Papel educativo dos museus é ressaltado em lançamento de prêmio no Ibram

Papel educativo dos museus é ressaltado em lançamento de prêmio no Ibram.

O lançamento do prêmio nesta sexta-feira (1º/4), na sede do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), em Brasília, teve a participação do secretário-geral da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), Álvaro Marchesi, e da diretora interina da Secretaria Geral Ibero-americana (Segib), Alice Abreu, além do presidente do Ibram, José do Nascimento Junior (que também preside o Ibermuseus), e embaixadores e adidos culturais de 14 países ibero-americanos. O diretor de Relações Internacionais do MinC, Marcelo Dantas, representou a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, no encontro.

Dantas ressaltou o papel educativos dos museus e sua importância na constituição da cidadania, identidade, memória e educação dos povos. “Não se faz educação sem museus”, disse, definindo o prêmio como indispensável para estreitar as relações entre cultura e educação. O diretor afirmou ainda que considera o Ibermuseus um dos mais bem-sucedidos programas de cooperação dos últimos anos.

Para Gonzalo Entenza, da embaixada da Argentina, o compartilhamento de conhecimentos entre os países, proporcionado pelo prêmio, é o principal aspecto da iniciativa. “O concurso promoverá o intercâmbio de experiências e o diálogo entre nós no campo de museus e educação. Os projetos de uma nação podem servir de inspiração para outras e propiciar novas parcerias”, avaliou. Na primeira edição do prêmio, em 2010, uma instituição argentina – o Museo de las Escuelas, de Buenos Aires – foi a vencedora.

Cooperação – Após o lançamento do prêmio, a coordenadora da Unidade Técnica do Ibermuseus, Antía Vilela, apresentou aos embaixadores e adidos culturais as principais ações do programa, destinado à criação e fortalecimento de políticas públicas de museus na Ibero-américa. Vinculado à Segib, o Ibermuseus tem apoio técnico da OEI e do Ibram/MinC, e apoio financeiro da Agência Espanhola de Cooperação Internacional (Aecid).

Em seguida, o presidente do Ibram, José do Nascimento Junior, falou aos participantes sobre dois temas importantes para a área museal: a realização do próximo encontro mundial do Conselho Internacional de Museus (Icom) – que ocorrerá no Rio de Janeiro, em 2013 – e a proposta de discussão, no âmbito da Unesco, sobre o estabelecimento de uma Convenção de Proteção ao Patrimônio Museológico e Coleções. “Não há, dentro das convenções, temas que garantam proteção ao patrimônio museal”, disse Nascimento.

Os representantes dos países presentes manifestaram apoio à proposta de discussão sobre a Convenção e colocaram-se à disposição do Brasil para promover o encontro do Icom, que pela primeira vez será sediado em solo brasileiro. “A escolha do Brasil para sediar o Icom 2013 é importante para toda a América Latina e Caribe. É uma conquista que mostra o reconhecimento dos nossos esforços na preservação do patrimônio”, avaliou Maura Perez, conselheira da Embaixada de Cuba.

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Fonte: Assessoria de Comunicação, Ibram/MinC
Data de Publicação: 01/04/2011

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Semana de Museus será recorde em 2011: 3.076 eventos em 1.006 instituições (IBRAM)

As inscrições para a 9ª Semana de Museus terminaram na última sexta-feira (4/3) com recorde de inscritos. 1.006 instituições de todos os estados do país e do Distrito Federal participarão da Semana neste ano, oferecendo ao público 3.076 eventos.

Promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) em comemoração ao Dia Internacional de Museus (18 de maio), a Semana será realizada de 16 a 22 de maio. Neste ano, o tema é Museu e Memória.
Dentre as instituições participantes estão museus, casas de cultura, fundações, arquivos públicos, pinacotecas, galerias e até escritório de arquitetura, que vão realizar exposições, palestras, oficinas, visitas guiadas, seminários, ações educativas e saraus, entre outras atividades.

A Semana de Museus tem-se mostrado um efetivo instrumento de divulgação dos museus ao mobilizar e apresentar uma programação comum que chama a comunidade a refletir, discutir e trocar experiências sobre temas da contemporaneidade, revelando a importância das instituições museológicas para o desenvolvimento da sociedade.

O Guia da Semana será divulgado em breve neste site. Fique de olho e não perca a programação da sua cidade!

