Sobre a exposição “Pedra & Alma: 30 anos do IPHAN no Pará”

A exposição “Pedra & Alma”, que narra os 30 anos de atuação do IPHAN no Pará, conseguiu transportar ao expaço expositivo de forma criativa um tema que podia descanbar para uma espécie de relatório burocrático. Na entrada já vemos um linha do tempo bem detalhada, dividida em Mundo, Brasil e Pará, onde podemos conhecer o desenvolvimento na área de preservação do patrimônio, numa solução visual e expositiva que lembra a criada no Museu da Língua Portuguesa (SP).  Muito bem executada.

Foi elaborado um mapa ilustrado muito interessante identificando imóveis tombados pelo IPHAN na área metropolitana de Belém. Faço uma crítica a ausência de outro identificando prédios e monumentos em todo o estado do Pará, que seria muito oportuno depois da aprovação do PAC das Cidades Históricas.

Muito bem executadas também as instalações sobre o açaí e sobre as erveiras. Esta sala mostra a diversidade cultural do estado de forma lúdica e colorida foi a sala mais bem resolvida conceitualmente e a mais rica em informações visuais. Uma crítica que faço foi o predominio da informação textual e a falta de “respiração” nos painéis expográficos.

A sala que homenageia os nomes de personalidas cuja história está ligada às questões da preservação do patrimônio e da memória no Pará e no Brasil faz justíssimas homenagens. Deveria, após terminado o período da exposição, ficar exposto em outro local público, dando continuidade a homenagem.

Uma exposição pra visitar sem pressa, uma aula sobre a importância da preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural. Índico pra toda a sociedade, a visita é obrigatória. No Canto do Patrimônio, sede do IPHAN, na Rui Barbosa com José Malcher.


Paulo Chaves fala sobre novos projetos para gestão

Segue abaixo uma entrevista com Paulo Chaves, Secretário de Cultura do Estado do Pará, concedida ao jornal Diário do Pará.

 “Obrigado. Mas ainda não sei se devo agradecer.” Foi assim que Paulo Chaves Fernandes, recém-nomeado secretário de Estado de Cultura do governo Simão Jatene (PSDB), recebeu os parabéns por telefone. Dizendo-se grato por ocupar novamente o cargo (Paulo Chaves foi titular da Secult por doze anos consecutivos, de 1995 e 2006), ele faz duras críticas ao governo de Ana Júlia Carepa (PT) e aponta alguns caminhos para a Secult.

Acompanhe a entrevista:

P: Qual será a grande meta de sua gestão?

R: A grande meta é retomar caminhos que estávamos traçando. Não só na área da cultura, mas contribuir para o governo como um todo, para que o Estado retome o desenvolvimento que nós queremos. Não é uma visão específica da Secretaria da Cultura. Sou partidário do PSDB, assumo essa posição como uma peça que trabalha em conjunto com o todo do governo. A meta agora é “vamos pensar juntos”. Em relação à cultura, vamos retomar a linha de trabalho de onde paramos no governo anterior. É a hora de avaliar os caminhos já trilhados. Veja o estado dos espaços criados pela nossa gestão. Um triste exemplo é o Mangal das Garças, que está abandonado. Outro é a Estação das Docas, onde o serviço decaiu tanto que essa foi a primeira vez sem réveillon no local. A Pará 2000 (Organização Social ligada ao governo do Estado, que atua como gestora do Complexo Feliz Luzitânia, da Estação das Docas e do Mangal das Graças) foi deixada para nós com uma dívida de quase 5 milhões de reais. Temos fornecedores com mais de quatro meses sem receber. São coisas que não dá para adiar, senão vira uma bola de neve. Existe uma urgência de revitalizar esses espaços que geram renda, emprego, turismo e dão uma levantada no ego da população. Infelizmente, ao invés de pensarmos no que fazer de novo para a nossa gestão, teremos que enxugar despesas, diminuir custeios e honrar os compromissos de imediato.

P: Além de arrumar a casa, não há mais nada em vista?

