apontando os problemas estruturais causados pelos cupins foi apresentado para os gestores do governo, porém, nada foi feito.
Assim que assumiu a Secult, Paulo Chaves tomou conhecimento do relatório e entrou em contato com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo para que disponibilizasse técnicos especializados em madeira para fazer o serviço de descupinização do teatro. “As primeiras previdências já foram tomadas e o serviço deve começar o mais breve possível. Porém, enquanto isso, o teatro ficará fechado por medida de segurança durante um tempo indeterminado”, ressaltou Chaves.
A plateia ficou assustada e surpresa com o anúncio do secretário. “É muito triste saber que nosso teatro estava completamente abandonado, entregue aos cupins. Espero que agora as coisas melhorem e nós possamos voltar a assistir espetáculos maravilhosos nesse lugar”, disse a empresária Marina Soares.
Paulo Chaves afirmou que o relatório que aponta todas os problemas estruturais do teatro causados pelos cupins está disponível para quem quiser ter mais conhecimento sobre o caso. “Vamos trabalhar para que logo o teatro volte ao seu esplendor”, garantiu

Blog da CiVViva – Cidade Velha-Cidade Viva

Encontrei esse blog e vou virar frequentador assíduo. A Associação Cidade Velha-Cidade Viva tenta, apesar de todas as adversidades, preservar a Cidade Velha da extinção patrimonial. O blog sistematicamente está acompanhando o processo de degradação do patrimônio histórico e publicando denúncias como a sujeira pós-carnaval e o desabamento criminoso de casarões nas áreas da Cidade Velha e Comércio. Acredito que a grande mudança de paradigma da preservação e conservação do patrimônio histórico, artístico e cultural passa pela participação popular através de associações e demais grupos não-governamentais. Parabéns ao CiVViva e a todos que fazem parte dessa luta brancaleonica. Acessem http://civviva-cidadevelha-cidadeviva.blogspot.com/

Fotos recentes publicadas no Blog da CiVViva, do livro “Com Eira, Beira e… Ramo de Mangueira”  de Celso Abreu, fazem a ser lançado pelo Laboratório de Democracia Urbana da CiVViva e apresentado no dia do seu aniversário de fundação.

Sobre a exposição “Pedra & Alma: 30 anos do IPHAN no Pará”

A exposição “Pedra & Alma”, que narra os 30 anos de atuação do IPHAN no Pará, conseguiu transportar ao expaço expositivo de forma criativa um tema que podia descanbar para uma espécie de relatório burocrático. Na entrada já vemos um linha do tempo bem detalhada, dividida em Mundo, Brasil e Pará, onde podemos conhecer o desenvolvimento na área de preservação do patrimônio, numa solução visual e expositiva que lembra a criada no Museu da Língua Portuguesa (SP).  Muito bem executada.

Foi elaborado um mapa ilustrado muito interessante identificando imóveis tombados pelo IPHAN na área metropolitana de Belém. Faço uma crítica a ausência de outro identificando prédios e monumentos em todo o estado do Pará, que seria muito oportuno depois da aprovação do PAC das Cidades Históricas.

Muito bem executadas também as instalações sobre o açaí e sobre as erveiras. Esta sala mostra a diversidade cultural do estado de forma lúdica e colorida foi a sala mais bem resolvida conceitualmente e a mais rica em informações visuais. Uma crítica que faço foi o predominio da informação textual e a falta de “respiração” nos painéis expográficos.

A sala que homenageia os nomes de personalidas cuja história está ligada às questões da preservação do patrimônio e da memória no Pará e no Brasil faz justíssimas homenagens. Deveria, após terminado o período da exposição, ficar exposto em outro local público, dando continuidade a homenagem.

Uma exposição pra visitar sem pressa, uma aula sobre a importância da preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural. Índico pra toda a sociedade, a visita é obrigatória. No Canto do Patrimônio, sede do IPHAN, na Rui Barbosa com José Malcher.


