Site do artista Armando Sobral

Visitem armandosobral.wordpress.com e conheçam a obra deste artista plástico, curador e pesquisador da arte.  Um canal de comunicação do artista com a sociecidade é sempre importante pra desmistificar e multiplicar o fazer artístico. Armando já formou uma geração de gravuristas em Belém e tem projetos importantes também de formação de jovens em múltiplas linguagens através do IAP onde é Gerente de Artes Visuais.

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“Amazônia – Estradas da Última Fronteira” de Paulo Santos // MHEP

A exposição
Durante muito tempo, o fotógrafo paraense Paulo Santos maturou a ideia de realizar uma grande exposição, inicialmente com o plano de montar uma mostra que fizesse um apanhado de seus 25 anos de carreira. Porém, no decorrer da escolha de temas e seleção de imagens, o projeto cresceu, passando a abarcar um período de aproximadamente 30 anos.
Assim, a partir de um intenso e cuidadoso trabalho, foi desenhada Amazônia – Estradas da Última Fronteira, agora em pleno processo de desenvolvimento, que a partir de hoje será compartilhado com o público por meio deste espaço de leitura.
A exposição, que tem curadoria de Marisa Mokarzel e será lançada na noite de 05 de agosto no MHEP, trará a visão de um observador privilegiado das transformações ocorridas na Amazônia ao longo das últimas décadas, procurando expressar as disparidades características da região em diferentes épocas e contextos.
Será uma grande oportunidade de se ver de perto e reunidas imagens que ganharam o mundo, publicadas em vários veículos de imprensa no Brasil e no exterior – oportunidade que por enquanto pode começar a ser experimentada aos poucos, com alguns detalhes exclusivos, pelos leitores deste blog.

Ficha técnica

Coordenação: Paulo Santos

Curadoria: Marisa Mokarzel

Textos: Ernani Chaves, Maurílio Monteiro, Roberto Araújo

Jornalistas: Edson Coelho, Frank Siqueira, Paulo Silber, Ronald Junqueiro

Blog: Ana Clara Matos

Montagem: Kiko

Contadora: Olívia Kusano

Projeto gráfico: Adriano Chedieck e Paulo Santos

Proposta museográfica: Nelson Carvalho

Projeto educacional: Janice Lima

Ações educativas: Eduardo Kalif

Produção: Simone Bandeira e Fatinha Silva

Editora: Paka Tatu – Armando Alves

Sobre o autor
Nascido em Belém do Pará, o fotógrafo Paulo Santos tem uma carreira consistente no âmbito do fotojornalismo, com um olhar especialmente acurado na cobertura de questões sociais e relativas ao meio-ambiente. Profissional experiente, de atuação amplamente reconhecida, tem trabalhos publicados em importantes jornais e revistas de abrangência nacional e internacional e participações em edições de livros, guias e CD’s de fotografia, além de integrar o banco de imagens de diversas agências de notícias, como Reuters, Associated Press, Globo Press, Agência Estado e a paraense Interfoto, da qual é sócio-fundador. Já expôs em diversas mostras coletivas em vários pontos do Brasil e também na França, realizou a individual “Fotografias”, na Galeria Elf, em Belém, e agora se dedica ao desenvolvimento de um antigo projeto, a exposição Amazônia – Estradas da Última Fronteira.
Jagunço – Praia da Romana (litoral do Pará), 1991.
Serviço
Exposição Amazônia – Estradas da Última Fronteira
Belém, Pará, Brazil
Fotografias de Paulo Santos, na Sala Antônio Parreiras do Museu Histórico do Estado do Pará – MHEP.
Curadoria: Marisa Mokarzel.
Abertura: 05.08.2010 (quinta-feira).
Visitação pública: 06.08 a 24.09.2010
Fonte: Blog da Exposição Amazônia – Estradas da Última Fronteira

Arte Pará 2010

Abertas as inscrições para o 29o Salão Arte Pará. É tempo da arte contemporânea paraense se reinventar. Dos artistas consagrados mostrarem suas mais recentes invenções e a nova geração chegar com toda força. Aqui você pode baixar a ficha de inscrição, regulamento e tudo mais.

Antes disso vamos relembrar os três Grandes Prêmios dos últimos salões:

Em 2007 o prêmio foi para Val Sampaio e Mariano Klautau com a instalação “Permanência”. Que de acordo com os artistas  “(…) é uma instalação que não é completa, ela não serve para contemplação. Ela só é completa quando alguém está sentado no balanço, é mesmo algo para ser usado”.

