2013 em exposição // Destaques do ano nas artes visuais em Belém

Resolvemos fazer uma seleção do que melhor aconteceu em 2013 nas artes visuais de Belém, exposições individuais, coletivas e projetos especiais, são três exposições/projetos em cada um dos ítens. Estamos abertos a críticas e comentários, fique à vontade.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

ENTREATO DA LUZ, de Luiz Braga

Um dos maiores fotógrafos do Brasil, o paraense Luiz Braga mostrou na Sala Valdir Sarubbi do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas seus trabalhos que já fazem parte de nosso imaginário artístico com novas produções, com curadoria de Armando Queiroz. Um ponto alto a destacar foi a instalação com as fotografias da série “Menina e Carvão”, uma novidade expositiva na carreira do artista.

OLHAR URBANO, de Jeyson Martins

O jovem artista Jeyson Martins fez duas individuais em 2013, “Interlúdio”na Galeria Gotazkaen e essa que destacamos aqui que foi realizada na Galeria Theodoro Braga, no Centur. O artista mesclou a fotografia pinhole, realizada em câmeras artesanais criadas pelo próprio artista em latas vazias de spray, onde ele capta a periferia da cidade onde, por vezes, intervêm com seus grafites e pixos.

MIRADA, de Luiza Cavalcante

luiza

A jovem fotógrafa paraense revela um olhar poética em sua série “Mirada”, onde retrata o universo de cinco mulheres, em branco e preto, e com grande domínio de cena. Uma entrada de grande impacto na forte cena da fotografia em Belém, selecionada no edital de pautas da galeria do CCBEU.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS

II SALÃO XUMUCUÍS DE ARTE DIGITAL, curadoria de Ramiro Quaresma

Não podiamos deixar de citar a segunda edição do Salão realizado pelo nosso blog, realizada através do prêmio Conexão Artes Visuais MINC/Funarte/Petrobras em dois espaços expositivos (CCBEU e MEP, ambos em editais de seleção de pauta). 20 artistas selecionados em todo o Brasil e 9 convidados paraenses fizeram parte do projeto.

AMAZÔNIA, LUGAR DE EXPERIÊNCIA, curadoria de OrlandoManeschy

Projeto que tem objetivo formar o acervo amazoniano do Museu da UFpa, idealizado pelo artista visual e curador Orlando Maneschy, adquiriu esta coleção que expôs no MFUPA e no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas.

IV PRÊMIO DIÁRIO CONTEMPORÂNEO DE FOTOGRAFIA, curadoria de Mariano Klautau

Projeto de grande visibilidade idealizado pelo fotógrafo e professor Mariano Klautau e realizado pelo jornal Diário do Pará.  Através de seleção a nível nacional o Prêmio realizou duas exposições, no MUFPA e no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas. O projeto tem como pontos fortes as ações formativas e educativas realizadas antes e durante o evento.

PROJETOS ESPECIAIS

R.U.A – Rota Urbana pela Arte

Projeto da artista visual/grafiteira Drika Chagas que propôs uma galeria de grafites pelas ruas da Cidade Velha em Belém, ressignificando o espaço urbano a partir de uma pesquisa com as memórias dos moradores do bairro.

#REDUTOWALLS

Projeto de arte urbana de Sebá Tapajós, onde o artista e colaboradores grafitam um muro por semana no bairro do Reduto, antiga zona portuária de Belém.

FESTIVAL AMAZÔNIA MAPPING

Idealizado pela artista visual Roberta Carvalho, a primeira edição do festival trouxe a Belém os grandes nomes do VJismo e mapping do Brasil e levou milhares de pessoas ao Complexo Feliz Lusitânia para as apresentações que mapearam as superfícies dos principais prédios históricos da cidade.