Data de Publicação:  10/03/2011

 

Prorrogadas as inscrições para a 9ª Semana Nacional de Museus

Prorrogadas as inscrições para a 9ª Semana Nacional de Museus

A data para inscrição de eventos de museus interessados em participar da 9ª Semana Nacional de Museus foi prorrogada. O novo prazo é 27 de fevereiro. As instituições interessadas devem preencher o formulário disponível no site www.museus.gov.br. O museu que tiver alguma dúvida ou quiser mais informações pode enviar e-mail para cpgii@museus.gov.br ou ligar para (61) 2024-4121 ou 2024-4137.

O tema da 9ª Semana Nacional de Museus é Museu e Memória.

Lidar com a memória de modo crítico é um desafio para os museus contemporâneos. Como disse a presidenta Dilma Roussef, em Porto Alegre, no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto: “A memória é uma arma humana para impedir a repetição da barbárie, é isso que é a memória. (…) No Brasil, o dever de memória é algo indissociável do dever de festejar a vida”.

Desde 2003, quando foi lançada, a Semana Nacional de Museus já promoveu mais de 9 mileventos como seminários, shows, exposições, visitas guiadas, palestras, exibição de filmes e documentários, entre outros. A Semana Nacional de Museus tem-se mostrado um efetivo instrumento de divulgação dos museus ao mobilizar e apresentar uma programação comum que chama a comunidade a refletir, discutir e trocar experiências sobre temas da contemporaneidade, revelando a importância das instituições museológicas para o desenvolvimento da sociedade.

Blogs – Acesse os blogs que apoiam a divulgação da 9ª Semana Nacional de Museus maniamuseu.wordpress.com, www.repensandomuseus.blogspot.com, museologando.blogspot.com, educamuseu.blogspot.com e o caminhosdosmuseus.wordpress.com

Participe! Não deixe de inscrever seu museu na 9ª Semana Nacional de Museus.

Fontee: IBRAM

Presidente do Ibram permanecerá à frente do instituto (Boletim E-Museus)

Presidente do Ibram permanecerá à frente do instituto

O atual presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), José do Nascimento Junior, continuará no cargo. O anúncio de sua permanência na presidência do Ibram foi feita nesta sexta-feira (21) pela ministra da Cultura, Ana de Hollanda, que definiu toda a equipe de gestores das secretarias e vinculadas do MinC.

Na quinta-feira, 20, a ministra participou da comemoração do aniversário de dois anos de criação do Ibram e da inauguração do Centro Nacional de Estudos e Documentação da Museologia – Cenedom (veja notícia abaixo). Na cerimônia realizada no auditório do edifício-sede do instituto, em Brasília, a ministra adiantou para um auditório repleto de servidores do Ibram, pesquisadores, especialistas e diretores de museus algumas ações que serão prioritárias durante a sua gestão. “Vamos regulamentar o Estatuto dos Museus e levar para a prática o Plano Nacional Setorial de  Museus”, afirmou.

No evento, a ministra agradeceu a Nascimento por aceitar o convite para continuar. Para o presidente do Ibram, a permanência no cargo significa renovação. “Fiquei honrado pelo convite e afirmo que continuar não é repetir, mas avançar”, garantiu.

No balanço destes dois anos de existência do Ibram, o saldo é positivo. Orientado pela política Nacional de Museus, o instituto aumentou seu quadro próprio com 294 servidores concursados, incentivou a criação de cursos de museologia (que hoje somam 14 em todo o Brasil) e elaborou o Plano Nacional Setorial de Museus, em conjunto com a comunidade museológica. Também realizou, por meio da publicação Museus em Números (a ser lançada em fevereiro), um diagnóstico do panorama museal brasileiro e instituiu o Cadastro de Bens Musealizados Desaparecidos para permitir o rastreamento, a localização e a recuperação desses bens.

Fonte: Ibram

Museália – Revista de Cultura e Museus do Ibram

MuseáliaRevista de Cultura e Museus é a mais recente publicação do Ibram. De cunho institucional e edição semestral, a revista pretende mostrar não só o trabalho do Ibram, mas também o que acontece nos museus brasileiros.

É uma forma de divulgar à sociedade os eventos da área museológica e a atuação do Instituto, dos museus e instituições museais de todo o país. A revista, que já está disponível para leitura no site do Ibram, em breve será distribuída gratuitamente para museus e instituições museais.

