Exposição “PAid’égua! BRasil em defesa do E.C.A.!” de Lúcia Gomes – MHEP

Vernissage dia 21 de junho às 19hLocal: MHEP – Cidade Velha, s/nº

Período: 22 de jun a 10 de jul

Reunião dos trabalhos da artista paraense Lúcia Gomes referente à luta em defesa dos direitos das crianças e adolescentes do Brasil entre outros. Lúcia Gomes(1966) é artista plástica desde 1996.

Colóquio “A contemporaneidade de Lúcia Gomes”
Com Afonso Medeiros, Fábio de Castro e Orlando Maneschy
Data: 20 de junho às 18h no ICA – Pça da República, s/nº

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Exposição “Bem do Brasil” no MHEP

São 150 obras que retratam as múltiplas expressões materiais e simbólicas das bases da identidade nacional. A exposição Bem do Brasil, Patrimônio Histórico Brasileiro, foi concebida sob o desafio de levar os visitantes a apreender os significados, a refletir, compartilhar e valorizar a diversidade dos acervos culturais, das artes sacras à cultura popular e erudita do país. Compõem os cenários da religiosidade do Brasil e seu Imaginário – ponto de partida da exposição – castiçais, oratórios mineiros e baianos, imagens de reis, santas e santos de igrejas de Pernambuco e de Sergipe, esculturas das Missões Jesuíticas no Rio Grande do Sul, ex-votos de romeiros do Ceará e cajados de Pai de Santo.

A arte ganha vida e cores em Bem do Brasil, Patrimônio Histórico Brasileiro nas cerâmicas indígenas do Espírito Santo, nas carrancas do Velho Chico, na Cabeça Boi Tinga do Pará, nas máscaras de Cavalhada de Goiás e bonecos do Jequitinhonha ou nos instrumentos do Tambor de Crioula do Maranhão, do Tambor de Jongo do Rio de Janeiro e da Viola de Cocho do Mato Grosso. Expressões que revelam saberes e fazeres, desvendados pela exposição por meio de formas de madeira para fazer a rapadura da cana-de-açúcar, alambiques de cobre para destilar a cachaça ou prensas de madeira para moldar o queijo.

As obras de Taunay, Djanira, Guignard, Di Cavalcanti, Segall, Athos Bulcão e Mestre Valentim emprestam, por fim, a força de sua criatividade à exposição, cuja pretensão é a de oferecer ao público novos olhares e abordagens sobre a diversidade do patrimônio brasileiro, tendo como fio condutor a evolução das políticas de proteção nas últimas sete décadas.

Com este singular enredo a exposição Bem do Brasil, Patrimônio Histórico Brasileiro, organizada pelo Centro Cultural do Iphan do Paço Imperial, em colaboração com o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, é uma aposta inovadora e um tributo à genialidade de brasileiros que vêm construindo, ao longo dos séculos, a riqueza do patrimônio histórico e artístico nacional. Realizado pelo Iphan e pelo Ministério da Cultura, a exposição tem o patrocínio do BNDES. Ao deixar Brasília, a exposição irá para o Paço Imperial, acrescida de novas obras e utilizando meios contemporâneos de grafismo, tecnologia de imagem.

Edital de pautas para exposições nos espaços do Sistema Integrado de Museus e Memoriais/Secult

Estão abertas até 29 de Julho as inscrições de pautas de exposições de artistas e curadores para os espaços do SIM. 

SALA GRATULIANO BIBAS / ONZE JANELAS

LABORATÓRIO DAS ARTES / ONZE JANELAS

SALA MANOEL PASTANA / MHEP

GALERIA FIDANZA / MUSEU DE ARTE SACRA

EDITAL DE PAUTA SIM 2012 

NÚMERO DE PUBLICAÇÃO: 355372 

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ 

SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA 

SISTEMA INTEGRADO DE MUSEUS E MEMORIAIS 

EDITAL DE PAUTA SIM 2012 

 Secretaria de Estado de Cultura do Pará- SECULT, através do Sistema Integrado de Museus e Memoriais– SIM, torna público que estarão abertas, até o dia 29.06.2012, as inscrições para EDITAL DE PAUTA SIM 2012 dos museus do SIM:LABORATÓRIO DAS ARTES e SALA GRATULIANO BIBAS do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas-COJAN; SALA MANOEL PASTANA do Museu Histórico do Estado do Pará – MHEP e SALA AUGUSTO FIDANZA do Museu de Arte

Sacra – MAS. 1. DO OBJETIVO 1.1 – Selecionar 16 projetos de artistas visuais e/ou curadores para realização de exposições individuais e/ou coletivas, nos espaços museais do Sistema Integrado de Museus e Memoriais da Secult a saber: 04 projetos para o Laboratório das Artes e 04 para a Sala Gratuliano Bibas do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, 04 projetos para a Galeria Fidanza do Museu de Arte Sacra, 04 projetos para a Sala Manoel Pastana do Museu do Estado do Pará. 1.2. – A divulgação dos selecionados dar-se-á por meio de Portaria, publicada no Diário Oficial do Estado do Pará e nos sites www.pa.gov.br e www.secult.pa.gov.br 1.3. – As exposições deverão contemplar artistas e/ou curadores inscritos em todo o território nacional, cabendo à Comissão de Seleção, em conjunto com o SIM por meio do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, selecionar as propostas inscritas, obedecendo ao seguinte critério: 2. DAS INSCRIÇÕES 2.1. – As inscrições serão gratuitas e estarão abertas no período de 30 de abril a 29 de junho de 2012, após a publicação deste Edital no Diário Oficial do Estado do Pará.

2.2. – Poderão se inscrever artistas e/ou curadores de todo o Brasil;

2.3. – Na hipótese de inscrição de trabalhos em grupo, apenas um membro deverá constar como responsável pela inscrição em que ele será identificado como proponente. Os demais integrantes do grupo deverão preencher o formulário de inscrição como participantes. Caso o grupo seja selecionado, tanto o proponente quanto os participantes deverão firmar o termo previsto no item 8.1 letras “a” e “b”, deste edital.

