[ENTRE] um lapso gostoso

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Uma iniciativa de vários artistas contemporâneos ocupa o Centro Cultural do Carmo, um espaço novo que a cidade ainda precisa conhecer, localizado em frente à Praça do Carmo.  A proposta do movimento surgiu da mesma forma que o local, de iniciativa própria. Diversos artistas foram se juntando, cada um contribuindo da forma que era possível, emprestando sua arte e seu talento para construir o movimento e se apropriar do espaço disponível.
Desta forma, surge o movimento [ENTR$] um lapso gostoso, que se iniciou com o artista plástico P.P. Condurú. Quando acabou a primeira exposição “Condurú”, a pauta ficou vaga. “Tinha uma brecha na programação e pensei em aproveitar para mostrar a outra parte do mesmo projeto que eu estou realizando, como tinha acabado de expor veio a ideia de convidar varias pessoas fazer um acontecimento lá”, explica o artista.
O convite foi por meio do Facebook, “Fiquei uns dias fazendo convites e a coisa foi organizando, aglutinando, todo mundo foi entendendo o que era e topou, assim, formou um movimento de pessoas que produzem e que se curtem”, completou.
A programação foi crescendo, uns artistas foram dialogando com os outros e tomando forma, em um processo que ainda está em construção. Até mesmo o nome surgiu de um convite, entre no espaço, entre no movimento, entre na pauta disponível, entre amigos.  “É entre a gente, entre no espaço, entre esse tempo que não tem nada lá, entre um tempo e outro, entre quem quiser que será uma coisa gostosa”, diverte-se P.P.
Sem maiores pretensões, os artistas foram se encontrando dentro da proposta. O ator, autor e diretor de teatro Adriano Barroso descreve o que significa este movimento para ele. “Ele é composto de artistas independente, que tem em comum a relação estreita com a cidade e suas cores e formas. A proposta é continuar a independência e ocupar os espaços da cidade com o que a gente sabe fazer de melhor”.
Outro que também se identificou foi o VJ Kauê Lima. “O P.P. Condurú me chamou para participar e eu aceitei de cara porque gosto do trabalho dele. Inicialmente seria apenas para fazer uma projeção mapeada em cima de um obra, mas, resolvi chamar o VJ Bode e o VJ Diogo Vianna para participar também. Como eu também estou em pesquisa e construção de um projeto de mapping com azulejo português, foi pura coincidência com o trabalho que o P.P. vai apresentar, vimos que fazemos algo semelhante e vamos mesclar tudo”.
As visitas ao Centro Cultural do Carmo podem ser feitas de 27 de novembro a 23 de dezembro, nos horários de 8h às 12 e de 14h às 17h, de segunda a sexta-feira e aos sábados das 9h às 13h. O espaço fica localizado na Praça do Carmo 40/48.
Saiba um pouco mais da mostra [ENTR$] um lapso gostoso
Programação…
dia 27 de novembro – 19h30
Abertura da exposição com desenhos e painéis de P.P. Condurú
Video Mapping de Kauê Lima, Bode e Diogo Vianna
Sonoplastia de Felipe Cordeiro e Arthur Kunz,
Videos-Arte de Luciana Magno, Ramiro Quaresma, Antônio Maurity e Juliana Notari
Dia 4 de dezembro – 19h30
Exposição com desenhos e painéis de P.P. Condurú
Lançamento do filme Ópera Cabloca, de Adriano Barroso
 …
Dia 11 de dezembro – 19h30
Exposição com desenhos e painéis de P.P. Condurú
Show intimista de Arthur Nogueira com leituras de poemas de Max Martins por Adriano Barroso, sugeridos por Marcia Huber
Dia 18 de dezembro – 19h30
Exposição com desenhos e painéis  P.P. Condurú
Bazar de artes, com obras variadas
by Lorena Claudino
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Exposição “Estética de Boteco” do Hipster Colletivum

Estética de Boteco é um projeto de vivência realizado pelo Hipster Colletivum no boteco Meu Garoto, localizado na Rua Manoel Barata, centro comercial da cidade de Belém do Pará.

Nossa relação com o bar Meu Garoto beira a dependência. Mesmo de passagem, entre a realização de um projeto e outro, depois de uma visita à padaria ou saindo do cinema, em uma comunhão de pensamentos, decidimos ir até o mesmo lugar.

Isto resultou o projeto Estética de Boteco, que são registros desse universo maravilhoso através das lentes sujas de nossas câmeras analógicas. Fotografamos botecos diferentes pela cidade de Belém e Rio de Janeiro. A fotografia não é o personagem central deste projeto, mas o desenvolvimento de novos vínculos através das experiências do coletivo com os lugares, as pessoas e suas histórias.

O Estética de Boteco é uma relação de troca além da busca por um olhar diferenciado a respeito destes locais, muitas vezes banalizados. Pensar o Estética é muito mais que sentar para beber algo, é uma questão de identificação e de aproximação profunda com tudo o que nos cerca. O boteco torna-se uma segunda casa, onde fazemos e encontramos amigos, dividimos nossos conflitos e compartilhamos nossas alegrias.

É uma forma de criação e de diálogo com o ambiente que estamos inseridos.

“Orgulho de ser do Pará” abre exposição de retratos

A campanha “Orgulho de Ser do Pará”, iniciativa do grupo RBA, chega à segunda edição. Após o sucesso do ano passado, o projeto traz uma abordagem diferente, destacando as origens culturais e sociais da região.

Com o tema “Pará de Todas as Caras, de Todas as Raças”, a campanha inicia com uma exposição reunindo trabalhos dos fotógrafos Octavio Cardoso, Walda Marques e Thiago Araujo.

A mostra, que será aberta hoje (6), no Boulevard Shopping, reúne 28 retratos de paraenses produzidos nos municípios de Marabá, Bragança, Santarém, Cametá e Belém.

