III Salão Xumucuís de Arte Digital : Mídias Selvagens

Lancamento III Salao Xumucuis de Arte Digital

O Salão Xumucuís de Arte Digital em sua terceira edição abre a chamada pública para receber inscrições para suas exposições a serem realizadas em Março de 2014. De 17 de Janeiro a 09 de Março através do site salãoxumucuisdeartedigital.wordpress.com e no e-mail xumucuis@gmail.com podem ser obtidas mais informação e o edital.

O tema desta edição é “Mídias Selvagens”, onde buscamos mais do que uma exposição, temos a intenção de discutir o espaço da arte contemporânea em plataforma tecnológica em Belém, na Amazônia e no Brasil, onde as obras transcendem o espaço expositivo convencional e se integram e transformam o cotidiano. Os trabalhos devem vir acompanhados de um dossiê assim como do currículo artístico e portfólio, e tudo que for pertinente para a análise dos projetos. São duas premiações, uma nacional e outra para artistas da região amazônica.

“O artista visual hoje em dia pensa em processos, construções poéticas, discursos, que vão além da obra de arte e é isso que queremos saber, como ele cria sua arte e como se relaciona com o mundo e seus dispositivos informacionais, tecnologia de ponta e obsoletos, em ambientes reais e virtuais” diz Ramiro Quaresma, idealizador e curador do Salão.

“Já montamos exposições nos melhores espaços expositivos de Belém, mas nesta edição optamos por não amarrar o artista ao cubo branco e expandir nosso circuito expositivo para a as possiblidades da cidade como um todo, rompendo com os muros que separam a sociedade e o sistema da arte contemporânea” comenta a coordenadora geral e designer expográfica do Salão, a museológa Deyse Marinho.

Em suas duas edições anteriores (2011 e 2013) e no Panorama da Arte Digital no Pará (2012) viabilizamos exposições com a participação de mais de 60 artistas de todo o Brasil, numa multiplicidade de obras que iam da arte sonora ao game arte, instalações e video performances, onde a arte e a tecnologia se integravam em um imersão aos sentidos, visitada por mais de 2000 pessoas, onde realizamos ações formativas para mais de 100 participantes entre artistas e estudantes.

O Salão de Arte Digital surge como proposta do pesquisador de artes visuais Ramiro Quaresma e da museóloga Deyse Marinho, que desde 2008 no blog Xumucuís (xumucuis.wordpress.com) discutem e divulgam artes visuais, patrimônio histórico e cultural, e museologia. Ano passado o Salão foi contemplado pela Funarte com o prêmio “Conexão Artes Visuais MINC/FUNARTE/Petrobras”, e nesta edição selecionado no edital Oi de Patrocínios Culturais, que também selecionou o projeto em sua primeira edição.

Informações e inscrições

III Salão Xumucuís de Arte Digital : Mídias Selvagens

xumucuis@gmail.com / facebook.com/salaoxumucuisdeartedigital  / twitter.com/xumucuis

Site: salaoxumucuisdeartedigital.wordpress.com

Edital: salaoxumucuisdeartedigital.wordpress.com/edital/

Período de Inscrição 17 de Janeiro  a 09 de Março de 2013

Uma realização Xumucuís, com apoio cultural do instituto Oi Futuro e patrocínio da Oi.

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2013 em exposição // Destaques do ano nas artes visuais em Belém

Resolvemos fazer uma seleção do que melhor aconteceu em 2013 nas artes visuais de Belém, exposições individuais, coletivas e projetos especiais, são três exposições/projetos em cada um dos ítens. Estamos abertos a críticas e comentários, fique à vontade.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

ENTREATO DA LUZ, de Luiz Braga

Um dos maiores fotógrafos do Brasil, o paraense Luiz Braga mostrou na Sala Valdir Sarubbi do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas seus trabalhos que já fazem parte de nosso imaginário artístico com novas produções, com curadoria de Armando Queiroz. Um ponto alto a destacar foi a instalação com as fotografias da série “Menina e Carvão”, uma novidade expositiva na carreira do artista.

OLHAR URBANO, de Jeyson Martins

O jovem artista Jeyson Martins fez duas individuais em 2013, “Interlúdio”na Galeria Gotazkaen e essa que destacamos aqui que foi realizada na Galeria Theodoro Braga, no Centur. O artista mesclou a fotografia pinhole, realizada em câmeras artesanais criadas pelo próprio artista em latas vazias de spray, onde ele capta a periferia da cidade onde, por vezes, intervêm com seus grafites e pixos.

MIRADA, de Luiza Cavalcante

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A jovem fotógrafa paraense revela um olhar poética em sua série “Mirada”, onde retrata o universo de cinco mulheres, em branco e preto, e com grande domínio de cena. Uma entrada de grande impacto na forte cena da fotografia em Belém, selecionada no edital de pautas da galeria do CCBEU.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS

II SALÃO XUMUCUÍS DE ARTE DIGITAL, curadoria de Ramiro Quaresma

Não podiamos deixar de citar a segunda edição do Salão realizado pelo nosso blog, realizada através do prêmio Conexão Artes Visuais MINC/Funarte/Petrobras em dois espaços expositivos (CCBEU e MEP, ambos em editais de seleção de pauta). 20 artistas selecionados em todo o Brasil e 9 convidados paraenses fizeram parte do projeto.

AMAZÔNIA, LUGAR DE EXPERIÊNCIA, curadoria de OrlandoManeschy

Projeto que tem objetivo formar o acervo amazoniano do Museu da UFpa, idealizado pelo artista visual e curador Orlando Maneschy, adquiriu esta coleção que expôs no MFUPA e no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas.

IV PRÊMIO DIÁRIO CONTEMPORÂNEO DE FOTOGRAFIA, curadoria de Mariano Klautau

Projeto de grande visibilidade idealizado pelo fotógrafo e professor Mariano Klautau e realizado pelo jornal Diário do Pará.  Através de seleção a nível nacional o Prêmio realizou duas exposições, no MUFPA e no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas. O projeto tem como pontos fortes as ações formativas e educativas realizadas antes e durante o evento.