2.4. – A inscrição deverá ser efetivada no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, Praça Frei Caetano Brandão s/ no Cidade Velha – CEP:66020-310 ou através do envio do material de inscrição pelos Correios e deverá ser postada até o dia 29 de junho de 2012, considerando-se para esse fim a data registrada no carimbo dos Correios ou serviço de entrega.

2.5. –. Serão desconsideradas as inscrições postadas fora do prazo e aquelas cujo material estiver incompleto.

2.6. – A inscrição deverá ser enviada em envelope com nome completo do profissional e escrito: EDITAL DE PAUTA SIM 2012/Sistema Integrado de Museus e Memoriais. Os dossiês remetidos pelos Correios deverão ser registrados ou, se possível, enviados por Sedex, e incluir um envelope já sobrescrito com o endereço para devolução e com os selos referentes ao valor de carta registrada em anexo.

2.7. – Os artistas e/ou grupos receberão a confirmação de suas inscrições somente via e-mail.

2.8. – Os artistas e/ou curadores poderão inscrever até 3 (três) trabalhos ou projetos que se adeqüem aos espaços museais do SIM, conforme plantas disponíveis no regulamento, sendo que a comissão decidirá qual trabalho será exposto.

2.9. – Os artistas e/ou curadores deverão apresentar suas propostas especificando o espaço que pretendem utilizar (Laboratório das Artes e Sala Gratuliano Bibas do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas,Galeria Fidanza do Museu de Arte Sacra,Sala Manoel Pastana do Museu do Estado do Pará).

2.10. – Para os espaços: Sala Gratuliano Bibas, Galeria Fidanza,Sala Manoel Pastana,não serão aceitos projetos que visem a mudança da cor de suas paredes fixas através do uso de tintas PVA e acrílica, devido as mesmas serem recobertas com tintas especiais visando a preservação da integridade física de suas estruturas. Ficando permitido para os referidos espaços, somente a alteração de cor das divisórias móveis e dos painéis existentes nos mesmos. E qualquer alteração de cor das divisórias e dos painéis o artista ou curador, ao término da exposição, se responsabiliza em devolver a cor original dos painéis. Ressalta-se que o Laboratório das Artes, por seu caráter experimental, permite a alteração de cor de suas paredes fixas. 2.11. – O SIM, através do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas rejeitará as inscrições que não estejam de acordo com os termos deste edital, cuja inscrição implica na automática e plena concordância das normas estabelecidas no mesmo.

2.12. – Os artistas e/ou curadores poderão obter o edital e regulamento com as distintas especificações dos espaços e suas respectivas plantas através do e-mail onzejanelas@gmail.com .

3. DA SELEÇÃO:

3.1. – A seleção dos trabalhos será feita pelo exame de dossiê, em etapa única, por comissão composta por 3 (três) membros, a serem escolhidos pelo Secretário de Estado de Cultura.

3.2. A Comissão se reunirá no Espaço Cultural Casa da Onze Janelas/SIM quando será lavrada a ata da sessão, sendo soberanas as suas decisões de mérito, não cabendo recurso;

3.3. – Caberá à Comissão de Seleção definir o número de exposições em cada espaço conforme o calendário de pautas do regulamento.

3.4. – O dossiê deve obedecer às seguintes especificações: a) – conter fotos, coloridas ou PB ou CDs, ou DVDs, em conjunto com as propostas de desenvolvimento do trabalho. Os artistas e/ou curadores poderão também enviar croquis, plantas impressas, CD, DVD, memoriais descritivos que melhor julgarem para entendimento de suas propostas; b) – indicar em todas as fotos, no verso, o nome do autor e a indicação das medidas das obras. Os CD, DVD e todo o material devem também estar devidamente identificados; c) – o dossiê deve permitir entendimento claro das propostas apresentadas, por meio de texto com especificações de manuseio e montagem; d) – fornecer dados curriculares, restritos a sua formação artística e as suas atividades culturais, com nome e endereço completo, telefone e e-mail; e) – apresentar uma relação com as informações: autor, título, data, técnica ou materiais utilizados, dimensões (medida máxima na vertical x medida máxima na horizontal x profundidade) e outros dados julgados necessários pelo artista ou curador;

3.5 – Todos os artistas e/ou curadores selecionados terão direito a serviços de montagem, convite, coquetel e divulgação da

exposição;

3.6. – A seleção somente será feita por meio das fotos, projetos, CD e DVD, não sendo aceitas obras originais ou maquetes para esta finalidade.

3.7. – Todos os artistas e/ou curadores selecionados serão comunicados logo após a seleção das obras, por e-mail ou telefone e através da publicação no Diário Oficial do Estado.

3.8. – Os dossiês dos artistas e/ou curadores selecionados ficarão sob a guarda do SIM/Espaço Cultural Casa das Onze Janelas.

3.9. – Os artistas e/ou curadores não selecionados deverão receber os projetos pelos Correios, desde que mandem o envelope para devolução com os selos referentes ao valor de carta registrada, anexados separadamente (sem colar). Caso contrário, os dossiês serão mantidos pelo SIM até seis meses após a data de início das inscrições, não se responsabilizando pelos mesmos após este prazo.

4. DAS EXPOSIÇÕES 

4.1. – Caberá ao SIM, de comum acordo com os artistas e/ou curadores selecionados em conjunto com a direção dos espaços museais envolvidos, o plano de execução da montagem das exposições, assim como a adequação do número de obras por artista e/ou grupo e sua disposição nos espaços expositivos (Laboratório das Artes e Sala Gratuliano Bibas do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas ,Galeria Fidanza do Museu de Arte Sacra,Sala Manoel Pastana do Museu do Estado do Pará);

4.2. – As dimensões dos trabalhos deverão levar em conta as proporções dos referidos espaços acima citados. Plantas disponíveis no regulamento impresso e através do e-mail onzejanelas@gmail.com. Os artistas poderão também visitar o espaços museais.