“A ideia é retratar a diversidade de pessoas que compõem o Pará. Para tanto, percorremos o Estado em busca de anônimos que representassem a identidade, a essência do povo paraense. Estão lá o vendedor de coco, o artesão, o garçom. Pessoas simples, mas que movimentam e dão vida ao Pará”, define o fotógrafo Octavio Cardoso, 48 anos, editor de fotografia do DIÁRIO DO PARÁ.

Foi convidada para participar do projeto a fotógrafa Walda Marques, que há 17 anos se dedica ao retrato, com premiações no Salão de Fotografia do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos (PA) e no projeto Abra/Coca-Cola (São Paulo, 1998), entre outros. Thiago Araujo é repórter fotográfico do DIÁRIO DO PARÁ.

O que o Pará tem de melhor

Trata- se de um trabalho diferenciado, feito exclusivamente para a campanha. “Tivemos que seguir alguns critérios para a mostra. Deveriam ser retratos em preto e branco, em plano fechado, ressaltando os detalhes e expressões de cada personagem”, explica o fotojornalista Thiago Araujo, 24 anos.

O projeto “Orgulho do Pará” consumiu quase sete meses de trabalho, que resultaram em 204 reportagens de página inteira, com veiculação diária, e mais de 100 reportagens veiculadas pela TV RBA (sem contar com as entrevistas nos programas da emissora). Coube à rádio 99FM a massificação e divulgação das reportagens veiculadas, tanto no DIÁRIO como da TV, além da criação do jingle da campanha e a realização de promoções junto ao público em datas comemorativas, como o Carnaval.

Um blog e um hotsite no Diário Online levaram o projeto para o Brasil e para o mundo, permitindo a interação com o público e disponibilizando matérias, vídeos e fotos. Um concurso de redação também foi criado para premiar os melhores textos de estudantes.

Lançado no dia 25 de outubro de 2009, o projeto “Orgulho do Pará” envolveu todos os veículos da RBA. Ele foi criado com o objetivo de abrir um espaço diário para as pautas positivas do Pará, numa tentativa de levantar a auto-estima do povo paraense, mostrando o que o Estado possui de melhor, nas mais diversas áreas.

PRESTIGIE

Exposição “Pará de Todas as Caras, Todas as Raças”. Abertura hoje (6), na praça de eventos no 1º piso do Boulevard Shopping. Visitação até dia 25, seguindo os horários de funcionamento do shopping. Entrada franca.

(Diário do Pará)

Fonte: Orgulho do Pará

Exposição “Marajó de Giovanni Gallo” – Centro Cultural Sesc Boulevard

Gallo, em seu processo alquímico-existencial, além de captar fragmentos da realidade, fora ou além da ótica estabelecida como beleza e verdade, carregava as credenciais de pesquisador curioso, que através da técnica fotográfica teve a possibilidade de materializar e transmitir experiências, descobertas, aventuras e verdades do universo paradoxal do território marajoara. Gallo revelou índices que se tornaram registros antropológicos do povo e da cultura marajoara de sua época.  O destino foi seu mestre-guia que lhe enviou para a missão de converter almas para o reino da igreja católica e foi convertido de alma e coração ao reino místico e misterioso da Ilha do Marajó.

Carlos Pará, Curador

Marajó de Giovanni Gallo

Nascido em 27 de abril de 1927, Turim, Itália, em pleno VII ano da Era Fascista de Benito Mussolini. Teve uma infância difícil e condição de vida muito precária, Gallo e sua família sofriam com a escassez de alimentos, devido à guerra em que a Itália estava desenvolvendo sobre o comando de Mussolini. Na juventude aceitou sem pressões familiares ou externas seguir o sacerdócio de padre jesuíta o que lhe rendeu erudição e percepção sobre a situação da vida dos mais pobres em várias lugares do mundo. Depois de uma jornada de oito anos na Suíça, Giovanni Gallo foi ordenado para atuar no Brasil. Desembarcou em 1970 em Salvador na Bahia onde assim como em todo o país, estava sob uma Ditadura Militar, fato que contribuiu para as três prisões do recém chegado. Entusiasmado com as paisagens do país, em viagens desenvolvidas para conhecer as obras religiosas desenvolvidas pela igreja, tira inúmeras fotos de tudo que lhe despertava o interesse, mas acaba sendo confundido com um espião do comunismo, sofrendo com isso revistas e interrogatórios intermináveis nas cadeias, cada vez que a sua figura estranha projetava a sua câmera para um cenário, o que lhe dava características em tempos de ditadura, um ar de espião estrangeiro.

O interessante é que essa sua paixão pela fotografia, acabou lhe rendendo mais tarde inúmeros prêmios fotográficos como: O 2º prêmio no Concurso Fotográfico da SECTET e em 1980 Y.Yamada: Retrato Pará;  o 4º Prêmio no Concurso Fotográfico da Universidade do Pará, “Preserve a Memória da sua cidade” (1981); e o 5º Prêmio de Menção Honrosa, do Concurso Nacional de Fotografia, “Aleitamento Materno” de Porto Alegre (1982). Além de exposições como a ocorrida no Teatro da Paz na Galeria Angelus com o título “O Meu Marajó”, em 1982. Exposições essas que mostraram o resultado de seu trabalho, após anos registrando as mais diversas situações encontradas na ilha de Marajó. Foi membro filiado da Associação Paraense de fotógrafos de carteirinha e tudo.

Mas além de fotógrafo, Gallo foi jornalista e museólogo. Mas suas pesquisas não se limitaram a arqueologia da ilha, as suas experiências sofridas, seja nos campos do Marajó, entre os vaqueiros e os moradores das cidades, ou nos rios da região realizando a pescando no mato. Contribuíram para que o padre adquirisse um conhecimento muito significativo sobre os aspectos culturais e sociais da região.

