Exposição “Amazônia, Esfinge II” de Sávio Stoco – Espaço Cultural Banco da Amazônia

Uma discussão sobre a difundida paisagemnamazônica é tema central na exposição “Amazônia, Esfinge II”, de Sávio Stoco, que inaugura e lança seu catálogo quinta-feira, às 18h30 no Centro Cultural Banco da Amazônia, av. Presidente Vargas, 800, Comércio, com avento aberto a todos interessados. A exposição fica em cartaz até o dia 10 de dezembro, e pode ser visitada de segunda à sexta-feira, de 09h às 17h.

A mostra reúne obras que mesclam técnicas, como fotografia, desenho e objetos que fazem referência tanto à paisagem natural amazônica como a outras obras artísticas (ou não) que lidaram com a paisagem da região, como é o caso do documentário Terceiro Milênio (1980), do cineasta paulista Jorge Bodazky.

Foi de uma sequência deste filme que partiu o desenvolvimento das obras. O ex-senador amazonense Evandro Carreiras em um plano aparece de sunga e equilibrado em um tronco no meio de um rio, discursando eloquentemente sobre a região; no plano seguinte está em seu apartamento continuando a discursar, agora olhando e apontando para uma grande tela do pintor amazonense Moacir de Andrade.

Sávio Stoco fotografou a recepção de um tradicional hotel turístico de Manaus em que a mesma pintura vista na sala do ex-senador se encontra atualmente. Nesta imagem, a grandiosa paisagem é inserida no clima de um ambiente empresarial, com um funcionário na frente e também uma máquina impressora. A composição fotográfica um tanto quanto insólita, acrescida ao lado de uma toalha de banho com a inscrição “H. Turista” dependurada, busca sugerir uma narrativa, mas oblíqua e inconclusa.

Formada por três partes, a obra “Performance” mostra primeiro um desenho de grandes dimensões dividido em pequenos quadrados que “copiam” a paisagem da pintura da pintura do hotel e do filme. Em seguida, observa-se outra paisagem amazônica que teve uma parte apagada. O último quadro mostra uma borracha escolar solitária em uma moldura e fundo brancos.

Com a obra “Espelho” a ideia de paisagem mostra mais aspectos urbanos. Ela é composta por duas colunas em forma de “U”, com 1,2 metro de altura cada, onde foram fixadas duas imagens: uma fotografia de um muro que passaria por cima de uma árvore, mas que “se dobra” para incluir este elemento em seu interior e outra foto com um outro muro na mesma situação, mas que agora “se dobra” para excluir outra árvore. As colunas procuram mesclar a
exuberância da figuração natural com a urbana, diálogo que perpassa a mostra.

Por fim, “Re-conheça a Amazônia” é um projeto de instalação no espaço expositivo em que uma fita adesiva onde está impressa a expressão do títuto desta obra, e que também faz referência a logomarca do Pólo Industrial de Manaus (antiga Zona Franca de Manaus), é aplicada na parede do espaço expositivo.

A exposição conta com acompanhamento curatorial e texto do artista acreano radicado em Manaus, Roberto Evangelista, um dos principais artistas amazônicos reconhecido nos circuitos de arte contemporânea brasileira, convidado do Arte Pará 2009.

SOBRE SÁVIO STOCO
SÁVIO STOCO Graduado em Comunicação Social – Jornalismo pela Universidade Federal do Amazonas (2008). Especialista em Artes Visuais: Cultura e Criação (Senac) e em Produção, Direção e Criação em Cinema (Uninorte). Pesquisador integrante do Núcleo de Antropologia Visual (Navi) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam); com o qual já realizou produção e curadoria da Mostra Amazônica do Filme Etnográfico. Em 2010 ganhou a Bolsa Funarte Reflexão Crítica em Mídias Digitais para realizar a pesquisa “Híbridos – A Imagem Digital nas Artes Amazonenses”. Desde 2008 integra o Coletivo Difusão, grupo de artes integradas de Manaus integrante co Circuito Fora do Eixo com o qual desenvolve grande parte de sua produção videográfica, como o curta-metragem documental Janela para o Outro – Homenagem a Narciso Lobo, co-direção com Michelle Andrew, Prêmio do Júri no Amazonas Film Festival 2009. Em 2011 cursou disciplinas como aluno especial e ouvinte no programa de pós-graduação Meios e Processos Audiovisuais da Escola de Comunicação de Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP) e no programa Multimeios do Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). No mesmo foi vencedor do Prêmio Funarte de Arte Contemporânea, Prêmio de Artes Visuais Viva da Fundação Municipal de Cultura (Manauscult), Prêmio Especial do Júri no Amazonas Film Festival, com o documentário ensaístico Rito de Morte, Prêmio Djalma Limongi de Audiovisual (Manauscult), Prêmio Narciso Lobo de Literatura (Manauscult) e Menção honrosa no Prêmio Cosme Alves Neto de Ensaio de Cinema no Prêmio Literário Cidade de Manaus.
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Exposição “SERINGAL” – Espaço Cultural Banco da Amazônia

“SERINGAL “ Banco da Amazônia 70 Anos

Para comemorar os 70 anos do Banco da Amazônia (1942-1912), foi escolhido um momento único de sua história. A homenagem a uma das mais antigas e importantes casas bancárias do Brasil vem pelas mãos de um artista.
Em 1957, Candido Portinari criou um mural para a nova sede que seria construída para o Banco de Crédito da Borracha, atual Banco da Amazônia. A obra, que nunca saiu do papel, hoje pertence ao Museu de Arte de Belém na forma de um raro estudo em óleo sobre cartão. A mostra, com a parceria da Fundação Cultural de Belém e do Museu de Arte de Belém, que gentilmente emprestou a obra, também cumpre divulgar uma das mais significativas coleções de arte da cidade. O Banco da Amazônia, cumprindo seu papel de agente social e de desenvolvimento regional, tem a honra de trazer aos cidadãos da Amazônia o traço e as cores de nosso mais conhecido pintor. Com isso, prestam à toda a comunidade o acesso à cultura e à arte como um bem fundamental da vida e ao conhecimento da história, do passado e do presente.

Exposição “SERINGAL” Banco da Amazônia 70 Anos
Local: Espaço Cultural Banco da Amazônia
Abertura: 05 de julho de 2012 à 19h
Período : de 06 a 31 de julho de 2012
Visitação: 8:30h às 17:30h

Exposição “A lata como matriz da gravura em metal” de Jocatos – Espaço Cultural Banco da Amazônia

Exposição “Grafias” – Espaço Cultural Banco da Amazônia