5. DO CALENDÁRIO DE EXPOSIÇÕES 

ESPAÇO CULTURAL CASA DAS ONZE JANELAS Laboratório das Artes

␣ ␣ ␣ ␣ Sala Gratuliano Bibas

12 de setembro a 14 de outubro de 2012

11 de dezembro de 2012 a 13 de janeiro de 2013

05 de fevereiro a 10 de março de 2013

19 de março a 21 de abril de 2013

␣ ␣ ␣ ␣ MUSEU HISTÓRICO DO ESTADO DO PARÁ Sala Manoel Pastana

12 de setembro a 14 de outubro de 2012

11 de dezembro de 2012 a 13 de janeiro de 2013

05 de fevereiro a 10 de março de 2013

19 de março a 21 de abril de 2013

␣ ␣ ␣ ␣ MUSEU DE ARTE SACRA Sala Augusto Fidanza

07 de agosto a 02 de setembro de 2012

06 de setembro a 01 de outubro de 2012

08 de janeiro a 10 de fevereiro de 2013

19 de fevereiro a 24 de março de 2013

␣ ␣ ␣ ␣

6. DO TRANSPORTE 

6.1. –Os trabalhos selecionados deverão chegar ao espaço da exposição com 7 (sete) dias antes da abertura da mesma.

02 de agosto a 02 de setembro de 2012 06 de novembro a 02 de dezembro de 2012 10 de janeiro a 03 de fevereiro de 2013 21 de fevereiro a 24 de março de 2013

6.2. –Os artistas e/ou curadores selecionados deverão retirar seus trabalhos até 05 (cinco) dias após o término da exposição. A não observância deste prazo permitirá ao SIM adotar as providências que melhor lhe aprouver.

6.3. – Os artistas e/ou curadores, que utilizarem transportadora para entrega das obras, deverão apresentar comprovante de contrato da transportadora para a sua devolução após o término da exposição.

6.4. -O SIM não se responsabilizará por eventuais extravios ou danos causados a obra durante o percurso do transporte, cabendo ao artista e/ou curador providenciar o seguro, se for de seu interesse.

7. DA MONTAGEM 

7.1. –Caberá ao SIM a montagem em comum acordo com o artista e/ou curador selecionado, obedecendo ao detalhamento, a ser enviado juntamente com a documentação, o conceito de montagem e o local onde serão apresentados os trabalhos. 7.2. -A montagem será feita com a supervisão e apoio da equipe do SIM juntamente com os artistas e/ou curadores. As obras que não se enquadrarem nos suportes tradicionais serão montadas de acordo com os projetos enviados pelos artistas e/ ou curadores. Trabalhos que exijam instalações e montagens especiais só serão exibidos de acordo com a disponibilidade técnica dos locais ou com instalações e montagens fornecidas pelo artista e/ou curador. 7.3.– Equipamentos especiais necessários à apresentação deverão ser fornecidos pelos artista e/ou curadores.

8. DAS OBRIGAÇÕES DOS ARTISTAS 

8.1. -Cabe aos artistas e/ou curadores selecionados: a) – assinar o Termo de Compromisso da exposição da qual participa; b) – comunicar, por escrito, eventuais mudanças de endereço ao SIM/Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, além de fornecer e-mail atualizado;

c) – entregar, nos prazos estipulados pelo SIM logo após a seleção, o material destinado à produção das peças gráficas (convites) e divulgação, como fotos coloridas ou PB, que garantam melhor reprodutibilidade, com as especificações das fotos que serão destinadas ao convite e a divulgação, acompanhadas de ficha técnica completa (nome, título, técnica, dimensões, ano), currículo resumido, e texto sobre o trabalho que será apresentado;

d) – autorizar por escrito a reprodução do material destinado à produção da peça gráfica para divulgação e promoção do projeto em todo e qualquer veículo de comunicação, bem como autorizar a veiculação de imagens das obras expostas e textos via Internet;

e) – enviar, para as exposições coletivas e/ou individuais, os trabalhos apresentados no dossiê que foram indicados pela Comissão de Seleção, não sendo permitido substituí-los por obras com características diferentes;

f) – pagar as despesas de molduras, embalagem e transporte das obras (ida e volta) e fornecer equipamentos especiais (TV, DVD, datashow, projetores e outros); g) – cumprir os prazos estipulados para a entrega das obras; h) – não retirar seus trabalhos antes do encerramento do evento; i) – usar o recurso do looping, no caso de exibição de DVD, a não ser que a proposta do artista exija forma de apresentação especial e esteja justificada no encaminhamento do projeto.

j) – se responsabilizar por todos os custos, encargos e operacionalização de possível execução do projeto. 8.2. – A inscrição efetuada implica a plena aceitação de todas as condições nos termos deste edital.

9. DAS OBRIGAÇÕES DA SECULT/SIM 

9.1. – Obriga-se o SIM: a) – devolver com frete a pagar as obras dos artistas selecionados residentes fora de Belém, nas mesmas condições de recebimento, ou seja, devidamente identificadas e adequadamente embaladas; b) – imprimir os convites para as exposições no formato cartão postal e em policromia; c) – fornecer o coquetel para as exposições; e) – fornecer serviço de montagem; f) – divulgar as exposições; f) – garantir a segurança das obras durante o período da exposição;

10. DAS DISPOSIÇÕES FINAIS 10.1.- As decisões finais da Comissão de Seleção são irretra- táveis e irrevogáveis. 10..2Os casos omissos e controversos serão resolvidos pelo Secretário de Estado de Cultura.

Belém, 20 de Março de 2012.

PAULO CHAVES FERNANDES 

Secretário de Estado de Cultura

FONTE: IOEPA

A CONQUISTA DO AMAZONAS DE VOLTA AO ACERVO DO MUSEU DO ESTADO

O Museu Histórico do Estado do Pará prepara uma diversificada programação neste mês de fevereiro. O As atividades incluem missas na capelinha do museu, palestras e a volta, ao acervo do museu, do quadro “A Conquista do Amazonas”, de Antônio Parreiras.

Nesta terça-feira, 14 de fevereiro, a capelinha de onde saiu o primeiro Círio de Nazaré, volta a receber missas. A solenidade de reabertura acontece às 18h30. As cerimônias religiosas vão ocorrer quatro vezes por mês, sempre pela parte da manhã e da tarde. Após a solenidade da reabertura da capela do MHEP, às 19h30, a direção do museu inaugura a sala “A Conquista”.

