Exposição “Estética de Boteco” do Hipster Colletivum

Estética de Boteco é um projeto de vivência realizado pelo Hipster Colletivum no boteco Meu Garoto, localizado na Rua Manoel Barata, centro comercial da cidade de Belém do Pará.

Nossa relação com o bar Meu Garoto beira a dependência. Mesmo de passagem, entre a realização de um projeto e outro, depois de uma visita à padaria ou saindo do cinema, em uma comunhão de pensamentos, decidimos ir até o mesmo lugar.

Isto resultou o projeto Estética de Boteco, que são registros desse universo maravilhoso através das lentes sujas de nossas câmeras analógicas. Fotografamos botecos diferentes pela cidade de Belém e Rio de Janeiro. A fotografia não é o personagem central deste projeto, mas o desenvolvimento de novos vínculos através das experiências do coletivo com os lugares, as pessoas e suas histórias.

O Estética de Boteco é uma relação de troca além da busca por um olhar diferenciado a respeito destes locais, muitas vezes banalizados. Pensar o Estética é muito mais que sentar para beber algo, é uma questão de identificação e de aproximação profunda com tudo o que nos cerca. O boteco torna-se uma segunda casa, onde fazemos e encontramos amigos, dividimos nossos conflitos e compartilhamos nossas alegrias.

É uma forma de criação e de diálogo com o ambiente que estamos inseridos.

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A inauguração do Palacete Pinho e considerações acerca do patrimônio histórico em Belém

A inauguração do Palacete Pinho, restaurado depois de 7 anos de ingerência patrimonial, gera várias discussões. A primeira que levanto é quanto ao seu uso e a sustentabilidade do patrimônio histórico, já vimos várias ações parecidas que pela falta de manutenção e recursos os prédios precisaram ser restaurados poucos anos depois (ou nunca). Precisa ser elaborado, junto com o IPHAN um projeto de manutenção contínua, pois o dinheiro público não pode ser desperdiçado continuamente. Quanto ao uso é imprescindível que a instituição que ocupe o prédio tenha um projeto de sustentabilidade, não se pode depender de trâmites burocráticos intermináveis para desentupir um calha ou trocar uma telha. O uso cultural-artístico e social do espaço, no caso do Palacete Pinho, pode ser uma ponte de integração com as comunidades das cercanias tão carentes de espaços como bibliotecas e cinema, por exemplo. O MABE, dentro da estrutura da Prefeitua de Belém, seria a instituição adequada para gerir o espaço e lhe dar o uso adequado, galeria, auditório, biblioteca, arte-educação, enfim. Outra questão preocupante é o fluxo de veículos pesados na Doutor Assis, abala de forma contínua a estrutura, prejudicando-a dia-a-dia. Deveria ser pensando um desafogamento do tráfego em toda a Cidade Velha e Comércio (uma utópia). Ainda é cedo para agradecer este novo espaço, ainda é uma incógnita, não sei se podemos comemorar ou nos preocupar ainda mais.

Segue abaixo a matéria publicado sobre esta inauguração:

Rua Doutor Assis, 586, Cidade Velha. No logradouro está o Palacete Pinho, construção imponente e símbolo de riqueza em Belém. Construído em 1897, pertenceu à família do comendador Antônio José de Pinho – um rico empresário local – até final da década de 1970, quando o imóvel foi vendido. Nesse período inicia a conturbada história de tentativas de recuperação do patrimônio. Na década seguinte, o imóvel foi comprado por uma rede de supermercados, sob alegação de que seria transformado em fundação cultural, mas na verdade foi utilizado como depósito de produtos, o que contribuiu para sua degradação. A situação chegou ao limite em 1986, quando o prédio foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Em 1992, o Palacete Pinho foi desapropriado pela Prefeitura de Belém, que passou a ser gestora do imóvel. Sem iniciativas de conservação, avançava o estado de degradação do prédio, que chegou a sofrer saques de azulejos e balaústres, entre outros bens, sendo ainda ocupado por moradores de rua. Em 1995, sob coordenação da arquiteta Jussara Derenji, surgiu o primeiro projeto municipal de restauração do palacete, mas não foi possível captar verbas. Apenas em 2003 a captação de recursos foi aprovada via Lei Rouanet. As obras se estenderam desde então, sendo realizadas com muitas intervenções e em meio a problemas administrativos. Finalmente restaurado e reestruturado, o Palacete Pinho será inaugurado hoje, às 19h, em comemoração ao aniversário de 395 anos de Belém, celebrado amanhã.