PROJETOS ESPECIAIS

R.U.A – Rota Urbana pela Arte

Projeto da artista visual/grafiteira Drika Chagas que propôs uma galeria de grafites pelas ruas da Cidade Velha em Belém, ressignificando o espaço urbano a partir de uma pesquisa com as memórias dos moradores do bairro.

#REDUTOWALLS

Projeto de arte urbana de Sebá Tapajós, onde o artista e colaboradores grafitam um muro por semana no bairro do Reduto, antiga zona portuária de Belém.

FESTIVAL AMAZÔNIA MAPPING

Idealizado pela artista visual Roberta Carvalho, a primeira edição do festival trouxe a Belém os grandes nomes do VJismo e mapping do Brasil e levou milhares de pessoas ao Complexo Feliz Lusitânia para as apresentações que mapearam as superfícies dos principais prédios históricos da cidade.

Imagens: web, facebook e etc (quem quiser crédito é só falar) 🙂

GOTAZ #4

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Na Sexta-feira, 6, em Belém, será lançado mais um número da Revista Gotaz, publicação especializada nas Artes Visuais da Amazônia, que chega à quarta edição apresentando ensaios, portfólios, entrevistas e reportagens, em 100 páginas sobre a produção artística da região. O lançamento começa às 19h, na galeria Gotazkaen, e a entrada é gratuita.

Resultado do Prêmio de Estímulo às Artes da Fundação Nacional das Artes (Funarte) 2010, a Revista Gotaz tem tiragem de 3500 exemplares, distribuição gratuita e é produzida pelo Gotazkaen Estúdio. A festa de logo mais contará com a participação dos DJ´s Jeft Dias, Gerson Júnior e Gabriel Gaya (Black Music do Brasil e do mundo), além de degustação promovida pela From the kitchen Of e Nine Burguer, parceiros no evento. Tudo de graça.

Nas páginas da revista, um dos destaques fica para a entrevista realizada pela artista visual Luciana Magno com P.P Condurú, que abordou sua trajetória desde os tempos de garoto, quando se mandou de Belém, até sua imersão mais recente no universo da pixel art. “Escolhemos o P.P porque ele representa um tipo de pensamento inquieto que nos agrada. Um artista que não vive do que produziu no passado, mas tenta sempre se reinventar”, diz o designer Daniel Zuil, um dos idealizadores da revista.

Além dele, a Gotaz 4 apresenta um perfil de Sebá, grafiteiro paraense que voltou a Belém após muitos anos de ausência para levar adiante o “Reduto Walls”, que pretende, a médio prazo, transformar o bairro numa espécie de museu a céu aberto. A fotografia de Dirceu Maués e Luiza Cavalcante; a poesia em prosa de Rodrigo Barata ilustrada por Felícia Bastos; as telas inspiradas em Marcel Duchamp de Erinaldo Cirino e uma reportagem apresentando os que mantêm espaços independentes de arte na capital completam o conteúdo da publicação.

 

Serviço

Lançamento Revista Gotaz #4

Onde: Galeria Gotazkaen, Ó de Almeida, 755, esquina com Assis de Vasconcelos.

Quando: Dia 6/12, a partir das 19h

Quanto: Entrada gratuita

19º Salão Unama de Pequenos Formatos – inscrições até 08/11

19Estão abertas as inscrições ao 19º Salão Unama de Pequenos Formatos que a Universidade da Amazônia promoverá no período de 10 de dezembro de 2013 a 10 de fevereiro de 2014. As inscrições podem ser feitas por artistas brasileiros, naturalizados e estrangeiros residentes no Brasil há  mais de três anos em ficha disponível no site http://www.unama.br, acompanhada do dossiê do artista,  até 8 de novembro. O Salão é coordenado pelo professor Emanuel Franco, curador da Galeria de Arte “Graça Landeira”, no  campus  Alcindo Cacela, onde funcionará a mostra dos trabalhos selecionados nos dias 11 e 12 de novembro. O 19º Salão Unama de Pequenos Formatos terá premiação geral de R$ 17 mil.
As inscrições serão feitas na Galeria “Graça Landeira”, das 9 às 12 horas e das 15 às 18 horas, de segunda à sexta-feira, ou remetidas pelos sistemas expressos de postagem. Não serão aceitas inscrições via internet. Para os artistas residentes fora de Belém e distritos não será considerada a data de 8 de novembro  de 2013 como limite de postagem, mas, sim, como limite de inscrição. Após exame dos dossiês por uma comissão de três membros, o resultado da seleção será divulgado a partir do dia 13 de novembro no Portal Unama (www.unama.br) e no Comunicado Unama.

A premiação das obras ocorrerá no dia 9 de dezembro. O vencedor do Grande Prêmio receberá R$ 9 mil; o ganhador do Prêmio Especial Graça Landeira, aquisitivo, levará R$ 4 mil e serão distribuídos R$ 4 mil aos prêmios Aquisição.

De acordo com o regulamento do Pequenos Formatos, os artistas individuais ou grupos só poderão inscrever-se uma única vez no Salão, com até três obras em apenas uma das categorias: desenho, pintura, gravura, escultura, objeto, fotografia e técnica mista e até duas obras nas categorias de instalação e vídeo. Serão considerados trabalhos únicos dípticos, trípticos e polípticos. As obras inscritas deverão ser inéditas e produzidas a partir de 2012.

Veja o Regulamento

Acesse a Ficha de Inscrição

 

MEMÓRIA DO SALÃO UNAMA PRIMEIROS PASSOS

EDIÇÃO 1998 – QUARTA EDIÇÃO

EDIÇÃO 1997- TERCEIRA EDIÇÃO

EDIÇÃO 1996- SEGUNDA EDIÇÃO

Catálogo Conexão Artes Visuais MINC / Funarte / Petrobras 2013

Salão Xumucuís de Arte Digital

O II Salão Xumucuís de Arte Digital foi uma realização do Conexão Artes Visuais Minc/Funarte/Petrobras 2013, como curadoria de Ramiro Quaresma e Coordenação Geral de Deyse Marinho.  @mazônia artemídia foi o tema do  projeto pioneiro no estado do Pará no fomento e na difusão da arte em sua interface tecnológica, onde discutimos, por meio de exposições e ações formativas, os novos rumos da arte digital na Amazônia.