Depois de dois anos de restauro, um dos quadros históricos mais importantes da pinacoteca brasileira volta a fazer parte do acervo do MHEP: “A Conquista do Amazonas”, de Antônio Parreiras. A obra de 1907 já chama atenção pelo tamanho imponente: são 9 metros de comprimento e quatro metros de altura. No dia 15, a Prof. Dra. Anete Costa Ferreira ministra palestra sobre Pedro Teixeira, uma das figuras retratadas na obra.

E no dia 17, o professor Aldrin Figueiredo ministra a palestra “A Pintura Histórica na Amazônia da Belle Époque”. E finalizando o ciclo, no dia 18, Aldrin Figueiredo e o professor Nonato Castro discorrem sobre o tema “História e Natureza na Obra de Antônio Parreiras”. Todas as palestras começam às 10h e ocorrem no próprio museu, com entrada franca, na Sala das Artes.

O pintor e a obra

Antônio da Silva Parreiras (1860 / 1937) foi pintor, desenhista e ilustrador brasileiro. Ingressou em 1882, aos 22 anos de idade, na Academia Imperial de Belas Artes do Rio de Janeiro, que abandonou em 1884 para frequentar o curso livre de pintura do professor alemão Georg Grimm. Com a viagem de seu mestre para o interior do Brasil, continuou os seus estudos de forma autodidata em 1885.

Depois de uma temporada aperfeiçoando suas técnicas na Academia de Belas Artes, em Veneza, na Itália, volta ao Brasil em 1890, participando da Exposição Geral de Belas Artes no Rio de Janeiro. Seguindo os ensinamentos de Grimm, levou os seus alunos para pintar ao ar livre, expondo esses trabalhos em 1892. Os estudos ao ar livre nas matas de Teresópolis estão sintetizados na tela ‘Sertanejas’.

Tendo recebido encomendas para pintar episódios históricos, a partir de 1899 realizou vários trabalhos para palácios do governo, como ‘Alegoria a Apollo’ e ‘Deusas das Horas’, de 1925, no teto do salão nobre do Palácio da Liberdade em Belo Horizonte. Entre seus trabalhos históricos destacam-se a ‘Conquista do Amazonas’ e ‘Lembrança da visita de Oscar I, rei da Suécia e Noruega’. Além dos episódios históricos, dedicou-se paralelamente aos nus femininos, que pintava com grande sensualidade, como pode ser apreciado em ‘Flor brasileira’, ‘Fantasia’ e ‘Frinéia’.

Artista da Belle Époque, em 1925 foi considerado o pintor mais popular do país. Publicou a sua autobiografia em 1926 (História de um pintor contada por ele mesmo), com isso ingressando na Academia Fluminense de Letras.

A obra “A Conquista do Amazonas”, de Antonio Parreiras, contribuiu para reforçar a idéia de nação republicana no Pará. O pintor veio a Belém no ano de 1905, para realizar uma exposição, ocasião em que recebeu do então governador, Augusto Montenegro, uma encomenda que pudesse representar a ação de Pedro Teixeira durante a ocupação amazônica para a coroa portuguesa, demarcando as fronteiras dos estados de Espanha e Portugal.

O pintor deu início a produção da tela em Paris, concluindo  no Rio de Janeiro, e sendo exposta no Pará em 15 de janeiro de 1908.

Museu Histórico do Estado do Pará – Endereço: Palácio Lauro Sodré / Praça Dom Pedro II, s/n. Cidade Velha. Horário de visitação: terça à sexta-feira de 10h às 18h e aos sábados, domingos e feriados de 10h às 14h.

Trade turístico conhece ações do Museu Histórico do Pará – Agência Pará de Notícias

Tela “A Conquista do Amazonas” de Antonio Parreiras. Foto Octávio Cardoso

Guardião de um dos mais importantes acervos culturais e arquitetônicos da Amazônia e do Brasil, o Museu Histórico do Estado do Pará (MHEP) é uma referência na capital paraense. Entretanto, ainda recebe poucos turistas, ficando restrito basicamente à visitação de estudantes e pesquisadores. Para ampliar a visibilidade desse acervo aos turistas e à imprensa foi firmada uma recente parceria entre a direção do museu e a Companhia Paraense de Turismo (Paratur).

Nesta quinta-feira, 4, aconteceu a primeira ação conjunta destinada a colocar em prática os objetivos alinhavados na parceria, com uma apresentação formal do MHEP para o trade turístico. A apresentação, que ocorreu às 9 horas, foi no auditório do Museu e contou com a participação de representantes do trade paraense, a exemplo da Associação Brasileira das Agências de Viagens (ABAV), Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo (Abrajet), Sindicato das Empresas de Turismo (Sindetur), Associção Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), além de técnicos ligados, direta e indiretamente, com o atendimento ao turista e a formatação de produtos, entre outros, do quadro da Paratur.

MEHP – O Museu Histórico  do  Estado do Pará foi criado em 18 de maio de 1981, iniciando suas atividades apenas em 1986 , tendo como sede o 4° pavimento do Centro Cultural Tancredo Neves (Centur). O acervo foi composto a partir de doações particulares e de peças oriundas de vários órgãos do estado. No ano de 1987, o museu teve como sede o Palacete Bolonha e em 1994 foi transferido para o Palácio Lauro Sodré, então sede do governo estadual. O Palácio, construído em 1777, é uma das obras do celebrado arquiteto italiano Antônio Landi e foi sede da Província Portuguesa do Grão Pará e Maranhão. Atualmente, o Museu Histórico do Estado do Pará possui um acervo diversificado de pinturas, mobiliário, acessórios e fotografias de variados contextos.

Por ocasião do aniversário de Belém, celebrado no dia 12 de janeiro, o MHEP vai abrir as portas com uma programação diversificada que inclui, entre outras atividades, o relançamento da obra “A Conquista do Amazonas”, do artista Antônio Parreira (1860 – 1937). A obra passou por um processo de restauro feito por técnicos do Sistema Integrado de Museus (SIM), ligado à Secretaria de Estado de Cultura, ao qual está vinculado.