Para além da restauração, prossegue a confusão na administração do patrimônio: na última sexta-feira, 7, o prefeito Duciomar Costa admitiu, durante entrevista coletiva, que ainda não se sabe o que será feito do Palacete Pinho.

Segundo Raimundo Pinheiro, presidente da Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel), entre as possibilidades estão um centro cultural (com eventos, exposições e cursos), uma escola de artes e/ou música ou ainda alguma secretaria municipal. De maneira retórica, ele demonstra não estar entrosado no assunto e garante que em até 30 dias será anunciada a finalidade do imóvel. “Tivemos uma série de problemas técnicos e jurídicos. O nosso grande esforço foi concluir a obra, e o que vai funcionar aqui é o de menos. É fundamental olhar para o presente, deixar o passado, e ver que está sendo resgatado um patrimônio histórico de Belém”, diz.

Questionado se seis anos (período da gestão Duciomar) não seriam suficientes para se pensar num projeto completo, com finalidade de uso e estruturação de um corpo técnico para o pleno funcionamento do Palacete, Raimundo Pinheiro reitera que agora é importante pensar em inaugurá-lo, mesmo sem desígnio. “A prefeitura está pensando agora o melhor uso do Palacete. Após a inauguração, será feita a entrega de comendas e depois abriremos para visitação pública”, diz.

Pressão para agilizar as obras

De acordo com George Venturieri, arquiteto da Fumbel desde 1997, pelo projeto inicial de restauro, o Palacete Pinho seria transformado em escola de música. Ele informa que existe uma sala projetada para concertos musicais, que contém palco e foi preparada acusticamente para esta atividade. O porão também possui isolamento acústico. Mas haveria um problema essencial: não existe corpo técnico para a fundação de um estabelecimento público de ensino musical. “É claro que foi preciso justificar a reforma para um uso. Mas se não tiver um corpo funcional para administrar e gerir, nada se institui. Foi o que aconteceu”.

George Venturieri é um dos arquitetos que fazem parte do corpo técnico da Fumbel e que, juntamente com engenheiros e historiadores, foi responsável pelo acompanhamento das obras feitas pela Estacon Engenharia, empresa vencedora da licitação. A fiscalização das obras ficou por conta da Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb). Ele diz que a maior dificuldade para a conclusão das obras de restauro foram os problemas administrativos. “Obra de restauro não é uma obra comum. Às vezes é preciso reconstruir o que não existe mais, como azulejos e ladrilhos hidráulicos”, explica. A obra custou aproximadamente R$ 7,8 milhões, sendo mais de R$ 4 milhões captados com as empresas Vale e Eletrobras, via Lei Rouanet, e R$ 3 milhões de contrapartida da prefeitura.

“Era uma obra que incomodava porque não estava pronta. E a população cobrava”, comenta.

Ainda de acordo com outro funcionário da Fumbel, Leonardo Freitas, chefe de divisão do Departamento de Patrimônio Histórico, as obras só foram aceleradas por conta das cobranças do Ministério Público Federal, que em 2005 acusou a prefeitura de ter paralisado a restauração quando faltavam menos de 10% para sua conclusão.

O procurador regional da República, José Augusto Potiguar, responsável pelo caso, demonstrou que até aquele momento a prefeitura havia recebido R$ 6,1 milhões para a restauração, mas não havia aplicado o recurso devidamente. “Recebemos muitas recomendações do Ministério Público para que a obra fosse finalizada. Faltavam 20% da obra para ser concluída”, informa Leonardo, com dado diferenciado.

Em 1997, obras de restauração emergenciais já haviam sido feitas. As obras com recursos incentivados começaram oficialmente na gestão do então prefeito Edmilson Rodrigues, no final de 2003. Em pouco mais de um ano, calcula-se que entre 80% e 90% das obras já estavam prontas quando Duciomar Costa assumiu a prefeitura. E na sua gestão, levou mais de cinco anos para concluir o restante.

PARTICIPE

Solenidade de reinauguração do Palacete Pinho (Rua Doutor Assis, 586, Cidade Velha). Hoje (11), às 19h, com entrada franca. (Diário do Pará)

Fonte: Diário do Pará

Site do artista Armando Sobral

Visitem armandosobral.wordpress.com e conheçam a obra deste artista plástico, curador e pesquisador da arte.  Um canal de comunicação do artista com a sociecidade é sempre importante pra desmistificar e multiplicar o fazer artístico. Armando já formou uma geração de gravuristas em Belém e tem projetos importantes também de formação de jovens em múltiplas linguagens através do IAP onde é Gerente de Artes Visuais.