Imagens: web, facebook e etc (quem quiser crédito é só falar) 🙂

Exposição “O Olhar em Construção” – Laboratório das Artes do Museu Casa das Onze Janelas

O Museu Casa das Onze Janelas, realizou através da iniciativa e trabalho do professor Valério Silveira, em parceria com os educadores do museu, a oficina fotográfica “O Olhar em Construção” . Tal atividade veio integrar a programação educativa da mostra “LUIZ BRAGA o percurso do olhar – Mostra da Coleção Luiz Braga do Museu Casa das Onze Janelas.


Depois de algumas visitas feitas pelo professor Valério , a exposição, com a participação de seus alunos, e em conversas com a educadora do museu, Bianca Shiguefuzi , surgiu a idéia da realização de uma ação em parceria para ter como foco a exposição da Coleção Luiz Braga. Desta forma , com anuência da instituição , que investiu na proposta, aconteceu em todas as sextas-feiras do mês de novembro, os desdobramentos da atividade de forma gratuita aos 14 participantes, que confeccionaram máquinas fotográficas artesanais a partir da estrutura de caixas de fósforo e demais materiais próprios para a referida técnica, realizaram passeios fotográficos para realização das imagens e discutiram e refletiram  acerca do ato de fotografar, tendo com recorte a obra de Luiz Braga.

A ação alcançou seu objetivo de integrar o museu a comunidade, através de atividades educativas em torno de suas exposições, e mais especificamente neste caso, à difusão de seu acervo, na qual os integrantes da oficina puderam conhecer mais sobre a obra deste importante fotógrafo paraense e de um modo geral sobre a fotografia produzida em nosso Estado. Desta forma o museu apresenta ao público, parte do material produzido na oficina na exposição “O Olhar em Construção” que abre amanhã no Laboratório das Artes, com imagens realizadas pelas participantes Camille Nascimento, Deborah Cabral, Mara Tavares e Julieth Corrêa, junto com fotografias de Valério Silveira.

O Museu Casa das Onze Janelas , compreende que é de fundamental importância a realização de ações como esta, que promovem a valoração, a pesquisa, a preservação e a comunicação do seu acervo, oferecendo ao público atividades de difusão de conhecimento através de exposições, publicações, oficinas , palestras e demais ações educativas. Tendo como objetivo a valorização, o fomento e a difusão das artes visuais paraense e o fortalecimento das ações desenvolvidas pela instituição, que  afirma seu perfil de arena de reflexão, fomento e difusão cultural com ações que trabalharam os processos de democratização da arte, inclusão social e cidadania.

 

Conversa com o fotógrafo Luiz Braga – dia 20 de outubro (quarta) no Museu de Arte Contemporânea Casa das Onze Janelas

 

O fotógrafo Luiz Braga, foi contemplado em 2009, com o Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça/FUNARTE, que propiciou a destinação da série premiada “Verde-Noite, 11 raios na estrada nova, fotografia, nigthvision” , composta de obras inéditas não pertencentes a nenhum acervo público, ao acervo do Museu de Arte Contemporânea Casa das Onze Janelas, juntamente com obras referentes a “visualidade popular”, obras em P&B e demais outros trabalhos de autoria do artista.  Ação que possibilitou a considerável ampliação do pequeno acervo de obras do autor já pertencentes ao museu, vindo a concretizar a formação da primeira Coleção de fotografias específicas do artista em uma instituição museológica da região norte.

Para apresentação da referida Coleção ,o Museu Casa das Onze Janelas e Luiz Braga , realizam a exposição LUIZ BRAGA o percurso do olhar, aberta no  dia 18 de agosto com encerramento no dia 30 de dezembro de 2010.  A mostra é uma oportunidade para que o público local, possa acompanhar a trajetória deste importante fotógrafo paraense que integra já há alguns anos, a história da arte produzida no Brasil. O artista não realizava exposição individual em Belém desde o ano de 2005, quando apresentou a grande mostra de sua produção no projeto “Arraial da Luz. Sendo também, a presente mostra, sua primeira exposição em nossa capital, depois da participação na 56ª Bienal de Veneza,como um dos dois representantes brasileiros na tradicional mostra internacional de arte.