 

Para visualização online, visite: http://issuu.com/conexaoartesvisuais/docs/catalogo_conexao_4

Além do catálogo, os projetos produziram o registro audiovisual de sua realização, que estão disponíveis em nosso canal do youtube.

Até a próxima edição!

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Exposição “Na Passagem da Corda”, 1999 – Coletiva Anual da Associação dos Artistas Plásticos do Pará

coracao armandoEm 1999 a Associação dos Artistas Plásticos do Pará montou uma exposição coletiva temática sobre o Círio de Nazaré, nomes como Armando Queiroz, Emanuel Franco, Maria Christina, Nina Matos, Octávio Cardoso, entre outros. A exposição aconteceu no Museu de Arte de Belém, com apoio da Prefeitura de Belém, e foi um desdobramento do II Encontro dos Artistas Plásticos do Pará. [imagem: Coração, de Armando Queiroz]

Festival Amazônia Mapping

 

marca-FAM-300x150Um projeto inovador na região Amazônica, o FESTIVAL AMAZÔNIA MAPPING, busca através de oficinas e apresentações artísticas, o desenvolvimento e difusão de uma linguagem visual contemporânea intitulada vídeo mapping ou projeção mapeada e seu desdobramento nas artes visuais.

Festivais de Mapping tem acontecido nos mais variados locais do mundo, como Londres, Genebra e Budapeste. Não obstante, o Brasil também tem seus representantes na área, a maioria situados no eixo sul e sudeste do País.

O Festival Amazônia Mapping se propõe a valorizar artistas do Norte promovendo o intercâmbio com profissionais de outros Estados Brasileiros, possibilitando assim trocas de conhecimento e o desenvolvimento, na Amazônia, de uma das técnicas visuais mais inovadoras nos dias de hoje.

O vídeo mapping (ou mapeamento de vídeo) é uma técnica de projeção audiovisual, considerada o futuro das projeções, onde a imagem projetada se adequa a diversos tipos de suporte. Construções, prédios, estruturas orgânicas ou geométricas, etc, tudo vira um possível local para a utilização da técnica de projeção das imagens. É como se a imagem se “dobrasse” no seu suporte, formando com ela uma mídia única, expandindo o conceito do objeto ou da estrutura que o suporta. A técnica rompe nossos padrões visuais ao apresentar anamoforses e ilusões de ótica nas projeções.

Nesse trabalho, diversos softwares e hardwares são utilizados para modelar, editar, mixar imagens, além de projetores, que dependendo, da necessidade podem ser mini projetores de 300 ANSI LUMENS para pequenas instalações artísticas até projetores de grande porte, como os de resolução 2K com cerca de 30.000 ANSI LUMENS, uma potência de projeção de luz e qualidade de imagem.

A proposta do Festival Amazônia Mapping é reconfigurar olhares sobre nossa paisagem urbana, levando a arte para e espaços inimagináveis, de forma lúdica e com conteúdos relevantes. O Festival inicia seu percurso pela cidade de Belém, com seus 397 anos, cheia de histórias e com uma produção incessante de arte e cultura em todos os cantos. Além da grande noite do festival, no dia 28 de setembro de 2013, com a ocupação do Centro Histórico, local de nascimento da cidade, o Festival propõe a “Mostra Visualidade Sobre Superfícies da Cidade”, onde fará a inserção de obras de artistas visuais da Amazônia em espaços urbanos utilizando a técnica da projeção mapeada.

As oficinas preenchem o espaço da difusão do conhecimento, deixando em nossa região, marcas positivas do projeto, formando e fomentando a criatividade nos artistas e profissionais da área.

Por Roberta Carvalho

Idealizadora do Festival

 

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“Corpo Sincrético” no Teatro Waldemar Henrique

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O Projeto INstalação PERFORMativa ‘A partir das 8’ com EWÁ: Corpo Sincrético integra artistas de diferentes linguagens artísticas em territórios amplos de atuação (dramaturgia, performance, audiovisual, cenografia, figurino, música, literatura, fotografia), acompanhados por um pesquisador acadêmico de geografia cultural, com ênfase em religiosidade e um sacerdote do Candomblé que ao se encontrarem trocam, se alteram, alternam, convivem e compartilham sentimentos-discursos-vivências numa participação compositora e ao mesmo tempo expectante de um acontecer artístico-religioso exclusivo em cada tratamento proposto. Perceber, ir, ficar, fugir, passar, sentir, atravessar, silenciar, agregar, observar, diluir, partilhar, inverter, vigiar, contrapor, intuir, encontrar, conter, expandir, mapear, jogar, silenciar, trair, vazar, ligar, comungar códigos dialógicos possíveis no encontro arte-religiosidade-ciência pelos quais o corpo se insinua texto-cena, intertextualidade, ritualidade integradora que adentra outras-novas-velhas linhas imaginarias enlaçados nos espaços-tempos distintos presentificados performances.

O COLETIVO: Um só corpo, múltiplos ofícios.