Texto:
Benigna Soares – Paratur
Fone: (91) 8360-0506 / (91) 8842-8129
Email: turismoparaense@gmail.com / benignasoares@globo.com

Companhia Paraense de Turismo

Praça Waldemar Henrique, S/N. Belém-PA. CEP: 66010-040
Fone: (91) 3212-0669 / 3223-2130
Site: www.paraturismo.pa.gov.br Email: presidencia@paratur.pa.gov.br
Comentários: a notícia é boa para o MHEP, aproximar as instituições de fomento do turismo aos museus pode gerar bons resultados. Em cartilhas turísticas geralmente privilegiam a parte mais exótica da cidade e quando falam sobre espaços culturais é sem apelo histórico e artístico. Outra coisa é o fraco movimento turístico na cidade de Belém como um todo, ausência de vôos diretos, alto preço das passagens, rede hoteleira insipiente, etc. O MHEP é o único museu do Feliz Lusitânia com informações em duas línguas, inglês e espanhol, e não possuem em seu quadro mediadores culturais que falem pelo menos inglês fluente. Nenhum possui souvenires para venda ao público. A acessibilidade é outro ponto negativo, o maior número de turistas circulando pelo mundo é da melhor idade, o que demandaria elevadores para o acesso aos espaços expositivos nos pisos superiores, que em Belém, o  do MHEP passou um bom tempo quebrado e o do Museu de Arte Sacra agora está sendo instalado. Ou seja, todos esses fatores, somados a outros que não citei, contribuem para a fraquíssima visitação dos turística nos museus de Belém, deixando os museus sem receita própria.

Exposição “Marc Riboud” – MHEP

Marc Riboud participou do grupo de fotógrafos que fazia da agência Magnum – a partir dos anos 1950 – um espaço que afirmava ser o fotojornalismo um meio de expressão artística. A cobertura factual ganhava conteúdo mais autoral e subjetivo, e as lentes tinham seus focos ajustados por um olhar mais humano,

mais social.  Além de Riboud, passaram pela agência Cartier-Bresson, Robert Capa, o polonês David Seymor – radicado nos Estados Unidos, nascido Dawid Szymin – e o inglês George Rodger.

Em suas viagens, Riboud documentou imagens que marcaram definitivamente a forma de representar o mundo durante o Século 20. O eixo geográfico de sua peregrinação inclina-se indubitavelmente para o leste do globo. As imagens que realizou na China, Tibete, Argélia e Vietnã do Norte demonstram uma clara preocupação do fotógrafo com as questões sociais.

Marc Riboud nasceu em 1923 na cidade de Lyon. Durante a Exposição Universal de Paris, em 1937, realizou suas primeiras fotografias com o pequeno Vest-Pocket que seu pai lhe dera por ocasião de seus 14 anos. Em 1944, participou dos combates no Vercors. De 1945 a 1948, estudou engenharia na Ecole Centrale de Lyon e trabalhou em uma fábrica antes de resolver dedicar-se à fotografia.

Em 1953, a revista  Life publicou sua foto de um pintor da Torre Eiffel. Convidado por Henri Cartier-Bresson e Robert Capa,  integrou a equipe da agência Magnum.

Em 1955, passando pelo Oriente Médio e o Afeganistão, foi por terra até a Índia, onde ficou um ano antes de ir para a China,  em 1957. Depois de uma estada de três meses na antiga URSS, em 1960, fez a cobertura das independências na Argélia e na África negra. Entre  1968 e 1969, realizou reportagens no Vietnã do Sul, e também no Vietnã do Norte, onde foi um dos poucos fotógrafos a poder entrar. Nos anos 80, viajou regularmente pelo Oriente e pelo Extremo Oriente e realizou exposições em Paris, Londres, Nova Iorque, Beijing, Hong Kong e Bilbao.Publicou vários livros sobre a China, o Tibete e o  Camboja. Em 2009, ele lançou «Algérie, indépendance», pela editora Le Bec en l’air.

Foram organizadas duas importantes retrospectivas:  em 2004 – na Maison Européenne de la Photographie de Paris – en 2009 –  no Museu da Vida Romântica, também em Paris  –  e uma terceira está prevista no Shanghai Art Museum, em março de 2010.

MHEP e Onze Janelas citados em matéria no “O Globo”

Hélio Oiticica – Museu é o Mundo / Salão Transversal do MHEP

Museus distantes do Rio e de São Paulo se destacam por parcerias e boa programação

(…)

Eleita a melhor exposição de 2010 pela Associação Brasileira de Críticos de Arte, “Hélio Oiticica – Museu é o mundo” (foto) está atualmente em cartaz em seis instituições culturais de Belém, cidade com uma cena de arte contemporânea em ascensão, com artistas reconhecidos e premiados, como Armando Queiroz, Emmanuel Nassar e Marcone Moreira. Além de obras célebres de Oiticica, como o penetrável “Tropicália”, o edifício do século XVIII do Museu Histórico do Estado do Pará expõe até 15 de maio fotografias modernistas brasileiras da Coleção Itaú, que já passaram por Porto Alegre e Belo Horizonte, com imagens de Geraldo de Barros, Thomaz Farkas e German Lorca – além de duas fotos vintage de José Yalenti, adquiridas pelo museu.

Moderna pra Sempre, na Sala Antonio Parreiras do Mhep

Outra instituição paraense que se destaca pela atenção à arte contemporânea brasileira é a Casa das Onze Janelas, que, instalada numa casa do século XVIII, com um jardim de esculturas, começa a montar seu próprio acervo.

Traços e Transições da Arte Contemporânea Brasileira, na Sala Rui Meira no Museu Casa das Onze Janelas

Fonte : O Globo

Exposição “Moderna Para Sempre – Fotografia Modernista Brasileira na Coleção Itaú” – MHEP

Belém recebe mostra com fotografias modernistas brasileiras da Coleção Itaú

Para esta exposição, o curador Iatã Canabrava selecionou um recorte da Coleção Fotografia Modernista Brasileira Itaú, com fotografias de José Oiticica Filho, Marcel Giro, German Lorca, Thomaz Farkas e Geraldo de Barros, incluindo suas mais recentes aquisições: duas fotos vintage de José Yalenti

De 25 de março a 15 de maio, o Museu Histórico do Estado do Pará, em Belém, recebe a exposição Moderna Para Sempre – A Fotografia Modernista Brasileira na Coleção Itaú. Nesta itinerância, a mostra apresenta 87 obras, incluindo as novas aquisições de duas vintage de José Yalenti: Reflexo – da qual uma cópia limitada já pertencia ao acervo – e Ovaladas, ambas de 1950. A vernissage acontece às 19h do dia 25 de março.

