Miguel Chikaoka no Museu de Arte Sacra de SãoPaulo

O Museu de Arte Sacra de São Paulo apresenta até 15 de Julho a exposição Luz da Fé – Fotógrafos Brasileiros Anos 80.

Museu de Arte Sacra de São Paulo reedita exposição de 1985 com imagens de um povo e sua comunicação com o sagrado


Museu de Arte Sacra de São Paulo abre Luz da Fé – Fotógrafos Brasileiros Anos 80, mostra com 49 fotografias realizadas nos anos de 1980 que retratam a devoção do povo brasileiro através de imagens de procissões, festas e outras representações de caráter religioso.

A exposição, com curadoria de Paulo Klein, é um recorte de Andores, Opas e Anjos: Passa a Procissão, organizada por Pe. Antonio de Oliveira Godinho, exibida no mesmo museu em 1985. Luz da Fé – Fotógrafos Brasileiros anos 80 traz registros fotográficos que estavam nessa mostra, de autoria de 12 nomes significativos do segmento, tais como Adenor Gondim,Aristides AlvesCláudio VersianiEdu SimõesJuca MartinsMiguel ChikaokaNair BenedictoPaulo LeitePedro VasquezPenna PrearoRicardo Malta e Rosa Gauditano.

Entre os principais objetivos do curador para a mostra está o resgate do aspecto temático das imagens ligadas à religiosidade, observando a poética e os elementos estéticos de fotógrafos que atuavam em diversos setores da fotografia brasileira no período.

As fotografias escolhidas para compor a nova mostra do museu exibem celebrações diversas, retratando diferenças e semelhanças socioculturais e de expressões de fé de um mesmo povo. Citando apenas algumas, temos um ato ecumênico no Rio Araguaia, as procissões de Nossa Senhora das Grotas em Juazeiro/BA, da Sexta-Feira Santa em Itapevi/SP, da Nossa Senhora do Rosário em Serro/MG, do Senhor Morto em Monte Santo/BA, e a Festa do Divino em São Luiz do Paraitinga/SP, entre outros. Apesar dos inúmeros contrastes regionais, essas imagens possuem elementos que atestam serem essas manifestações de fé: velas, estandartes, trajes típicos e imagens religiosas.

“Essa tradicional forma de devoção, que representou no passado remoto, e mesmo recente, uma das profundas manifestações do espírito religioso nacional, quer pelo seu caráter litúrgico, quer por seu teor popular, sempre suscitou formas de criatividade que confinam com o espetáculo em seu sentido mais abrangente”, diz Pe. Godinho no texto da exposição de 1985.

Luz da Fé – Fotógrafos Brasileiros Anos 80 tem como cerne fotografias de manifestações populares, que vem se perdendo ao longo dos anos, fato este, aliás, já apontado por Pe. Godinho à época da exposição que organizou, há quase três décadas. A comunicação com o sagrado, que pode ser representada pela chama de uma vela, como sugere o título, é o tema que permeia essas obras. Luz da Fé visa contribuir com a memória da devoção brasileira para que ela não se perca, para que a chama dessa vela não se apague.

Luz da Fé – Fotógrafos Brasileiros Anos 80
                      Adenor Gondim
                          Aristides Alves
                              Cláudio Versiani
                                 Edu Simões
                                   Juca Martins
                                     Miguel Chikaoka
                                        Nair Benedicto
                                           Paulo Leite
                                              Pedro Vasquez
                                                  Penna Prearo
                                                      Ricardo Malta
                                                           Rosa Gauditano


Período: 20 de maio a 29 de julho de 2012
Horário: terça a domingo, das 10 às 18h
Fonte: MAS-SP

Exposição “Ainda Queria Falar de Flores” de Anita Lima / Kamara Kó

Tal qual no poema de Drummond, nas fotografias de Anita Lima rompem flores do asfalto. É a delicadeza improvável. Em sua primeira mostra individual, a artista captura fragmentos urbanos que parecem negar a turbulência do cotidiano das cidades grandes. Nas imagens, o verde das plantas em meio ao burburinho cinza do cenário de concreto compõe a série “Ainda Queria Falar de Flores”, em exposição a partir do dia 10 maio, na Kamara Kó Galeria.

A natureza imersa na corriqueira atmosfera cosmopolita dá indícios de uma terceira imagem, que nasce da composição do acaso: explosão de formas e cores que se encontram. O pictórico presente na ordenação de plantas e paredes de casa. “Uma outra possibilidade de mirar o mesmo, o já conhecido. A concretude da parede, a delicadeza de uma folha, o espinho de um cacto, uma trepadeira que insiste em grudar em transformar e dar movimento ao que foi criado para ser imóvel” diz Simonetta Pershiscetti, jornalista e crítica de fotografia, que assina a curadoria da exposição. “O trabalho diz muito mais do que apresenta: mostra que não existe imobilidade, que a surpresa está bem diante de nós”, completa.

A série explora elementos que, embora pertençam a um mundo urbano, não comungam da velocidade típica do cotidiano das cidades. “O trabalho se traduz em crônica urbana metafórica que mistura cimento, matéria estéril imposta pelo homem, e a vida vegetal, em sua forma mais bruta e crua”, diz Anita. Poética que traduz uma visão microscópica do contraste existencial do urbano, numa percepção intimista da cidade. Dessa contradição entre dureza e orgânico, do choque de tempos e naturezas distintos, se extrai, curiosamente, um mundo de equilíbrio, retratado pelo rigor técnico, pela composição exata de cores e ângulos.

O projeto, iniciado em 2009, foi selecionado com três imagens para o salão Arte Pará 2010, da Fundação Rômulo Maiorana. Em 2011, “Ainda Queria Falar de Flores” foi selecionado no II Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia.

A exposição integra uma série de cinco mostras previstas para este ano na Kamara Kó Galeria, projeto beneficiado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura e ao Esporte Amador Tó Teixeira e Guilherme Paraense, com patrocínio BLB Eletrônica e apoio da Grand Cru e Fast Frame.

Sobre a artista

Anita Lima é fotógrafa e nasceu em São Paulo. Vive em Belém desde 2005. Nos anos de 2006 e 2010 teve obras selecionadas para o Salão Arte Pará (Belém-PA) e foi convidada a participar do 3º Salão da Vida Belém Pará (Belém-PA/2010). Começou suas produções fotográficas em 2000. Entre suas principais participações em mostras estão as coletivas Indicial (Sesc-Belém, 2010); Fotoativa Pará Cartografias Contemporâneas (SESC – São Paulo, 2009); Eterno Feminino (Fotoativa, 2008); PinholeDay 2007 (Fotoativa); Galeria Sol Informática (2007); Cianotipia e Calotipia (Fotoativa, 2005) e Casa Aberta 2000 (Senac-São Paulo, 2000).