1. Diego Vattos: corpo-canto
2. Mailson Soares: corpo-guia
3. Mateus Moura: corpo-lente
4. Mauricio Franco: corpo-veste
5. Nilson Saldanha, Babalorixá Nil D’Oxum: corpo-sacro
6. Rafael Couto: corpo-jogo
7. Rosilene Cordeiro: corpo-rito
8. Wallace Pantoja: corpo-rede

Projeto Gráfico: Maécio Monteiro

Projeto R.U.A. / Rota Urbana pela Arte

Uma iniciativa valiosa da artista visual Drika Chagas, que realiza seu trabalho tendo os muros e paredes como suporte de sua arte em graifite, em ocupar a Cidade Velha com intervenções artísticas inspiradas nas narrativas dos moradores do bairro mais antigo de Belém. Bem interessante o percurso do projeto em primeiramente fazer uma pesquisa com os moradores para captar o universo de referências a ser usado nos trabalhos em grafite, que são realizados pela artista e participantes das ações formativas do projeto. O projeto selecionou via edital mediadores culturais para percorrer os caminhos visuais das interferências em grafite produzidas pelo projeto, assim como fez uma chamada para artistas enviarem imagens que serão selecionadas por curadoria para participar de uma exposição no Fórum Landi, tudo bem democrático e aberto, amplamente divulgado pelas mídias sociais do projeto. Esses desdobramentos deram uma dimensão cultural, social e patrimonial ao projeto, e por que não dizer museológica, já que ao transformar a Cidade Velha em um museu a céu aberto sugere a própria cidade como espaço museológico. Iniciativas como essa do Projeto RUA são importantes neste momento que se noticia verbas para o restauro de prédios históricos em Belém, e que possam ir além dos muros e fazer com que a comunidade se aproprie de um espaço que é seu.

rua 2Lançamento oficial do Projeto RUA:

 Data: 31 de Agosto de 2013 (Sábado)

Hora: 17:30 h

Local: Fórum Landi/ UFPA (Siqueira Mendes, s/n, em frente à Praça do Carmo).

Informações: https://www.facebook.com/rotaurbanapelaarte

MANIFESTO CONTRA O PL 4699/2012: A PESQUISA E A NARRATIVA HISTÓRICA NÃO PODEM SER EXCLUSIVAS DE UMA ÚNICA CLASSE

MANIFESTO CONTRA O PL 4699/2012: A PESQUISA E A NARRATIVA HISTÓRICA NÃO PODEM SER EXCLUSIVAS DE UMA ÚNICA CLASSE.

 ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PESQUISADORES EM ARTES PLÁSTICAS

A Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas (ANPAP), entidade que congrega os profissionais da pesquisa na área de artes plásticas e visuais no Brasil, vem a público manifestar-se contra a aprovação do Projeto de Lei 4699/2012, já deliberado no Senado Federal e ora em tramitação na Câmara dos Deputados.

Tal PL, se aprovado em sua redação atual, cerceará o exercício da pesquisa e da narrativa histórica, principalmente as interdisciplinares e especializadas (como as disciplinas de história da arte, da ciência, da educação, do direito, da filosofia etc.). Nos termos em que prevê a atuação do historiador, o PL 4699/2012 impõe uma reserva de mercado aos diplomados nos cursos superiores de história e condena à clandestinidade profissional e epistemológica centenas de profissionais especializados na história de seu próprio campo de estudo – em síntese, privados de narrar sua própria história.

No que diz respeito à História da Arte, trata-se de uma área especializada e específica consolidada nacional e internacionalmente, com associações de profissionais espalhadas em todo o mundo e que reúnem tanto historiadores da arte formados em cursos de Artes quanto em cursos de História. Comumente, as disciplinas acadêmicas inerentes ao campo da História da Arte fazem parte dos cursos de Artes (e muito menos frequentemente dos cursos de História), tornando-se tradicionalmente um eixo fundamental na formação de licenciados e bacharéis em Artes. No Brasil, cursos superiores de História da Arte têm sido implantados há décadas, sobretudo nas faculdades de artes espalhadas pelo país, visto que a História da Arte é subárea da área de Artes/Música, conforme categorização há muito vigente no âmbito da CAPES e do CNPq. Aliás, não é menos importante lembrar que a História da Arte nasce justamente da narrativa de um artista/pesquisador: o italiano Giorgio Vasari, naquele século (o 16) em que os trânsitos inter e transdisciplinares entre arte, ciência, tecnologia e Humanidades se tornou exemplar.

A História da Arte, como a História da Ciência, a História da Educação, a História da Filosofia, a História do Direito e todas as histórias especializadas em outras áreas do conhecimento que não a própria História, constituem-se, evidentemente, em campos inter e transdisciplinares que, se por um lado exigem ferramentas de análise fornecidas pela História, de outro, não podem prescindir de conhecimentos, ferramentas e vivencias propiciadas por esses campos especializados do saber.

A justificativa de que o historiador da arte (ou de qualquer outro campo do conhecimento) não formado em curso de História não estaria apto a ensinar, orientar e pesquisar uma história específica pode ser aplicada também ao historiador formado em curso de História que não cursou arte, direito, filosofia, educação, ciência etc e, assim, desconheceria seu próprio objeto de estudo. Pode um pesquisador não instruído formalmente em seu objeto de estudo produzir conhecimento historiográfico sobre o mesmo? Pode, desde que se especialize nesse objeto. Da mesma maneira, o pesquisador profissional da área de Arte pode se especializar na história do seu ofício e área de atuação.

Assim, sem ignorar as aspirações de classe dos historiadores em sentido estrito (formados em cursos de História), não se pode legislar em prol da unilateralidade e do confisco do direito à construção e à narração de sua própria história. Por esse motivo, propõe-se que além das qualificações já existentes para o perfil do historiador no PL 4699/2012, seja acrescentado um item, com semelhante teor: “profissionais do ensino e da pesquisa dedicados à investigação histórica de sua própria área de conhecimento e atuação (arte, ciência, educação, filosofia, direito etc.), também serão considerados historiadores nos termos da presente lei”.

Por tudo isso, e em nome de uma convivência que tem sido profícua e generosa, a Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas (ANPAP) alia-se às associações congêneres e conclama os parlamentares e os historiadores brasileiros ao bom senso no que tange ao exercício profissional plural de uma área (a História) que, ainda no século 20, debruçou-se sobre as outras Humanidades para delas extrair métodos, objetos e perspectivas epistemológicas, naquele movimento que se convencionou chamar de “Escola dos Anais” e que bem atesta a necessidade de confluência construtiva entre os atores dos mais diversos saberes.