Com curadoria do fotógrafo Iatã Canabrava, Moderna Para Sempre passou antes pelo Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (MARGS), em Porto Alegre, e pelo Centro de Arte Contemporânea e Fotografia da Fundação Clóvis Salgado, em Belo Horizonte.  As fotografias remontam ao período entre os anos 40 e 70 do século passado, quando na esteira do modernismo europeu e americano da década de 20, os artistas brasileiros entraram na discussão sobre os limites da arte fotográfica. Ao todo, aparecem 87 imagens de 26 artistas – 16 delas, vintage. Este recorte da coleção de fotografias do Itaú mergulha, sobretudo, no movimento fotoclubista brasileiro.

“Esta exposição reforça o esforço do grupo Itaú para dar acesso ao público de todo o país aos diferentes recortes de sua coleção”, afirma Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural. “Nossa parceria com o Museu Histórico do Estado do Pará para que os paraenses possam apreciar recorte tão significativo deste acervo reafirma o compromisso do grupo Itaú com o público, a arte e a cultura brasileiras.”

Segundo Canabrava, o fotoclubista brasileiro começou em São Paulo no Foto Cine Clube Bandeirante, fundado em 1939, e se alargou para os outros fotoclubes. Em geral era composto de amadores da fotografia que, livres das obrigações de um trabalho comercial, puderam experimentar e ousar quebrando regas e padrões. Nesses núcleos aterrissaram artistas como Geraldo de Barros, Thomaz Farkas, José Yalenti e German Lorca, presentes na exposição (veja a relação de nomes abaixo).

“Nas imagens destes fotógrafos encontrarmos as buscas de formas e volumes, abstracionismos e surrealismo, em uma evidente influência das antigas vanguardas européias”, conta o curador que pesquisa o assunto há cinco anos. Os trabalhos destes artistas começaram pictorialistas, imitando os padrões da pintura do século XIX. Com o desenvolvimento e crescimento econômico do país desembocaram no celeiro da fotografia moderna brasileira, a chamada Escola Paulista.

“Esta, por sua vez, por meio de experimentações estéticas e por vezes científicas redirecionou o rumo do fazer fotográfico como já estava ocorrendo na Europa e EUA desde décadas anteriores, conta o curador. “A partir deste momento, texturas, contra-luzes, enquadramentos sóbrios, linhas geométricas, solarizações, fotomontagens, fotogramas, entre outros tópicos passam a integrar o vocabulário criativo.”

Algumas obras

As duas imagens adquiridas no ano passado pela coleção, Reflexo e Ovaladas – ambas produzidas em 1950 por Yalenti – são apontadas pelos especialistas como exemplos que demonstram porque ele é reconhecido mestre do contraluz e da geometrização de motivos. Entre as 21 obras deste fotógrafo presentes na mostra, vale destacar, ainda, Miragem e Paralelas e Diagonais, por meio das quais o espectador se depara com formas inusitadas, migrando o tempo todo de uma intenção abstracionista a um surrealismo inesperado.

Entre outras raridades está a foto Praticáveis, na qual German Lorca ironiza o banal com simplicidade. Em Telhas, Thomas Farkas constrói com criatividade um novo olhar sobre os já tão fotografados telhados. “Mesmo com o título ao lado da fotografia, duvidamos de qualquer referência a telhas ou telhados”, observa o curador. “Esta imagem nos leva a um passeio por luz e movimento, e particularmente lembra as bandeiras de Volpi, que na verdade não nasceram bandeiras, mas sim telhados.”

Paulo Pires, que expôs pela primeira vez em 1950 no Foto Cine Clube Bandeirante, e fundou, posteriormente, o Íris Foto Grupo de São Carlos, incorpora dois elementos à sua fotografia: o banal, que pode ser visto em Composição com Torneira, e a metrópole paulistana em vertiginoso crescimento, com seu trabalho sobre o Copan de Niemeyer, como ser observa na foto Linhas. “Esta imagem mostra o desnudamento do símbolo maior da cidade de São Paulo, o Copan, ainda em andaimes de madeira”, assinala Canabrava.

O abstrato-geométrico de Ademar Manarini faz par perfeito com Arabescos em Branco, de Gertrudes Altschul, rara representante do gênero feminino no fotoclubismo deste período. Se junta a este grupo a imagem Formas, de Eduardo Salvatore, de quem vale ressaltar o importante papel no cenário fotoclubista como um dos fundadores do Foto Cine Clube Bandeirante, entidade da qual ele foi presidente entre 1943 a 1990. Scavone, em Abstração #5, completa o conjunto, em uma foto eternamente contemporânea de cartazes rasgados, enquanto, Tufi Kanji, Délcio Capistrano e Chakib Jabor  constituem uma espécie de grupo surrealista do fotoclubismo brasileiro.

LISTA DE ARTISTAS

Ademar Manarini

André Carneiro

Chico Albuquerque

Chakib Jabour

Dalmo Teixeira Filho

Délcio Capistrano

Eduardo Enfeldt

Eduardo Salvatore

Francisco Albuquerque

Francisco Quintas Jr.

Georges Radó

Geraldo de Barros

German Lorca

Gertrudes Altschul

Gunter E.G. Schroeder

João Bizarro da Nave Filho

José Oiticica Filho

José Yalenti

Julio Agostinelli

Lucilio Correa Leite Júnior

Marcel Giró

Nelson Kojranski

Osmar Peçanha

Paulo Pires

Rubens Teixeira Scavone

Tufi Kanji

Thomaz Farkas

SERVIÇO

Moderna Para Sempre – Fotografia Modernista Brasileira na Coleção Itaú

Data: 25 de março a 15 de maio

Local: Museu Histórico do Estado do Pará

(Praça D. Pedro II, s/n – Cidade Velha – Belém)

Vernissage: 25 de março, às 19h.