Na exposição LUIZ BRAGA o percurso do olhar, estão sendo apresentadas um total de 50 fotografias que compõem a recente coleção formada pelo Museu Casa das Onze Janelas. Desta forma, a referida coleção da instituição museológica paraense, se iguala em quantidade e potência à coleção do Museu de Arte Moderna de São Paulo, e equipara-se à instituições brasileiras e internacionais que possuem em seus acervos , coleções públicas de trabalhos emblemáticos da trajetória do artista, como a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o Museu de Arte Moderna da Bahia,  Museu de Arte Contemporânea – MAC/USP, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Museu de Arte da Pampulha(MG), Museu de Arte Assis Chateaubriand -MASP,Coleção Pirelli/ Masp de Fotografia, Coleção Porte Seguro de Fotografia, Casa de Cultura Laura Alvim (RJ), Fundação Rômulo Maiorana, Centre Culturel Les Chiroux,Bélgica, Centro Portugês de Fotografia, Porto, Portugal , Photographic Resource Center at Boston University,Boston,EUA e  do Miami Art Museum.

 

SERVIÇO:

Exposição: LUIZ BRAGA o percurso do olhar

Período : 19 de agosto a 30 de dezembro de 2010

Horário: de terça a sexta, 10h às 18h. Sábados e Domingos, 10h às 16h.Feriados: de 9h às 13h

Programação paralela : Conversa com o artista com a participação da crítica de arte convidada Marisa Mokarzel   –  20 de outubro às 19h

Local: Museu de Arte Contemporânea Casa das Onze Janelas, Praça Frei Caetano Brandão s/nº- Cidade Velha – Belém/PA

Realização: Secretaria de Estado de Cultura, Sistema Integrado de Museus, Museu Casa das Onze Janelas

Apoio: FUNARTE, Fundação Rômulo Maiorana, Associação Amigos dos Museus do Pará- AMU-PA , SOL Informática e Matapi Produções.

Luiz Braga – Currículo Resumido

Nasceu em Belém (PA) em 1956. Iniciou-se na fotografia aos 11 anos, aos 19, montou seu primeiro estúdio, voltado para retratos, publicidade e fotografia de arquitetura. Em 1983 formou-se em arquitetura pela UFPa.

Até 1981, desenvolveu trabalhos basicamente em preto e branco. Após essa fase, encanta-se com a cor da visualidade popular da Amazônia, que se transformou no principal alicerce à partir do qual o fotógrafo projeta suas imagens, sendo  o homem e seus rastros impressos nas áreas ribeirinhas de suas cidades, os elementos que determinam a construção de uma fotografia tecida em cores, luzes e signos extraídos de realidades culturais locais sem restringir–se e sem deixar–se aprisionar pelo espaço regional.

Em 1984 realiza a mostra “No Olho da Rua”, sua primeira exposição em São Paulo e aquela considerada pelo autor como seu primeiro passo na constituição de sua obra.

Conquistou em 1987 o Prêmio Marc Ferrez, conferido pelo Instituto Nacional da Fotografia da Funarte, com o ensaio A Margem do Olhar, no qual retratou em preto e branco a dignidade do cabloco amazônico em seu ambiente. Foi premiado em 1991 com o Leopold Godowsky Color Photography Award, pela Universidade de Boston. Em 1996 obteve a Bolsa Vitae de Artes para realizar o trabalho Amazônia Intimista. Em 2003 foi o artista homenageado no XXI Salão Arte Pará, com sala especial, e recebeu o Prêmio Porto Seguro de Fotografia.