A exposição “O Marajó de Giovanni Gallo” reúne imagens poético-documentais que revelam o olhar e a história do italiano Giovanni Gallo, ex-padre jesuíta e criador d’O Museu do Marajó que viveu nos municípios de Santa Cruz do Arari e Cachoeira do Arari entre às décadas de 70 e 80. Grande visionário, museólogo e fotógrafo, entregou sua vida para servir um povo culturalmente rico, original que vive a margem da história, distante dos grandes centros urbanos, afastados de tudo, de difícil acesso, em localidades desconhecidas onde a ditadura da água e da terra prevalecem. Gallo tornou-se um dos maiores defensores e divulgadores da paradoxal cultura marajoara.

Como Chegar no Centro Cultural Sesc Boulevard


Sobre a exposição “Pedra & Alma: 30 anos do IPHAN no Pará”

A exposição “Pedra & Alma”, que narra os 30 anos de atuação do IPHAN no Pará, conseguiu transportar ao expaço expositivo de forma criativa um tema que podia descanbar para uma espécie de relatório burocrático. Na entrada já vemos um linha do tempo bem detalhada, dividida em Mundo, Brasil e Pará, onde podemos conhecer o desenvolvimento na área de preservação do patrimônio, numa solução visual e expositiva que lembra a criada no Museu da Língua Portuguesa (SP).  Muito bem executada.

Foi elaborado um mapa ilustrado muito interessante identificando imóveis tombados pelo IPHAN na área metropolitana de Belém. Faço uma crítica a ausência de outro identificando prédios e monumentos em todo o estado do Pará, que seria muito oportuno depois da aprovação do PAC das Cidades Históricas.

Muito bem executadas também as instalações sobre o açaí e sobre as erveiras. Esta sala mostra a diversidade cultural do estado de forma lúdica e colorida foi a sala mais bem resolvida conceitualmente e a mais rica em informações visuais. Uma crítica que faço foi o predominio da informação textual e a falta de “respiração” nos painéis expográficos.

A sala que homenageia os nomes de personalidas cuja história está ligada às questões da preservação do patrimônio e da memória no Pará e no Brasil faz justíssimas homenagens. Deveria, após terminado o período da exposição, ficar exposto em outro local público, dando continuidade a homenagem.

Uma exposição pra visitar sem pressa, uma aula sobre a importância da preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural. Índico pra toda a sociedade, a visita é obrigatória. No Canto do Patrimônio, sede do IPHAN, na Rui Barbosa com José Malcher.


Senhor Morto – Memória e Restauro

Documentário realizado em 2007 pelo MIS-Pa que narra o processo de restauro da imagem sacra “Senhor Morto”. A história da imaginária, hoje exposta no Museu de Arte Sacra do Pará, através de depoimentos de restauradores e pesquisadores.

Exposição “Elucubrações” de Elaine Arruda – Resultado de Bolsa de Experimentação e Criação do IAP – Fotoativa

3ª edição do Salão SESC Universitário de Arte Contemporânea

 

Nesta quinta-feira (02), abre no Centro Cultural SESC Boulevard a 3ª edição do Salão SESC Universitário de Arte Contemporânea, que tem o objetivo de possibilitar a apreciação de boa parte da produção artística acadêmica do nosso estado.

A equipe de profissionais formada por Alexandre Sequeira, Armando Queiroz e Paula Sampaio, selecionou os jovens artistas que irão compor a terceira edição do projeto e também os três premiados, que serão anunciados na Cerimônia de abertura do salão. A abertura contará ainda com a apresentação especial do cantor Arthur Nogueira e seu show Mundano.

Para um dos Técnicos responsáveis pelo projeto, Márcio Campos, o salão universitário é um espaço para novos artistas exporem suas produções. “O 3º Salão SESC Universitário é como um celeiro de jovens artistas, que tem a possibilidade de mostrar um pouco do que estão produzindo, através de suas pesquisas, experimentações e intuições que estão ligados ou não a um sistema de rede onde as interações e relações entre objetos e espectadores, circunstâncias e pessoas, realidades visíveis e invisíveis, se tornam cada vez mais intensas, resultando em um novo olhar do artista.

Dessa forma, o artista do agora trás, amparado pela denominação de arte contemporânea, a total liberdade de criação, oportunizando ao público a experiência de amplitude de seu repertório visual”, afirma. O 3º Salão SESC Universitário recebeu inscrições nas categorias: pintura, escultura, gravura, fotografia, objeto, desenho, instalação, vídeo-arte, performance e intervenção urbana.

Entre os inscritos, 16 artistas e dois coletivos foram selecionados, entre eles: – Amanda Gondim (UFPA) – Arlete Soed (ESMAC) – Aurélio (Unama e UFPA) – Bruno Leite (Unama) – Camila Aranha (UFPA) – Coletico “Gritaocorpo”, de Laila Costa (UEPA), Filipe Almeida (UFPA) e Maruzo Costa (UFPA) – Coletivo “Projeto Vazio”, de Bárbara Dias (UFPA), Danilo Baraúna (UFPA) e Nigel Anderson (UFPA) – Evna Moura (UFPA) – Hugo Nascimento (UFPA) – Jairo Vansiler (UFPA) – Marise Maués (Unama) – Mars Lima e Renan Pina (Iesam) – Patrícia Gondim (Unama) – Pedro Rodrigues (Unama) – Rodrigo José (Unama) – Valério Silveira (UFPA) – Wagner Oliveira (UFPA) – Yasmin Vasconcelos (Ulbra)

Serviço: 3ª edição do Salão SESC Universitário de Arte Contemporânea “Depois de Revelada” – Documentação do Projeto Indicial

Abertura: 02 de dezembro (quinta)

Visitação: até 30 de janeiro de 2011 Horário: terça a domingo, das 10 às 21h Local: Centro Cultural SESC Boulevard – Av. Boulevard Castilho França, 522/523

Informações: (91) 4005-9584/9587 (Assessoria de Comunicação) (91) 3224-5654/5305 (Centro Cultural SESC Boulevard)

Entrada Franca

Fonte: guiart.com.br

Museu de Arte Sacra do Pará

O Museu de Arte Sacra (MAS), localizado no Antigo Palácio Episcopal, foi inaugurado em 28 de setembro de 1998. Integrada ao Museu está a Igreja de Santo Alexandre (originalmente Igreja de São Francisco Xavier), construída pelos padres jesuítas com participação do trabalho indígena entre o fim do século XVII e início do século XVIII. Dentre as várias modificações arquitetônicas e decorativas que sofreu, a Igreja herdou como estilo predominante o barroco e foi inaugurada em 21 de março de 1719. Com mais de 400 peças, o acervo do Museu é composto de imagens e objetos sacros dos séculos XVIII ao XX. As coleções, a princípio constituídas pelas peças da própria Igreja de Santo Alexandre, foram depois enriquecidas com peças provenientes de outras igrejas do Pará e de coleções particulares.