A inauguração do Palacete Pinho e considerações acerca do patrimônio histórico em Belém

A inauguração do Palacete Pinho, restaurado depois de 7 anos de ingerência patrimonial, gera várias discussões. A primeira que levanto é quanto ao seu uso e a sustentabilidade do patrimônio histórico, já vimos várias ações parecidas que pela falta de manutenção e recursos os prédios precisaram ser restaurados poucos anos depois (ou nunca). Precisa ser elaborado, junto com o IPHAN um projeto de manutenção contínua, pois o dinheiro público não pode ser desperdiçado continuamente. Quanto ao uso é imprescindível que a instituição que ocupe o prédio tenha um projeto de sustentabilidade, não se pode depender de trâmites burocráticos intermináveis para desentupir um calha ou trocar uma telha. O uso cultural-artístico e social do espaço, no caso do Palacete Pinho, pode ser uma ponte de integração com as comunidades das cercanias tão carentes de espaços como bibliotecas e cinema, por exemplo. O MABE, dentro da estrutura da Prefeitua de Belém, seria a instituição adequada para gerir o espaço e lhe dar o uso adequado, galeria, auditório, biblioteca, arte-educação, enfim. Outra questão preocupante é o fluxo de veículos pesados na Doutor Assis, abala de forma contínua a estrutura, prejudicando-a dia-a-dia. Deveria ser pensando um desafogamento do tráfego em toda a Cidade Velha e Comércio (uma utópia). Ainda é cedo para agradecer este novo espaço, ainda é uma incógnita, não sei se podemos comemorar ou nos preocupar ainda mais.

Segue abaixo a matéria publicado sobre esta inauguração:

Rua Doutor Assis, 586, Cidade Velha. No logradouro está o Palacete Pinho, construção imponente e símbolo de riqueza em Belém. Construído em 1897, pertenceu à família do comendador Antônio José de Pinho – um rico empresário local – até final da década de 1970, quando o imóvel foi vendido. Nesse período inicia a conturbada história de tentativas de recuperação do patrimônio. Na década seguinte, o imóvel foi comprado por uma rede de supermercados, sob alegação de que seria transformado em fundação cultural, mas na verdade foi utilizado como depósito de produtos, o que contribuiu para sua degradação. A situação chegou ao limite em 1986, quando o prédio foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Em 1992, o Palacete Pinho foi desapropriado pela Prefeitura de Belém, que passou a ser gestora do imóvel. Sem iniciativas de conservação, avançava o estado de degradação do prédio, que chegou a sofrer saques de azulejos e balaústres, entre outros bens, sendo ainda ocupado por moradores de rua. Em 1995, sob coordenação da arquiteta Jussara Derenji, surgiu o primeiro projeto municipal de restauração do palacete, mas não foi possível captar verbas. Apenas em 2003 a captação de recursos foi aprovada via Lei Rouanet. As obras se estenderam desde então, sendo realizadas com muitas intervenções e em meio a problemas administrativos. Finalmente restaurado e reestruturado, o Palacete Pinho será inaugurado hoje, às 19h, em comemoração ao aniversário de 395 anos de Belém, celebrado amanhã.

Para além da restauração, prossegue a confusão na administração do patrimônio: na última sexta-feira, 7, o prefeito Duciomar Costa admitiu, durante entrevista coletiva, que ainda não se sabe o que será feito do Palacete Pinho.

Segundo Raimundo Pinheiro, presidente da Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel), entre as possibilidades estão um centro cultural (com eventos, exposições e cursos), uma escola de artes e/ou música ou ainda alguma secretaria municipal. De maneira retórica, ele demonstra não estar entrosado no assunto e garante que em até 30 dias será anunciada a finalidade do imóvel. “Tivemos uma série de problemas técnicos e jurídicos. O nosso grande esforço foi concluir a obra, e o que vai funcionar aqui é o de menos. É fundamental olhar para o presente, deixar o passado, e ver que está sendo resgatado um patrimônio histórico de Belém”, diz.

Questionado se seis anos (período da gestão Duciomar) não seriam suficientes para se pensar num projeto completo, com finalidade de uso e estruturação de um corpo técnico para o pleno funcionamento do Palacete, Raimundo Pinheiro reitera que agora é importante pensar em inaugurá-lo, mesmo sem desígnio. “A prefeitura está pensando agora o melhor uso do Palacete. Após a inauguração, será feita a entrega de comendas e depois abriremos para visitação pública”, diz.