José Afonso Medeiros Souza (ICA/UFPA)

Presidente da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas

 

Lucia Gouvea Pimentel (EBA/UFMG)

Vice-Presidente da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas

Exposição “O retrato que há em mim” – Onze Janelas

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A produção em artes visuais dos alunos da Apae de Belém se constitui de vivências, que buscam: a percepção de elementos formais das artes, a familiaridade com materiais artísticos, o estímulo à percepção e reflexão de subjetividades contidas em obras de arte, a oportunidade de acesso a conteúdos culturais, construção de diálogos e visitas à exposições e espaços culturais, experiência notadamente enriquecedora.

Costumo dizer que toda deficiência dos meus alunos desaparece e nos tornamos semelhantes quando percebo as minhas próprias deficiências. É quando passamos a falar a mesma língua, de igual para igual. Nesse momento, em que me deparo com a dificuldade de ser compreendida por eles, entendo que a deficiência é minha e visto a pele do outro, pois que conheço as minhas dificuldades, bem como as potencialidades, como eles também conhecem as deles. E então, nos entendemos e toda ação se torna possível.

Foi no exercício de olhar o “outro-artista” que iniciamos nosso percurso neste trabalho. Tentando com que essa experiência os conduzisse para a percepção do próprio “eu” e que pudessem se projetar, eles mesmos, na ideia de se autorrepresentar – diferentes e únicos nas características individuais e semelhantes na capacidade de se reconhecer e de encontrar, através da janela do espelho, os seus próprios retratos.

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Partimos do referencial concreto, utilizando autorretratos de artistas conhecidos, possibilitando releituras, fruição, diálogos e formação de opinião. Nesse processo, surgem identidades, constrói-se conhecimento e revelam-se juízos de gosto, arcabouços do “existir”. A mágica se dá quando eles se descolam do referencial imagético que lhes foi oferecido, tomando suas próprias decisões, anunciando que toda a deficiência, a minha e a deles, foi superada e que uma conexão foi estabelecida. Desenharam-se, pintaram-se e se representaram com a liberdade de ser: eles próprios em sua subjetividade, sendo nuvem, como no poema de Mário Quintana, cores e sonhos… Nuances subjetivas presentes em cada autorretrato desta mostra.
Nesta exposição apresentamos a expressividade de cada um, o desejo e o orgulho com que essas pessoas se colocam e se sentem participativas de um processo em que estão verdadeiramente incluídas e envolvidas, que revela as individualidades e sentimentos de quem não vive em um mundo paralelo, mas no mesmo mundo a que todos fazemos parte. Talvez o que seja excepcional nesta experiência, seja apenas a rara oportunidade, em que podemos trazer ao público os resultados tão cheios de emoção, e, particularmente para nós que os acompanhamos nesse exercício de criação e superação.

Silvana Saldanha
Professora de Artes Visuais da Apae de Belém.

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“Paisagens Engolidas” de Véronique Isabelle – Exposição e Defesa de Mestrado

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P a i s a g e n s   e n g o l i d a s   é uma exposição que integra a defesa de Mestrado em antropologia da artista canadense Véronique Isabelle, de título “Mergulhar nas águas e trilhar o Porto do Sal, ensaios sobre um percurso etnográfico”, realizado na Universidade Federal do Pará, sob a orientação do Prof. Dr. Flávio Leonel da Silveira. A defesa acontecerá terça-feira (23/07) na Casa Rosada, às 10h da manhã e, em seguida, a exposição será aberta ao público. A visitação vai de 11h às 18h, somente no dia 23 de julho.

A exposição reúne trabalhos produzidos no decorrer dos dois anos de pesquisa da artista no Porto do Sal, onde a arte se apresenta como meio de inserção e imersão em suas paisagens portuárias. As obras se apresentam como um conjunto de encontros gravados, inscritos, desenhados, pintados que possuem um caráter documental próprio, testemunham um tempo compartilhado, se configuram como experiência artística singular.

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“As minhas deambulações nas paisagens do Porto do Sal e os encontros com as pessoas me levaram a descobrir um universo rico e diversificado de conhecimentos e de modos de viver”. O porto concentra várias realidades presentes na cidade de Belém, além de possuir uma forte relação com as culturas ribeirinhas da região e com o universo da pesca artesanal. As suas imediações apresentam construções de moradias onde diversas famílias vivem, bem como o comércio formal e informal – onde o tráfico de drogas, a prostituição, as festas de technobrega convivem no cotidiano dos moradores e trabalhadores.  “A partir da pesquisa que realizei no local, foi possível conhecer algumas dessas realidades que passam facilmente despercebidas, ampliando assim a compreensão deste contexto social, bem como de aspectos da cultura amazônica contemporânea em meio urbano”.

Mais do que uma apropriação do lugar, a mostra compartilha a experiência do encontro com o Outro e suas paisagens. É um convite para trilhar o Porto do Sal e mergulhar neste universo complexo, muitas vezes invisível, a partir de uma experiência singular.

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559802_10200701308205790_1912767096_nVéronique Isabelle (1983) – Mestre em Antropologia Social pelo PPGA / Universidade Federal do Pará.  Bacharel em Artes Visuais formada pela Université Laval (Québec) e École Supérieure des Beaux-Arts de Marseille (France) / Membro ativa do Coletivo do Atelier do Porto. Principais Exposições : Exposições solos de pintura: “Larguer les Amarres” -2005 e “Le quai et l’écho -2008 na Galerie 67, em Québec (Canadá); Exposições Coletivas : “Beautifull Étranger” – 2006 na Galeria Mongrand em Marselha, França; 26° Simpósio Internacional de Arte Contemporânea de Baie-St-Paul -2008 (Canadá); “Realidades Transitórias” – 2008, apresentada na Casa das 11 Janelas, em Belém; “Paná Paná” – 2010, na Galeria Théodoro Braga, em duo com Elaine Arruda ; “Entre nós” apresentada no Fotoativa com o duo VeryWell (com Elaine Arruda) ; SP Estampa – 2011, com o duo Very Well ; “Gravura contemporânea no Para”- CCBEU, em Belém; XXX Salão Arte Pará como artista convidada com Elaine Arruda; “Vento Norte” na Galeria Brasileira, em São Paulo – 2012, organizou e participou do projeto “Coletiva/Coletivos” reunindo três exposições coletivas e ciclos de conferencia ;  participou também de diversas outras exposições coletivas na França, no Brasil e no Canadá.