Clique aqui para acessar a revista

Fonte: IBRAM

Edital seleciona projetos de pesquisa de acervos artísticos

O Ministério da Cultura, por meio do Fundo Procultura, está com inscrições abertas até o dia 10 de janeiro para projetos de artes visuais em todo o território nacional. Até 50 propostas serão selecionadas para receber a premiação, de R$ 14 milhões no total. Podem se inscrever instituições e museus, pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, sem fins lucrativos, de natureza cultural ou educacional. Os participantes devem ser brasileiros.

O edital prevê quatro categorias: Bibliotecas Básicas de Artes Visuais; Periódicos e revistas sobre Artes Visuais, com um módulo para mídia digital e outro módulo de mídia impressa ou impressa e digital; Pesquisa de Acervos Artísticos (Obras de referência); e o Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça.

O prazo inicial, 10/12/2010, foi prorrogado para 10/1/2011.

Confira o edital completo

Fonte: IBRAM

Ibram lança cadastro de obras roubadas e furtadas de museus

Ibram lança e furtadas de museus cadastro de obras roubadas

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) lançou no último sábado (18/12) o Cadastro de Bens Musealizados Desaparecidos, que reúne informações sobre itens desaparecidos de acervos pertencentes aos museus. O lançamento do cadastro foi feito em evento comemorativo ao Dia do Museólogo, no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro.

O cadastro tem como objetivo possibilitar o rastreamento, a localização e a recuperação desses bens. A listagem está disponível na página www.museus.gov.br/desaparecidos. A criação de uma base de dados nacional relativa aos bens de museus é um passo importante no combate aos roubos de bens culturais. O objetivo é coibir o comércio ilegal de arte brasileira.

Inicialmente, a listagem conta com 112 itens desaparecidos por roubo ou furto de nove museus dos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás vinculados ao Ibram/MinC. Mas o cadastro será permanentemente atualizado, pois a ideia é ampliar a base de dados e incentivar a adesão de museus privados e públicos de todo o país para que alimentem a lista enviando informações sobre itens desaparecidos. Ibram e Polícia Federal elaboram termo de cooperação para incluir o cadastro em uma ampla rede nacional e internacional de organismos de segurança pública, de controle aduaneiro, comerciantes de antiguidades e de artes em geral.

Dos 112 itens registrados, 58% deles desapareceram por motivo de furto e 42% por roubo. “Vamos atuar numa linha de recuperação de obras e de diminuição desse tipo de ocorrência em museus”, afirma o coordenador do Patrimônio Museológico do Ibram/MinC, Cícero Antônio de Almeida, também responsável pelo projeto do cadastro.

A probabilidade de recuperação dos acervos furtados ou roubados está diretamente ligada à rápida e eficiente circulação de informações sobre a ocorrência, razão pela qual é importante a comunicação imediata do desaparecimento do bem. “Essas peças são únicas, não são mercadorias que você pode levar uma e existem outras cem iguais”, explica Cícero.

Informação a serviço da segurança
O Cadastro de Bens Musealizados Desaparecidos faz parte do conjunto de políticas voltadas ao aperfeiçoamento das medidas de segurança dos museus brasileiros.
As informações contidas no Cadastro serão fornecidas pelos próprios museus, da seguinte forma:
1) Após tomadas as medidas legais necessárias sobre o furto ou roubo, o museu, através de seu representante legal, deverá entrar em contato com a Coordenação de Patrimônio Museológico pelo email bensdesaparecidos@museus.gov.br e pelo telefone
2) A informação será confirmada pelo Ibram junto à instituição solicitante e  inserida no cadastro
3) Os museus podem enviar informações de ocorrências anteriores, que deverão ser encaminhadas da mesma forma;

Itens desaparecidos por categorias:

      • 36% acessórios de interiores (mobiliário, objetos de casa, etc)
      • 26% objetos pessoais
      • 26% arte sacra
      • 7% artes visuais
      • 2% arma
      • 2% documentos
      • 1% outros

Fonte: Assessoria de Comunicação, Ibram/MinC

Data de Publicação:  17/12/2010

Estudo revela que acesso a museus é limitado em grande parte do país; Norte tem apenas 146 instituições

A região Norte do Brasil, a mais extensa do país, conta com apenas 146 museus, sendo que quase 60% deles estão concentrados nas capitais. As regiões Sudeste e Sul, por outro lado, são as que possuem maior número de instituições de cultura, com 1.151 e 878 cada uma. O Nordeste aparece com 632 unidades e o Centro-Oeste, com 218.