A instalação “Permanência”, de Val Sampaio e Mariano Klautau Filho, montada na capela Landi do Museu Histórico do Estado doPará, implica num balanço, duas projeções laterais de um vídeo de um balanço num quintal e sons de um quintal (pássaros, folhas secas,etc.). O espectador tem que se colocar no centro da cena para melhor desfrutar o trabalho e concretizar a proposta através da experiência:“Essa é uma instalação que não é completa, ela não serve para contemplação. Ela só é completa quando alguém está sentado nobalanço, é mesmo algo para ser usado”, argumenta Sampaio. Assim, “Permanência” se inscreve na tradição brasileira da sensorialidadedo neoconcretismo de Lygia Clark e sua “nostalgia do corpo”. O objeto é o meio indispensável, como no período sensorial da produçãode Clark, entre a sensação e o participante.No seu vai-e-vem, o balanço dissolve as noções de antes e depois. O tempo inefável da memória parece à deriva. O balanço é ressemantizadocomo tempo e não espaço. Como na duração, no conceito de Henri Bergson, o balanço de “Permanência” propõe estadosde não-começo e não-fi m, uma intersecção de um no outro. O balanço é, pois, o próprio ser em processo, seu movimento pendular éo diagrama de funcionamento da própria memória. É um paradigma para o fenômeno como algo que se apresenta para nós como noplano da experiência consciente e, ao mesmo tempo, o contato vivencial da própria poiesis nesses singelos jardins das delícias brasileirosque são os quintais. Há algo de edênico, como num ambiente de Hélio Oiticica, no quintal em crelazer de “Permanência”. Por fi m,Val Sampaio anuncia o abismo que separa os artistas de “Permanência” dos críticos formalistas do Brasil, greenbergianos tardios. ValSampaio e Mariano Klautau Filho convergem para valores presentes na crítica de Mário Pedrosa, na pintura de Barnett Newman ou noneoconcretismo: “O percurso da arte é a vida”.

Em 2008 o grande premiado foi  Vitor La Roque com a performance “Gallus Sapiens”. Segue o texto sobre a obra:

Partindo de relações do cotidiano e dos enfrentamentos presentes na vida, Victor de La Rocque constrói seu projeto performático “Gallus Sapiens” em re!exão sobre a natureza humana e o consumo. Nessa performance instigante, o artista ata Galinhas d’Angola vivas a seu corpo, ampliando este corpo, para além do simples ato de vestir-se, procurando estabelecer um corpo comum constituído pela soma desses duas espécimes. Nessa busca, encontra-se uma das potências do trabalho no momento em que o artista olha para a vida e quer identicar até onde nossa animalidade chega. A metáfora do “Gallus Sapiens” afeta por nos retirar dos papéis de conforto e nos colocar frente a frente com o estranho, com aquilo que não conseguimos dar conta. O artista, tal qual uma entidade de um culto ancestral, se coloca diante de símbolos de poder da cidade e os observa. O cansaço, a sofreguidão parecem dar lugar a um estado alterado de consciência nesse misturar de corpo vivo e corpo que morre em pontos estratégicos da cidade – Entroncamento, Cidade Velha e Avenida Presidente Vargas – locais escolhidos para as três ações que compreendem a proposição: “Glória Aleluia e a Mão de Deus”; “Come, Ainda Tens Tempo” e “Entre os Meus e os Seus”.

Partindo de relações do cotidiano e dos enfrentamentos presentes na vida, Victor de La Rocque constróiseu projeto performático “Gallus Sapiens” em re!exão sobre a natureza humana e o consumo. Nessaperformance instigante, o artista ata Galinhas d’Angola vivas a seu corpo, ampliando este corpo, para alémdo simples ato de vestir-se, procurando estabelecer um corpo comum constituído pela soma desses duasespécimes. Nessa busca, encontra-se uma das potências do trabalho no momento em que o artista olha paraa vida e quer identicar até onde nossa animalidade chega. A metáfora do “Gallus Sapiens” afeta por nosretirar dos papéis de conforto e nos colocar frente a frente com o estranho, com aquilo que não conseguimosdar conta. O artista, tal qual uma entidade de um culto ancestral, se coloca diante de símbolos de poder dacidade e os observa. O cansaço, a sofreguidão parecem dar lugar a um estado alterado de consciência nessemisturar de corpo vivo e corpo que morre em pontos estratégicos da cidade – Entroncamento, Cidade Velhae Avenida Presidente Vargas – locais escolhidos para as três ações que compreendem a proposição: “GlóriaAleluia e a Mão de Deus”; “Come, Ainda Tens Tempo” e “Entre os Meus e os Seus”.

