Blanchot em exposição e conversações

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Exposição coletiva “Solidão Essencial, Solidão no Mundo – Diálogos com Maurice Blanchot”. A abertura da exposição na galeria acontece hoje, às 19h, com entrada franca. A visitação segue até o dia 7 de março de segunda à sexta das 8h30 às 19h e aos sábados das 8h30 às 12h.  Mais informações 3202-4313.

“O LIVRO DO PORVIR”, de Maurice Blanchot

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Exposição “Círio nosso de cada dia” e Lançamento do Edital de pautas 2013 da Galeria Theodoro Braga

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Na exposição teremos os trabalhos dos artistas Ruma, Jocatos, Keyla Sobral, Joana Sena, Éder Oliveira, Michel Pinho, Irene Almeida, Joyce Nabiça, Evna Moura, Coletivo Câmera Aberta, além da participação mais que especial de Guy Veloso.
Fé: o vetor que une os trabalhos desses artistas, uma potência diferenciada que transcende o registro iconográfico do Círio de Nazaré, se afirma aqui, para além do contexto místico da “maior manifestação religiosa Católica do Brasil e maior evento religioso do mundo, também como uma crença cega no ato criador – a mimese fulcral incutida nos artistas, que promovem o eterno retorno ao mistério da gênese do universo – e que encontra, no cotidiano do norte brasileiro, a brasa renovada de uma vela, que ilumina e revela novas sensibilidades.

Serviço:

Abertura e Lançamento do Edital de pautas 2013: 20/09/2012 19h
Visitação da exposição: de 21/09 a 31/10/2012
de segunda a sexta de 9h30 às 18h

Exposição “Mulheres Liquidas” – Galeria Theodoro Braga

Este grupo de mulheres artistas pronuncia por meio da arte a sua absoluta fluidez, incorpora uma mostra coletiva que reúne diversas águas sem a pretensão de inovar, mas assume a mudança de uma forma sólida para uma forma líquida para questionar molduras e posturas opressivas impostas pela sociedade. A mostra coletiva transborda práticas artísticas femininas que se traduzem em concepções de vida de cada artista.

Este trabalho reúne diversas águas de rios, mares, correntezas, chuvas e igarapés, assim como são muitas as fluências das águas sobre a superfície amazônica, eis a poesia evocada por Mulheres Líquidas. Pensar o mundo simbólico feminino como mundo plural em uma exposição e curadoria coletivas, enquanto postura de autonomia criativa e condição de permanência da arte das mulheres em um contexto local. Assim, fotografia, pintura, desenho e gravura compõem a mostra em unidade poética, em homenagem ao livre pensar e ao direito cívico de existir. Portanto almeja trazer à tona a discussão que remonta às ações da presença do pensamento amazônida feminino na arte e da vontade de autonomia produtiva, com a vontade de diluir hierarquias ao inundar os espaços e os corpos com a possibilidade de morte, transformação e regeneração de conceitos, atitudes e posturas inerentes a atual produção artística.

Mulheres Líquidas traz em uma só enxurrada artistas que vieram das cidades de Macapá e Serra do Navio no Amapá, de Urucará no Amazonas e de Belém do Pará. Assim temos a fotógrafa Cinthya Marques com um olhar jovem e refinado sobre a solidão e vulnerabilidade feminina na vida urbana de Belém, enquanto a fotógrafa Renata Aguiar faz uma instalação com fotografias e narrativas de sua parteira que expõem um saber ancestral em vias de se extinguir. Flávia Souza compartilha-nos a sua experiência de mãe e fotógrafa, oferecendo um olhar belo sobre a odisseia de seu filho, Ulisses, contando essa história através de imagens, sendo mãe e filha ao mesmo tempo. A força do protesto contra a violenta construção da usina hidrelétrica de Belo Monte está na fotografia de Lúcia Gomes. Cores maduras e vivas estão presentes nas telas da artista Eliene Tenório ao representarem com formas autônomas a sensualidade e o poder de sedução que as mulheres exercem no seu cotidiano. Glauce Santos nos leva à contracosta do arquipélago Marajoara e retrata essa longa viagem de barco em xilogravuras. Portas se abrem nas obras de Isabela do Lago para sermos recebidos por sacerdotisas da sabedoria tradicional popular, encontradas na encantaria da cabocla paraoara. Fluindo e confluindo, essas águas se encontram, se chocam, formam liquidas suas condições de mulheres.