Realizou mais de 120 exposições, entre individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Suas fotografias compõem importantes coleções privadas e públicas como a do Centro Português de Fotografia, da Pinacoteca do Estado de São Paulo, do Miami Art Museum, do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e do Museu de Arte Moderna de São Paulo que, em 2005, publicou o catálogo-livro “Retratos Amazônicos” e  realizou a exposição homônima ao título do livro, em homenagem aos 30 anos de carreira do artista paraense. A comemoração foi realizada também com a grande retrospectiva “Arraial da Luz” montada no espaço do arraial de Nazaré em Belém.

Em 2009, Luiz Braga foi um dos dois representantes brasileiros escolhidos para participar da  53a. Bienal de Veneza.

Em novembro, do mesmo ano, foi contemplado com o Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça/FUNARTE que propiciou a destinação da série premiada “Verde-Noite, 11 raios na estrada nova, fotografia, nigthvision” , ao acervo do Museu Casa das Onze Janelas, juntamente com as demais obras doadas pelo artista.  Ação que possibilitou a considerável ampliação do pequeno acervo de obras do autor já pertencentes ao museu, vindo a concretizar a formação da primeira Coleção de obras específicas do artista em uma instituição museológica da região norte.

Luiz Braga, trabalha como fotógrafo independente, em Belém.

Marisa Mokarzel  – Currículo Resumido

 

Doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará e mestre em História da Arte pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Coordenadora Adjunta do Mestrado em Comunicação, Linguagens e Cultura, da Universidade da Amazônia.

Professora de História da Arte dos cursos de Artes Visuais e Tecnologia da Imagem; de Moda e de Arquitetura, da Universidade da Amazônia. Coordenadora Técnica do Projeto Rios de Terras e Águas: navegar é preciso, que participou do Programa Petrobras Cultural e gerou um livro e um DVD (2010) sobre seis artistas contemporâneos do Pará.

Foi diretora e curadora do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas da Secretaria Executiva de Cultura do Estado do Pará.

Realizou juntamente com Rosangela Britto a curadoria da exposição inaugural do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas e a idealização do Laboratório das Artes, sala projetada para atender mostras experimentais.

Foi curadora do Rumos Visuais do Itaú Cultural 2005/2006, da Mostra Fiat Brasil 2006 e curadora adjunta da Bienal Naif de Piracicaba – SP 2006. Participou da comissão de seleção dos Projetos: Cultura e Pensamento (2006); Conexão Artes Visuais FUNARTE (2007); e Arte e Patrimônio (2007). Participou como palestrante convidada da mesa-redonda A ambigüidade na modernidade tardia, na ARCO8, 27ª Feira Internacional de Arte Contemporânea, em Madri (2008).

Tem realizado curadorias independentes e entre as curadorias realizadas estão: Contigüidades, arte no Pará dos anos 1970 a 2000, juntamente com Orlando Maneschy e Alexandre Sequeira, realizada no Museu Histórico do Estado do Pará (2008) e a individual de Jeims Duarte no Instituto Cultural Banco Real de Recife (2008).

Curadora juntamente com Orlando Maneschy do Arte Pará 2009.

Curadora convidada da Sala especial/ artista homenageado , Armando Queiroz -Arte Pará 2010.

Fonte: Museu de Arte Contemporânea Casa das Onze Janelas

Exposição “O percurso do olhar” de LUIZ BRAGA – Museu de Arte Contemporânea Casa das Onze Janelas

O fotógrafo Luiz Braga, foi contemplado em 2009, com o Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça/FUNARTE, que propiciou a destinação da série premiada “Verde-Noite, 11 raios na estrada nova, fotografia, nigthvision” , composta de obras inéditas não pertencentes a nenhum acervo público, ao acervo do Museu de Arte Contemporânea Casa das Onze Janelas/SIM/Secult, juntamente com obras referentes a “visualidade popular”, obras em P&B e demais outros trabalhos de autoria do artista.  Ação que possibilitou a considerável ampliação do pequeno acervo de obras do autor já pertencentes ao museu, vindo a concretizar a formação da primeira Coleção de fotografias específicas do artista em uma instituição museológica da região norte.