                              

Do antigo Colégio Jesuítico a sede do Museu

 Ao chegarem ao Pará, os jesuítas estabeleceram-se primeiramente em terreno cedido pela Ordem das Mercês, no bairro da Campina, no qual construíram residência e pequena capela, ambas cobertas de palha. Em razão da precariedade daquele terreno, transferiram-se no mesmo ano para área vizinha ao Forte do Presépio, iniciando a construção do Colégio, sob a invocação de Santo Alexandre, e da Igreja de São Francisco Xavier.  Com a definitiva expulsão dos jesuítas por ordem de Marquês de Pombal, em 1759, o Colégio foi utilizado como residência dos Bispos e Seminário Episcopal por longo tempo. 

 Atualmente o prédio expõe em seu pavimento superior o acervo de telas, imaginária sacra e objetos litúrgicos. Na sala inicial, juntamente com a exposição da Pietá, consta um breve histórico das Ordens Religiosas presentes em Belém. Nos demais ambientes destacam-se a tela Santa Ceia, óleo sobre madeira, provavelmente do final do século XVIII (corredor); a imagem de Santa Quitéria (sala à direita) e ainda diversas representações de Cristo. A grande coleção de imaginária sacra ainda permite leituras iconográficas de santos como São José de Botas e Nossa Senhora do Leite (sala à esquerda). Ao final do corredor, integrando o acervo de objetos sacros do MAS, estão expostos um oratório, lanternas e crucifixos. A sala da prataria, com peças de predominância portuguesa, destaca-se sob a luz tênue, pensada para destacar os detalhes das peças, de acordo com a proposta museográfica.

 A Igreja de Santo Alexandre

Inicialmente erigida sob o orago de São Francisco Xavier, a Igreja foi construída pelos padres jesuítas entre os séculos XVII e XVIII.  Apresenta nave única em forma de cruz latina, na qual se encontra o retábulo da capela-mor; dois púlpitos, no estilo “D. João V”; e seis capelas laterais com diversos elementos decorativos. A sacristia, situada no braço esquerdo da nave, é ornada com retábulo dourado e trabalhada pintura no forro, além de apresentar um grande arcaz do século XVIII. No coro, onde também está exposta a imaginária sacra, se tem uma ampla visão da nave da Igreja. Próximo às tribunas, as imagens de roca, utilizadas em procissões e fabricadas no século XIX, ganham destaque juntamente com anjos adoradores produzidos nas oficinas jesuíticas.

 Projeto Museológico

 O projeto museológico partiu do estudo de três temas principais: o mapeamento histórico das Ordens religiosas presentes no Pará, enfocando algumas igrejas construídas em Belém; a Igreja de Santo Alexandre, sua articulação com o complexo museal e com o contexto histórico e religioso; e a iconografia dos santos. O projeto foi desenvolvido por especialistas de diversas áreas, sempre atentos aos procedimentos de conservação preventiva adequados à realidade local. A iluminação do museu ganhou destaque no projeto museográfico ao primar pelo controle de incidência de luz sobre o acervo exposto.

Diretora

Zenaide Paiva

Fonte: Folder do Museu

Comentários: o Museu de Arte Sacra é parte integrante do Sistema Integrado de Museus e Memoriais da SECULT/PA, e compartilha a equipe técnica (montagem, educativo, conservação/salvaguarda) com todos os outros museus do SIM. Possui uma das melhores galerias da cidade para exposições fotográficas, a Galeria Fidanza. É talvez um dos poucos museus sustentáveis aqui em Belém pois além do grande fluxo de visitação, também aluga a igreja para casamentos e outros eventos. Existe um charmoso e confortável café em seu piso térreo, climatizado e com ótimos petiscos. Possui um pequeno auditório para cerca de 40 lugares.

Exposição “O percurso do olhar” de LUIZ BRAGA – Museu de Arte Contemporânea Casa das Onze Janelas

O fotógrafo Luiz Braga, foi contemplado em 2009, com o Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça/FUNARTE, que propiciou a destinação da série premiada “Verde-Noite, 11 raios na estrada nova, fotografia, nigthvision” , composta de obras inéditas não pertencentes a nenhum acervo público, ao acervo do Museu de Arte Contemporânea Casa das Onze Janelas/SIM/Secult, juntamente com obras referentes a “visualidade popular”, obras em P&B e demais outros trabalhos de autoria do artista.  Ação que possibilitou a considerável ampliação do pequeno acervo de obras do autor já pertencentes ao museu, vindo a concretizar a formação da primeira Coleção de fotografias específicas do artista em uma instituição museológica da região norte.

Para apresentação da referida Coleção ,o Museu Casa das Onze Janelas e Luiz Braga , realizam a exposição LUIZ BRAGA o percurso do olhar, com abertura no próximo dia 18 de agosto às 19:30h.  A mostra é uma oportunidade para que o público local, possa acompanhar a trajetória deste importante fotógrafo paraense que integra já há alguns anos, a história da arte produzida no Brasil. O artista não expõe individualmente em Belém desde o ano de 2005, quando realizou a grande mostra de sua produção no projeto “Arraial da Luz. Sendo também, a presente mostra, sua primeira exposição em nossa capital, depois da participação na 56ª Bienal de Veneza,como um dos dois representantes brasileiros na tradicional mostra internacional de arte.