ARTISTAS

Cinthya Marques  – Eliene Tenório – Flávia Souza – Glauce Santos – Isabela do Lago – Lúcia Gomes – Renata Aguiar

Galeria Theodoro Braga comemora 35 anos com exposição e ciclo de palestras

No mês de junho, a Galeria Theodoro Braga, da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves, completa 35 anos de existência no cenário artístico paraense, mesmo mês em que são comemorados os 140 anos de nascimento de seu patrono, o pintor, historiador e professor Theodoro José da Silva Braga. Para celebrar as datas, a equipe da Galeria Theodoro Braga abrirá, na próxima quarta-feira, 13 de junho, às 19h, a exposição “Galeria Theodoro Braga – 35 anos”, na Galeria (subsolo do Centur). A mostra fica aberta até o dia 27 de julho e tem entrada franca. As comemorações ainda terão ciclo de debates com estudiosos sobre a vida e obra de Theodoro Braga.

A exposição “Galeria Theodoro Braga – 35 anos” é de caráter histórico e contém peças do acervo da Fundação Tancredo Neves e do Museu da Imagem e do Som (MIS), além de vídeos e painéis que tratarão de aspectos ligados à história e memória desta sala de exposição.

O principal objetivo da mostra é reunir e apresentar ao público materiais referentes à memória recente da cultura paraense no campo das artes visuais. A exposição será composta por painéis, obras presentes no acervo, materiais impressos (convites, cartazes, periódicos), vídeos-depoimentos e vídeo-arte de alguns artistas que passaram pela GTB entre as décadas de 1980 e 2000.

Como programação paralela, no mês de junho, serão realizadas semanalmente, sempre às 19h, mesas-redondas com a participação de artistas, professores e pesquisadores que estudam a vida e obra de Theodoro Braga. A primeira palestra será “A Galeria Theodoro Braga e a Arte Contemporânea Paraense”, com Armando Queiroz, Ms. Ilton Ribeiro, Prof. Dr. Orlando Maneschy, no dia 14 de junho.

O evento ainda terá os debates “Theodoro Braga – Vida e Obra”, com professor Dr. Edilson Coelho e o Prof. Dr. Aldrin Figueiredo, no dia 20 de junho, e “Galeria Theodoro Braga – 35 anos: História e Memória”, com Emanuel Franco, Fafá Pinheiro, Sérgio Mello e Tadeu Lobato, no dia 26 de junho.

Galeria Theodoro Braga – A Galeria Theodoro foi inaugurada em 15 de março de 1977, instalada originalmente na lateral do Theatro da Paz. Sua criação ocorreu durante o segundo ano de mandato do governador do Estado Aloysio Chaves com a finalidade de atender à demanda dos artistas e do público de artes visuais em Belém.

Após quase uma década de funcionamento no Theatro da Paz, a Galeria Theodoro Braga foi fechada e seu espaço físico utilizado para fins administrativos. Em 27 de junho de 1986 foi criada a Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves e a Galeria reabriu no subsolo do edifício, construído na Gentil Bittencourt, local para onde boa parte do acervo de obras foi transferida à época.

Palco de várias gerações de artistas, a Galeria teve papel fundamental para o desenvolvimento e atualização da produção contemporânea em artes no Pará, atuando como um importante espaço expositivo que interliga Belém à produção contemporânea do Brasil e do mundo. Desde então, muitos artistas locais, nacionais e estrangeiros apresentaram obras na Theodoro Braga e ajudaram a constituir o rico acervo do local ao longo desses 35 anos. Parte deste acervo foi incorporada ao Sistema Integrado de Museus (SIM) no início da década de 2000.

Atualmente, a coleção abriga obras de artistas tais como Antar Rohit, Orlando Maneschy, Eisaburo Mori, Jean Yves Gallard, Armando Queiroz, Paolo Ricci e Walter Firmo, reunidos em um patrimônio de inúmeros objetos, instalações, aquarelas, fotografias, entre outras linguagens da arte contemporânea.

O artista Theodoro Braga – Theodoro José da Silva Braga nasceu em Belém, no dia 08 de junho de 1872 e faleceu em São Paulo, em 1953. Pintor, chargista, educador, historiador, geógrafo e advogado, Theodoro Braga foi aluno da Escola Nacional de Belas Artes (ENBA) na década de 1890, tendo conquistado, em 1899, o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro, oferecido pela instituição aos seus alunos regularmente inscritos.

Passou a maior parte de sua estada europeia em Paris, onde foi aluno, na Academia Julian, de Jean-Paul Laurens, vinculação que se evidencia no grande interesse de Theodoro pela pintura de temas históricos e literários. É autor da famosa obra “A Fundação da Cidade de Nossa Senhora de Belém do Pará”, integrante do acervo do Museu de Arte de Belém (MABE).