Obra em Questão // “Ressignificações Tridimensionais de Símbolos do Sairé – Esculturas Efêmeras na Vila de Alter do Chão” de Egon Pacheco

Depois de ler o texto do Gil Vieira sobra as esculturas de Egon Pacheco na Gotaz #3 lembrei de uma postagem que não fiz, acredito que seja um bom momento de falar desse trabalho do artista santareno.  “Ressignificações Tridimensionais de Símbolos do Sairé – Esculturas Efêmeras na Vila de Alter do Chã”, projeto contemplado com a Bolsa de Pesquisa do IAP, foi realizado na Vila Balneária de Alter do Chão distrito da cidade de Santarém-PA. Uma série de intervenções que une as pontas do folclore com a arte contemporânea.

 

Sobre as intervenções:

1- M.P.G. Kuarup In Memoriam (obra do Cemitério)
Escultura/Performance referenciada na obra de Pinto Guimarães e no ritual indígena de culto aos mortos. A obra consistiu na colocação de 513 cilindros de diversos tamanhos pintados à mão pelo artista, na área interna do cemitério de Alter do Chão, onde encontram-se os restos mortais de antigos Mestres e Mestras do Sairé como o senhor Argentino Sardinha e a senhora Terezinha Lobato (que retomaram o Sairé em 1973), e a Sra. Dinair que foi juíza do Sairé até os seus últimos anos de vida, conduzindo a Coroa do Divino Espírito Santo nas procissões e rituais mesmo estando debilitada em um cadeira de rodas. Durante os três dias de intervenção, o artista e outros membros da vila retiraram os cilindros da “área expositiva” e os distribuíram nos sepulcros até que não restasse mais nenhum. Esta ação traz o sentido de vida e de morte, pois a escultura, assim como as pessoas, desapareceu dando lugar à memória.

2- “Florõespíritos” (obra do terreno cheio de destroços)

Obra que também aborda o tema da morte, dessa vez a morte da cultura. Nove esculturas de tecido colorido “ornamentam” um cenário desolador onde se encontram os escombros do antigo Museu do Índio de Alter do Chão. O desafio desta obra foi dissertar sobre a tristeza através da alegria, para tanto, o artista inseriu na estrutura esvoaçante de cada escultura laços de fita de cetim preto que além de promoverem uma quebra do ritmo colorido das obras, trazem o sentido do pesar e do luto. Não se trata de protesto e sim de uma lamentação advinda da tentativa de insuflar cores e vida ao que já não mais vive.

3 – “Árvore da Vida” (escultura no terreno descampado)

Os mastros do Sairé são ornados com muitas frutas e bebidas a fim de renderem graças pela fartura da natureza, esta obra aponta exatamente o oposto, aqui o sentido de escassez é reforçado pelo círculo de carvão. O conflito homem versus natureza torna-se ainda mais dramático pela sonorização emitida pelo corpo escultórico, ela confere o sentido geral de sua visualidade. Sons de pássaros cantando e silenciados pelo fogo crepitando no mato, motosserras inflamadas aterrorizando os ares nos fazendo pensar que em algum lugar próximo está havendo derrubada de madeira, orações e cânticos, além da ladainha do Sairé em 23 minutos ininterruptos dão a entender que “A natureza reza, reza, reza…”  

4 – Lanças (obra da frente da igreja)

Em tempos remotos a igreja de Nossa Senhora da Saúde foi irradiadora do Sairé. A festa tinha como objetivo cristianizar o povo indígena da vila o que conferiu seu sentido prioritariamente religioso, mas esse processo não foi de todo pacífico. A presença de nove lanças de madeira com 2,5 metros de altura conferem poder e uma atmosfera de fortaleza e ao imponente templo de arquitetura portuguesa do final do século XIX, marco do domínio católico sobre as práticas culturais do povo borari ao longo de três séculos.

(Fotos e textos do artista)

Catálogo do II Salão Xumucuís de Arte Digital

Foram 20 obras selecionadas e 10 artistas paraenses convidados exibidos em 02 hiper_espaços expositivos, CCBEU e MEP. A versão digital do catálogo permite que os trabalhos continuem expostos no ciberespaço, em um processo democrático de difusão da arte contemporânea, aberto para a pesquisa e crítica. Acesse, baixe e compartilhe esse projeto pioneiro em arte e tecnologia na Amazônia, contemplado no edital nacional Conexão Artes Visuais MINC/Funarte/Petrobras e selecionado nos editais de pauta do MABEU e SIM/SECULT. >>>>>>>>>>>>>> http://salaoxumucuisdeartedigital.wordpress.com/catalogo-segunda-edicao/

Gotaz #3 ganha as ruas

Revista chega mais uma vez para apresentar um  mosaico das artes visuais da região

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Na próxima quarta-feira a Revista Gotaz ganha as ruas de Belém mais uma vez. E o terceiro número da publicação promete manter o espírito das anteriores, com um recorte bem produzido do que é feito de melhor nas artes visuais da Amazônia. São cem páginas de entrevistas, perfis, artigos de opinião, portfólios e novidades. O lançamento será realizado na galeria do Estúdio Gotazkaen, na travessa Ó de Almeida, 755, a partir das 19h. A entrada é gratuita.

“Nesta edição conservamos a ideia de explorar ao máximo a diversidade. Reunimos temas e personagens que têm em comum o fato de residirem ou terem nascido na região, mas com visões e abordagens diferentes em seus respectivos trabalhos”, adianta Elvis Rocha, editor-chefe da publicação.

Neste conceito de reunir artistas de diferentes matizes, a revista correu atrás da fotógrafa Paula Sampaio, premiada nacionalmente pelo registro do dia a dia dos menos abastados da região, que concedeu uma longa entrevista ao artista visual Emídio Contente, na qual fala da carreira, de jornalismo e da ligação com a terra que a adotou desde que deixou Minas Gerais, ainda nos anos 1970.