Pressão para agilizar as obras

De acordo com George Venturieri, arquiteto da Fumbel desde 1997, pelo projeto inicial de restauro, o Palacete Pinho seria transformado em escola de música. Ele informa que existe uma sala projetada para concertos musicais, que contém palco e foi preparada acusticamente para esta atividade. O porão também possui isolamento acústico. Mas haveria um problema essencial: não existe corpo técnico para a fundação de um estabelecimento público de ensino musical. “É claro que foi preciso justificar a reforma para um uso. Mas se não tiver um corpo funcional para administrar e gerir, nada se institui. Foi o que aconteceu”.

George Venturieri é um dos arquitetos que fazem parte do corpo técnico da Fumbel e que, juntamente com engenheiros e historiadores, foi responsável pelo acompanhamento das obras feitas pela Estacon Engenharia, empresa vencedora da licitação. A fiscalização das obras ficou por conta da Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb). Ele diz que a maior dificuldade para a conclusão das obras de restauro foram os problemas administrativos. “Obra de restauro não é uma obra comum. Às vezes é preciso reconstruir o que não existe mais, como azulejos e ladrilhos hidráulicos”, explica. A obra custou aproximadamente R$ 7,8 milhões, sendo mais de R$ 4 milhões captados com as empresas Vale e Eletrobras, via Lei Rouanet, e R$ 3 milhões de contrapartida da prefeitura.

“Era uma obra que incomodava porque não estava pronta. E a população cobrava”, comenta.

Ainda de acordo com outro funcionário da Fumbel, Leonardo Freitas, chefe de divisão do Departamento de Patrimônio Histórico, as obras só foram aceleradas por conta das cobranças do Ministério Público Federal, que em 2005 acusou a prefeitura de ter paralisado a restauração quando faltavam menos de 10% para sua conclusão.

O procurador regional da República, José Augusto Potiguar, responsável pelo caso, demonstrou que até aquele momento a prefeitura havia recebido R$ 6,1 milhões para a restauração, mas não havia aplicado o recurso devidamente. “Recebemos muitas recomendações do Ministério Público para que a obra fosse finalizada. Faltavam 20% da obra para ser concluída”, informa Leonardo, com dado diferenciado.

Em 1997, obras de restauração emergenciais já haviam sido feitas. As obras com recursos incentivados começaram oficialmente na gestão do então prefeito Edmilson Rodrigues, no final de 2003. Em pouco mais de um ano, calcula-se que entre 80% e 90% das obras já estavam prontas quando Duciomar Costa assumiu a prefeitura. E na sua gestão, levou mais de cinco anos para concluir o restante.

PARTICIPE

Solenidade de reinauguração do Palacete Pinho (Rua Doutor Assis, 586, Cidade Velha). Hoje (11), às 19h, com entrada franca. (Diário do Pará)

Fonte: Diário do Pará

Exposição “Pedra & Alma: 30 anos do IPHAN no Pará” – Canto do Patrimônio (IPHAN)

Para comemorar os 30 anos do IPHAN no Pará, será lançada no dia 13 de dezembro, segunda-feira, a exposição ‘Pedra & Alma’.
A mostra traz uma reconstituição da trajetória da instituição no Pará, em paralelo com os acontecimentos nacionais e internacionais relacionados à preservação do patrimônio cultural. Homenageia intelectuais que, no plano local e nacional, contribuíram com essa construção, mas também cidadãos brasileiros que nas suas práticas cotidianas contribuem para a preservação de práticas culturais tradicionais que são transmitidas de geração em geração e integram o patrimônio cultural constituindo referenciais de memória e identidade para diversos grupos sociais.
A exposição se divide em três ambientes – Caminhos da Memória, do Tempo e do Patrimônio. A trajetória do Iphan no Pará é apresentada a partir da prática institucional de forma associada aos conceitos, instrumentos metodológicos e jurídicos utilizados ao longo do tempo na identificação, promoção e preservação do patrimônio cultural brasileiro.
O evento acontecerá no Canto do Patrimônio (IPHAN), em Belém. A mostra segue aberta à visitação até fevereiro/março de 2011, com trabalho de visitas orientadas. Interessados em agendar visitas em grupo devem encaminhar e-mail para 30anosiphan@gmail.com (agendamento será realizado com no mínimo 24 horas de antecedência).
Serviço: Exposição ‘Pedra & Alma’, de 13 de dezembro de 2010 a março de 2011, no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), na Av. Governador José Malcher 563, Nazaré – esquina com a Trav. Rui Barbosa.