Serviço: As comemorações dos 35 anos da Galeria Theodoro Braga iniciam na próxima quarta-feira, 13 de junho, com o vernissage da mostra “Galeria Theodoro Braga – 35 Anos”, às 19h. Contato: 3202- 4313

Programação paralela (Ciclo de mesas-redondas):

 

Dia 14/06, 19h: “A Galeria Theodoro Braga e a Arte Contemporânea Paraense”, com Armando Queiroz, Ms. Ilton Ribeiro, Prof. Dr. Orlando Maneschy.

Dia 20/06, 19h: “Theodoro Braga – Vida e Obra”, com o Prof. Dr. Aldrin Figueiredo e Prof. Dr. Edilson Coelho.

Dia 26/06, 19h: “Galeria Theodoro Braga – 35 anos: História e Memória”, com Emanuel Franco, Fafá Pinheiro, Sérgio Mello e Tadeu Lobato.

Exposição 100menos10 // Movimento de 1922 reinventado pela fotografia paraense

Noventa anos se passaram desde que um grupo de artistas decidiu mostrar as inquietações de sua época, o que ficou na história como a “Semana de Arte Moderna de 22”. Anita Malfatti e Di Cavalcanti, pintura, Victor Brecherett, escultura, literatura dos irmãos Mário e Oswald de Andrade, arquitetura de Antonio Garcia Moya e música de Heitor Villa-Lobos são alguns dos nomes mais destacados. Curiosamente, a fotografia, já muito usada na época, foi deixada de lado. E é ela que vem agora fazer uma releitura contemporânea do Movimento Modernista.

De 13 de fevereiro até 16 de março na Galeria Theodoro Braga do CENTUR, em Belém-PA, 13 fotógrafos (Alan Soares, Alberto Bitar,  Elza Lima, Emídio Contente, Fatinha Silva, Flavya Mutran, Ionaldo Rodrigues, Luciana Magno, Michel Pinho, Miguel Chikaoka, Luiza Cavalcante, Pedro Cunha, Walda Marques) e 01 artista visual que utiliza a fotografia (Roberta Carvalho), prometem “recontar” essa história, cada um interpretando uma obra modernista.

“100menos10” trás uma visão paraense dos 90 anos da semana que abalou as bases das artes no país. Segundo o curador e idealizador do da exposição, o também fotógrafo Guy Veloso (recentemente curador da pasta de Fotografia Contemporânea Brasileira junto com Rosely Nakagawa na XXIII Bienal Europalia na Bélgica), “mais que um deslumbre nostálgico, queremos desde já levantar questões, trocar estática pela estética. Pensar o que estes 10 anos até o centenário nos reserva”.

Além dos que estiveram presentes em 1922, foram “convidados” à festa Tarcila do Amaral e o paraense Ismael Nery (ambos à época na Europa), tão como um contemporâneo, o ator e diretor Zé Celso Martinez, que até hoje prega os ideais antropofágicos em suas peças. A coletiva contará também com a intervenção da artista Drika Chagas que fará em grafite estilização de desenhos arqueológicos Amazônicos. Um paralelo interessante, já que Roberta Carvalho utilizará simultaneamente técnicas high-tech de projeção digital.

Alan Soares

PALESTRAS

. “Semana de 22: Tradição e Modernidade” por Ernani Chaves em 16/02, das 18h30 às 21h.

. “Diálogo com a ausência: a fotografia e a semana de arte moderna”, por Michel Pinho em 16/03, 18h30 às 21h.

HORÁRIOS DE VISITAÇÃO EXTENDIDOS

Uma curiosa inovação trazida pelo curador, as “Sessões Coruja”, nos dias 02 e 09/03, quando a visitação se estenderá até 21h 

F Sim. É permitido fotografar dentro da galeria durante esta exposição.

Luiza Cavalcante

Trezedefevereirodemilnovecentosevinteedois. Eclode em São Paulo um movimento intelectual libertário, vanguardista, anárquico, através da pintura, escultura, arquitetura, música e literatura, a “Semana de Arte Moderna”, que abalou as bases acadêmicas das artes no país e que agora repousa na memória coletiva de parte da população privilegiada pela educação de qualidade. Curiosamente, a fotografia, já amplamente utilizada à época, foi “esquecida”. 

Hoje, exatos 90 anos após, a olvidada fotografia aqui relembra Oswald e Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Anita Malfatti, Vicente do Rego Monteiro, Brecheret, Di Cavalcanti, Tácito de Almeida, nomes que estiveram lá naquele momento histórico para a cultura nacional. 

Porém, a Grafia da Luz não deixa escapar neste projeto os que daquela atmosfera se apropriaram feito Tarsila do Amaral e o paraense Ismael Nery (que estavam na Europa em 22), à intelectual Pagu (então uma adolescente), como se espraie no tempo com um contemporâneo, José Celso Martinez, dramaturgo, ator e diretor que até hoje prega em suas peças a “brasilidade antropofágica”.