Para apresentação da referida Coleção ,o Museu Casa das Onze Janelas e Luiz Braga , realizam a exposição LUIZ BRAGA o percurso do olhar, com abertura no próximo dia 18 de agosto às 19:30h.  A mostra é uma oportunidade para que o público local, possa acompanhar a trajetória deste importante fotógrafo paraense que integra já há alguns anos, a história da arte produzida no Brasil. O artista não expõe individualmente em Belém desde o ano de 2005, quando realizou a grande mostra de sua produção no projeto “Arraial da Luz. Sendo também, a presente mostra, sua primeira exposição em nossa capital, depois da participação na 56ª Bienal de Veneza,como um dos dois representantes brasileiros na tradicional mostra internacional de arte.

Na exposição LUIZ BRAGA o percurso do olhar, serão apresentadas um total de 50 fotografias que compõem a recente coleção formada pelo Museu Casa das Onze Janelas. Desta forma, a referida coleção da instituição museológica paraense, se iguala em quantidade e potência à coleção do Museu de Arte Moderna de São Paulo, e equipara-se à instituições brasileiras e internacionais que possuem em seus acervos , coleções públicas de trabalhos emblemáticos da trajetória do artista, como a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o Museu de Arte Moderna da Bahia,  Museu de Arte Contemporânea – MAC/USP, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Museu de Arte da Pampulha(MG), Museu de Arte Assis Chateaubriand -MASP,Coleção Pirelli/ Masp de Fotografia, Coleção Porte Seguro de Fotografia, Casa de Cultura Laura Alvim (RJ), Fundação Rômulo Maiorana, Centre Culturel Les Chiroux,Bélgica, Centro Portugês de Fotografia, Porto, Portugal , Photographic Resource Center at Boston University,Boston,EUA e  do Miami Art Museum.


SERVIÇO:

Exposição: LUIZ BRAGA o percurso do olharAbertura : 18 de agosto de 2010 às 19:30hPeríodo : 19 de agosto a 03 de outubro de 2010Horário: de terça a domingo de 10h às 16h. Feriados: de 9h às 16h

Programação paralela : Conversa com o artista com a participação da crítica de arte convidada Marisa Mokarzel   –  17 de setembro às 19h

Local: Museu de Arte Contemporânea Casa das Onze Janelas, Praça Frei Caetano Brandão s/nº- Cidade Velha – Belém/PA

Realização: Secretaria de Estado de Cultura, Sistema Integrado de Museus, Museu Casa das Onze Janelas
Apoio: FUNARTE, Fundação Rômulo Maiorana, Associação Amigos dos Museus do Pará- AMU-PA , SOL Informática e Matapi Produções.

O Museu Casa das Onze Janelas, é um espaço destinado à arte contemporânea, localiza-se em Belém, sendo uma unidade integrante do Sistema Integrado de Museus e Memoriais da Secretaria de Estado de Cultura do Pará. Promove ações museológicas preocupadas com a promoção de intercâmbios culturais, com a difusão do conhecimento da arte e com a inserção do artista em seus espaços expositivos realizando mostras que discutem a arte produzida na contemporaneidade.