Berna Reale, com a perfomance orientada para fotografia, resultando em um tríptico, “Quando todos calam”,  foi ao Ver-O-Peso  nua e se cobriu de vísceras para uma imagem surreal de tão absurdamente real. “Um lugar onde para mim é o estômago da cidade, um lugar onde a fartura e a miséria se confundem”, de acordo com a artista que levou o grande prêmio do Salão em 2009.

uma geografia onde o humano e o animal se confundem, os comportamentos se alternam e se entrecruzam em uma trama que é tecida, ora com fios de renda, ora com vísceras, entre o ritmo do adagio e do allegro, orquestrados pelo silêncio.

Abaixo as fichas de inscrição e tudo mais para o Salão Arte Pará 2010.

Na abertura site oficial do Salão Arte Pará 2010 está o seguinte texto:

O Pará, ao longo dos séculos deteve papel significativo no cenário da cultura na região Norte. Artistas de diversas linguagens vem constituindo um cenário particular na Amazônia, o que contribuiu para que florescesse aqui expressões artísticas especiais, que graças a articuladores político-culturais, passaram a adquirir visibilidade, constituindo conhecimento e ampliando o acesso a experiências estéticas ao público, atravessando o cotidiano e ganhando os mais diversos espaços, dos mais populares aos lugares específicos, como os museus.
O Projeto Arte Pará teve sua origem no início dos anos 1980, motivado por um desejo visionário do jornalista Romulo Maiorana de estimular a produção artística local, desejo esse que irá consolidar um dos projetos mais longevos no cenário nacional, constituindo-se em um dos mais significativos projetos de fomento, acesso e difusão artística no país. O Projeto Arte Pará que começou estimulando a produção artística local, incentivando e viabilizando oportunidades a artistas que hoje detém significativa carreira nacional e internacional, por meio de premiações e do fluxo de críticos e curadores, assa a ser um dos mais importantes projetos educativos pela arte do norte do país, integrando saberes, instituições de ensino, fomentando a participação de estudantes na construção do conhecimento e viabilizando acesso a arte a diversas camadas sociais, realizando ações inclusivas.
Rompendo as barreiras regionais, o Arte Pará se consolidou e como um evento que concentra um expressivo conjunto da produção artística nacional no Norte do Brasil ao longo dos meses em que suas ações ocorrem e passa, nos últimos anos, a apresentar conexões históricas internacionais, ampliando a compreensão da arte em sua dimensão social e política, por meio de convidados especiais. Nesse desenho, o local e o global se colocam em diálogo, revelando no Pará as transformações culturais que se viabilizam por meio da arte, entendendo esta como uma expressão que, por meio do Arte Pará, toma lugar no meio da vida dos indivíduos, na cidade, em seus lugares de valor simbólico, na própria vida.

Aproveito também para fazer uma viagem pelos Salões de 2009, 2008 e 2007, através de seus catálogos obtidos do site da Fundação Rômulo Maiorana que serviram de fonte para esta postagem, um site para passar horas acompanhando toda história do Salão que vai para sua vigésima nona edição.

Catálogo 2009

Coordenação Geral
Roberta Maiorana
Daniela Oliveira

Curadoria
Marisa Mokarzel
Orlando Maneschy

Coordenação Editorial
Vânia Leal Machado

Projeto Gráfico e Editoração
Mapinguari Design

Fotografias
Everton Ballardin

Assistente de Fotografia
Shirley Penaforte

Tratamento de imagens
Retrato Falado

Revisão de textos
Carolina Menezes

Catálogo 2008

Coordenação Editorial / Organização
Roberta Maiorana
Daniela Oliveira
Orlando Maneschy
Alexandre Sequeira
Emanuel Franco

Projeto Gráfico
Luciano e Daniela Oliveira

Revisão
Carolina Menezes

Digitação e Editoração Eletrônica
Ezequiel Noronha Jr.

Fotografas
Octávio Cardoso, Flavya Mutran, Orlando Maneschy e Alexandre Sequeira

Tratamento de Imagens
Oscar Farias
Gilson Magno

Catálogo 2007

Coordenação Editorial
Paulo Herkenhoff

Assistente de Edição
Alexandre Sequeira

Projeto Gráfico
Luciano e Daniela Oliveira

Revisão
Aline Monteiro

Digitação e Editoração Eletrônica
Fábio Beltrão
Ezequiel Noronha Jr.

Tratatamento de Imagens
Oscar Farias
Gilson Magno