“Amazônia – Estradas da Última Fronteira” de Paulo Santos // MHEP

A exposição
Durante muito tempo, o fotógrafo paraense Paulo Santos maturou a ideia de realizar uma grande exposição, inicialmente com o plano de montar uma mostra que fizesse um apanhado de seus 25 anos de carreira. Porém, no decorrer da escolha de temas e seleção de imagens, o projeto cresceu, passando a abarcar um período de aproximadamente 30 anos.
Assim, a partir de um intenso e cuidadoso trabalho, foi desenhada Amazônia – Estradas da Última Fronteira, agora em pleno processo de desenvolvimento, que a partir de hoje será compartilhado com o público por meio deste espaço de leitura.
A exposição, que tem curadoria de Marisa Mokarzel e será lançada na noite de 05 de agosto no MHEP, trará a visão de um observador privilegiado das transformações ocorridas na Amazônia ao longo das últimas décadas, procurando expressar as disparidades características da região em diferentes épocas e contextos.
Será uma grande oportunidade de se ver de perto e reunidas imagens que ganharam o mundo, publicadas em vários veículos de imprensa no Brasil e no exterior – oportunidade que por enquanto pode começar a ser experimentada aos poucos, com alguns detalhes exclusivos, pelos leitores deste blog.

Ficha técnica

Coordenação: Paulo Santos

Curadoria: Marisa Mokarzel

Textos: Ernani Chaves, Maurílio Monteiro, Roberto Araújo

Jornalistas: Edson Coelho, Frank Siqueira, Paulo Silber, Ronald Junqueiro

Blog: Ana Clara Matos

Montagem: Kiko

Contadora: Olívia Kusano

Projeto gráfico: Adriano Chedieck e Paulo Santos

Proposta museográfica: Nelson Carvalho

Projeto educacional: Janice Lima

Ações educativas: Eduardo Kalif

Produção: Simone Bandeira e Fatinha Silva

Editora: Paka Tatu – Armando Alves

Sobre o autor
Nascido em Belém do Pará, o fotógrafo Paulo Santos tem uma carreira consistente no âmbito do fotojornalismo, com um olhar especialmente acurado na cobertura de questões sociais e relativas ao meio-ambiente. Profissional experiente, de atuação amplamente reconhecida, tem trabalhos publicados em importantes jornais e revistas de abrangência nacional e internacional e participações em edições de livros, guias e CD’s de fotografia, além de integrar o banco de imagens de diversas agências de notícias, como Reuters, Associated Press, Globo Press, Agência Estado e a paraense Interfoto, da qual é sócio-fundador. Já expôs em diversas mostras coletivas em vários pontos do Brasil e também na França, realizou a individual “Fotografias”, na Galeria Elf, em Belém, e agora se dedica ao desenvolvimento de um antigo projeto, a exposição Amazônia – Estradas da Última Fronteira.
Jagunço – Praia da Romana (litoral do Pará), 1991.
Serviço
Exposição Amazônia – Estradas da Última Fronteira
Belém, Pará, Brazil
Fotografias de Paulo Santos, na Sala Antônio Parreiras do Museu Histórico do Estado do Pará – MHEP.
Curadoria: Marisa Mokarzel.
Abertura: 05.08.2010 (quinta-feira).
Visitação pública: 06.08 a 24.09.2010
Fonte: Blog da Exposição Amazônia – Estradas da Última Fronteira

Arte Pará 2010

Abertas as inscrições para o 29o Salão Arte Pará. É tempo da arte contemporânea paraense se reinventar. Dos artistas consagrados mostrarem suas mais recentes invenções e a nova geração chegar com toda força. Aqui você pode baixar a ficha de inscrição, regulamento e tudo mais.

Antes disso vamos relembrar os três Grandes Prêmios dos últimos salões:

Em 2007 o prêmio foi para Val Sampaio e Mariano Klautau com a instalação “Permanência”. Que de acordo com os artistas  “(…) é uma instalação que não é completa, ela não serve para contemplação. Ela só é completa quando alguém está sentado no balanço, é mesmo algo para ser usado”.