Éder_OliveiraOutro destaque fica para o registro da obra do timboteuense Éder Oliveira. Nascido na região bragantina, o jovem artista, daltônico, vem construindo uma carreira baseada na mistura entre sensibilidade social e pintura, retratando a partir de recortes dos cadernos policiais de Belém a dura realidade dos excluídos da capital paraense.

A Gotaz também propôs um desafio a dois artistas paraenses. O ilustrador Fábio Vermelho e o escritor Caco Ishak se reuniram para assinar, em parceria, “Eu, Cowboy meets Weird Works”, uma historieta com pitadas de nonsense que ocupa uma das áreas mais nobres da publicação, a que reúne na mesma tecla literatura e artes visuais.

A novidade da edição ficou por conta da inclusão de uma obra a partir de convocação feita pela página da revista (www.gotaz.com.br). “Corações Vândalos”,  de Rafael Fernandes, artista paraense criado em Manaus e que por muitos anos morou em São Paulo, foi o escolhido entre vários projetos enviados e ilustra as páginas finais da revista.

“Nossa ideia era democratizar mais ainda a produção. Abrimos para as pessoas nos mandarem seus trabalhos e ficamos satisfeitos com a repercussão da iniciativa”, diz Daniel Zuil, diretor criativo da revista e um dos sócios-fundadores do Gotazkaen Estúdio.

Um panorama da Arte Digital produzida no estado desde os anos 1970; a obra de Júnior Lopes, que transforma retalhos velhos em ícones da cultura pop; o trabalho das crews que na periferia de Belém levam conscientização e arte à molecada, assim como artigos de opinião de gente como Gil Vieira, Keyla Sobral, Jack Nilson e Fabrício Mattos completam o mosaico proposto pela Gotaz para este trimestre.

A Gotaz conta com o apoio da Fundação Nacional das Artes (Funarte) e seus 3.500 exemplares são distribuídos de forma gratuita em pontos da capital paraense e das Regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste do Brasil.

Fonte: GOTAZ

 

gotaz

A COPA DO MUNDO, NO BRASIL, É UM DESRESPEITO AO POVO

AnonyRoad

     DIRETO E RETO: O BRASIL NÃO PRECISA DE ESTÁDIOS. O PAÍS PRECISA, URGENTEMENTE, DE EDUCAÇÃO, SAÚDE E SEGURANÇA, MAS, PRINCIPALMENTE, DE EDUCAÇÃO.

     O BRASIL JÁ GASTOU COM A COPA DO MUNDO, QUE SERÁ REALIZADA EM 2014, 1% DO PIB, MAIS DO QUE O PRODUTO INTERNO BRUTO ALCANÇADO PELO PÁIS EM 2012, QUE FOI DE 0,9%.

     ISTO É UMA AFRONTA.

     OS GASTOS COM ESTÁDIOS, DE ACORDO COM UM ORÇAMENTO FEITO, PRELIMINARMENTE, ERA DE R% 2 BILHÕES, MAS JÁ EXTRAPOLARAM A SOMA DE R% 7,1 BILHÕES, UM AUMENTO DE 250%.

     E, MAIS: A FIFA LUCRARÁ 10 BILHÕES DE REAIS, O MAIOR RENDIMENTO DE SUA HISTÓRIA PARA ESTE TIPO DE EVENTO, E SEM GASTAR UM TOSTÃO DE SUAS CONTAS. O GOVERNO BRASILEIRO É QUE FINANCIOU TUDO.

     EM TROCA, A POPULAÇÃO NÃO TERÁ A CONTRAPARTIDA QUE CONTRIBUIRIA PARA SEU PROGRESSO, O CHAMADO “LEGADO DA COPA”. SEGUNDO DADOS…

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Abertas as inscrições ao “9º Colóquio Fotografia e Imagem: Autografias”

Dica Weyl [Fotografia]

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Belém, 1º de junho de 2013 – Interessados em participar do “9º Colóquio Fotografia e Imagem: Autografias” já podem consultar o hotsite do evento e se inscrever em palestras, mesas redondas, leituras de portfólio e um workshop previstos para o período de 19 a 22 de junho, em Belém do Pará.

O projeto é realizado pela Associação Fotoativa desde 2002, como um estímulo à reflexão crítica e ao diálogo sobre a relação entre a imagem contemporânea e a fotografia em diversos campos do conhecimento.
A nona edição do Colóquio foi contemplada pelo Edital Conexão Artes Visuais Minc/Funarte/Petrobras por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Desde a sua última edição, conta também com o apoio do Centro Cultural Sesc Boulevard, local em que serão realizadas as atividades.

Este ano, o Colóquio homenageará as “Autografias”, momentos de reflexão coletiva a partir de uma leitura sobre a obra ou parte do…

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Elaine Arruda, Marcone Moreira e Marisa Mokarzel entre os selecionados da Bolsa Estímulo da Funarte

funarte

O resultado não é o final, mas pelas notas atribuídas aos projetos é praticamente certa a seleção dos projetos “Paisagem Suspensa” de Elaine Arruda e “Margens” de Marcone Moreira na categoria A, e do projeto “Névoa de Luz” da professora e curadora de artes Marisa Mokarzel na categoria B, de produção crítica. Três projetos do estado do Pará entre os 14 selecionados demonstra a força da produção artística e da reflexão teórica sobre a arte contemporânea aqui no estado.