Os dados fazem parte de um levantamento inédito feito nos últimos quatro anos pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) sobre a quantidade e qualidade de seus museus do país. O estudo foi apresentado nesta terça-feira (14), no Rio de Janeiro.

Pelo Cadastro Nacional de Museus, uma espécie de “censo museológico”, o Brasil possui hoje 3.025 instituições mapeadas. Destas, quase metade participou do levantamento e respondeu perguntas sobre localização, acervo, características físicas, acessibilidade, infra-estrutura para o recebimento de turistas estrangeiros, funcionamento, segurança, atividades, serviços, recursos humanos e orçamento.

O estudo revela que o número de museus, apesar de ultrapassar o de teatros (1.229) e de salas de cinema (2.098), ainda é pequeno e limitado às grandes cidades. Cerca de 80% dos municípios brasileiros não possuem uma instituições assim e, quando têm, 30,5% delas ficam nas capitais. São Paulo (132), Rio de Janeiro (124) e Salvador (71) são as cidades brasileiras com maior número de museus. As três capitais mais populosas do Brasil concentram também os maiores acervos.

Número de museus por região do país Número de museus nas capitais
Sudeste 1.151 307
Sul 878 161
Centro-Oeste 218 113
Norte 146 87
Nordeste 632 255

Mesmo assim, os museus brasileiros foram visitados por cerca de 82 milhões de pessoas no ano passado. A procura, em grande parte, é facilitada pelo acesso gratuito. A maioria das instituições é pública (67,2%) e quase 80% delas, sejam públicas ou privadas, não cobram ingresso.

Ainda de acordo com o levantamento, os museus de História (67,5%), Artes Visuais (53,4%) e Imagem & Som (48,2%) são os mais comuns. O Museu Nacional do Rio de Janeiro, com 15 milhões de peças, o Memorial de Medicina Brasileira da Universidade Federal da Bahia, com oito milhões de bens, e o Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, também com cerca de oito milhões de objetos, aparecem como os museus com a maior quantidade de bens culturais preservados. Sozinhas, as três instituições ultrapassam o acervo de todos os outros museus, que possuem em média até 3.000 peças.

Outro dado apontado pelo censo é que o número de profissionais empregados nos museus atualmente é de 26.762 pessoas. A região que mais emprega é a Sudeste (61,62%) – a Nordeste aparece com 14,13%, a Sul com 13,94%, a Norte com 5,36% e a Centro-Oeste com 4,92%.

Também chama a atenção o fato de que a maior parte dos museus tem menos de trinta anos. Das 1.500 instituições que responderam à pesquisa, 649 foram fundadas entre 1981 e 2000. Entre 2001 e 2009, foram criados 352 museus.

Segundo o Ibram, a ideia a partir de agora é que a publicação seja periódica, com edições trienais. Os dados deverão ser usados para o planejamento de políticas públicas e o desenvolvimento de pesquisas relacionadas ao setor.

Fonte: Fabiana Uchinaka
Do UOL Notícias

Bibliografia [X] // “Princípios Básicos da Museologia” de Evanise Pascoa Costa

Organizadora do texto. Evanise Pascoa Costa
Fotografia. Evanise Pascoa Costa
Gráficos e croquis. Marcos Coga da Silva
Equipe de pesquisa . Clarete de Oliveira Maganhotto (coordenação)

Eliana Moro Réboli, Daise Falasca de Moraes, Esmerina Costa Luis (MP),
Cleuzeli Cardoso Winters (MAA), Elisabete Turin dos Santos (CJT),
Iraí Casagrande (MAC) e Lenora Pedroso (CAM)

Estagiários . Daniele Devoglio, Thalles Nogueira Werner Beatrici
Revisão. Wilson Pereira Junior
Coordenadora de Desenho Gráfico . Teresa Cristina Montecelli
Projeto Gráfico. Adriana Salmazo Zavadniak

4° Fórum Nacional de Museus “Direito à Memória, Direito a Museus”

FAÇA AQUI SUA INSCRIÇÃO ATÉ O DIA 05 DE JULHO.