A instalação “Permanência”, de Val Sampaio e Mariano Klautau Filho, montada na capela Landi do Museu Histórico do Estado doPará, implica num balanço, duas projeções laterais de um vídeo de um balanço num quintal e sons de um quintal (pássaros, folhas secas,etc.). O espectador tem que se colocar no centro da cena para melhor desfrutar o trabalho e concretizar a proposta através da experiência:“Essa é uma instalação que não é completa, ela não serve para contemplação. Ela só é completa quando alguém está sentado nobalanço, é mesmo algo para ser usado”, argumenta Sampaio. Assim, “Permanência” se inscreve na tradição brasileira da sensorialidadedo neoconcretismo de Lygia Clark e sua “nostalgia do corpo”. O objeto é o meio indispensável, como no período sensorial da produçãode Clark, entre a sensação e o participante.No seu vai-e-vem, o balanço dissolve as noções de antes e depois. O tempo inefável da memória parece à deriva. O balanço é ressemantizadocomo tempo e não espaço. Como na duração, no conceito de Henri Bergson, o balanço de “Permanência” propõe estadosde não-começo e não-fi m, uma intersecção de um no outro. O balanço é, pois, o próprio ser em processo, seu movimento pendular éo diagrama de funcionamento da própria memória. É um paradigma para o fenômeno como algo que se apresenta para nós como noplano da experiência consciente e, ao mesmo tempo, o contato vivencial da própria poiesis nesses singelos jardins das delícias brasileirosque são os quintais. Há algo de edênico, como num ambiente de Hélio Oiticica, no quintal em crelazer de “Permanência”. Por fi m,Val Sampaio anuncia o abismo que separa os artistas de “Permanência” dos críticos formalistas do Brasil, greenbergianos tardios. ValSampaio e Mariano Klautau Filho convergem para valores presentes na crítica de Mário Pedrosa, na pintura de Barnett Newman ou noneoconcretismo: “O percurso da arte é a vida”.

Em 2008 o grande premiado foi  Vitor La Roque com a performance “Gallus Sapiens”. Segue o texto sobre a obra:

Partindo de relações do cotidiano e dos enfrentamentos presentes na vida, Victor de La Rocque constrói seu projeto performático “Gallus Sapiens” em re!exão sobre a natureza humana e o consumo. Nessa performance instigante, o artista ata Galinhas d’Angola vivas a seu corpo, ampliando este corpo, para além do simples ato de vestir-se, procurando estabelecer um corpo comum constituído pela soma desses duas espécimes. Nessa busca, encontra-se uma das potências do trabalho no momento em que o artista olha para a vida e quer identicar até onde nossa animalidade chega. A metáfora do “Gallus Sapiens” afeta por nos retirar dos papéis de conforto e nos colocar frente a frente com o estranho, com aquilo que não conseguimos dar conta. O artista, tal qual uma entidade de um culto ancestral, se coloca diante de símbolos de poder da cidade e os observa. O cansaço, a sofreguidão parecem dar lugar a um estado alterado de consciência nesse misturar de corpo vivo e corpo que morre em pontos estratégicos da cidade – Entroncamento, Cidade Velha e Avenida Presidente Vargas – locais escolhidos para as três ações que compreendem a proposição: “Glória Aleluia e a Mão de Deus”; “Come, Ainda Tens Tempo” e “Entre os Meus e os Seus”.

Partindo de relações do cotidiano e dos enfrentamentos presentes na vida, Victor de La Rocque constróiseu projeto performático “Gallus Sapiens” em re!exão sobre a natureza humana e o consumo. Nessaperformance instigante, o artista ata Galinhas d’Angola vivas a seu corpo, ampliando este corpo, para alémdo simples ato de vestir-se, procurando estabelecer um corpo comum constituído pela soma desses duasespécimes. Nessa busca, encontra-se uma das potências do trabalho no momento em que o artista olha paraa vida e quer identicar até onde nossa animalidade chega. A metáfora do “Gallus Sapiens” afeta por nosretirar dos papéis de conforto e nos colocar frente a frente com o estranho, com aquilo que não conseguimosdar conta. O artista, tal qual uma entidade de um culto ancestral, se coloca diante de símbolos de poder dacidade e os observa. O cansaço, a sofreguidão parecem dar lugar a um estado alterado de consciência nessemisturar de corpo vivo e corpo que morre em pontos estratégicos da cidade – Entroncamento, Cidade Velhae Avenida Presidente Vargas – locais escolhidos para as três ações que compreendem a proposição: “GlóriaAleluia e a Mão de Deus”; “Come, Ainda Tens Tempo” e “Entre os Meus e os Seus”.