Acesse aqui o resultado geral da seleção:

Bolsa de Estímulo à Produção em Artes Visuais 2013_Categoria A
Bolsa de Estímulo à Produção em Artes Visuais 2013_Categoria B

Sobre os contemplados:

ELAINE ARRUDA

elaineElaine Arruda (1985) – Mestranda em poéticas visuais pela ECA/USP (Universidade de São Paulo). Foi contemplada com a Bolsa de Pesquisa e Experimentação Artística Edição 2010, concedida pelo Instituto de Artes do Pará (IAP). Coordenou o projeto Grafias, aprovado pelo Edital Espaço Cultural Banco da Amazônia 2010. Realizou Residências Artísticas no Centre d’artiste Engramme (Méduse). Québec – Canadá, 2009; no Centro de Estudos da Imagem impressa Press Papier, em Trois-Rivières. Québec – Canadá, 2009; assim como nos ateliês Piratininga e Espaço Coringa. São Paulo, 2007. Participou de diversas mostras em Belém, São Paulo e Canadá, dentre elas: “É preciso confrontar as imagens vagas com gestos claros”, na Oficina Cultural Oswald de Andrade, São Paulo, 2012; “Outras coisas visíveis sobre papel”, na Galeria Leme, São Paulo, 2012; “Coletiva Coletivos”, na Casa das 11 Janelas, Atelier do Porto e Galeria Theodoro Braga. Belém, 2012; “15° Biennale Internationale de la Gravure de Sarcelles”. Sarcelles, França, 2011; “Vento Norte”. Gravura Brasileira, São Paulo, 2011; “Gravures contemporaines d’artistes français et brésiliens”. Lyon, França, 2011; SP Estampa 2011 (duo VeryWell), Galeria Gravura Brasileira, São Paulo; Arte Pará 2011 (duo VeryWell). MEP, Belém; “Estampe Amazonienne”, exposição realizada no Centro Artístico Engramme. Québec, Canadá, 2010. Possui obras documentadas nas seguintes Publicações: Revista “Qui vive”, Montréal 2012; Jornal de Resenhas da Folha de São Paulo, 2010. Publicação do livro “Impressões”, editado pelo SESC Pompéia. São Paulo, 2008. Catálogo “Acervo Onze Janelas, Gravura no Pará”, Belém 2008.

MARCONE MOREIRA

Marcone Moreira - Foto José Paulo LacerdaNasceu em Pio XII – MA, Brasil em 1982 – Vive e trabalha em Marabá-PA. A partir de 1998, vem participando de diversas exposições pelo país e no exterior. Sua obra abrange varias linguagens, como a produção de pinturas, esculturas, vídeos, objetos, fotografias, e instalações. Prêmios: Bolsa de Pesquisa e Experimentação Artística, Instituto de Artes do Pará, premiado no X e XV Salão da Bahia, Prêmio Projéteis de Arte Contemporânea, Funarte e premiado no Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo; Bolsa Pampulha, Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte e XXII Salão Arte Pará, Belém. Individuais: 2007, Arqueologia Visual, Espaço Cultural Banco da Amazônia, Belém e Margem, na Galeria Lurixs-RJ. 2006, Vestígios, Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte. 2005, Vestígios, Galeria Virgilio, São Paulo. Coletivas: 2009, Nova Arte Nova, CCBB, São Paulo; 2008, Arco, Feira de Arte Contemporânea, Madri, Espanha; Os Trópicos, CCBB, Rio de Janeiro e Museu Martin-Gropius-Bau, Berlim, Alemanha. 2007, PINTA, Feira de Arte Contemporânea, Nova York. 2005 Amálgamas, em Mantes-la-Jolie na França e Desarranjos, Museu do Marco, Vigo, Espanha. 2003, Panorama da Arte Brasileira, MAM-SP.

MARISA MOKARZEL

MMÉ doutora em sociologia pela Universidade Federal do Ceará e mestra em história da arte pela UFRJ. Coordenadora adjunta do mestrado em comunicação, linguagens e cultura da Universidade da Amazônia, professora de história da arte dos cursos de artes visuais e tecnologia da imagem e de moda da Universidade da Amazônia. Foi diretora e curadora do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas da Secretaria Executiva de Cultura do Estado do Pará, curadora do Rumos Artes Visuais 2005/2006 e da Mostra Fiat Brasil 2006, e curadora adjunta da Bienal Naif de Piracicaba/SP 2006. Participou da comissão de seleção dos projetos Cultura e Pensamento (2006), Conexão Artes Visuais Funarte (2007) e Arte e Patrimônio (2007) e foi palestrante convidada da mesa-redonda A Ambiguidade na Modernidade Tardia, na ARCO8, 27ª Feira Internacional de Arte Contemporânea, em Madri (2008). Tem realizado curadoria para exposições de jovens artistas do Pará. Entre as curadorias realizadas estão Carne/Terra, individual de Berna Reale, Galeria Kunsthaus, Wiesbaden, Alemanha (2004); Contiguidades, Arte no Pará dos Anos 1970 a 2000, realizada no Museu Histórico do Estado do Pará (2008); e a individual de Jeims Duarte no Instituto Cultural Banco Real de Recife (2008). Curadora com Orlando Maneschy do Arte Pará 2009.

Exposição “Restos Manicomiais… até quando?”

A exposição “Restos Manicomiais… até quando?” está acontecendo no CAPS Renascer, localizada na Tv. Mauriti próximo à Duque, até o dia 23 de junho, quando segue para o Tribunal de Justiça do Estado, permanecendo exposta no hall da Vara de Execuções Penais até o dia 01 de julho. Ambos funcionam das 8h às 18h.

As imagens foram produzidas por 18 internos do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, de Santa Izabel do Pará, a partir de oficinas de xilogravura (gravura em madeira) e fotografia (pinhole e pinlux) ministradas por artistas de Belém. As oficinas foram organizadas como parte de minha pesquisa de doutorado, a qual tem como tema o processo de institucionalização e desinstitucionalização das pessoas em medida de segurança, i.e., pessoas diagnosticadas com transtornos mentais que entraram em conflito com a lei. A pesquisa pensa a arte como instrumento político disruptivo e tático para dar visibilidade a estes invisíveis e busca provocar discussões e reflexões capazes ou não de deslocamentos na nossa maneira de pensar a loucura e sua relação com o crime.

A exposição deve passar até agosto pelo curro velho e algumas secretarias, como sespa e sejudh, além da susipe.

Fonte: Alyne Alvarez (texto e imagens)