Fim da enquete “Quem foi destaque nas artes visuais no Pará em 2011?”

#Symbioses de, Roberta Carvalho, no Circuito Sesc das Artes 2011 – SP

Mais de 1700 votos em nossa enquete que pergutou “Quem foi destaque nas artes visuais no Pará em 2011?” e os resultados são estes na tabela abaixo.  Roberta Carvalho (28%) e Keyla Sobral (27%) foram as mais votadas, seguidas de Drika Chagas (13%), Victor de LaRoque (9%), Flavya Mutran (6%) e Marcone Moreira (4%). Agradeço a todos que votaram e comentaram, e principalmente aos artistas indicados que compreenderam a informalidade dessa enquete. O fotógrafo e curador Guy Veloso em sua análise do cenário das artes visuais para 2012 também citou os nomes de Roberta, Keyla, Flavya e Drika, em sintonia com nossa enquete.

Enquete – Quem foi destaque nas artes visuais no Pará em 2011?

O blog Xumucuís escolheu seis artistas como destaques das artes visuais em 2011. É inegável a qualidade da produção artística em Belém apesar de poucos incentivos e, principalmente, espaços expositivos para dar vazão a esta grande produção. O  Museu Casa das Onze Janelas continua sendo a instituição referência em arte contemporânea, e o Centro Cultural Sesc Boulevard surge como uma das melhores infra-estrutura em espaço expositivo.

Roberta Carvalho ganhou prêmio no Diário Contemporâneo de Fotografia com o projeto #Symbioses, trabalho de grande impacto visual que foi convidado a participar para vários circuitos pelo Brasil. A grande exibição deste trabalho foi na Ilha do Combu, região das ilhas na frente de Belém, como resultado dos micro-projetos para Amazônia Legal da Funarte/MINC com o qual #Symbioses também foi contemplado.

Victor De La Roque ganhou prêmio no I Salão Xumucuís de Arte Digital com a interferência na web “Not Found”. Foi selecionado para o Arte Pará 2011 com a performance “Gallus Sapiens III” e participou da exposição “Caos e Efeito” no Itaú Cultural em São Paulo, que pra mim foi a grande mostra de arte contemporânea este ano no Brasil.

Drika Chagas com “Cidade Labirinto” levou seu grafite para o Centro Cultural Sesc Boulevard com uma grande instalação que foi sendo construída aos olhares do público. Foi uma grande surpresa ver a jovem artista levar seu poderoso grafite para uma galeria de forma tão inventiva e imersiva.

Flavya Mutran é Mestre em Artes e teve seu trabalho “Pretérito Imperfeito de Territórios Móveis” exposta em Porto Alegre, resultado do prêmio da Funarte, e em Belém, contemplado pelo edital do Espaço Cultural Banco da Amazônia. Flavya mergulhou na web com sua fotografia e pensamento e criou um universo de reflexão da identidade sem perder a potência das imagens.

Keyla Sobral encontrou em sua poesia visual, em seus singelos desenhos, uma forma corajosa e bela de extravasar sua arte e seu íntimo.  A individual “Lá fora é bem melhor do que aqui dentro”  num flerte com a literatura definiu Keyla como artista, em vida e arte. Prêmio Aquisição no Arte Pará 2011, Keyla desenvolveu este trabalho com a Bolsa de Pesquisa do Instituto de Artes do Pará.

Marcone Moreira ganhou o maior prêmio das artes visuais no Brasil, o Marcantônio Villaça. Produzindo sua obra em Marabá, com a participação da comunidade, Marcone é um jovem veterano das artes no Pará. Suas grandes obras possuem uma força primitiva, numa forma de arqueologia de artefatos que o artista inventa com os resíduos de uma amazônia em transformação.

Selecionados para o 17º Salão UNAMA de Pequenos Formatos

Parabéns CinthYa Marques, Danielle Fonseca, Euciclei Araújo, Erinaldo Cirino, Jorge Eiró, José Antonio, Keyla Sobral, Marcio Wariss, Marcone Moreira, Nando Lima, Ramon, Ricardo Macedo e Wisfredo Gama.

Exposição “Acúmulus” de Marcone Moreira – Galeria Elf

Aqui o blog do Marcone e o da Galeria Elf.

É a oportunidade para conhecer a adquirir uma obra de um dos mais inventivos artistas brasileiros da atualidade, que vive e cria no Pará.

Exposição “Grafias” – Espaço Cultural Banco da Amazônia

Marcone Moreira abre duas exposições no Feliz Lusitânia

O MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA CASA DAS ONZE JANELAS/ SIM / SECULT , convida para a abertura das exposições:

“MARGEM” PRÊMIO SECULT DE ARTES VISUAIS & “BANZEIRO” PRÊMIO DE ARTES PLÁSTICAS MARCANTONIO VILAÇA /FUNARTE do artista visual MARCONE MOREIRA

Sendo assim, tem o prazer de convidar para a abertura da 22ª mostra contemplada no Edital de Artes Visuais, “MARGEM” de Marcone Moreira, instalação artística . Segundo o artista A idéia do trabalho surge a partir de um fragmento de texto do poeta paraense João de Jesus Paes Loureiro: “Entre o rio e a floresta, o infinito”. Compreendo que nesse infinito encontra-se a margem, definida em seu conceito geográfico como o encontro da água com a terra. A peça que compõe o trabalho é uma estrutura que serve como contrapiso no fundo de uma canoa, embarcação usada como veículo de ligação entre as margens. Por isso optei por essa montagem, onde o trabalho se acomoda entre o chão e a parede que, mesmo partindo de uma estrutura rígida, dá uma idéia de fluidez.”