Bibliografia [X] // “Circuito Landi: Um roteiro pela arquitetura setecentista na Amazônia” de Elna Andersen Trindade Maria Beatriz e Maneschy Faria

Um livro obrigatório para conhecer nossa cidade pela perspetiva da aquitetura de Antonio Landi. Em linguagem coloquial este livro foi escrito para servir de manual para os guias turísticos formados pelo Forum Landi, mas vai além disso, é uma obra didática e fundamental para que todos os públicos conheçam a obra do arquiteteto italiano e enxerguem por trás das paredes pelas quais passamos todos os dias.

Ficha técnica

Texto: Elna Andersen Trindade e Maria Beatriz Maneschy Faria
Pesquisa: Moema Alves
Revisão: Regina Alves
Editoração: Elisa Innocenti
Fotos: Elna Trindade, Flávio Nassar e Elisa Innocenti
Programação gráfica: Temple Comunicação

4° Fórum Nacional de Museus – Parte II

O Pará no 4° Fórum Nacional de Museus.

Dentro das Comunicações Coordenadas: Apresentações Orais, da programação do  4° Fórum Nacional de Museus, foram selecionados os trabalhos Museu Goeldi e a Memória do Bairro de Terra Firme, Belém – PA de Helena Quadros e Quando o Marajó é museu: O percurso museológico de Padre Giovani Gallo de Lucia das Graças Santana da Silva.

Sobre o trabalho de Helena Quadros pesquisei a autora e o projeto em questão.

Helena do Socorro Alves Quadros, pedagoga, especialista em Ação Educativa e Cultural em Museus. Especialista em Educação Ambiental. Mestre em Educação. É tecnologista sênior do Serviço de Educação e Extensão Cultural (SEC) da Coordenação de Muselogia e coordena diversos projetos relacionados à educação ambiental no Goeldi. Além disso, é representante titular do Museu Goeldi na CIEA, Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental do Estado do Pará. Ganhou um prêmio 2006 do Botanic Gardens Conservation International (BGCI), por meio do programa Investing in Nature – Brasil, a premiação visou financiar os melhores projetos de jardins botânicos brasileiros destinados à conscientização pública sobre conservação de plantas.

Sobre o projeto do Museu Goeldi na Terra Firme econtrei a seguinte descrição:

Um pouco da história – Nos últimos 25 anos, muito foi alcançado pelo projeto que, de início, era uma política de “boa vizinhança”, mas hoje já ganha outras dimensões. A coordenadora do Nuvop e também organizadora da Mostra, lembra de quando o trabalho começou e como as coisas mudaram.

“As pessoas do bairro não conheciam o Museu como instituição de pesquisa, e nem sabiam que poderiam visitar o Parque Zoobotânico (PZB), porque era coisa de “doutor”, relata. Isso começou a mudar quando, em 1985, se abriu a possibilidade dessa comunidade vir ao Parque sem pagar por meio da concessão de ingressos aos centros comunitários do bairro. Com isso, “eles não só passaram a vir ao PZB, como começaram a compreender o Museu como um todo e se interessar pelo projeto”, observa Helena.

Um resultado dessa aproximação entre o Museu Goeldi e a comunidade da Terra Firme é a participação dos seus moradores nas atividades do Museu Goeldi. Hoje, a instituição recebe tanto monitores ambientais, que trabalham no Parque com o Nuvop, como bolsistas que realizam pesquisa sob a orientação de pesquisadores. “A comunidade já encaminha essas pessoas para o Museu, e já é uma forma de dar continuidade ao projeto, que vai precisar desses jovens no futuro”, conta a coordenadora.