Fórum Nacional de Museus (FNM) é um evento bienal, com o objetivo de refletir, avaliar e estabelecer diretrizes para a Política Nacional de Museus (PNM) e para o Sistema Brasileiro de Museus (SBM).

A 4ª edição do Fórum Nacional de Museus é uma culminância do processo de construção da Política Nacional de Museus e sintetiza o esforço empreendido para articular, promover, desenvolver e fortalecer o campo museal brasileiro. Trata-se de um momento propício para a avaliação da PNM em termos de metas, experiências, realizações, resultados efetivos, frustrações e, ao mesmo tempo, de construção e projeção no futuro de novas possibilidades e experimentações, de novos caminhos, desafios e horizontes.

As três edições anteriores do FNM contribuíram, ao seu modo, para o desenvolvimento e o enraizamento social da política de museus, compreendida como política pública de cultura.

O 1º FNM, realizado em Salvador (BA), em 2004, teve por tema “A Imaginação Museal: os caminhos da democracia” e inspirou muitos debates. O 2º FNM, realizado em Ouro Preto (MG), em 2006, adotou o tema,O futuro se constrói hoje” e contribuiu para a apresentação e o desenvolvimento de novas experiências museais. O 3º. FNM foi realizado emFlorianópolis (SC), em 2008, tendo por pano de fundo o tema: “Museus como agentes de mudança social e desenvolvimento”, foi fundamental para a afirmação da centralidade da museologia social no âmbito da PNM.

O 4º FNM traz para o centro dos debates o tema: “Direito à Memória, Direito a Museus”. A vontade (ou desejo) de memória (e de patrimônio) mesmo não sendo exclusividade do mundo contemporâneo, ganha na atualidade, em virtude de seu vínculo com o campo da comunicação e da política, uma dimensão especial.

Direito à memória, vontade de memória e dever de memória, implicam, de algum modo, o seu oposto. A memória é campo de litígio, é arena de disputa política pelo passado e pelo futuro. Nesse sentido, é preciso considerar que esquecer não é crime, esquecer não é pecado, esquecer faz parte da vida e faz parte dos processos de memória. Assim como produzimos memória, também produzimos esquecimentos.

O tema do 4º FNM tem relevância para o campo museal contemporâneo e sinaliza para a importância de se pensar o museu como conector cultural de espaços e tempos diversos. Tudo isso, levando em conta a memória que, a rigor, está entronizada no presente.

Compreendendo o 4° FNM como espaço radical de troca de experiências, o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) convida todos os interessados no tema acima indicado a participar do exercício de construção de uma nova imaginação museal; uma imaginação capaz de dialogar com temas como: cidades e cidadania; desenvolvimento sustentável; economia criativa; e, estratégias de institucionalização de um universo museal tão multifacetado.

Durante o Fórum serão oferecidos mini-cursos de capacitação em diversas áreas de atuação do campo museal. Também serão reunidos grupos de trabalhos temáticos para a construção e discussão das diretrizes, ações e metas da Política Nacional de Museus – PNM.

Resultados Esperados

I – Mobilizar a comunidade museológica do Brasil;

II – Propor estratégias para o fortalecimento do setor museológico, buscando assegurar a qualificação da gestão museal;

III – Promover o debate entre profissionais de museus, gestores culturais, estudantes e interessados no tema, garantindo ampla discussão sobre questões como gestão cultural; preservação, aquisição e democratização de acervos; formação e capacitação; educação e ação social; modernização e segurança; economia dos museus; acessibilidade e sustentabilidade ambiental; comunicação e exposições; pesquisa e inovação;

IV – Propor estratégias para a consolidação dos sistemas de participação e controle social na gestão das políticas públicas de museus e memórias e estimular as transversalidades culturais, garantido acesso a uma boa formação dos profissionais do campo museal;

V – Aprimorar e propor mecanismos de articulação e cooperação institucional entre os entes federativos e destes com a sociedade civil, enfatizado as atividades de preservação e aquisição, bem como os esforços de democratização de acervos;

VII – Debater, examinar e implantar as diretrizes aprovadas na II Conferência Nacional de Cultura (CNC), relativas aos museus;

VIII – Elaborar e aprovar as estratégias para o Plano Nacional Setorial de Museus, contemplando os principais aspectos do que resultou do debate sobre as questões transversais do setor museal;

IX – Eleger os novos membros do Comitê Gestor do Sistema Brasileiro de Museus, que, simultaneamente, passarão a compor o Colegiado Setorial de Museus e Memória junto ao Conselho Nacional de Políticas Culturais.