Detentor de um expressivo acervo de artes visuais, o museu preocupa-se em trabalhar ações de desvelamento das particularidades de obras e artistas que compõem suas coleções, bem como, em buscar maneiras que propiciem a ampliação e atualização deste acervo, formado por aproximadamente 2.300 obras de arte moderna e contemporânea, entre pinturas, esculturas, gravuras, desenhos, fotografias, construções artísticas e vídeo-arte.
Em consonância à estas ações, o Museu Casa das Onze Janelas/SIM, referendou a proposta apresentada pelo fotógrafo Luiz Braga ao Edital Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça/FUNARTE 2009, que teve como objetivo, incentivar produções artísticas inéditas destinadas ao acervo das instituições museológicas públicas e privadas sem fins lucrativos, fomentando a difusão e a criação das artes visuais no Brasil. Sendo assim, o fotógrafo veio a ser premiado e destinou ao Museu Casa das Onze Janelas a série “Verde-noite – 11 raios na Estrada Nova, Fotografias em Nightvision”, composta de obras inéditas não pertencentes a nenhum acervo público, existindo em particular, na referida série, uma excepcional transgressão na representação do lugar. Recorrendo à tecnologia da nightvision, adaptada à uma técnica toda própria, Luiz Braga mostra claramente a versatilidade da obra de um artista que, tendo participado do processo referente à “visualidade amazônica” , à ela não se enclausurou. Conseguindo desenvolver uma produção que, partindo de referências locais, extrapolaram esse campo, adicionando a ele uma visão mais comprometida com a interpretação pessoal que faz do mundo.

Esta ação de aquisição veio ao encontro do grande interesse da instituição, de incorporar às suas coleções, as obras deste importante artista brasileiro. Acrescentando, que a referida série, foi complementada, por iniciativa de Luiz Braga, pela doação de um conjunto de fotografias da série matricial de sua produção, focada na visualidade popular do Norte do Brasil , de obras em P&B e demais trabalhos de determinadas fases da trajetória do artista. Ação que possibilitou a considerável ampliação do pequeno acervo de obras do autor já pertencentes à instituição, perfazendo um total de 50 fotografias que formaram a importante Coleção Luiz Braga do Museu Casa das Onze Janelas. Obras estas, que reunidas, apresentam um mapa do percurso do olhar de Luís Braga sobre o universo amazônico em tensão com a linguagem fotográfica.
Sendo importante destacar o fato de tratarmos aqui, da singularidade de uma ação que concretiza a formação da primeira Coleção de obras específicas do artista em uma instituição museológica da região norte. Tal Coleção, tornava-se cada dia mais relevante de ser adquirida e estudada, uma vez que esta ação virá proporcionar a possibilidade de se perceber visualmente a trajetória deste importante artista paraense que integra já há alguns anos, a história da arte produzida no Brasil. Pode-se dizer que esta percepção se dará pela diversidade da produção e pela especificidade com que Luiz Braga constitui a sua poética visual. Tratando-se de uma produção extensa e de qualidade, que ao mesmo tempo em que revela traços da região amazônica, não se restringe ao olhar local. Ao contrário, dispõe de códigos universais.

Desta forma, o Museu Casa das Onze Janelas, instituição criada em dezembro de 2002, com objetivo de ser referência da arte moderna e contemporânea do Pará e do Brasil, ciente de sua missão museológica na estrutura atual da Secretaria de Estado de Cultura, que busca promover a valoração, a pesquisa, a preservação e a comunicação do patrimônio cultural brasileiro, vem agradecer de público a iniciativa de Luiz Braga em contemplar esta instituição com valiosas aquisições, e à FUNARTE pela atuante sistematização de realizações de editais de fomento à produção artística e ampliação de acervos públicos, ressaltando que cabe agora ao Museu, a realização de estudos e exibição das rec entes aquisições que resultarão em ações de reflexão e difusão da obra de Luiz Braga. Tendo como objetivo a valorização, o fomento e a difusão das artes visuais paraense e o fortalecimento das ações desenvolvidas pela instituição, que afirmará seu perfil de arena de reflexão, fomento e difusão cultural com ações que trabalham os processos de democratização da arte, inclusão social e cidadania.

Nina Matos

Diretora do Museu Casa das Onze Janelas

O ARTISTA

Luiz Braga nasceu em Belém (PA) em 1956. Iniciou-se na fotografia aos 11 anos, aos 19, montou seu primeiro estúdio, voltado para retratos, publicidade e fotografia de arquitetura. Em 1983 formou-se em arquitetura pela UFPa.Até 1981, desenvolveu trabalhos basicamente em preto e branco. Após essa fase, encanta-se com a cor da visualidade popular da Amazônia, que se transformou no principal alicerce à partir do qual o fotógrafo projeta suas imagens, sendo  o homem e seus rastros impressos nas áreas ribeirinhas de suas cidades, os elementos que determinam a construção de uma fotografia tecida em cores, luzes e signos extraídos de realidades culturais locais sem restringir–se e sem deixar–se aprisionar pelo espaço regional.