SERVIÇO:

Abertura da mostra “Ainda Queria Falar de Flores”, de Anita Lima, na Kamara Kó Galeria (Travessa Frutuoso Guimarães , 611, Campina), dia 10 de maio, às 19h30. Visitação de 11/05 a 23/06, de 15h às 19h (terças, quartas, quintas e sextas), e de 10h às 13h (sábados). A exposição é uma realização da Kamara Kó Galeria, com patrocínio da BLB Eletrônica, apoio institucional da Lei Tó Teixeira, Fumbel e Prefeitura de Belém, e apoio cultural da Grand Cru e Fast Frame. Entrada franca. Informações e agendamentos: (91) 32614809 | kamarakogaleria@gmail.com | www.kamarakogaleria.com

“O Olhar que vem da Terra”, fotógrafos paraenses na Galeria Virgílio em SP

Olhar que vem da terra reúne fotografias de 15 artistas de origem paraense em coletiva na galeria dirigida por Izabel Pinheiro em São Paulo

A Galeria Virgilio inaugura no dia 08 de maio, às 20 horas, a mostra de fotografias O Olhar que vem da Terra, comcuradoria de Izabel Pinheiro e texto de apresentação do arquiteto Paulo Chaves. A coletiva 47 de fotos e 2 vídeos exibe a recente produção de 15 artistas de origem paraense ao público paulistano durante a realização da SP Arte, evidenciando a diversidade de linguagens de diferentes gerações de artistas selecionados pela galerista paraense.

Participam da coletiva: Alberto Bitar (selecionado para a 30a Bienal de São Paulo), Alexandre SequeiraArmando QueirozBruno CecimClaudia LeãoElza LimaMariano KlautauFlavya MutranFatinha SilvaGuy Veloso(participou da 29a Bienal de São Paulo), Octávio CardosoPaulo JaresWalda MarquesPedro Cunha e Paula Sampaio.

Balizada desde o início dos anos 1980 em oficinas criativas como o FotoficinaFotoativa e, principalmente, nas realizações do Fotovaral, a partir de 1983, algumas gerações de artistas paraenses passaram a fazer leituras críticas acerca do fazer fotográfico, alentando uma produção singular que teve continuidade na década seguinte, impulsionada pela Oficina de Fotografia Fotoativa. Para o pesquisador e fotógrafo Patrick Pardini, o legado técnico, metodológico e pedagógico dessas oficinas  se faz presente em grande parte da atual produção fotográfica paraense representada nesta mostra coletiva.

 

Para Paulo Chaves, “a fotografia paraense se afirma na diversidade de conceitos e atitudes diante da vida. A rigor, apesar das diferenças, pulsa uma factível identidade amazônica, com suas misérias e esperanças. Quem sabe um único olhar num caleidoscópio de infinitas combinações, ou, talvez, múltiplos olhares de uma essência que se plasma na energia do nosso imaginário”.

Serviço:

Evento: O Olhar que vem da terra, exposição coletiva de foto e vídeo

Abertura: 08 de maio, terça-feira, a partir das 20 horas

Período expositivo: de 09 de maio a 05 de junho de 2012

Local: Galeria Virgilio

Endereço: Rua Virgílio de Carvalho Pinto, 426

CEP 05415-020, Pinheiros, São Paulo – SP

Telefone: (55 11) 2373 2999

Horários: de segunda a sexta, das 10 às 19h; e sábados, das 10 às 17h

Entrada franca e livre

www.galeriavirgilio.com.br

Informações para a imprensa:

Décio Hernandez Di Giorgi

www.adelantecultural.com.br

dgiorgi@uol.com.br

Tel.: (55 11) 8255 3338 (cel.)

Exposição 100menos10 // Movimento de 1922 reinventado pela fotografia paraense

Noventa anos se passaram desde que um grupo de artistas decidiu mostrar as inquietações de sua época, o que ficou na história como a “Semana de Arte Moderna de 22”. Anita Malfatti e Di Cavalcanti, pintura, Victor Brecherett, escultura, literatura dos irmãos Mário e Oswald de Andrade, arquitetura de Antonio Garcia Moya e música de Heitor Villa-Lobos são alguns dos nomes mais destacados. Curiosamente, a fotografia, já muito usada na época, foi deixada de lado. E é ela que vem agora fazer uma releitura contemporânea do Movimento Modernista.

De 13 de fevereiro até 16 de março na Galeria Theodoro Braga do CENTUR, em Belém-PA, 13 fotógrafos (Alan Soares, Alberto Bitar,  Elza Lima, Emídio Contente, Fatinha Silva, Flavya Mutran, Ionaldo Rodrigues, Luciana Magno, Michel Pinho, Miguel Chikaoka, Luiza Cavalcante, Pedro Cunha, Walda Marques) e 01 artista visual que utiliza a fotografia (Roberta Carvalho), prometem “recontar” essa história, cada um interpretando uma obra modernista.

“100menos10” trás uma visão paraense dos 90 anos da semana que abalou as bases das artes no país. Segundo o curador e idealizador do da exposição, o também fotógrafo Guy Veloso (recentemente curador da pasta de Fotografia Contemporânea Brasileira junto com Rosely Nakagawa na XXIII Bienal Europalia na Bélgica), “mais que um deslumbre nostálgico, queremos desde já levantar questões, trocar estática pela estética. Pensar o que estes 10 anos até o centenário nos reserva”.

Além dos que estiveram presentes em 1922, foram “convidados” à festa Tarcila do Amaral e o paraense Ismael Nery (ambos à época na Europa), tão como um contemporâneo, o ator e diretor Zé Celso Martinez, que até hoje prega os ideais antropofágicos em suas peças. A coletiva contará também com a intervenção da artista Drika Chagas que fará em grafite estilização de desenhos arqueológicos Amazônicos. Um paralelo interessante, já que Roberta Carvalho utilizará simultaneamente técnicas high-tech de projeção digital.

Alan Soares

PALESTRAS

. “Semana de 22: Tradição e Modernidade” por Ernani Chaves em 16/02, das 18h30 às 21h.