PROGRAMAÇÃO

PLENÁRIA ESTADUAL DO SETOR MUSEOLÓGICO

PLENÁRIA ESTADUAL DO SETOR MUSEOLÓGICO

Museu Histórico do Estado do Pará

O IBRAM – Instituto Brasileiro de Museus realizará o IV Fórum Nacional de Museus no período de 12 a 17 de julho de 2010 em Brasília – DF, com o objetivo de mobilizar, refletir, avaliar e estabelecer diretrizes para a Política Nacional de Museus.

Este ano, o IV Fórum Nacional de Museus se reverte de grande relevância, pois o mesmo tem como um dos objetivos debater e aprofundar as propostas  aprovadas na II CNC, relativas aos museus e Elaborar e aprovar as Diretrizes do Plano Nacional Setorial de Museus definindo assim os princípios norteadores  da política museológica para todo o Brasil.

O IV Fórum será antecedido por Plenárias Estaduais e Distritais durante o mês de junho, tendo por base cinco eixos temáticos: Produção simbólica e diversidade cultural; Cultura, Cidade e Cidadania; Cultura e Desenvolvimento Sustentável; Cultura e Economia Criativa; Gestão e Institucionalidade da Cultura.

A plenária do Estado do Pará será um espaço importante de discussão e troca de experiências entre todos os seguimentos da sociedade, para a organização e fortalecimento do campo museológico na Região Norte e no Brasil, onde serão debatidas e aprovadas as propostas do Estado que serão encaminhadas e defendidas no IV Fórum Nacional de Museus.

Diante do exposto, temos o prazer de convidar a todos para participar da Plenária Estadual de Museus do Pará que será realizada no dia 21 e 22 de junho, no Museu do Estado do Pará – MEP – Salão transversal – praça Dom. Pedro II s/no – cidade Velha – Belém/PA.

Atenciosamente,

Renata Maués

Diretora do SIM/SECULT


DATA: 21 e 22/junho/2010

LOCAL: Salão Transversal / Museu do Estado do Pará – MEP

Dia 21/06

08h – Abertura Oficial

Manhã

08h30 às 09h30 – Eixo 1 – Produção Simbólica e Diversidade Cultural

Palestrante: Jane Beltrão – UFPA

Valmir Carlos Bispo Santos – Superintendente Fundação Curro velho

Mediador: Jeam Lopes – Diretor do Museu do Círio

09h30 às10h30 – Eixo 2 –  Cultura, Cidade e Cidadania

Palestrante: Jussara Derenji – Museu da UFPA

Carlos Henrique Gonçalves – Diretor de Cultura SECULT

Mediador: Rosa Arraes – Museu de Arte de Belém

10h30 às 11h00 – Intervalo

11h00 às 12h00 – Eixo 3Cultura e Desenvolvimento Sustentável

Palestrante: Ecomuseus  da Amazônia ( confirmar nome)

Lélia Fernandes – Diretora do Patrimônio /SECULT (a confirmar)

Mediador:

Tarde

14h30 às 15h30 – Eixo 4Cultura e Economia Criativa

Palestrante: Rosangela Britto ( a confirmar)

Ana Elizabeth Almeida – Secretária Adjunta da SETER ( a confirmar)

15h30 às 15h45 – Intervalo

15h45 às 16h45 – Eixo 5Gestão e Institucionalidade da Cultura

Palestrante: Cincinato Marques Júnior – Secretário de Cultura

Maria Dorotea Lima – IPHAN (a confirmar)

Mediador: Flávio de Carvalho /DEPHAC

Dia 22/06

Manhã

09h00 às 12h00 – Discussão em grupo

Tema: 05 eixos

Tarde

14h30 às 18h00 – Plenária Final

Exposição “Kayapó” no Museu Paraense Emílio Goeldi

Convite da Exposição

A Exposição “Kayapó, Mebêngôkre nhõ pyka” abre as portas da aldeia ao povo não indígena com o objetivo de promover a cultura do povo Kayapó, conservar a biodiversidade do mundo, por meio dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas, e orientar a sociedade a ter um outro olhar sobre essa manifestação cultural.