Na exposição LUIZ BRAGA o percurso do olhar, serão apresentadas um total de 50 fotografias que compõem a recente coleção formada pelo Museu Casa das Onze Janelas. Desta forma, a referida coleção da instituição museológica paraense, se iguala em quantidade e potência à coleção do Museu de Arte Moderna de São Paulo, e equipara-se à instituições brasileiras e internacionais que possuem em seus acervos , coleções públicas de trabalhos emblemáticos da trajetória do artista, como a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o Museu de Arte Moderna da Bahia,  Museu de Arte Contemporânea – MAC/USP, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Museu de Arte da Pampulha(MG), Museu de Arte Assis Chateaubriand -MASP,Coleção Pirelli/ Masp de Fotografia, Coleção Porte Seguro de Fotografia, Casa de Cultura Laura Alvim (RJ), Fundação Rômulo Maiorana, Centre Culturel Les Chiroux,Bélgica, Centro Portugês de Fotografia, Porto, Portugal , Photographic Resource Center at Boston University,Boston,EUA e  do Miami Art Museum.


SERVIÇO:

Exposição: LUIZ BRAGA o percurso do olharAbertura : 18 de agosto de 2010 às 19:30hPeríodo : 19 de agosto a 03 de outubro de 2010Horário: de terça a domingo de 10h às 16h. Feriados: de 9h às 16h

Programação paralela : Conversa com o artista com a participação da crítica de arte convidada Marisa Mokarzel   –  17 de setembro às 19h

Local: Museu de Arte Contemporânea Casa das Onze Janelas, Praça Frei Caetano Brandão s/nº- Cidade Velha – Belém/PA

Realização: Secretaria de Estado de Cultura, Sistema Integrado de Museus, Museu Casa das Onze Janelas
Apoio: FUNARTE, Fundação Rômulo Maiorana, Associação Amigos dos Museus do Pará- AMU-PA , SOL Informática e Matapi Produções.

O Museu Casa das Onze Janelas, é um espaço destinado à arte contemporânea, localiza-se em Belém, sendo uma unidade integrante do Sistema Integrado de Museus e Memoriais da Secretaria de Estado de Cultura do Pará. Promove ações museológicas preocupadas com a promoção de intercâmbios culturais, com a difusão do conhecimento da arte e com a inserção do artista em seus espaços expositivos realizando mostras que discutem a arte produzida na contemporaneidade.

Detentor de um expressivo acervo de artes visuais, o museu preocupa-se em trabalhar ações de desvelamento das particularidades de obras e artistas que compõem suas coleções, bem como, em buscar maneiras que propiciem a ampliação e atualização deste acervo, formado por aproximadamente 2.300 obras de arte moderna e contemporânea, entre pinturas, esculturas, gravuras, desenhos, fotografias, construções artísticas e vídeo-arte.
Em consonância à estas ações, o Museu Casa das Onze Janelas/SIM, referendou a proposta apresentada pelo fotógrafo Luiz Braga ao Edital Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça/FUNARTE 2009, que teve como objetivo, incentivar produções artísticas inéditas destinadas ao acervo das instituições museológicas públicas e privadas sem fins lucrativos, fomentando a difusão e a criação das artes visuais no Brasil. Sendo assim, o fotógrafo veio a ser premiado e destinou ao Museu Casa das Onze Janelas a série “Verde-noite – 11 raios na Estrada Nova, Fotografias em Nightvision”, composta de obras inéditas não pertencentes a nenhum acervo público, existindo em particular, na referida série, uma excepcional transgressão na representação do lugar. Recorrendo à tecnologia da nightvision, adaptada à uma técnica toda própria, Luiz Braga mostra claramente a versatilidade da obra de um artista que, tendo participado do processo referente à “visualidade amazônica” , à ela não se enclausurou. Conseguindo desenvolver uma produção que, partindo de referências locais, extrapolaram esse campo, adicionando a ele uma visão mais comprometida com a interpretação pessoal que faz do mundo.

Esta ação de aquisição veio ao encontro do grande interesse da instituição, de incorporar às suas coleções, as obras deste importante artista brasileiro. Acrescentando, que a referida série, foi complementada, por iniciativa de Luiz Braga, pela doação de um conjunto de fotografias da série matricial de sua produção, focada na visualidade popular do Norte do Brasil , de obras em P&B e demais trabalhos de determinadas fases da trajetória do artista. Ação que possibilitou a considerável ampliação do pequeno acervo de obras do autor já pertencentes à instituição, perfazendo um total de 50 fotografias que formaram a importante Coleção Luiz Braga do Museu Casa das Onze Janelas. Obras estas, que reunidas, apresentam um mapa do percurso do olhar de Luís Braga sobre o universo amazônico em tensão com a linguagem fotográfica.
Sendo importante destacar o fato de tratarmos aqui, da singularidade de uma ação que concretiza a formação da primeira Coleção de obras específicas do artista em uma instituição museológica da região norte. Tal Coleção, tornava-se cada dia mais relevante de ser adquirida e estudada, uma vez que esta ação virá proporcionar a possibilidade de se perceber visualmente a trajetória deste importante artista paraense que integra já há alguns anos, a história da arte produzida no Brasil. Pode-se dizer que esta percepção se dará pela diversidade da produção e pela especificidade com que Luiz Braga constitui a sua poética visual. Tratando-se de uma produção extensa e de qualidade, que ao mesmo tempo em que revela traços da região amazônica, não se restringe ao olhar local. Ao contrário, dispõe de códigos universais.

Desta forma, o Museu Casa das Onze Janelas, instituição criada em dezembro de 2002, com objetivo de ser referência da arte moderna e contemporânea do Pará e do Brasil, ciente de sua missão museológica na estrutura atual da Secretaria de Estado de Cultura, que busca promover a valoração, a pesquisa, a preservação e a comunicação do patrimônio cultural brasileiro, vem agradecer de público a iniciativa de Luiz Braga em contemplar esta instituição com valiosas aquisições, e à FUNARTE pela atuante sistematização de realizações de editais de fomento à produção artística e ampliação de acervos públicos, ressaltando que cabe agora ao Museu, a realização de estudos e exibição das rec entes aquisições que resultarão em ações de reflexão e difusão da obra de Luiz Braga. Tendo como objetivo a valorização, o fomento e a difusão das artes visuais paraense e o fortalecimento das ações desenvolvidas pela instituição, que afirmará seu perfil de arena de reflexão, fomento e difusão cultural com ações que trabalham os processos de democratização da arte, inclusão social e cidadania.