. “Diálogo com a ausência: a fotografia e a semana de arte moderna”, por Michel Pinho em 16/03, 18h30 às 21h.

HORÁRIOS DE VISITAÇÃO EXTENDIDOS

Uma curiosa inovação trazida pelo curador, as “Sessões Coruja”, nos dias 02 e 09/03, quando a visitação se estenderá até 21h 

F Sim. É permitido fotografar dentro da galeria durante esta exposição.

Luiza Cavalcante

Trezedefevereirodemilnovecentosevinteedois. Eclode em São Paulo um movimento intelectual libertário, vanguardista, anárquico, através da pintura, escultura, arquitetura, música e literatura, a “Semana de Arte Moderna”, que abalou as bases acadêmicas das artes no país e que agora repousa na memória coletiva de parte da população privilegiada pela educação de qualidade. Curiosamente, a fotografia, já amplamente utilizada à época, foi “esquecida”. 

Hoje, exatos 90 anos após, a olvidada fotografia aqui relembra Oswald e Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Anita Malfatti, Vicente do Rego Monteiro, Brecheret, Di Cavalcanti, Tácito de Almeida, nomes que estiveram lá naquele momento histórico para a cultura nacional. 

Porém, a Grafia da Luz não deixa escapar neste projeto os que daquela atmosfera se apropriaram feito Tarsila do Amaral e o paraense Ismael Nery (que estavam na Europa em 22), à intelectual Pagu (então uma adolescente), como se espraie no tempo com um contemporâneo, José Celso Martinez, dramaturgo, ator e diretor que até hoje prega em suas peças a “brasilidade antropofágica”.

Esta exposição não tem pretensões didáticas nem históricas. Não quer escrever manifestos (há algo mais antiquado nas artes?), teses, nem troças. Queremos mostrar que Macunaíma está vivo na Amazônia depois de uma temporada no Rio onde foi enredo da Portela em 1975. Abaporu fugiu da Argentina e se agiganta em um enorme espelho d’água high-tech de milhões de pixels. Que as mãos femininas que inspiraram o escritor Menotti del Pichia seguem desfalecidas no chão até que ele, o poeta, também acorde de seu transe.

Pois a fotografia tem este poder.

Poderíamos ter esperado o “bolo das 100 velas” para fazer a exposição. Porém artista paraense “nasce de 7 meses” quando sonha. Mais que um deslumbre nostálgico, queremos desde já provocar, trocar estática pela estética, derrubar mitos e levantar altares, entronizar novos reis de naipes diferentes. Pensar o que estes 10 anos até o “centenário” nos reserva. 

Queremos demitir cartomantes e tomar mão de nossas vidas. Jogar fora a necessidade do aplauso vindo “lá de fora”. Tratar dos jogos de poder e azar nos processos analíticos, midiáticos e mercadológicos. Sexo e entorpecentes. Falar sobre o nosso futuro, o destino da nossa arte e do país. Assim como os desenhos grafitados pela artista convidada Drika Chagas nas paredes, chão e teto da galeria com estilização de pinturas pré-históricas de Monte Alegre-PA e traços das cerâmicas arqueológicas Marajoaras e Tapajônicas. Sim, pois não se pode considerar o “por vir” sem reconhecer de onde viemos.

Entre esboços rupestres de 9.000 anos a.C. e a cultura digital, queremos mostrar nosso rosto pintado de urucum ou no Photoshop. Viva a diversidade! Viva a utopia de um mundo melhor. Viva as frases feitas e desfeitas. Principalmente as ingênuas, vindas das crianças. O que farás da tua vida nos próximos 10 anos? Até Trezedefevereirodedoismilevinteedois?

 Guy Veloso

Curador e idealizador da mostra

Fonte: Debb Cabral / Guy Veloso

Exposição “Amazônia – Estradas da Última Fronteira” de Paulo Santos – Museu Nacional de Brasília

O projeto Amazônia – Estradas da Última Fronteira alcança a segunda etapa com a mostra em cartaz no Museu Nacional de Brasília, a partir do próximo dia 7. Neste caminho até a capital federal, tive o apoio fundamental de alguns amigos do peito e profissionais de alto quilate, a quem agradeço por acreditarem nessa ideia.
Em momentos assim, quando a gente percebe que tem alguma coisa para dizer ou mostrar, imediatamente uma dúvida e uma certeza nos assaltam. A certeza é de que só vale a pena investir num projeto desse porte se ele tiver o perfume da inovação e a categoria do registro histórico. Do contrário, será apenas mais um. A dúvida é justamente o contraponto da certeza: será que tem mesmo?
O apoio dos amigos, a repercussão na mídia, a opinião de pessoas respeitáveis, o convite do Museu Nacional e o desafio de traduzir em meio físico um conceito abstrato me ajudaram a acreditar na viabilidade e importância desse projeto. Conto com todos esses elementos para ir adiante.

III Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia

 

BAIXE AQUI O EDITAL E A FICHA DE INSCRIÇÃO!

 

Refletindo sobre a relação entre imagem e memória, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, chega à sua terceira edição.

A partir da próxima quarta-feira, dia 18, o edital de 2012 estará disponível no site http://www.diariocontemporaneo.com.br e também no escritório do Prêmio (Rua Gaspar Viana, n. 773), no Instituto de Artes do Pará, Casa das Onze Janelas, Associação Fotoativa, Sol Informática e Museu da UFPA.

Promovido pelo DIÁRIO, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um projeto nacional, aberto a todos os artistas brasileiros ou residentes no país e as inscrições poderão ser realizadas até 18 de fevereiro, gratuitamente, com depósito das obras pessoalmente, pelos artistas residentes em Belém, ou por correio.

O tema deste ano é “Memórias da Imagem”, que parte da associação constante que se faz da fotografia com a memória, pelo caráter de registro da imagem fotográfica, que promove um diálogo constante com o passado.

De acordo com o curador, Mariano Klautau Filho, o tema “Memórias da Imagem” propõe o desenvolvimento de uma “concepção em que a imagem fotográfica seja uma experiência atemporal”, que possua em si “também uma espécie de memória particular atravessada pelo passado, presente e futuro”. Segundo ele, esta terceira edição convida o artista “a pensar quais os modos de memória reinventados pela fotografia e como esses elementos podem se constituir como pensamento artístico”.

Serão oferecidos três prêmios no valor de R$10.000,00 cada: Prêmio Memórias da Imagem, Prêmio Diário Contemporâneo e Prêmio Diário do Pará, este último dedicado somente aos artistas do estado.