Horário de visitação: Terça a sábado de 10h às 18h; domingos e feriados de 10h às 16h

Ingressos: RS 2,00 (entrada franca as Terças)

Informações: (91) 4009 9835

Informações para a imprensa:

Caco Ishak: 91.8232-8882 / cacoishak@gmail.com

Exposição Itinerante “Museu é o Mundo” de Hélio Oiticica em Belém

O blog soube com grande felicidade que está sendo montada em Belém uma exposição itinerante, vinda de São Paulo e depois de Brasília, do artista Hélio Oiticica. De acordo com a divulgação da mostra de Brasília “A mostra revela o percurso de um dos maiores contestadores da sociedade e do mercado de arte, tratado como marginal no Brasil e ovacionado no exterior. Das abstrações geométricas aos bólides, parangolés e penetráveis, a exposição traça um rico perfil deste grande representante da arte brasileira. Ao lado de Lygia Clark, Hélio Oiticica é um dos nomes brasileiros mais reconhecidos lá fora.”

Depois do incêndio que em 2009 destruiu grande parte de seu acervo é uma oportunidade unica de presenciar a arte tão comentada, citada, imitada e pesquisada de Oiticica. Seguem algumas imagens da divulgação das montagens anteriores desse exposição. A divulgação ainda não foi feita oficialmente, mas segundo fontes vai ficar entre os dias 05 de Abril a 29 de maio de 2011 na sala Antonio Parreiras do Museu Histórico do Estado do Pará e no Centur.

Uma força tarefa capitaneada pelo Ministério da Cultura e pelo pelo Ibram (Instituto Brasileiro de Museus) iniciou a higienização e restauração de telas e peças, processo que está em andamento até 2011, quando serão incorporadas à mostra. O Ministério da Cultura investiu mais de R$ 800 mil na reforma do espaço e mais de R$ 2,3 milhões na recuperação e difusão da obra de Oiticica. Nesta itinerância foram aplicados R$ 1,5 milhão, o que resultou na maior retrospectiva do artista, jamais vista anteriormente.

“A exposição prova que a obra de Hélio Oiticica não acabou. Pelo contrário, ela está mais viva do que nunca. Era isso o que o Hélio queria: colocar todo o seu percurso de artista, desde a adolescência até o final de sua obra, com a exibição de obras e categorias que nunca foram mostradas na sua plenitude”, explica César Oiticica Filho, sobrinho de Hélio e um dos curadores da mostra, ao lado de Fernando CochiaralleWagner Barja.

O blog do projeto Arte na Escola da Ufpa divulgou a seguinte programação para as ações educativas da exposição “O Museu é o Mundo” de Hélio Oiticica.

“atitudes e forma” é um programa de atividades de ação educativa em espaços culturais para ser realizado durante a exposição “Hélio Oiticica – museu é o mundo” que ocorrerá em Belém no período de 05 de abril a 29 de maio de 2011.
“atitudes e forma” propõem experimentar as tensões entre obra e “participador”1 levando ao máximo as manifestações ambientais tão possíveis dentro da obra de Hélio Oiticica.
Em conversas conduzidas diariamente por mediadores culturais – em dois espaços da exposição – grupos divididos com cerca de 20 estudantes serão convidados a refletir e experimentar algumas das proposições e questões presentes na produção de Hélio Oiticica. Os estudantes poderão projetar suas idéias e interagir com os trabalhos participando da mini-oficina “emQUADRADO” em que serão convidados a refletir sobre o que foi o movimento neoconcreto, o abstracionismo, a temporalidade fenomenológica da obra e a condição de participador.

Locais:
• Museu Histórico do Estado do Pará (MHEP) – Galeria Antônio Parreiras
Palácio Lauro Sodré – Praça Dom Pedro II, s/nº – Cidade Velha -Belém – Pará
Visitas Agendadas: terça à domingo: 10h às 16h;

• Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves (FCPTN – CENTUR)
Avenida Gentil Bitencourt, 650 – Nazaré – Belém – Pará
Visitas Agendadas: segunda à sexta: 09h às 18h;

A Ação Educativa “atitudes e forma” oferece ônibus gratuito em número LIMITADO para instituições públicas e organizações sociais.
Classificação: a partir de 6º ano do ensino fundamental.
Duração média: 90 minutos

SERVIÇO:
Agendamento para Ação Educativa “atitudes e forma”
Exposição “Hélio Oiticica – o museu é o mundo”
Período de agendamento: de 14 de março à 29 de maio de 2011.

Mais Informações e agendamento
Email: atitudeseformaoiticica@gmail.com
Tel: (91) 82006363 – Adriele Silva da Silva
(91) 88155767 – Heldilene Reale

No convite de divulgação da exposição em Brasília podemos conferir três intervenções da exposição, espero que todas sejam montadas para o público de Belém.

Também encontrei dois vídeos bem longos (mas valem a pena conferir) realizados pela Roda de Docs sobre a primeira montagem da exposição, no Instituto Itaú Cultural em São Paulo, mostrando a magnitude da exposição.

Abertura do Salão Arte Pará 2010 – 7 de Outubro – Museu Histórico do Estado do Pará

Conheça aqui os premiados e os catálogos do três últimos salões.

“Amazônia – Estradas da Última Fronteira” de Paulo Santos // MHEP

A exposição
Durante muito tempo, o fotógrafo paraense Paulo Santos maturou a ideia de realizar uma grande exposição, inicialmente com o plano de montar uma mostra que fizesse um apanhado de seus 25 anos de carreira. Porém, no decorrer da escolha de temas e seleção de imagens, o projeto cresceu, passando a abarcar um período de aproximadamente 30 anos.
Assim, a partir de um intenso e cuidadoso trabalho, foi desenhada Amazônia – Estradas da Última Fronteira, agora em pleno processo de desenvolvimento, que a partir de hoje será compartilhado com o público por meio deste espaço de leitura.
A exposição, que tem curadoria de Marisa Mokarzel e será lançada na noite de 05 de agosto no MHEP, trará a visão de um observador privilegiado das transformações ocorridas na Amazônia ao longo das últimas décadas, procurando expressar as disparidades características da região em diferentes épocas e contextos.
Será uma grande oportunidade de se ver de perto e reunidas imagens que ganharam o mundo, publicadas em vários veículos de imprensa no Brasil e no exterior – oportunidade que por enquanto pode começar a ser experimentada aos poucos, com alguns detalhes exclusivos, pelos leitores deste blog.