Berna Reale, com a perfomance orientada para fotografia, resultando em um tríptico, “Quando todos calam”,  foi ao Ver-O-Peso  nua e se cobriu de vísceras para uma imagem surreal de tão absurdamente real. “Um lugar onde para mim é o estômago da cidade, um lugar onde a fartura e a miséria se confundem”, de acordo com a artista que levou o grande prêmio do Salão em 2009.

uma geografia onde o humano e o animal se confundem, os comportamentos se alternam e se entrecruzam em uma trama que é tecida, ora com fios de renda, ora com vísceras, entre o ritmo do adagio e do allegro, orquestrados pelo silêncio.

Abaixo as fichas de inscrição e tudo mais para o Salão Arte Pará 2010.

Na abertura site oficial do Salão Arte Pará 2010 está o seguinte texto:

O Pará, ao longo dos séculos deteve papel significativo no cenário da cultura na região Norte. Artistas de diversas linguagens vem constituindo um cenário particular na Amazônia, o que contribuiu para que florescesse aqui expressões artísticas especiais, que graças a articuladores político-culturais, passaram a adquirir visibilidade, constituindo conhecimento e ampliando o acesso a experiências estéticas ao público, atravessando o cotidiano e ganhando os mais diversos espaços, dos mais populares aos lugares específicos, como os museus.
O Projeto Arte Pará teve sua origem no início dos anos 1980, motivado por um desejo visionário do jornalista Romulo Maiorana de estimular a produção artística local, desejo esse que irá consolidar um dos projetos mais longevos no cenário nacional, constituindo-se em um dos mais significativos projetos de fomento, acesso e difusão artística no país. O Projeto Arte Pará que começou estimulando a produção artística local, incentivando e viabilizando oportunidades a artistas que hoje detém significativa carreira nacional e internacional, por meio de premiações e do fluxo de críticos e curadores, assa a ser um dos mais importantes projetos educativos pela arte do norte do país, integrando saberes, instituições de ensino, fomentando a participação de estudantes na construção do conhecimento e viabilizando acesso a arte a diversas camadas sociais, realizando ações inclusivas.
Rompendo as barreiras regionais, o Arte Pará se consolidou e como um evento que concentra um expressivo conjunto da produção artística nacional no Norte do Brasil ao longo dos meses em que suas ações ocorrem e passa, nos últimos anos, a apresentar conexões históricas internacionais, ampliando a compreensão da arte em sua dimensão social e política, por meio de convidados especiais. Nesse desenho, o local e o global se colocam em diálogo, revelando no Pará as transformações culturais que se viabilizam por meio da arte, entendendo esta como uma expressão que, por meio do Arte Pará, toma lugar no meio da vida dos indivíduos, na cidade, em seus lugares de valor simbólico, na própria vida.

Aproveito também para fazer uma viagem pelos Salões de 2009, 2008 e 2007, através de seus catálogos obtidos do site da Fundação Rômulo Maiorana que serviram de fonte para esta postagem, um site para passar horas acompanhando toda história do Salão que vai para sua vigésima nona edição.

Catálogo 2009

Coordenação Geral
Roberta Maiorana
Daniela Oliveira

Curadoria
Marisa Mokarzel
Orlando Maneschy

Coordenação Editorial
Vânia Leal Machado

Projeto Gráfico e Editoração
Mapinguari Design

Fotografias
Everton Ballardin

Assistente de Fotografia
Shirley Penaforte

Tratamento de imagens
Retrato Falado

Revisão de textos
Carolina Menezes

Catálogo 2008

Coordenação Editorial / Organização
Roberta Maiorana
Daniela Oliveira
Orlando Maneschy
Alexandre Sequeira
Emanuel Franco

Projeto Gráfico
Luciano e Daniela Oliveira

Revisão
Carolina Menezes

Digitação e Editoração Eletrônica
Ezequiel Noronha Jr.

Fotografas
Octávio Cardoso, Flavya Mutran, Orlando Maneschy e Alexandre Sequeira

Tratamento de Imagens
Oscar Farias
Gilson Magno

Catálogo 2007

Coordenação Editorial
Paulo Herkenhoff

Assistente de Edição
Alexandre Sequeira

Projeto Gráfico
Luciano e Daniela Oliveira

Revisão
Aline Monteiro

Digitação e Editoração Eletrônica
Fábio Beltrão
Ezequiel Noronha Jr.

Tratatamento de Imagens
Oscar Farias
Gilson Magno