SELEÇÃO

No total, serão selecionados até 23 artistas – incluindo os três premiados – que participarão da Mostra III Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, na Casa das Onze Janelas, de 28 de março a 27 de maio de 2012.

Além da premiação, o projeto contará com uma série de ações de incentivo à educação e à pesquisa realizadas em Belém, como encontros com artistas, oficinas, palestras e atividades em escolas.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia conta com o patrocínio da Vale e apoio do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas do Sistema Integrado de Museus/Secult-PA, do Museu da UFPA, da Sol Informática e do Instituto de Artes do Pará.

PARTICIPE

Dia 18 de janeiro, lançamento do edital do III Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, que estará disponível no site http://www.diariocontemporaneo.com.br e também no escritório do Prêmio (Rua Gaspar Viana, n. 773), no Instituto de Artes do Pará, Casa das Onze Janelas, Associação Fotoativa, Sol Informática e Museu da UFPA. As inscrições poderão ser feitas até 18 de fevereiro, gratuitamente. Patrocínio: Vale. Informações: 3184-9327 / 8128-7527. (Diário do Pará)

Veja o tablóide do II Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia:

Exposição “Efêmera Paisagem” de Alberto Bitar – Kamara Kó

“Efêmera Paisagem […] transgride o código fotográfico ao utilizar a fotografia no seu avesso. Aqui a linguagem não se preocupa em pontuar a memória, mas em restaurá-la com todo o poder de magia, imaginação, mistério e assombro que assolava o artista ainda menino quando viajava com seus pais”.

Eder Chiodetto (Mestre em Comunicação pela Universidade de São Paulo, curador independente, fotógrafo e editor, Chiodetto foi um dos vencedores do Prêmio Jabuti de 2004 e foi eleito o melhor curador de fotografia 2008/2009 pela Revista Clix).

“Em Efêmera Paisagem, a fotografia é conduzida a um território incerto, sobrepondo as noções de passagem, transitoriedade e apagamento. […] Entre o reconhecimento e a transfiguração, Bitar nos aproxima de um estado de consciência impreciso, daquilo que é dificilmente dito ou descrito, ainda que permeie todas as formas de ver e de estar no mundo”.

Heloísa Espada (Crítica e curadora com doutorado em História da Arte pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, Heloísa assina o texto da nova exposição da série de Alberto Bitar. É coordenadora da área de artes visuais do Instituto Moreira Salles).

“Efêmera Paisagem é constituída de delicadas cenas, recobertas de afeto em que se sobressai uma estética concebida com sutileza e sensibilidade. Os passeios a Mosqueiro, na infância, pontuados pelo carinho materno e paterno, pelas imagens embaçadas percebidas à distância, modificadas com a velocidade, transformam-se em preciosas lembranças que o artista traduz em arte”.

Marisa Mokarzel (Diretora do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, da Secretaria de Cultura do Pará, foi curadora da primeira exposição da série Efêmera Paisagem, em 2009. Possui doutorado em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará e mestrado em História e Crítica da Arte pela Universidade Federal do Rio de Janeiro).

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Via: Kamara Kó

“Orgulho de ser do Pará” abre exposição de retratos

A campanha “Orgulho de Ser do Pará”, iniciativa do grupo RBA, chega à segunda edição. Após o sucesso do ano passado, o projeto traz uma abordagem diferente, destacando as origens culturais e sociais da região.

Com o tema “Pará de Todas as Caras, de Todas as Raças”, a campanha inicia com uma exposição reunindo trabalhos dos fotógrafos Octavio Cardoso, Walda Marques e Thiago Araujo.

A mostra, que será aberta hoje (6), no Boulevard Shopping, reúne 28 retratos de paraenses produzidos nos municípios de Marabá, Bragança, Santarém, Cametá e Belém.

“A ideia é retratar a diversidade de pessoas que compõem o Pará. Para tanto, percorremos o Estado em busca de anônimos que representassem a identidade, a essência do povo paraense. Estão lá o vendedor de coco, o artesão, o garçom. Pessoas simples, mas que movimentam e dão vida ao Pará”, define o fotógrafo Octavio Cardoso, 48 anos, editor de fotografia do DIÁRIO DO PARÁ.

Foi convidada para participar do projeto a fotógrafa Walda Marques, que há 17 anos se dedica ao retrato, com premiações no Salão de Fotografia do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos (PA) e no projeto Abra/Coca-Cola (São Paulo, 1998), entre outros. Thiago Araujo é repórter fotográfico do DIÁRIO DO PARÁ.

O que o Pará tem de melhor

Trata- se de um trabalho diferenciado, feito exclusivamente para a campanha. “Tivemos que seguir alguns critérios para a mostra. Deveriam ser retratos em preto e branco, em plano fechado, ressaltando os detalhes e expressões de cada personagem”, explica o fotojornalista Thiago Araujo, 24 anos.

O projeto “Orgulho do Pará” consumiu quase sete meses de trabalho, que resultaram em 204 reportagens de página inteira, com veiculação diária, e mais de 100 reportagens veiculadas pela TV RBA (sem contar com as entrevistas nos programas da emissora). Coube à rádio 99FM a massificação e divulgação das reportagens veiculadas, tanto no DIÁRIO como da TV, além da criação do jingle da campanha e a realização de promoções junto ao público em datas comemorativas, como o Carnaval.

Um blog e um hotsite no Diário Online levaram o projeto para o Brasil e para o mundo, permitindo a interação com o público e disponibilizando matérias, vídeos e fotos. Um concurso de redação também foi criado para premiar os melhores textos de estudantes.

Lançado no dia 25 de outubro de 2009, o projeto “Orgulho do Pará” envolveu todos os veículos da RBA. Ele foi criado com o objetivo de abrir um espaço diário para as pautas positivas do Pará, numa tentativa de levantar a auto-estima do povo paraense, mostrando o que o Estado possui de melhor, nas mais diversas áreas.

PRESTIGIE

Exposição “Pará de Todas as Caras, Todas as Raças”. Abertura hoje (6), na praça de eventos no 1º piso do Boulevard Shopping. Visitação até dia 25, seguindo os horários de funcionamento do shopping. Entrada franca.