Nina Matos

Diretora do Museu Casa das Onze Janelas

O ARTISTA

Luiz Braga nasceu em Belém (PA) em 1956. Iniciou-se na fotografia aos 11 anos, aos 19, montou seu primeiro estúdio, voltado para retratos, publicidade e fotografia de arquitetura. Em 1983 formou-se em arquitetura pela UFPa.Até 1981, desenvolveu trabalhos basicamente em preto e branco. Após essa fase, encanta-se com a cor da visualidade popular da Amazônia, que se transformou no principal alicerce à partir do qual o fotógrafo projeta suas imagens, sendo  o homem e seus rastros impressos nas áreas ribeirinhas de suas cidades, os elementos que determinam a construção de uma fotografia tecida em cores, luzes e signos extraídos de realidades culturais locais sem restringir–se e sem deixar–se aprisionar pelo espaço regional.

 Em 1984 realiza a mostra “No Olho da Rua”, sua primeira exposição em São Paulo e aquela considerada pelo autor como seu primeiro passo na constituição de sua obra.

Conquistou em 1987 o Prêmio Marc Ferrez, conferido pelo Instituto Nacional da Fotografia da Funarte, com o ensaio A Margem do Olhar, no qual retratou em preto e branco a dignidade do cabloco amazônico em seu ambiente. Foi premiado em 1991 com o Leopold Godowsky Color Photography Award, pela Universidade de Boston. Em 1996 obteve a Bolsa Vitae de Artes para realizar o trabalho Amazônia Intimista. Em 2003 foi o artista homenageado no XXI Salão Arte Pará, com sala especial, e recebeu o Prêmio Porto Seguro de Fotografia.


Realizou mais de 120 exposições, entre individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Suas fotografias compõem importantes coleções privadas e públicas como a do Centro Português de Fotografia, da Pinacoteca do Estado de São Paulo, do Miami Art Museum, do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e do Museu de Arte Moderna de São Paulo que, em 2005, publicou o catálogo-livro “Retratos Amazônicos” e  realizou a exposição homônima ao título do livro, em homenagem aos 30 anos de carreira do artista paraense. A comemoração foi realizada também com a grande retrospectiva “Arraial da Luz” montada no espaço do arraial de Nazaré em Belém.

Em 2009, Luiz Braga foi um dos dois representantes brasileiros escolhidos para participar da  53a. Bienal de Veneza.
Em novembro, do mesmo ano, foi contemplado com o Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça/FUNARTE que propiciou a destinação da série premiada “Verde-Noite, 11 raios na estrada nova, fotografia, nigthvision” , ao acervo do Museu Casa das Onze Janelas, juntamente com as demais obras doadas pelo artista.  Ação que possibilitou a considerável ampliação do pequeno acervo de obras do autor já pertencentes ao museu, vindo a concretizar a formação da primeira Coleção de obras específicas do artista em uma instituição museológica da região norte.

Luiz Braga, trabalha como fotógrafo independente, em Belém.

“Amazônia – Estradas da Última Fronteira” de Paulo Santos // MHEP

A exposição
Durante muito tempo, o fotógrafo paraense Paulo Santos maturou a ideia de realizar uma grande exposição, inicialmente com o plano de montar uma mostra que fizesse um apanhado de seus 25 anos de carreira. Porém, no decorrer da escolha de temas e seleção de imagens, o projeto cresceu, passando a abarcar um período de aproximadamente 30 anos.
Assim, a partir de um intenso e cuidadoso trabalho, foi desenhada Amazônia – Estradas da Última Fronteira, agora em pleno processo de desenvolvimento, que a partir de hoje será compartilhado com o público por meio deste espaço de leitura.
A exposição, que tem curadoria de Marisa Mokarzel e será lançada na noite de 05 de agosto no MHEP, trará a visão de um observador privilegiado das transformações ocorridas na Amazônia ao longo das últimas décadas, procurando expressar as disparidades características da região em diferentes épocas e contextos.
Será uma grande oportunidade de se ver de perto e reunidas imagens que ganharam o mundo, publicadas em vários veículos de imprensa no Brasil e no exterior – oportunidade que por enquanto pode começar a ser experimentada aos poucos, com alguns detalhes exclusivos, pelos leitores deste blog.

Ficha técnica

Coordenação: Paulo Santos

Curadoria: Marisa Mokarzel

Textos: Ernani Chaves, Maurílio Monteiro, Roberto Araújo

Jornalistas: Edson Coelho, Frank Siqueira, Paulo Silber, Ronald Junqueiro

Blog: Ana Clara Matos

Montagem: Kiko

Contadora: Olívia Kusano

Projeto gráfico: Adriano Chedieck e Paulo Santos

Proposta museográfica: Nelson Carvalho

Projeto educacional: Janice Lima

Ações educativas: Eduardo Kalif

Produção: Simone Bandeira e Fatinha Silva

Editora: Paka Tatu – Armando Alves

Sobre o autor
Nascido em Belém do Pará, o fotógrafo Paulo Santos tem uma carreira consistente no âmbito do fotojornalismo, com um olhar especialmente acurado na cobertura de questões sociais e relativas ao meio-ambiente. Profissional experiente, de atuação amplamente reconhecida, tem trabalhos publicados em importantes jornais e revistas de abrangência nacional e internacional e participações em edições de livros, guias e CD’s de fotografia, além de integrar o banco de imagens de diversas agências de notícias, como Reuters, Associated Press, Globo Press, Agência Estado e a paraense Interfoto, da qual é sócio-fundador. Já expôs em diversas mostras coletivas em vários pontos do Brasil e também na França, realizou a individual “Fotografias”, na Galeria Elf, em Belém, e agora se dedica ao desenvolvimento de um antigo projeto, a exposição Amazônia – Estradas da Última Fronteira.
Jagunço – Praia da Romana (litoral do Pará), 1991.
Serviço
Exposição Amazônia – Estradas da Última Fronteira
Belém, Pará, Brazil
Fotografias de Paulo Santos, na Sala Antônio Parreiras do Museu Histórico do Estado do Pará – MHEP.
Curadoria: Marisa Mokarzel.
Abertura: 05.08.2010 (quinta-feira).
Visitação pública: 06.08 a 24.09.2010
Fonte: Blog da Exposição Amazônia – Estradas da Última Fronteira