Ficha técnica

Coordenação: Paulo Santos

Curadoria: Marisa Mokarzel

Textos: Ernani Chaves, Maurílio Monteiro, Roberto Araújo

Jornalistas: Edson Coelho, Frank Siqueira, Paulo Silber, Ronald Junqueiro

Blog: Ana Clara Matos

Montagem: Kiko

Contadora: Olívia Kusano

Projeto gráfico: Adriano Chedieck e Paulo Santos

Proposta museográfica: Nelson Carvalho

Projeto educacional: Janice Lima

Ações educativas: Eduardo Kalif

Produção: Simone Bandeira e Fatinha Silva

Editora: Paka Tatu – Armando Alves

Sobre o autor
Nascido em Belém do Pará, o fotógrafo Paulo Santos tem uma carreira consistente no âmbito do fotojornalismo, com um olhar especialmente acurado na cobertura de questões sociais e relativas ao meio-ambiente. Profissional experiente, de atuação amplamente reconhecida, tem trabalhos publicados em importantes jornais e revistas de abrangência nacional e internacional e participações em edições de livros, guias e CD’s de fotografia, além de integrar o banco de imagens de diversas agências de notícias, como Reuters, Associated Press, Globo Press, Agência Estado e a paraense Interfoto, da qual é sócio-fundador. Já expôs em diversas mostras coletivas em vários pontos do Brasil e também na França, realizou a individual “Fotografias”, na Galeria Elf, em Belém, e agora se dedica ao desenvolvimento de um antigo projeto, a exposição Amazônia – Estradas da Última Fronteira.
Jagunço – Praia da Romana (litoral do Pará), 1991.
Serviço
Exposição Amazônia – Estradas da Última Fronteira
Belém, Pará, Brazil
Fotografias de Paulo Santos, na Sala Antônio Parreiras do Museu Histórico do Estado do Pará – MHEP.
Curadoria: Marisa Mokarzel.
Abertura: 05.08.2010 (quinta-feira).
Visitação pública: 06.08 a 24.09.2010
Fonte: Blog da Exposição Amazônia – Estradas da Última Fronteira

PLENÁRIA ESTADUAL DO SETOR MUSEOLÓGICO

PLENÁRIA ESTADUAL DO SETOR MUSEOLÓGICO

Museu Histórico do Estado do Pará

O IBRAM – Instituto Brasileiro de Museus realizará o IV Fórum Nacional de Museus no período de 12 a 17 de julho de 2010 em Brasília – DF, com o objetivo de mobilizar, refletir, avaliar e estabelecer diretrizes para a Política Nacional de Museus.

Este ano, o IV Fórum Nacional de Museus se reverte de grande relevância, pois o mesmo tem como um dos objetivos debater e aprofundar as propostas  aprovadas na II CNC, relativas aos museus e Elaborar e aprovar as Diretrizes do Plano Nacional Setorial de Museus definindo assim os princípios norteadores  da política museológica para todo o Brasil.

O IV Fórum será antecedido por Plenárias Estaduais e Distritais durante o mês de junho, tendo por base cinco eixos temáticos: Produção simbólica e diversidade cultural; Cultura, Cidade e Cidadania; Cultura e Desenvolvimento Sustentável; Cultura e Economia Criativa; Gestão e Institucionalidade da Cultura.

A plenária do Estado do Pará será um espaço importante de discussão e troca de experiências entre todos os seguimentos da sociedade, para a organização e fortalecimento do campo museológico na Região Norte e no Brasil, onde serão debatidas e aprovadas as propostas do Estado que serão encaminhadas e defendidas no IV Fórum Nacional de Museus.

Diante do exposto, temos o prazer de convidar a todos para participar da Plenária Estadual de Museus do Pará que será realizada no dia 21 e 22 de junho, no Museu do Estado do Pará – MEP – Salão transversal – praça Dom. Pedro II s/no – cidade Velha – Belém/PA.

Atenciosamente,

Renata Maués

Diretora do SIM/SECULT


DATA: 21 e 22/junho/2010

LOCAL: Salão Transversal / Museu do Estado do Pará – MEP

Dia 21/06

08h – Abertura Oficial

Manhã

08h30 às 09h30 – Eixo 1 – Produção Simbólica e Diversidade Cultural

Palestrante: Jane Beltrão – UFPA

Valmir Carlos Bispo Santos – Superintendente Fundação Curro velho

Mediador: Jeam Lopes – Diretor do Museu do Círio

09h30 às10h30 – Eixo 2 –  Cultura, Cidade e Cidadania

Palestrante: Jussara Derenji – Museu da UFPA

Carlos Henrique Gonçalves – Diretor de Cultura SECULT

Mediador: Rosa Arraes – Museu de Arte de Belém

10h30 às 11h00 – Intervalo

11h00 às 12h00 – Eixo 3Cultura e Desenvolvimento Sustentável

Palestrante: Ecomuseus  da Amazônia ( confirmar nome)

Lélia Fernandes – Diretora do Patrimônio /SECULT (a confirmar)

Mediador:

Tarde

14h30 às 15h30 – Eixo 4Cultura e Economia Criativa

Palestrante: Rosangela Britto ( a confirmar)

Ana Elizabeth Almeida – Secretária Adjunta da SETER ( a confirmar)

15h30 às 15h45 – Intervalo

15h45 às 16h45 – Eixo 5Gestão e Institucionalidade da Cultura

Palestrante: Cincinato Marques Júnior – Secretário de Cultura

Maria Dorotea Lima – IPHAN (a confirmar)

Mediador: Flávio de Carvalho /DEPHAC

Dia 22/06

Manhã

09h00 às 12h00 – Discussão em grupo

Tema: 05 eixos

Tarde

14h30 às 18h00 – Plenária Final