(Diário do Pará)

Fonte: Orgulho do Pará

II Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia – Tablóide

Ficha Técnica
Jader Barbalho Filho
diretor presidente do diário do pará
Camilo Centeno
diretor geral da rba
Francisco Melo
diretor financeiro
RBA – Marketing
Daniella Barion
gerente de marketing
Cleide Monteiro
coordenadora de marketing
Goretti Coutinho
analista de eventos


Projeto Prêmio Diário Contemporâneo De Fotografia
Mariano Klautau Filho

supervisão e curadoria geral

Lana Machado

coordenadora de produção
Irene Almeida · Regina Fonseca

produção
Joyce Nabiça · Rosinete Moraes

assistentes de produção
Andrea Kellermann

designer gráfico
Amanda Aguiar · Dominik Giusti

assessoria de imprensa

textos e entrevistas

Museu da Universidade Federal do Pará
Jussara da Silveira Derenji
diretora
Nilma das Graças Brasil de Oliveira
coordenadoria cultural
Norma Sueli Monte de Assis
coordenadoria administrativa
Raimundo Augusto Vianna
coordenadoria de acervo e documentacao

Manoel Lima Pacheco
técnico de montagem
Paulo Souza
coordenador ação sócio-educativa

Toky Popytek Coelho
bolsista/ufpa-monitoria e ação educativa

Tablóide

Amanda Aguiar e Dominik Giusti
textos
Amanda Aguiar
edição
Andrea Kellermann
design

Pinhole Day – Exposição, Oficinas e Jornada

Nesta sexta feira, 15, a partir das 19h, o Centro Cultural SESC Boulevard abre as portas para a exposição “Pinholeday Belém – Retrospectiva”, que reúne fotografias e câmeras pinhole, audiovisuais, cartões postais e outros trabalhos produzidos pelos participantes de Oficinas e Jornadas Pinhole que integram o projeto Pinholeday Belém, promovido pela Associação Fotoativa desde 2002.


Com participação crescente do público ao longo de sua trajetória, o projeto Pinholeday Belém colocou a capital paraense em destaque no Worldwide Pinhole Photography Day (WPPD), evento mundial que celebra anualmente a prática da fotografia pinhole, como a cidade que reune o maior número de participantes, superando até mesmo alguns países como a França, Canadá, Japão e Argentina.

Fotografia Pinhole refere-se ao processo de captação de imagens com câmeras fotográficas produzidas geralmente pelos próprios praticantes, tendo em comum o fato de não utilizar lentes, de forma que a imagem é captada por um minúsculo orifício pelo qual a luz se projeta sobre o dispositivo fotosensível, seja analógico como papeis e filmes ou eletrônico como os sensores de câmeras digitais. Sucatas como latas, embalagens de papelão, caixa de fósforo, tijolos, containers e até mesmo ambientes internos de uma casa, tudo isso pode ser transformado numa câmera pinhole. Exercitar a inventividade e o potencial criativo, e construir sua própria câmera, é a senha para a prática da fotografia pinhole.

“Pinholeday Belém – Retrospectiva”, que ficará aberta à visitação até o dia 29 de maio, abre a programação de atividades voltadas para o público, e segue com as oficinas de pinhole, no período de 21 a 23 de abril, na sede da Fotoativa.

A Jornada do Pinholeday Belém 2011, com o tema “Atuacidade”, será no dia 24 de abril, quando se comemora o dia mundial da fotografia pinhole. Nesse dia serão 12 horas dedicadas a uma grande jornada fotográfica, começando das 5h da manhã e vai até as 17h. Cada participante da Jornada poderá escolher uma fotografia pinhole de sua autoria a ser postada na Galera Virtual do site do WPPD até o dia 31 de maio.

Serviço:
Exposição Pinholeday – retrospectiva
Abertura 15 de abril às 19h
Visitação: até 29 de maio
Horário: 10h às 19h (terça a domingo)
Local: Centro Cultural SESC Boulevard 
End.: Boulevard Castilho França, 522 / 523
Informações: (91)3224-5654 / 3224-5305.

Oficinas e Jornada
21 a 23 de abril: Oficinas de fotografia pinhole
24 de abril: Jornada Pinholeday Belém
Local: Sede da Associação Fotoativa
End.: Praça das Mercês 19.
Informações:(91) 3225 2754

Bate-papo “Diários da Cidade” – II Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia – Museu Casa das Onze Janela

Os fotógrafos que participam da mostra “Diários da Cidade” são convidados a um debate com o público sobre a sua condição de cronistas visuais e as possíveis mudanças existentes na transposição de suas imagens para o espaço da galeria. O bate-papo homônimo, que contará com a participação do fotógrafo Octávio Cardoso, editor de fotografia do Diário do Pará, com mediação da jornalista Dominik Giusti, acontece na próxima quinta-feira (31), às 19h, na Sala Gratuliano Bibas, no Museu Casa das Onze Janelas.

Ao transpor o trabalho das páginas de um jornal para uma galeria de arte, certas intenções e práticas mais factuais abrem espaço para uma leitura mais plástica da ação de registro, livre das legendas e das informações objetivas. Sem perder o embalo do calor das ruas podemos observar, em um tempo mais longo, o trabalho destes fotógrafos e perceber outros tempos superpostos em suas imagens.

PARTICIPE

Bate-papo “Diários da Cidade”, com Octávio Cardoso e fotógrafos do Diário do Pará. Nesta quinta-feira (31), na Sala Gratuliano Bibas, no Museu Casa das Onze Janelas. Informações: 3224-0871 / 3242–8340 / contato@diariocontemporaneo.com.br

Fonte: Prêmio Diário Contemporâneo

Abertura do II Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia – “Crônicas Urbanas”, “Solitude” e “Diários da Cidade”

II Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia

Mostra “Crônicas Urbanas” será aberta na próxima terça-feira (15) no Museu da UFPA, que recebe também a exposição “Solitude”, com imagens inéditas de Luz Braga, fotógrafo homenageado

Será lançada nesta terça (15), às 19h, no Museu da Universidade Federal do Pará (UFPA), a II Mostra Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia – Crônicas Urbanas. Depois de se debruçar sobre a diversidade cultural brasileira em sua primeira edição, desta vez o projeto tomou como ponto de partida a cidade como lugar privilegiado de ação da cultura. E propôs ao artista um exercício sobre o universo urbano, seu cotidiano, suas imagens e representações.

Participam da mostra 21 artistas (veja lista completa abaixo), selecionados entre 254 inscritos provenientes de várias regiões brasileiras. Destes, três foram premiados: Silas José de Paula (CE), na categoria Crônicas Urbanas; Leonardo Sette (PE), na categoria Diário Contemporâneo; e Roberta Carvalho (PA), na categoria Diário do Pará. Cada vencedor receberá um prêmio de R$ 10 mil, além uma ajuda de custo para a produção dos trabalhos, no valor de R$ 1.200 – que será conferida a todos os 21 artistas selecionados.