R: Ainda é cedo para firmar compromissos, mas posso adiantar que a menina dos olhos do governador é o Parque Ambiental do Utinga. Nossa intenção é preservar aquela região de manancial, que tem um papel importantíssimo no abastecimento da capital, mas sofre constantes invasões devido à expansão urbana. Queremos recuperar o espaço por meio do uso social. No plano que desenvolvemos para o local, pretendemos criar um aquário de grande porte para peixes de rio e um teleférico, que além de nos proporcionar um belo passeio, irá ajudar no controle do espaço. Além disso, queremos estimular grandes exposições artísticas e audiovisuais, buscando sempre a integração da natureza com a obra. Seria uma especie de galeria a céu aberto, onde seriam expostas intervenções urbanas. Para isso precisamos ter recursos que ainda não sei se dispomos. Da parte de arquitetura e urbanismo, a Secult pode tirar de letra, pois dispomos de técnicos e infra-estrutura. Mas o projeto vai demandar um estudo de topografia e de impactos ambientais.

P: Existe alguma previsão do começo das obras?

R: Ainda estou no escuro. Não antecipei as coisas, mesmo porque não tinha sido nomeado oficialmente. Deixei o Simão muito à vontade. Apesar de estar ao lado dele durante toda a campanha, nunca me senti credor pelo meu apoio. Trabalho por convicção ao partido e à figura dele. Agora que estou de volta ao cargo, começo a pensar em tudo. Ainda não falei com o governador, mas uma das sugestões é revitalizar o Cemitério da Soledade, em parceria com a Prefeitura, transformando-o num parque. Como sei que a dívida é grande em todas as áreas, no primeiro ano não será possível investir muito.

P: Muitos consideram os grandes projetos de sua gestão como elitistas. Qual sua opinião?

R: Não é uma opinião da população, pode ter certeza. Se estamos de volta ao governo, é porque o povo queria trilhar esse caminho novamente. Se for consultar a população em relação a esses espaços, você vai ver a insatisfação em relação à forma com que estão sendo mantidos. Eu sou uma testemunha disso. Todos me paravam na rua e reclamavam de como era grande o descaso com o patrimônio da cidade. Além disso, meu trabalho não se resumiu a grandes obras. A Lei Semear foi criada durante a minha gestão, grandes eventos como o Festival de Ópera e a Feira do Livro foram pensados pelo governo do PSDB. Hoje em dia a Feira do Livro está completamente descaracterizada, é um furdunço de show e mais nada. Havia lançamento de obras de autores locais, publicações de livros, CDs. Não se pode confundir qualidade com elitismo. Essa é uma visão caolha, de má-fé.

P: O senhor não vê nada de positivo na gestão do PT?

R: O que eu vi foi um retrocesso do Pará. O que foi feito de concreto eu não consigo enxergar.

(Fonte: Diário do Pará)

Senhor Morto – Memória e Restauro

Documentário realizado em 2007 pelo MIS-Pa que narra o processo de restauro da imagem sacra “Senhor Morto”. A história da imaginária, hoje exposta no Museu de Arte Sacra do Pará, através de depoimentos de restauradores e pesquisadores.

Fim da enquete: “Qual seu museu preferido no Pará?”

O Museu de Arte Contemporânea Casa das Onze Janelas recdebeu 35,85% dos votos e saiu como o museu preferido dos vistitantes do Xumucuís. Possuindo três salas para exposições temporárias o Onze Janelas é o museu que mais movimenta a arte contemporânea paraense. Tem sempre uma exposição nova em cartaz e com a criação do Prêmio SIM de Artes Visuais em 2008 ele democratizou o acesso a seus espaços expositivos. Dirigido atualmente pela artista plástica Nina Matos é um espaço privilegiado pela localização, sítio histórico da fundação da cidade de Belém, e foi inaugurado em 2002 pela gestão do Secretário de Cultura Paulo Chavez e com a coordenação da museóloga Rosângela Britto.

Até a criação do Museu do Estado do Pará e do Museu de Arte de Belém a palavra “museu” só tinha um destino, o Museu Paraense Emílio Goeldi. Hoje o MPEG é bem mais do que um museu de historia natural, é um centro de pesquisas referência de estudos da amazônia. Em nossa enquete ele ficou em segundo lugar com 26,42% dos votos.