Fonte: Museu em pauta/ Goeldi

A Coordenadora apresentando o projeto para representante do IBRAM.

Para o  trabalho de Lucia das Graças Santana da Silva sobre o Museu do Marajó não encontrei nada específico. Porém conhecendo a trajetória desbravadora de Giovanne Gallo em fundar um Museu dinâmico e interativo, que trabalha com a comunidade, o trabalho a ser apresentado deve ser bem interessante.

Fonte: Overmundo

Para apresentações de Posters foram 03 trabalhos selecionados do estado do Pará, no total foram 35, durante o 4° Fórum Nacional de Museus.

O passado é intocável, o futuro é intacto: Imagens de Cidadania – Idanise Sant’ana Azevedo Hamoy

Memória Social e Processo de Musealização em Santa Bárbara do Pará – Maria do Socorro Reis Lima

Projeto Pontearte: Uma ponte entre o MABE e seu entorno – Moema de Bacelar Alves

Idanise Hamoy é professora da Faculdade de Artes Visuais e Museologia da UFPA.

Maria do Socorro Reis tem um blog onde encontrei o seguinte texto biográfico:

Graduei-me em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Pará. Concomitante, fui bolsista do CNPQ/ Museu Emílio Goeldi tendo formado uma coleção de cerâmica comercializada no Museu Vivo o Mercado do Ver o Peso (Belém-PA). Realizei o mestrado em Antropologia Social na Universidade de São Paulo estudando as coleções etnográficas Jê-Timbira do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP e do Museu Goeldi, com levantamentos destas coleções em outros museus brasileiros como o museu Nacional. Atualmente sou professora efetiva da UFPA no Instituto de Ciências da Arte, nos cursos de Artes Visuais e no curso de museologia recém-criado.

Moema de Bacelar Alves é Coordenadora da Divisão de Ação Educativa do MABE. Historiadora e Pesquisadora. Sobre o projeto Pontearte:

A partir de uma parceria do Museu de Arte de Belém (MABE) com a Associação Cidade Velha Cidade Viva (CiVViva), foi criado em 2008 o Projeto Pontearte, visando desenvolver atividades com as crianças do Beco do Carmo, tendo como referência o espaço e acervo do MABE.

O projeto visa, entre outros, reconhecer e valorizar a identidade de cada criança, trabalhar o seu convívio tanto em família, quanto com a sociedade em geral, despertar nas crianças o sentido de pertencimento ao bairro em que moram – Cidade Velha –, bem como a valorização de seu patrimônio cultural, além de estimular a produção e conhecimento das diferentes técnicas artísticas.

O Projeto Pontearte conta, neste ano de 2010, com aproximadamente 30 (trinta) crianças e adolescentes entre 05 (cinco) e 11 (onze) anos que realizam atividades sócio-educativas toda terça-feira. As atividades são realizadas em dois turnos, atendendo àqueles que estudam tanto de manhã, quanto à tarde. Pela manhã de 9:00 às 12:00h e de tarde de 15:30 às 18:00h.

OBS: DEVIDO ÀS OBRAS DO PALÁCIO ANTÔNIO LEMOS, O PROJETO ESTÁ ACONTECENDO NO ESPAÇO DO FÓRUM LANDI, NA PRAÇA DO CARMO.


APOIO

AMABE
FÓRUM LANDI

Fonte: Blog do MABE

Casarões de Belém // Palacete Faciola

Imagens atuais do casarão e sua placa de reforma desde março de 2008.

No site da Secult-PA, o anúncio da desapropriação do casarão pelo Governo do Estado e obras e recursos para a reforma:

Nesta quarta-feira, 04 de março, iniciarão as obras de recuperação do Palacete Faciola, que abrigará a futura sede do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp). Localizado na Avenida Nazaré, esquina com Doutor Moraes, o prédio é referência histórica da cidade de Belém. Alí residiu o arquiteto, pianista, banqueiro e político Antonio Almeida Faciola, patriarca de uma tradicional família de comerciantes de Belém. A revitalização é uma iniciativa do Governo do Estado, sob coordenação da Secretaria de Estado de Cultura (Secult). O término da obra está previsto para maio de 2010.