A inauguração aconteceu na última sexta-feira (16), por meio de uma parceria científica entre o Instituto Francês de Desenvolvimento para a Pesquisa (IRD) e o Museu Goeldi, e contou a participação de representantes das duas instituições, do povo Kayapó e da Aliança Francesa do Governo do Estado do Pará.

O início das atividades de abertura da Exposição foi marcado por danças e cantos, e menção a história do povo indígena e a sua importância social, identificando também as semelhanças entre esse povo e os “não indígenas.

Após o início das atividades de abertura, o representante do povo Kayapó, complementou o seu discurso, apresentado ao público na língua indígena e traduzido por outro indígena aos presentes, dizendo, “hoje é dia de festa, aqui e na Aldeia”. Foi esse sentimento que marcou a inauguração da Exposição, o indígena complementou, “celebrações como essas não podem ser só no Dia do Índio, e sim todos os dias”.

Ao passar pela exposição o visitante é convidado a conhecer a cultura Kayapó e visualizar os instrumentos de caça e de pesca, os utensílios de beleza, tais como cocares, braceletes e outros adornos, as pinturas, as fotografias e os vídeos de rituais religiosos.

Quando tudo começou – A idéia da exposição Kayapó, Mebêngôkre nhõ pyka realizada pelo Museu Goeldi em comemoração a Semana dos Povos Indígenas 2010, nasceu há sete anos, quando o cacique Kaikuare da aldeia de Moikarakô contava sobre a sua preocupação em mostrar à população que muitas vezes o que sai nos jornais ou livros sobre eles não têm ligação com a realidade da aldeia, notou-se que era hora de levar ao conhecimento de todos um relato contado pelos Kayapós. A exposição é um dos vários resultados da colaboração e cooperação entre indígenas, pesquisadores, o IRD e o Museu Goeldi, que lançaram uma primeira versão do trabalho no Museu Histórico Estado Pará (MHEP) em 2009 durante o Ano da França no Brasil.

Outro ponto de vista – A pesquisadora do Museu Goeldi e uma das curadoras da Exposição, Cláudia Lopez, também lembra da importância da existência do povo e da sua contribuição para diversidade cultural, dizendo que “existem várias formas de entender o mundo”. E essa diferente forma de ver e entender a vida é que a exposição se propõe a mostrar, assim como a busca do povo Kayapó em se afirmar como povo.

Informar ao público da importância dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas para a conservação da biodiversidade do planeta, orientar um outro olhar sobre esses povos indígenas também são apontados pelas curadoras como objetivos da Exposição.

De nós, sobre nós – As peças expostas mostram a vida cotidiana e tempos de festas dos povos, e quase todos os objetos foram escolhidos pelos Kayapó. A ideia é mostrar os aspectos mais importantes da cultura deles, tais como a cosmologia, a agricultura entre outras práticas.

“Além de ser uma forma didática de divulgar resultados de pesquisa para o público em geral, espera-se que a exposição aproxime o público da cultura Kayapó. Nosso objetivo é trabalhar no sentido de quebrar preconceitos, valorizar a diversidade cultural e apoiar os indígenas no seu objetivo de falar sobre eles”, é o que pretendem as curadoras Claudia Lopez e Pascale de Robert, do IRD.

Escolas na Exposição : a Exposição “Kayapó, Mebêngôkre nhõ pyka” também será aberta ao público jovem, por meio de visitas orientadas das escolas de ensino fundamental e médio,. promovidas pelo Núcleo de Visitas Orientadas ao Parque Zoobotânico do Museu Goeldi (Nuvop).

Os alunos serão acompanhados por monitores do Núcleo, que receberão instruções diretamente da curadora Pascale de Robert, e lhes apresentarão de forma didática a exposição.

As visitas serão marcadas para as terças e quintas-feiras até o encerramento da Exposição, que acontece em agosto. Para mais informações entrar em contato com o Nuvop pelo telefone: (91) 3259-6588

Serviço: A exposição pode ser visitada até dia 29 de agosto, nos horários de 9h às 17h durante a semana e, nos fins de semana, das 9h às 15h, no Prédio da Rocinha – Parque Zoobotânico do Museu Goeldi.

Texto: Vanessa Brasil e Anna Elisa Pedreira (Agência Museu Goeldi)