Museu do Marajó com 15,09%, Museu de Arte Sacra com 13,21% e Museu de Arte de Belém 7,55% completam a lista desta enquete informal do Xumucuís. Até a próxima.

4° Fórum Nacional de Museus “Direito à Memória, Direito a Museus”

FAÇA AQUI SUA INSCRIÇÃO ATÉ O DIA 05 DE JULHO.

Fórum Nacional de Museus (FNM) é um evento bienal, com o objetivo de refletir, avaliar e estabelecer diretrizes para a Política Nacional de Museus (PNM) e para o Sistema Brasileiro de Museus (SBM).

A 4ª edição do Fórum Nacional de Museus é uma culminância do processo de construção da Política Nacional de Museus e sintetiza o esforço empreendido para articular, promover, desenvolver e fortalecer o campo museal brasileiro. Trata-se de um momento propício para a avaliação da PNM em termos de metas, experiências, realizações, resultados efetivos, frustrações e, ao mesmo tempo, de construção e projeção no futuro de novas possibilidades e experimentações, de novos caminhos, desafios e horizontes.

As três edições anteriores do FNM contribuíram, ao seu modo, para o desenvolvimento e o enraizamento social da política de museus, compreendida como política pública de cultura.

O 1º FNM, realizado em Salvador (BA), em 2004, teve por tema “A Imaginação Museal: os caminhos da democracia” e inspirou muitos debates. O 2º FNM, realizado em Ouro Preto (MG), em 2006, adotou o tema,O futuro se constrói hoje” e contribuiu para a apresentação e o desenvolvimento de novas experiências museais. O 3º. FNM foi realizado emFlorianópolis (SC), em 2008, tendo por pano de fundo o tema: “Museus como agentes de mudança social e desenvolvimento”, foi fundamental para a afirmação da centralidade da museologia social no âmbito da PNM.

O 4º FNM traz para o centro dos debates o tema: “Direito à Memória, Direito a Museus”. A vontade (ou desejo) de memória (e de patrimônio) mesmo não sendo exclusividade do mundo contemporâneo, ganha na atualidade, em virtude de seu vínculo com o campo da comunicação e da política, uma dimensão especial.

Direito à memória, vontade de memória e dever de memória, implicam, de algum modo, o seu oposto. A memória é campo de litígio, é arena de disputa política pelo passado e pelo futuro. Nesse sentido, é preciso considerar que esquecer não é crime, esquecer não é pecado, esquecer faz parte da vida e faz parte dos processos de memória. Assim como produzimos memória, também produzimos esquecimentos.

O tema do 4º FNM tem relevância para o campo museal contemporâneo e sinaliza para a importância de se pensar o museu como conector cultural de espaços e tempos diversos. Tudo isso, levando em conta a memória que, a rigor, está entronizada no presente.

Compreendendo o 4° FNM como espaço radical de troca de experiências, o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) convida todos os interessados no tema acima indicado a participar do exercício de construção de uma nova imaginação museal; uma imaginação capaz de dialogar com temas como: cidades e cidadania; desenvolvimento sustentável; economia criativa; e, estratégias de institucionalização de um universo museal tão multifacetado.

Durante o Fórum serão oferecidos mini-cursos de capacitação em diversas áreas de atuação do campo museal. Também serão reunidos grupos de trabalhos temáticos para a construção e discussão das diretrizes, ações e metas da Política Nacional de Museus – PNM.

Resultados Esperados

I – Mobilizar a comunidade museológica do Brasil;

II – Propor estratégias para o fortalecimento do setor museológico, buscando assegurar a qualificação da gestão museal;

III – Promover o debate entre profissionais de museus, gestores culturais, estudantes e interessados no tema, garantindo ampla discussão sobre questões como gestão cultural; preservação, aquisição e democratização de acervos; formação e capacitação; educação e ação social; modernização e segurança; economia dos museus; acessibilidade e sustentabilidade ambiental; comunicação e exposições; pesquisa e inovação;

IV – Propor estratégias para a consolidação dos sistemas de participação e controle social na gestão das políticas públicas de museus e memórias e estimular as transversalidades culturais, garantido acesso a uma boa formação dos profissionais do campo museal;