Esta exposição não tem pretensões didáticas nem históricas. Não quer escrever manifestos (há algo mais antiquado nas artes?), teses, nem troças. Queremos mostrar que Macunaíma está vivo na Amazônia depois de uma temporada no Rio onde foi enredo da Portela em 1975. Abaporu fugiu da Argentina e se agiganta em um enorme espelho d’água high-tech de milhões de pixels. Que as mãos femininas que inspiraram o escritor Menotti del Pichia seguem desfalecidas no chão até que ele, o poeta, também acorde de seu transe.

Pois a fotografia tem este poder.

Poderíamos ter esperado o “bolo das 100 velas” para fazer a exposição. Porém artista paraense “nasce de 7 meses” quando sonha. Mais que um deslumbre nostálgico, queremos desde já provocar, trocar estática pela estética, derrubar mitos e levantar altares, entronizar novos reis de naipes diferentes. Pensar o que estes 10 anos até o “centenário” nos reserva. 

Queremos demitir cartomantes e tomar mão de nossas vidas. Jogar fora a necessidade do aplauso vindo “lá de fora”. Tratar dos jogos de poder e azar nos processos analíticos, midiáticos e mercadológicos. Sexo e entorpecentes. Falar sobre o nosso futuro, o destino da nossa arte e do país. Assim como os desenhos grafitados pela artista convidada Drika Chagas nas paredes, chão e teto da galeria com estilização de pinturas pré-históricas de Monte Alegre-PA e traços das cerâmicas arqueológicas Marajoaras e Tapajônicas. Sim, pois não se pode considerar o “por vir” sem reconhecer de onde viemos.

Entre esboços rupestres de 9.000 anos a.C. e a cultura digital, queremos mostrar nosso rosto pintado de urucum ou no Photoshop. Viva a diversidade! Viva a utopia de um mundo melhor. Viva as frases feitas e desfeitas. Principalmente as ingênuas, vindas das crianças. O que farás da tua vida nos próximos 10 anos? Até Trezedefevereirodedoismilevinteedois?

 Guy Veloso

Curador e idealizador da mostra

Fonte: Debb Cabral / Guy Veloso

Exposição “Coletiva Coletivos – Mostra de Gravuras” – Projeto Entre Conversas

O Museu Casa das 11 Janelas, a Galeria Theodoro Braga e o Atelier do Porto promovem um amplo circuito de exposições e debates sobre a gravura contemporânea brasileira, a partir da produção local e de diversos coletivos que atuam em São Paulo. A parceria reflete a posição madura de artistas, curadores e gestores em compreender que instâncias de natureza pública e movimentos independentes podem atuar lado a lado. Coletiva/Coletivos surpreende pela beleza e diversidade, além de proporcionar um quadro vivo e dinâmico do movimento da gravura, hoje, no Brasil.

Por Armando Sobral

Memória das Exposições da Galeria Theodoro Braga no Facebook

É só clicar na imagem abaixo e conhecer essa interessante iniciativa da equipe da GTB, um exemplo de compartilhamento de memória institucional. Seria bom se todos od museus e espaços culturais fizessem o mesmo, ótimo para pesquisadores e estudantes, e facilitaria em muito para as divulgações e para o portfólio dos artistas. Gostei.

Exposição “Quando a luz chegar” de Eric Garault – Galeria Theodoro Braga (Centur)

Testemunho fotográfico de Eric Garault sobre o advento da eletricidade no Brasil rural, mostrando retratos, detalhes, paisagens e o interior das casas do Estado do Rio de Janeiro beneficiadas pelo programa do governo brasileiro ‘Luz para todos’.

Produzidas entre 2004 e 2008, as imagens revelam o confronto entre o antes e o depois da eletricidade, mostrando também como esse ‘depois’ aparece nas casas e paisagens, seus sinais de transformação, conforto e progresso enfim alcançados, sem, contudo, deixar de fazer um contraponto com a diversidade rural, enfocando os limites desta nova modernidade e explorando o universo elétrico clandestino nas favelas cariocas.

Mais Informações: 3224-3998

* Visitação de segunda a sexta, de 9h a 15h.

* Coquetel de abertura: 10/12 (quarta-feira) 18h.

Local: Galeria Theodoro Braga – Centur – Av. Gentil Bitencourt 650, Nazaré

Período: 11/12/2010 – 10/01/2011

Horário: 09h00 – 15h00

Preço: Entrada Franca

Fonte: Ecleteca Cultural