A segunda instalação , trata-se de “BANZEIRO” , contemplada no Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça/FUNARTE.

Em consonância às ações de aquisição e difusão de seu acervo, o Museu Casa das Onze Janelas/SIM/Secult, referendou a proposta apresentada pelo artista Marcone Moreira ao Edital Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça/FUNARTE 2009, prêmio, que que tem como objetivo, incentivar produções artísticas inéditas e destiná-las à acervos de instituições museológicas públicas e privadas sem fins lucrativos, fomentando a difusão e a criação das artes visuais no Brasil. Sendo assim, o artista veio a ser premiado e destinou ao Museu Casa das Onze Janelas a instalação “BANZEIRO”, obra inédita não pertencente a nenhum acervo público. A instalação artística é composta de 30 cavernames ( peças curvas de madeira que dão forma ao casco das embarcações) em dimensões variáveis.

Marcone Moreira é artista do Norte do Brasil ,com ampla produção e participações diversas em projetos de relevância nacional e internacional. Desenvolve um trabalho que surge a partir da coleta de materiais de descarte, com os quais elabora e constrói associações de planos de matéria ,formas e cores. Aliando arte construtiva com a rudeza de tais materiais. Sua produção é intimamente vinculada ao local de moradia do artista, Marabá . Segundo Augusto dos Anjos, em texto de apresentação de uma individual do artista , observa que “ao transformar esses restos em coisas novas, Marcone Moreira afirma, ademais, a dupla importância que o lugar onde vive – a cidade de Marabá (Pará), bem ao norte do país – possui para sua produção. Por um lado, é desse lugar de intensa movimentação de pessoas e cargas (lá se cruzam dois rios, a rodovia Transamazônica e a ferrovia Carajás) que vem quase todo o material – descarte de coisas que não possuem mais a sua funcionalidade original – que o artista seleciona, secciona, agrupa e resignifica como coisa sua”   .

Desta forma, entendendo que aquisições de acervo são indispensáveis num país que sabe construir simbolicamente sua identidade e que é através da formação de uma coleção museal que torna-se possível o desenvolvimento de ações de pesquisa para produção, realização e difusão de conhecimento, o Museu Casa das Onze Janelas, referendou e incorporou a obra “Banzeiro” em seu acervo, uma vez que a ampliação de suas coleções , configura-se em uma ação fundamental da instituição, tendo como objetivo a valorização,  o fomento  , a difusão das artes visuais paraense e o fortalecimento das ações desenvolvidas pelo museu, que  afirmará seu perfil de arena de reflexão, fomento e difusão cultural com ações que trabalham os processos de democratização da arte, inclusão social e cidadania.

Serviço:
local: Jardim do Museu do Forte do Presépio
visitação : de 07 de outubro a 14 de novembro de 2010.
Praça Frei Caetano Brandão s/ nº – Cidade Velha – Belém – PA

Obra em Questão // BANZEIRO, de Marcone Moreira

BANZEIRO

Venho a alguns anos, desenvolvendo um trabalho que tem como uma das referências o  universo dos ribeirinhos.

Resido e trabalho em Marabá no Pará, cidade entrecruzada por dois grandes rios, o Tocantins e o Itacaiúnas, portanto o contato com esse ambiente é naturalmente constante.

O meu processo de pesquisa envolve o interesse sobre os estaleiros localizados às margens desses rios, para observar e recolher material destinados à produção do meu trabalho, o que me contaminou por essa visualidade.

Minha obra abrange várias linguagens, como a produção de pintura, escultura, vídeo, objeto, fotografia e instalação (www.marconemoreira.blogspot.com).

A realização desse projeto, a instalação BANZEIRO, é uma continuidade da minha pesquisa visual.

A palavra BANZEIRO significa em nossa região o constante movimento das águas, provocado tanto por uma embarcação a vapor, ou pela agitação natural das águas, situação recorrente nos rios amazônicos, chegando ao ponto de não ser recomendado a navegação, em alguns horários, devido o aumento do risco de naufrágio.

O trabalho será composto por 30 cavernames (peças curvas de madeira que dão forma ao casco das embarcações), distribuídos no piso do espaço expositivo em várias direções, de uma forma que remeta metaforicamente ao movimento revolto das águas.

As peças (cavernames) serão confeccionadas em Marabá, em um dos estaleiros às margens do rio Tocantins, local onde se concentram várias oficinas de construção e reforma de embarcações, assim valorizando o trabalho e o conhecimento desses mestres da carpintaria naval.  Além das fotografias, será produzido um vídeo para registro do processo de trabalho, desde a construção à exposição da obra.

a realização desse trabalho foi possivel através do Prêmio Marcantonio Vilaça/Funarte, 2009

Marcone Moreira

http://www.marconemoreira.blogspot.com