 Em 1984 realiza a mostra “No Olho da Rua”, sua primeira exposição em São Paulo e aquela considerada pelo autor como seu primeiro passo na constituição de sua obra.

Conquistou em 1987 o Prêmio Marc Ferrez, conferido pelo Instituto Nacional da Fotografia da Funarte, com o ensaio A Margem do Olhar, no qual retratou em preto e branco a dignidade do cabloco amazônico em seu ambiente. Foi premiado em 1991 com o Leopold Godowsky Color Photography Award, pela Universidade de Boston. Em 1996 obteve a Bolsa Vitae de Artes para realizar o trabalho Amazônia Intimista. Em 2003 foi o artista homenageado no XXI Salão Arte Pará, com sala especial, e recebeu o Prêmio Porto Seguro de Fotografia.


Realizou mais de 120 exposições, entre individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Suas fotografias compõem importantes coleções privadas e públicas como a do Centro Português de Fotografia, da Pinacoteca do Estado de São Paulo, do Miami Art Museum, do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e do Museu de Arte Moderna de São Paulo que, em 2005, publicou o catálogo-livro “Retratos Amazônicos” e  realizou a exposição homônima ao título do livro, em homenagem aos 30 anos de carreira do artista paraense. A comemoração foi realizada também com a grande retrospectiva “Arraial da Luz” montada no espaço do arraial de Nazaré em Belém.

Em 2009, Luiz Braga foi um dos dois representantes brasileiros escolhidos para participar da  53a. Bienal de Veneza.
Em novembro, do mesmo ano, foi contemplado com o Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça/FUNARTE que propiciou a destinação da série premiada “Verde-Noite, 11 raios na estrada nova, fotografia, nigthvision” , ao acervo do Museu Casa das Onze Janelas, juntamente com as demais obras doadas pelo artista.  Ação que possibilitou a considerável ampliação do pequeno acervo de obras do autor já pertencentes ao museu, vindo a concretizar a formação da primeira Coleção de obras específicas do artista em uma instituição museológica da região norte.

Luiz Braga, trabalha como fotógrafo independente, em Belém.

Bibliografia [X] // “Seqüestros” de Orlando Maneschy

O primeiro livro da Bibliografia [x] é “Sequestros” do artista e pesquisador Orlando Maneschy. O livro é obrigatório, tanto pela qualidade do mapeamento que faz da imagem na arte paraense contemporânea, quanto por ser das raríssimas obras sobre o assunto publicadas no Pará. Mesmo sendo um trabalho resultado de bolsa para recém-doutores, de alto nível acadêmico, a linguagem dinâmica e atual permite uma leitura para todos os públicos interessados em arte. O autor selecionou 35 artistas paraenses que trabalham com a imagem em suas obras, fez suas biografias e selecionou trabalhos de cada um para o livro. Desde as “amazônias” de Luiz Braga as instalações de João Cirilo, passando pelas intervenções em prédios históricos de Roberta Carvalho e as performances surreais de Lúcia Gomes, pra citar apenas alguns, o livro transborda em arte, em suas múltiplas linguagens. A trajetória destes artistas mapeados pelo autor faz do livro bibliografia básica para compreender a arte contemporânea paraense.

Luiz Braga


João Cirilo

Roberta Carvalho, Pretérito do Presente

Lúcia Gomes, Santuário Sanitário

OBS: as obras acima não fazem parte do livro em questão, coletei imagens na internet em diversos sites como Cultura Pará, Overmundo, em albuns do Picasa e blogs de fotografia