A comissão julgadora do concurso – formada pelo curador, historiador e crítico de arte Tadeu Chiarelli; a curadora e professora Marisa Mokarzel; e o fotógrafo e professor Alexandre Sequeira – analisou um total de 254 trabalhos. Participaram da seleção artistas de São Paulo (SP), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Curitiba (PR), Salvador (BA), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), São Luiz (MA), Cuiabá (MT), Brasília (DF), Aracajú (SE), Macapá, (AP) e Manaus (AM).

 

Solitude

Na ocasião, também será aberta à visitação a mostra “Solitude”, com trabalhos inéditos de Luiz Braga, fotógrafo homenageado desta edição. A longa trajetória imagética do fotógrafo, marcada pela forte presença humana, aqui se faz inversa. É por meio das ausências que emergem as lembranças da infância, dos vizinhos que se foram, das trocas afetivas.

A mostra retrata momentos importantes da vida de Luiz, com situações fotografadas em casas distintas, como a do escritor paraense Bruno de Menezes, na Cidade Velha. Ainda como parte da programação do II Prêmio Diário Contemporâneo, Luiz fará um bate-papo com o público no dia 6 de abril, no IAP.

Diários da Cidade

Uma das novidades desta edição, a mostra “Diários da Cidade” reunirá imagens produzidas por fotógrafos do Diário do Pará, com curadoria de Alberto Bitar, Octavio Cardoso – editores de fotografia do Diário – e Mariano Klautau Filho – curador geral do projeto. Dezoito artistas integram a exposição, que será aberta nesta quarta-feira (16), às 19h, na Sala Gratuliano Bibas, no Museu Casa das Onze Janelas.

No Laboratório das Artes, Luiz Braga exibirá o vídeo inédito “Do Outro Lado da Rua”, em que apresenta cerca de 70 fotografias de uma novena feita em uma casa da travessa Tirandentes, no bairro do Reduto, em frente de onde hoje está situado o seu estúdio fotográfico.

SERVIÇO:

Mostras “Crõnicas Urbanas” e “Solitude”

Abertura: 15 de março, às 19h, no Museu da UFPA (Av. José Malcher, esquina com Generalíssimo Deodoro, Nazaré).

Visitação: até o dia 15 de maio.

Entrada franca.

Mostras “Diários da Cidade” e “Do Outro Lado da Rua”

Abertura: 16 de março, às 19, no Museu Casa das Onze Janelas (Praça Frei Caetano Brandão, Cidade Velha).

Visitação: até o dia 17 de abril.

Entrada franca.

Para ver a programação completa, acesse: www.diariocontemporaneo.com.br

Novidades também pelo Twitter: www.twitter.com/premiodiario

Informações: 3224-0871 / 3242 – 8340 / contato@diariocontemporaneo.com.br

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Diário do Pará, com patrocínio da Vale. Apoio: Museu da UFPA, Instituto de Artes do Pará, Sol Informática.

II PRÊMIO DIÁRIO CONTEMPORÂNEO DE FOTOGRAFIA


PREMIADOS:


Silas José de Paula (CE) – Prêmio Crônicas Urbanas

Leonardo Sette (PE) – Prêmio Diário Contemporâneo

Roberta Carvalho (PA) – Prêmio Diário do Pará

> Imagem da série Projeto Symbiosis, de Roberta Carvalho (PA)

> Imagem da série Gente no Centro, de Silas José de Paula (CE)

> Imagem da série Luzes Inimigas, de Leonardo Sette (PE)

SELECIONADOS:

Anita de Abreu e Lima (PA)

Everaldo Pereira do Nascimento (PA)

Ionaldo Rodrigues da Silva Filho (PA)

José Ricardo Carvalho de Macêdo (PA)

Keyla Cristina Tikka Sobral (PA)

Carlos Alexandre Dadoorian (SP)

Fabio Okamoto (SP)

Felipe de Aquino Ramos (SP)

Coletivo Cia de Foto (SP)

Fernanda Grigolin (SP)

Francilins Castilho Leal (MG)

Pedro David de Oliveira Castello Branco (MG)

Fonte: Assessoria de Comunicação do II Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia


Guy Veloso

Guy Benchimol de Veloso nasceu (1969) e trabalha em Belém-Pará, metrópole de 1,5 milhões de habitantes no coração da Amazônia. De formação acadêmica em Direito (1991), é fotógrafo independente desde 1988.

Seu trabalho já recebeu publicações nacionais e internacionais, e compõe os acervos da “University of Essex Collection of Latin American Art”, Colchester-Inglaterra; “Coleção Nacional de Fotografia”, Centro Português de Fotografia, Porto-Portugal; Museu de Fotografia de Curitiba-PR; Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro-RJ, Coleção Rosely Nakagawa e Coleção Joaquim Paiva/Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Para Rubens Fernandes Júnior, professor e curador especializado de fotografia, “as imagens de Guy Veloso surpreendem pelo non sense, pelo surreal, pela completa dissonância entre o mundo real e o outro mundo”. Paulo Máttar, curador e crítico de arte, segue o mesmo raciocínio: “interessante um certo desconforto, um certo estranhamento que provocam”.
Já o fotógrafo e curador Walter Firmo, revela: “a arte de Guy Veloso está em retransmitir sinais febris de uma horda encantada com a fé”. Texto na íntegra (Menu acima).
Já em 1998 realizou (com apoio técnico de Antonio Fonseca) a primeira vernissage transmitida ao vivo pela Internet no Brasil, uma das pioneiras do gênero no mundo. Em 2007 foi tema de um documentário para TV dirigido por Débora 70.

Em 2005 inicia trabalho paralelo como curador de mostras fotográficas. No mesmo ano, integra o livro “Fotografia no Brasil, Um olhar das Origens ao Contemporâneo”, de Angela Magalhães e Nadja Peregrino. Estas mesmas pesquisadoras ditaram: “sua obra é permeada por um grafismo e luminosidade laboriosamente trabalhados, evidenciando um apuro técnico e a paixão pela linguagem fotográfica”.
“Os ensaios de Guy Veloso convidam a uma experiência falaciosa. O chamamento parece sempre para o assunto, mas o discurso é sempre a própria cor como tônus do virtual”, conclui Paulo Herkenhoff, curador e crítico de arte.