A revitalização do palacete é uma das várias obras da Política Estadual de Valorização do Patrimônio Cultural da Secult. O projeto receberá, até 2011, um investimento de R$ 80 milhões da Secretaria de Estado da Fazenda (SEFA) e tem como objetivo recuperar prédios históricos, casas, igrejas, museus e fortificações que sejam importantes para a memória patrimonial de Belém e nos vários municípios do Estado. Para a recuperação do Faciola, estão sendo investidos R$ 8 milhões e 500 mil reais.

Fonte: Ascom – Secult

No Portal Amazônia uma referência atual do palacete, já como futura sede do IDESP:

Palacete Faciola – Belém, Pará

O Palacete Faciola, em Belém, Pará, que abrigará a futura sede do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp). Localizado na Avenida Nazaré, esquina com Doutor Moraes,  é referência histórica da cidade de Belém.

No local, residiu o arquiteto, pianista, banqueiro e político Antonio Almeida Faciola, patriarca de uma tradicional família de comerciantes de Belém.

Na época da borracha, conhecida como “Belle-Époque”, Belém era considerada uma das mais importantes cidades do Brasil. A economia da borracha cresceu, o que originou uma maior urbanização, com a construção de avenidas, belas edificações e palacetes residenciais de luxo no centro da cidade.

Construído em 1901, o Palacete Faciola é o resultado de um período de mudanças sociais e urbanas, marcado pela modernização da cidade inspirada pela chamada Sociedade da Borracha.

Em seu interior, o Palacete possui tetos com pinturas em profusões de flores e guirlandas, como se fossem desenhados à mão. O estilo arquitetônico neoclássico do local é herança do artista Antonio José Landi.

Fonte: Portal Amazonia

No texto de Haroldo Baleixe, no seu blog, encontramos uma boa referência sobre o Palacete e sua grandiosidade.

Prestes a levar um tombo, o palacete Faciola, ora em evidência suprema, é um exemplo cabal para ilustrar esta prosa: O cara que lá morava era provido abundantemente de dinheiro, cultura e poder. Levava uma vida de lorde e até confundido como um príncipe russo em Viena ele foi. Figura aristocrática como essa não há mais em Belém. Desde 1936 não se vê um Antônio Faciola com aqueles absurdos quatro anéis de brilhante no dedo anelar da mão direita sentado ao banco de trás do seu Rolls-Royce que sempre era conduzido por um garboso chauffeur com boné de aba transparente. O cidadão morreu e deixou sua herança aos filhos que a mantiveram até o limite de suas posses, precisamente até 1982 com o falecimento da Dona Inah. Temos aí um saldo positivo de 46 anos de cuidado absoluto com um patrimônio adquirido no tempo em que o dinheiro era capim. Esse balancete com incontestável superávit foi publicado na revista Cláudia do mês de maio de 1977: “Dona Inah Faciola (foto) e a coleção de obras deixadas por seu pai em 1936. Tudo comprado na Europa. Móveis, porcelanas, cristais, Gallés, Daums. Esculturas de Charpentier.

Tudo carinhosamente guardado durante anos. Um verdadeiro museu da época em que a borracha era ouro”. Dona inah faleceu cinco anos depois dessa matéria e foi velada no Palacete – seu último instante de gardiã dos símbolos do passado generoso e glamouroso que ela vivera e era sabedora do seu impossível retorno. A “Cláudia” concluiu seu texto com uma análise pueril do palacete e fez sua previsão sensata: “Nenhum quadro triste. Nenhuma concessão à violência: em todas as peças de arte do Palacete Faciola só há flores, felicidade, amor. Desde 1936 nada é mudado de lugar. Até quando dona Inah poderá, sem ajuda, manter este tesouro?”. Até aqui o Palacete Faciola pode ser chamado de Casa Antiga, depois disso não mais.

Fonte: Haroldo Baleixe

PAC das cidades históricas do Pará

A preservação do patrimônio histórico, artítico e cultural deve também contemplar ações de melhoria na qualidade de vida dos habitantes destas cidades. Fazer o registro, tombar, reformar entre outras ações, se não ocorrerem paralelamente à ações de infra-estrutura, educação, saúde, sanemento, transporte, não atingem os resultados esperados em relação ao turismo e à apropriação desse patrimônio pela população.