Curadora da Bienal de Havana em Belém – Palestra e Leitura de Portifólios no IAP

São 20 vagas para artistas visuais para leituras de portfólios com Ibis Hernández Abascal, curadora da Bienal de Havana. As leituras serão dia 05 de agosto, pela manhã e à tarde. Para se inscrever os interessados deverão enviar currículo para o e-mail iapvisuais@gmail.com até o dia 04 de agosto, às 14h00. Serão selecionados apenas 20 artistas. Já a palestra será dia 06 de agosto, às 19, onde a famosa estudiosa de arte abordará a produção artística de seu país. Para a palestra será expedido pelo IAP declaração de participação. Todos os eventos são gratuitos.

AGENDA

Leitura de portifólios

Data: dia 05 de agosto.

Horário: das 9h00 às 12h00 e das 14h00 às 16h00

Local: Instituto de Artes do Pará

Pça. Justo Chermont, 236

Auditório

Palestra

Data: dia 06 de agosto

Horário: às 19h00

Local: Instituto de Artes do Pará

Pça. Justo Chermont, 236

Sala Multimeios
Tel: 4006 2911 / 4006 2910


Obra de Alexandre Sequeira, artista selecionado para a Décima Bienal de Havana

Fonte: Tylon Maués/ Comunicação IAP


Imagens da Décima Bienal de Havana em 2009 com o lema “Integração e Resistência na Era Global “.

Fonte: Site da Décima Bienal de Havana

Arte Pará 2010

Abertas as inscrições para o 29o Salão Arte Pará. É tempo da arte contemporânea paraense se reinventar. Dos artistas consagrados mostrarem suas mais recentes invenções e a nova geração chegar com toda força. Aqui você pode baixar a ficha de inscrição, regulamento e tudo mais.

Antes disso vamos relembrar os três Grandes Prêmios dos últimos salões:

Em 2007 o prêmio foi para Val Sampaio e Mariano Klautau com a instalação “Permanência”. Que de acordo com os artistas  “(…) é uma instalação que não é completa, ela não serve para contemplação. Ela só é completa quando alguém está sentado no balanço, é mesmo algo para ser usado”.

A instalação “Permanência”, de Val Sampaio e Mariano Klautau Filho, montada na capela Landi do Museu Histórico do Estado doPará, implica num balanço, duas projeções laterais de um vídeo de um balanço num quintal e sons de um quintal (pássaros, folhas secas,etc.). O espectador tem que se colocar no centro da cena para melhor desfrutar o trabalho e concretizar a proposta através da experiência:“Essa é uma instalação que não é completa, ela não serve para contemplação. Ela só é completa quando alguém está sentado nobalanço, é mesmo algo para ser usado”, argumenta Sampaio. Assim, “Permanência” se inscreve na tradição brasileira da sensorialidadedo neoconcretismo de Lygia Clark e sua “nostalgia do corpo”. O objeto é o meio indispensável, como no período sensorial da produçãode Clark, entre a sensação e o participante.No seu vai-e-vem, o balanço dissolve as noções de antes e depois. O tempo inefável da memória parece à deriva. O balanço é ressemantizadocomo tempo e não espaço. Como na duração, no conceito de Henri Bergson, o balanço de “Permanência” propõe estadosde não-começo e não-fi m, uma intersecção de um no outro. O balanço é, pois, o próprio ser em processo, seu movimento pendular éo diagrama de funcionamento da própria memória. É um paradigma para o fenômeno como algo que se apresenta para nós como noplano da experiência consciente e, ao mesmo tempo, o contato vivencial da própria poiesis nesses singelos jardins das delícias brasileirosque são os quintais. Há algo de edênico, como num ambiente de Hélio Oiticica, no quintal em crelazer de “Permanência”. Por fi m,Val Sampaio anuncia o abismo que separa os artistas de “Permanência” dos críticos formalistas do Brasil, greenbergianos tardios. ValSampaio e Mariano Klautau Filho convergem para valores presentes na crítica de Mário Pedrosa, na pintura de Barnett Newman ou noneoconcretismo: “O percurso da arte é a vida”.

Em 2008 o grande premiado foi  Vitor La Roque com a performance “Gallus Sapiens”. Segue o texto sobre a obra:

Partindo de relações do cotidiano e dos enfrentamentos presentes na vida, Victor de La Rocque constrói seu projeto performático “Gallus Sapiens” em re!exão sobre a natureza humana e o consumo. Nessa performance instigante, o artista ata Galinhas d’Angola vivas a seu corpo, ampliando este corpo, para além do simples ato de vestir-se, procurando estabelecer um corpo comum constituído pela soma desses duas espécimes. Nessa busca, encontra-se uma das potências do trabalho no momento em que o artista olha para a vida e quer identicar até onde nossa animalidade chega. A metáfora do “Gallus Sapiens” afeta por nos retirar dos papéis de conforto e nos colocar frente a frente com o estranho, com aquilo que não conseguimos dar conta. O artista, tal qual uma entidade de um culto ancestral, se coloca diante de símbolos de poder da cidade e os observa. O cansaço, a sofreguidão parecem dar lugar a um estado alterado de consciência nesse misturar de corpo vivo e corpo que morre em pontos estratégicos da cidade – Entroncamento, Cidade Velha e Avenida Presidente Vargas – locais escolhidos para as três ações que compreendem a proposição: “Glória Aleluia e a Mão de Deus”; “Come, Ainda Tens Tempo” e “Entre os Meus e os Seus”.