V – Aprimorar e propor mecanismos de articulação e cooperação institucional entre os entes federativos e destes com a sociedade civil, enfatizado as atividades de preservação e aquisição, bem como os esforços de democratização de acervos;

VII – Debater, examinar e implantar as diretrizes aprovadas na II Conferência Nacional de Cultura (CNC), relativas aos museus;

VIII – Elaborar e aprovar as estratégias para o Plano Nacional Setorial de Museus, contemplando os principais aspectos do que resultou do debate sobre as questões transversais do setor museal;

IX – Eleger os novos membros do Comitê Gestor do Sistema Brasileiro de Museus, que, simultaneamente, passarão a compor o Colegiado Setorial de Museus e Memória junto ao Conselho Nacional de Políticas Culturais.

PROGRAMAÇÃO

PLENÁRIA ESTADUAL DO SETOR MUSEOLÓGICO

PLENÁRIA ESTADUAL DO SETOR MUSEOLÓGICO

Museu Histórico do Estado do Pará

O IBRAM – Instituto Brasileiro de Museus realizará o IV Fórum Nacional de Museus no período de 12 a 17 de julho de 2010 em Brasília – DF, com o objetivo de mobilizar, refletir, avaliar e estabelecer diretrizes para a Política Nacional de Museus.

Este ano, o IV Fórum Nacional de Museus se reverte de grande relevância, pois o mesmo tem como um dos objetivos debater e aprofundar as propostas  aprovadas na II CNC, relativas aos museus e Elaborar e aprovar as Diretrizes do Plano Nacional Setorial de Museus definindo assim os princípios norteadores  da política museológica para todo o Brasil.

O IV Fórum será antecedido por Plenárias Estaduais e Distritais durante o mês de junho, tendo por base cinco eixos temáticos: Produção simbólica e diversidade cultural; Cultura, Cidade e Cidadania; Cultura e Desenvolvimento Sustentável; Cultura e Economia Criativa; Gestão e Institucionalidade da Cultura.

A plenária do Estado do Pará será um espaço importante de discussão e troca de experiências entre todos os seguimentos da sociedade, para a organização e fortalecimento do campo museológico na Região Norte e no Brasil, onde serão debatidas e aprovadas as propostas do Estado que serão encaminhadas e defendidas no IV Fórum Nacional de Museus.

Diante do exposto, temos o prazer de convidar a todos para participar da Plenária Estadual de Museus do Pará que será realizada no dia 21 e 22 de junho, no Museu do Estado do Pará – MEP – Salão transversal – praça Dom. Pedro II s/no – cidade Velha – Belém/PA.

Atenciosamente,

Renata Maués

Diretora do SIM/SECULT


DATA: 21 e 22/junho/2010

LOCAL: Salão Transversal / Museu do Estado do Pará – MEP

Dia 21/06

08h – Abertura Oficial

Manhã

08h30 às 09h30 – Eixo 1 – Produção Simbólica e Diversidade Cultural

Palestrante: Jane Beltrão – UFPA

Valmir Carlos Bispo Santos – Superintendente Fundação Curro velho

Mediador: Jeam Lopes – Diretor do Museu do Círio

09h30 às10h30 – Eixo 2 –  Cultura, Cidade e Cidadania

Palestrante: Jussara Derenji – Museu da UFPA

Carlos Henrique Gonçalves – Diretor de Cultura SECULT

Mediador: Rosa Arraes – Museu de Arte de Belém

10h30 às 11h00 – Intervalo

11h00 às 12h00 – Eixo 3Cultura e Desenvolvimento Sustentável

Palestrante: Ecomuseus  da Amazônia ( confirmar nome)

Lélia Fernandes – Diretora do Patrimônio /SECULT (a confirmar)

Mediador:

Tarde

14h30 às 15h30 – Eixo 4Cultura e Economia Criativa

Palestrante: Rosangela Britto ( a confirmar)

Ana Elizabeth Almeida – Secretária Adjunta da SETER ( a confirmar)

15h30 às 15h45 – Intervalo

15h45 às 16h45 – Eixo 5Gestão e Institucionalidade da Cultura

Palestrante: Cincinato Marques Júnior – Secretário de Cultura

Maria Dorotea Lima – IPHAN (a confirmar)

Mediador: Flávio de Carvalho /DEPHAC

Dia 22/06

Manhã

09h00 às 12h00 – Discussão em grupo

Tema: 05 eixos

Tarde

14h30 às 18h00 – Plenária Final

“Conversas Ampliadas” arte contemporânea paraense nas Onze Janelas

CONVERSAS AMPLIADAS

O Museus Casa das Onze Janelas está divulgando um grande ciclo de conversas com artistas contemporâneos paraenses com desdobramento do projeto de ampliação de seu acervo, premiado no edital Marcantônio Villaça.