O Ministério da Cultura, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan) e o Governo do Pará, juntamente com as prefeituras dos municípios de Afuá, Aveiro, Belém, Belterra, Bragança, Cametá, Óbidos, Santarém e Vigia, assinam nesta terça-feira (29) o acordo para a execução do Plano de Ação das Cidades Históricas (PACH), dentro das ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O chamado PAC das Cidades Históricas vai investir cerca de R$ 600 milhões, entre cursos de todas as instâncias envolvidas, num grande plano de ação para recuperar monumentos, prédios e sítios históricos em todas as nove cidades citadas.

Além de investir em recuperação física, o PACH vai injetar recursos nas cadeias produtivas dessas cidades, ajudando a desenvolver o turismo e o comércio de serviços em torno do patrimônio histórico, através de arranjos produtivos locais. Também haverá investimentos em qualificação de mão-de-obra e educação para a preservação patrimonial, ajudando a recuperar e preservar e memória histórica dessas cidades.

A assinatura do convênio será nesta terça-feira (29), às 19 horas, na Praça Santuário, em frente à Basílica Santuário de Nazaré, e vai contar com a presença da governadora Ana Júlia Carepa e do secretário executivo do Ministério da Cultura, Alfredo Manevy, em meio a um grande cortejo de pássaros e bois juninos.

De acordo com Maria Dorotéa de Lima, superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) no Pará, o PAC das Cidades Históricas é uma ação intergovernamental articulada com a sociedade para preservar o patrimônio brasileiro, valorizar a cultura e promover o desenvolvimento econômico e social com sustentabilidade e qualidade de vida para os cidadãos.

“Nos Estados, o programa é implantado sob a coordenação do Iphan, em parceria com Estados e municípios, por meio de Acordo de Preservação e da formação de um Comitê Estadual de Acompanhamento constituído por representantes de todas as esferas.
O plano tem caráter dinâmico e participativo, devendo as etapas ser reajustadas periodicamente”, explica Dorotéa.

O universo do programa inicialmente abrangia 173 municípios, de todos os Estados da Federação, com meta de investimentos de cerca de R$ 250 milhões por ano, durante quatro anos. Atualmente, mais de 180 cidades já aderiram ao programa que, em função da demanda, deverá ter ampliado seu horizonte de investimentos. As cidades, em articulação com o governo estadual e sob a coordenação geral do Iphan, elaboraram seus Planos de Ação, em 2009, para definir suas prioridades, cujos resultados consolidam uma estratégia nacional de desenvolvimento, tendo o patrimônio cultural como eixo estruturante.

No Pará, o montante de recursos total a ser investido chega a quase R$ 600 milhões, sendo que 81% desses recursos serão procedentes do governo federal – com participação do Iphan em 34% -, 14% de participação do governo estadual e 5% de participação dos municípios.

Por meio de chamada pública, nove municípios aderiram ao PACH, sendo que em oito deles as ações ficam na sede municipal, área objeto do programa: Afuá, Belém, Belterra, Bragança, Cametá, Óbidos, Santarém, Vigia. A exceção fica por conta do município de Aveiro, cuja área em foco do programa é o distrito de Fordlândia.

Para Lúcia Penedo, coordenadora da Câmara Sócio Cultural do Governo do Estado, o programa tem uma importância muito grande no reconhecimento dessas cidades paraenses para a preservação do patrimônio brasileiro. “Cada cidade dessa tem seu patrimônio como característica, e depois desse programa certamente os paraenses terão outros olhos para elas, assim como o Brasil e o mundo”, disse.

Penedo garantiu que o impacto não será apenas sobre os monumentos históricos. Será um impacto econômico que vai dinamizar, através do turismo e das ações de produção, a vida dos seus habitantes. “Haverá ações de fomento das cadeias produtivas locais, bem como investimento em infraestrutura urbana social, imóveis privados, desenvolvimento das cadeias produtivas locais, entre outros”, citou.

Elielton Amador – Secom