Ensaio – Amazônia

Ensaio – Boa Morte

Ensaio – Santiago de Compostela

Ensaio – Entre a Fé e a Febre

Um documento de olhar pessoal

“Entre a fé e a febre – Retratos”, do abnegado, voluntarioso e criativo fotógrafo Guy Veloso, filho e residente da desassombrada Belém do Pará, retrata-nos a saga dos romeiros de Juazeiro do Norte-CE, dos peregrinos de Bom Jesus da Lapa-BA e penitentes diversos do interior profundo do país, quando a cada ano desfraldam-se, fervorosos, batendo com a sola dos pés o quente sertão de barro duro, pagando promessas, orando pedidos quando “com fé eu vou, que a fé não costuma faiá*”.

Há em alguns retratos o orgulho do crédito, a pose definitiva de quem está com Deus em caminhos ornados de flores de um crepom desnaturado, santo simbolismo; o perpassar da fita oscilando sobre a tênue pele tangida em frugal sensualidade consentida diante do muro das lamentações; a máscara superposta sobre a face escondida protegida na alegoria dos sonhos desfocados e verdadeiros; a beata diante da santa ostentando galhardas asas brancas com a “corbeille” de mato verde colhida no campo; certa jovem a posar com ares da “Virgem”, encostada diante de um muro cinza empedrado protegida por Jesus Cristo, desfila-nos certa empáfia assegurada; os olhos de cega fé, mãos fechadas em rosário vestidas em pano preto observam os pecadores; a emblemática mulher transformada e ambulante, protege-se por detrás da imagem de Nossa Senhora das Graças, virgem iluminada cujo rosto guarda o ornamento das estrelas; a fervorosa de preto deitada em transe sobre uma fenda de pedra parece dormitar suas dores parida e inconsciente goza de aflições incontidas; o frenesi estonteante transfigura a face morena de uma romeira transitória no rito de passagem diante da Virgem Santa; as meninas de branco em pleno sertão, modeladas em exótico panorama entre as arvores desgalhadas gravitam solenes em asas de coração e flores de pano; outras meninas assim carregam o pudor branco do manto envolvidas na prece do bem-querer; finalmente a Santa Ceia tangida pelas mãos enrugadas de uma senhora de cabelos brancos, que parece carregar a fé de todo o mundo.

A arte de Guy Veloso está em retransmitir sinais febris de uma horda encantada com a fé. É um documento de sua alma fabril, incansável humanista em nos brindar nessa itinerância militante que a ”fé não costuma faiá”.

Walter Firmo Fotógrafo e Curador. Catálogo do Fotoarte Brasília, 2005. * Gilberto Gil, “Andar com Fé”.

Fonte: Fotografia Documental

Exposição “Sobre o Vazio” de Alberto Bitar – Fotoativa

Quanta carga de lembranças pode haver dentro de um apartamento vazio? Quantas vidas e histórias se cruzaram por entre os quartos de um hotel? Que sentimentos podem guardar seus interiores? Ausência e presença, memória e esquecimento, pessoalidade e impessoalidade são os conceitos abordados em “Sobre o vazio”, novo trabalho do fotógrafo Alberto Bitar, que abre sua temporada de exposição amanhã, na Associação Fotoativa, e segue até o dia 15 de março.

Utilizando como base a fotografia estática, a série “Sobre o Vazio” é composto por audiovisuais que trazem à tona uma reflexão sobre o tempo, a dispersão da memória e o grau de pessoalidade inerente aos dois ambientes, aparentemente diferentes, mas que trazem consigo histórias de pessoas que viveram nestes lugares ou simplesmente passaram por ali, mas deixaram marcas e rastros.

“‘Sobre o Vazio’ sugere pensar sobre a transitoriedade das coisas e sobre a idea de que lugares e objetos podem trazer a subjetividade de quem os escolheu e/ou os possuiu (mesmo que por um curto espaço de tempo), de como o tempo de coexistência pode, ou não, influenciar nessa percepção e de como esse tempo pode colaborar para a fixação da memória”, conta Alberto.

A exposição, contemplada com o XI Prêmio Marc Ferrez de Fotografia, da Fundação Nacional de Artes (Funarte), é composta por vídeos montados a partir de imagens capturadas no antigo apartamento onde o fotógrafo viveu durante 25 anos com sua família e em quartos de hotéis de Belém.

“O apartamento, que parece impessoal à medida que tem suas imagens captadas com o espaço totalmente desocupado, faz contraponto com o ambiente de quartos de diferentes hotéis recentemente desocupados por seus hóspedes. Independentemente do tempo de permanência, esses lugares podem guardar, nas memórias dessas pessoas, lembranças e saudades de momentos importantes nas suas histórias”, explica o fotógrafo.

Fonte: Diário on Line

Abertura: 22 de fevereiro de 2011

Associação Fotoativa, Pça das Mercês, Comércio, Belém-Pará-Brasil.

Exposição “O Lago da Lua ou Yaci Uaruá” de Elza Lima – XI Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia – Galeria do CCBEU


O Rio Nhamundá ficou famoso por acolher em seus recantos misteriosos o “Espelho da Lua”, lugar onde supostamente aconteceu o encontro dos exploradores europeus Carvajal e Orellanas, com as mulheres guerreiras, que eles denominaram de Amazonas, durante descobrimento do grande rio, em 1542.

Ao navegarmos naquelas águas, descortinam aos olhos paisagens de floresta nativa, com formas e tons de verde, entrelaçando no seu interior homens e animais em convivência pacífica, que sempre nos acolhem contando lendas. São verdadeiras pérolas da imaginação que ora vão se perdendo na memória dos mais velhos.

Este projeto propõe uma expedição que percorrerá o Rio Nhamundá, partindo de Oriximiná, visitando os municípios de Nhamundá, Juruti, Faro e Terra Santa, com a finalidade de captar imagens de mulheres arrimo de família, e registrar como se preserva a lenda das mulheres guerreiras na memória destas comunidades. Fazendo uma suposição de que se Orellana descobrisse nos dias de hoje o rio mar que tipo de Amazonas ele encontraria.

Como resultado da expedição, será realizada uma exposição fotográfica, e futuramente um filme de curtametragem. O filme trabalhará misturando realidade e pinturas murais que representam a imaginação do homem ribeirinho fazendo alusão a eterna batalha que travam os descobridores e navegadores entre o existir e o imaginário.

Fonte: elzalima.com.br

Femino Água Masculino Fio from Elza Lima on Vimeo.