Segue abaixo a agenda e vamos acompanhar de perto esta oportunidade rara prar artistas e pesquisadores da arte.

“CONVERSAS AMPLIADAS”, que consiste na atividade de encontros e diálogo entre artistas visuais e o público, referente à mostra “Ampliação da Coleção de obras de Artistas Paraenses do Museu Casa das Onze Janelas” – Proposta de aquisição de acervo , contemplada no Edital Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça 2008 – FUNARTE/DEMU/IPHAN

Programação:

Horário: 19:00

Dia : 22/10/2009

Artistas: Jocatos, Margalho e Werley Oliveira.

Dia: 28 /10/2009

Artistas: Berna Reale, Lise Lobato e P P Condurú.

Dia: 04 /11/2009

Artistas: Armando Queiróz e Emanuel Franco.

Dia: 11 /11/2009.

Artistas: Acácio Sobral, Geraldo Teixeira, Jorge Eiró, Ruma e Ronaldo Moraes Rego

Local:Museu Casa das Onze JanelasSala Valdir Sarubbi ,

Praça Frei Caetano Brandão, s/n Tel.: 40098825.

Programação Educativa:

Milena Claudino ,Bianca Shiguefuzi, Cilene Nabiça

e Fagner Monteiro- 40098821- 40098823

O lúdico e o trágico: fogos de artifício em prédios históricos

Semana passada imagens de uma grande explosão em Santo André (SP) ganharam a mídia de todo país. Uma loja/depósito de fogos de artifício foi pelos ares e levou junto quase um quarteirão inteiro (foto abaixo). Pessoas morreram. Os culpados vão ser punidos com certeza, mas as autoridades que permitiram a existência dessa bomba-relógio junto à residências familiares será que vão? E não foi um fato isolado, inumeros casas semelhantes já foram noticiados. Não era um bairro de centro, nem tombado, mas vidas são mais importantes que qualquer coisa.

cidades_24091537

Uso esse episódio como exemplo de uma situação absurda aqui em nossa cidade. Em pleno centro histórico, no sítio mais importante da nossa cidade, onde existem 5 dos nossos museus (Onze Janelas, Arte Sacra, Forte, Círio e MIS), às proximidades de duas de nossas principais igrejas (Sé e Santo Alexandre), duas lojas de fogos de artifício estão tranquilamente instaladas. Pouco importa pra mim que elas tem alvará, extintores e tudo mais, simplesmente elas não deveriam estar ali. Essa convivência de fogos de artício armazenados e à venda com acervos históricos é um crime patrimonial. Nesse mesmo casario ficava instalado o DPHAC, orgão do estado que cuida da preservação de nosso patrimonio histórico, artístico e cultura, agora foram para o Palácio Lauro Sodré. A Fumbel fica a coisa de 100 metros. As duas lojas que vendem fogos também vendem “um grande sortimento” de quinquilharias altamente inflamáveis. Para não termos que noticiar uma tragédia devemos rever essa concessão que permite a existência desse absurdo. Vamos rezar e cuidar de Santo Alexandre pois Santo André foi pros ares.

PICT0036

Feliz Lusitania

Prólogo

Até acho bonito os fogos de artifício iluminando o céu, aquela coisa lúdica, que remete à origem do universo, big bang, algo assim. Penso nas senhoras e nas crianças encantadas com o coração em júbilo quando o ceu explode em cores. É bonito? É.  Vai continuar existindo sempre? Com certeza. Fogos vão continuar mutilando pessoas todo ano? Sim. Vão acontecer outras explosões de depositos legais e clandestinos? Silêncio.