Partindo de relações do cotidiano e dos enfrentamentos presentes na vida, Victor de La Rocque constróiseu projeto performático “Gallus Sapiens” em re!exão sobre a natureza humana e o consumo. Nessaperformance instigante, o artista ata Galinhas d’Angola vivas a seu corpo, ampliando este corpo, para alémdo simples ato de vestir-se, procurando estabelecer um corpo comum constituído pela soma desses duasespécimes. Nessa busca, encontra-se uma das potências do trabalho no momento em que o artista olha paraa vida e quer identicar até onde nossa animalidade chega. A metáfora do “Gallus Sapiens” afeta por nosretirar dos papéis de conforto e nos colocar frente a frente com o estranho, com aquilo que não conseguimosdar conta. O artista, tal qual uma entidade de um culto ancestral, se coloca diante de símbolos de poder dacidade e os observa. O cansaço, a sofreguidão parecem dar lugar a um estado alterado de consciência nessemisturar de corpo vivo e corpo que morre em pontos estratégicos da cidade – Entroncamento, Cidade Velhae Avenida Presidente Vargas – locais escolhidos para as três ações que compreendem a proposição: “GlóriaAleluia e a Mão de Deus”; “Come, Ainda Tens Tempo” e “Entre os Meus e os Seus”.

Berna Reale, com a perfomance orientada para fotografia, resultando em um tríptico, “Quando todos calam”,  foi ao Ver-O-Peso  nua e se cobriu de vísceras para uma imagem surreal de tão absurdamente real. “Um lugar onde para mim é o estômago da cidade, um lugar onde a fartura e a miséria se confundem”, de acordo com a artista que levou o grande prêmio do Salão em 2009.

uma geografia onde o humano e o animal se confundem, os comportamentos se alternam e se entrecruzam em uma trama que é tecida, ora com fios de renda, ora com vísceras, entre o ritmo do adagio e do allegro, orquestrados pelo silêncio.

Abaixo as fichas de inscrição e tudo mais para o Salão Arte Pará 2010.

Na abertura site oficial do Salão Arte Pará 2010 está o seguinte texto:

O Pará, ao longo dos séculos deteve papel significativo no cenário da cultura na região Norte. Artistas de diversas linguagens vem constituindo um cenário particular na Amazônia, o que contribuiu para que florescesse aqui expressões artísticas especiais, que graças a articuladores político-culturais, passaram a adquirir visibilidade, constituindo conhecimento e ampliando o acesso a experiências estéticas ao público, atravessando o cotidiano e ganhando os mais diversos espaços, dos mais populares aos lugares específicos, como os museus.
O Projeto Arte Pará teve sua origem no início dos anos 1980, motivado por um desejo visionário do jornalista Romulo Maiorana de estimular a produção artística local, desejo esse que irá consolidar um dos projetos mais longevos no cenário nacional, constituindo-se em um dos mais significativos projetos de fomento, acesso e difusão artística no país. O Projeto Arte Pará que começou estimulando a produção artística local, incentivando e viabilizando oportunidades a artistas que hoje detém significativa carreira nacional e internacional, por meio de premiações e do fluxo de críticos e curadores, assa a ser um dos mais importantes projetos educativos pela arte do norte do país, integrando saberes, instituições de ensino, fomentando a participação de estudantes na construção do conhecimento e viabilizando acesso a arte a diversas camadas sociais, realizando ações inclusivas.
Rompendo as barreiras regionais, o Arte Pará se consolidou e como um evento que concentra um expressivo conjunto da produção artística nacional no Norte do Brasil ao longo dos meses em que suas ações ocorrem e passa, nos últimos anos, a apresentar conexões históricas internacionais, ampliando a compreensão da arte em sua dimensão social e política, por meio de convidados especiais. Nesse desenho, o local e o global se colocam em diálogo, revelando no Pará as transformações culturais que se viabilizam por meio da arte, entendendo esta como uma expressão que, por meio do Arte Pará, toma lugar no meio da vida dos indivíduos, na cidade, em seus lugares de valor simbólico, na própria vida.

Aproveito também para fazer uma viagem pelos Salões de 2009, 2008 e 2007, através de seus catálogos obtidos do site da Fundação Rômulo Maiorana que serviram de fonte para esta postagem, um site para passar horas acompanhando toda história do Salão que vai para sua vigésima nona edição.

Catálogo 2009

Coordenação Geral
Roberta Maiorana
Daniela Oliveira

Curadoria
Marisa Mokarzel
Orlando Maneschy

Coordenação Editorial
Vânia Leal Machado

Projeto Gráfico e Editoração
Mapinguari Design

Fotografias
Everton Ballardin

Assistente de Fotografia
Shirley Penaforte

Tratamento de imagens
Retrato Falado

Revisão de textos
Carolina Menezes

Catálogo 2008

Coordenação Editorial / Organização
Roberta Maiorana
Daniela Oliveira
Orlando Maneschy
Alexandre Sequeira
Emanuel Franco

Projeto Gráfico
Luciano e Daniela Oliveira

Revisão
Carolina Menezes

Digitação e Editoração Eletrônica
Ezequiel Noronha Jr.

Fotografas
Octávio Cardoso, Flavya Mutran, Orlando Maneschy e Alexandre Sequeira

Tratamento de Imagens
Oscar Farias
Gilson Magno

Catálogo 2007

Coordenação Editorial
Paulo Herkenhoff

Assistente de Edição
Alexandre Sequeira

Projeto Gráfico
Luciano e Daniela Oliveira

Revisão
Aline Monteiro

Digitação e Editoração Eletrônica
Fábio Beltrão
Ezequiel Noronha Jr.

Tratatamento de Imagens
Oscar Farias
Gilson Magno