Site da fotógrafa Elza Lima: arte, design e funcionalidade

Elza Lima é uma grande fotógrafa, isso todos sabem, e ganhou recentemente talvez o maior prêmio fotográfico do país, o Marc Ferrez da Funarte. O que certamente ainda não viram foi o perfeito site que a artista publicou na web, um primor de funcionalidade, design, enfím, perfeito. Criado por Vitor Lima, que também é um grande artista e agora cineasta premiado, o site rompe a fronteira do “cartão de visita virtual” e da “blogspotilização”. É só clicar na imagem abaixo e conhecer esse grande trabalho da Elza Lima.

“Miguel Chikaoka e a fotografia como prática educativa transformadora” por José Viana – Café Literário da Fotoativa

8º COLÓQUIO DE FOTOGRAFIA E IMAGEM

8º COLÓQUIO DE FOTOGRAFIA E IMAGEM

TEMA: FILOSOFIAS DA IMAGEM: POÉTICAS DA CAIXA PRETA

http://www.coloquiodefotografiaeimagem.wordpress.com

Desde 2002 a Fotoativa realiza o Colóquio de Fotografia reunindo artistas e pesquisadores locais, nacionais e internacionais com a proposição de estimular a reflexão crítica sobre a relação entre produção imagética e os diversos campos do conhecimento. Através da organização de seminários, cursos, palestras, oficinas e mostras de arte o evento estabeleceu um fórum permanente de produção de conhecimento e troca de informações entre pesquisadores, profissionais e estudantes ligados ao campo da fotografia, da imagem e afins, no estado e fora dele.

Em suas sete edições anteriores o Colóquio de Fotografia e Imagem realizou discussões sobre a fotografia pensada a partir do conhecimento semiótico, histórico, antropológico e da história da arte, colocou em debate a crítica fotográfica e abordou questões em destaque no campo das artes visuais contemporâneas através dos temas “Identidade e Percepção”, “Poéticas e Processos”, “Materialidades da Fotografia” e “Imagem-cidade”.


PÚBLICO ALVO

Fotógrafos, pesquisadores, artistas plásticos, curadores, estudantes universitários e interessados em artes visuais.

AÇÕES PROPOSTAS PARA O 8º COLÓQUIO FOTOGRAFIA E IMAGEM – 2010
O 8º Colóquio de Fotografia e Imagem terá como tema em 2010 “Filosofias da Imagem: Poéticas da Caixa Preta”. O evento pretende estimular a reflexão e o debate através do diálogo entre obras teóricas de referência e a produção contemporânea de pesquisa artística local.


O Colóquio estará estruturado a partir de um ciclo de palestras e fóruns de pesquisa.

O ciclo de palestras contará com renomados pesquisadores locais participantes do processo de recepção da obra de pensadores da imagem no cenário intelectual regional. Cada pesquisador convidado irá abordar uma obra clássica do pensamento estético contemporâneo e debaterá com o público e um mediador convidado.

No fórum de pesquisa trabalhos acadêmicos e processos de pesquisa vinculados a criação artística serão apresentados por pesquisadores e produtores de artes visuais.

CICLO DE PALESTRAS / FÓRUNS DE PESQUISA.


Dia 30.11.10 – Terça – Abertura

19h30 – Palestra: “Fenomenologia e Imagem” – Benedito Nunes.

Mediador: Ernani Chaves

Sobre a palestra de abertura no Colóquio.

Em sua palestra o professor Benedito Nunes abordará elementos da teoria tradicional da imagem e os desdobramentos do pensamento sobre a imagem na fenomenologia. A contribuição dos autores que pensaram o imagético a partir das bases da fenomenologia e teorizaram a imagem na era tecnológica será analisada por Benedito Nunes a partir do pensamento de Sartre, Deleuze, Bérgson, M. Ponty, Roland Barthes, Vilém Flusser  e demais autores.

A mediação da palestra caberá ao professor de Filosofia da UFPA Ernani Chaves, participante notório de uma geração de intelectuais que tiveram sua formação construída no diálogo com o pensamento do professor Benedito Nunes.

Referências:
NUNES, Benedito. Amazônia reinventada. In: II Fotonorte. Amazônia: o olhar sem fronteiras. Rio de Janeiro: Funarte, 1998, p. 36.


Dia 01.12.10 – Quarta

18h30 – Fórum de Pesquisa: “Pintura e realidade” – Flávio Araújo e Pablo Mufarrej

19h30 – Palestra: “O Fotográfico” de Rosalind Krauss – Patrick Pardini.

Mediador: Fábio Castro.


Dia 02.12.10 – Quinta

18h30 – Fórum de Pesquisa: “Crítica, Fotografia e Arte Contemporânea” – Ricardo Macedo e Adriele Silva

19h30 – Palestra: “Filosofia da Caixa Preta” de Vilém Flusser – Cláudia Leão

Mediador: Mariano Klautau Filho.


Dia 03.12.10 – sexta

18h30 – Fórum de Pesquisa: “Retrato e Narrativa – fotografia” – Natali Ikikame e

Simone de Oliveira Moura.

19h30 – Palestra: “O Ato Fotográfico” de Philippe Dubois – Mariano Klautau Filho

Mediador: Vânia Leal


Dia 04.12.10 – Sábado

15h30 – Palestra: “Câmara Clara” de Roland Barthes – Fábio Castro

Mediador: Marisa Mokarzel

17h30 – Fórum de Pesquisa: “Imagens e palavras” – Danielle Fonseca e Ionaldo Rodrigues

18h30 – Palestra: “Pequena História da Fotografia” de Walter Benjamin e “Sob o signo de Saturno” de Susan Sontag – Ernani Chaves

Mediador: Patrick Pardini


SERVIÇO:

8º COLÓQUIO DE FOTOGRAFIA E IMAGEM

TEMA: FILOSOFIAS DA IMAGEM: POÉTICAS DA CAIXA PRETA

De 30 de novembro à 4 de Dezembro de 2010.

Local: Centro Cultural SESC Boulevard,

Av. Boulevard Castilho França nº 522/523

As inscrições no 8º Colóquio de Fotografia e Imagem podem ser feitas de 16 a 30 de novembro pelo blog do Colóquio ou direto na Associação Fotoativa de 9h até

18h de 2a. a 6a.feira e aos sabados, de 09 as 13h.


Fontes: http://coloquiodefotografiaeimagem.wordpress.com e http://www.fotoativa.blogger.com.br/