Exposição “Miriti das Águas” – Estação das Docas

O projeto Miriti das Águas pretende fomentar o artesanato em miriti, por meio da realização de uma exposição que envolveu no seu preparo a participação direta da comunidade de artesãos de Abaetetuba. Concomitante ao processo de desenvolvimento da mostra, também foi realizado o Concurso de Artesanato em Miriti, no intuito de incentivar o aparecimento de novos talentos e consagrar os já existentes neste domínio do saber-fazer artesanal paraense.

O projeto expositivo teve como concepção as representações das paisagens amazônicas, em especial a dimensão simbólica envolvendo a dinâmica rio-rua, tão presente no nosso cotidiano amazônico. Apresentamos, assim, o resultado da pesquisa etnográfica associada aos estudos das Coleções do Museu do Círio. O Museu da Imagem e do Som efetivou o registro das narrativas de caráter oral dos artesãos e artesãs e editou um documentário audiovisual sobre este saber-fazer artesanal em miriti, enfatizando o processo técnico e tecnológico de feitura do brinquedo em miriti.

Organizamos a ambientação artística e estética concebida pelo artista visual Emanuel Franco, em parceria com um grupo de artesãos. São grandes formas estruturadas em miriti, que serviram de sustentação para exposição dos brinquedos, assim chamadas: a) Esfera da Natureza (contendo brinquedos representativos da fauna e da flora, bem como os barcos); b) Cubo do Cotidiano e Trabalho (soca-soca, serrador, dentre outros); Cilindro do Círio (promesseiro, ex-votos, dentre outros).

Outra ideia presentificada em todo o circuito expositivo é aquela referente ao Círio, representado pela figura da corda, principalmente a linha sinuosa do movimento das mãos ao segurar a corda. Essa dimensão linear, um dos elementos constitutivos da visualidade ou plasticidade das formas, pode ser representada por vários elementos e figuras relacionados ao imaginário amazônico, entre elas destacamos a mitológica “cobra grande”. Uma das instalações criadas em miriti pelos artesãos e artesãs são “mãos que carregam uma corda e/ou uma cobra/brinquedo” que conduz a berlinda com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré. Outros elementos representativos do patrimônio cultural belenense são três grandes maquetes em miriti, onde aparecem: a Sé, a Berlinda e a Basílica, realizadas no âmbito do projeto Acorda em parceria com o IPHAN-Pará.

O atual projeto se baseou na exposição “Procissão dos Miritis” (2005), no entanto, foi ampliado em relação a esta primeira versão, com a colaboração do SEBRAE/PA e os apoios da Associação dos Artesãos de Miriti de Abaetetuba (ASAMAB) e a MIRITONG.

Sistema Integrado de Museus e Memoriais

Secretaria de Estado de Cultura do Pará

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ATO PÚBLICO OLHOS DO PATRIMÔNIO

A História do Pará presente no patrimônio material esta sendo destruída. Você vai ficar parado?

A azulejaria sendo depredada, palacetes sendo derrubados, monumentos esquecidos…
Se você se indigna com esse descaso, JUNTE-SE! Música, fotografia, intervenções urbanas, oficinas e poesia.

Todos os eventos são gratuitos.

Data: Domingo 05 de Fevereiro de 2012
Local: Praça do Ferro de Engomar (Praça Coaracy Nunes)

Arcipreste Manoel Teodoro , entre Presidente Pernambuco (próximo à Padre Eutíquio / Pátio Belém / CCBEU / Studio Pub / Unimed Batista Campos)

Belém do Pará, Brasil

Horário: 9h30 ás 13.
Twitter: #olhosdopatrimônio

Fotos de Valério Silveira (fachada) e Michel Pinho (interior).

De acordo com notícia do Diário do Pará uma equipe de técnicos da Secult/DPHAC foi ao local e recolhei os azulejos derrubados no chão pelos ladrões e os levou para restauro.  O secretário de cultura foi ao local e demonstrou pesar pelo ocorrido. Todas as notícias inócuas em relação à degradação do imóvel histórico como um todo. A Prefeitura de Belém/ FUMBEL pelo que li e ouvi ainda não se pronunciou sobre o assunto. É incrível como as ações de preservação do patrimônio só são tomadas quando existe risco de destruição total dos prédios ou seu saqueamento.

Restauro da Igreja do Carmo: IPHAN, Lei Rouanet e Vale

Panorama do Pará desenhado por J.L Righini, obra intitulada de Panorama do Pará em Doze Vistas.

Acervo: Centro de Memória da Amazônia – UFPA

É com certeza uma boa notícia para a preservação do patrimônio histórico em Belém. Porém me preocupa a realização do IPHAN, já que as obras da Igreja de Sant’anna se prolongam a 8 anos e o Solar Barão do Guajará, sede do Instituto Histórico e Geográfico, está em obras eternas. Eles possuem corpo técnico pra tocar e fiscalizar três obras dessas dimensões? Percebi grande negligência nas obras do Mercado de Carne no que tange ao entorno e ao uso do espaço após o restauro, o mesmo já havia ocorrido no Palacete Pinho. Outra informação também precisa de análise é a questão do patrocínio da Vale via Lei Rouanet, que acordo com o site da Arquidiocese “O projeto, apresentado pelo Instituto de Patrimônio Histórico Cultural Nacional (IPHAN), está orçado em R$ 4.189.103,03, valor que será patrocinado pela Vale, com recursos da Lei de Incentivo à Cultura (Rouanet). O recurso para a realização da obra já foi depositado à Arquidiocese de Belém. Agora a Vale abrirá processo licitatório para contratar a empresa que fará a reforma, coordenada pela Igreja de Belém em parceria com a superintendência regional do Iphan. “É bom que essa reforma aconteça em uma data como esta. Afinal, esta igreja é uma referência da cultura e da arte sacra”, declarou o Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa.”. A Vale precisa de Lei de incentivo, pelo que sei já paga uma insignificância de impostos, para bancar seus projetos culturais? Outra coisa, por que não patrocina projetos culturais via edital como todos os grandes patrocinadores do país. O Fórum Landi precisa estar inserido neste projeto assim como a CiVIVA para dar transparência ao processo de restauro. Espero que o projeto inclua em seu projeto ações de cidadania e educação patrimonial no entorno, principalmente com crianças e adolescentes em situação de risco.

..

No dia em que Belém completará 396 anos, nesta quinta-feira (12), a Vale e a Arquiocese de Belém assinarão um contrato para restauração arquitetônica do Igreja de Nossa Senhora do Carmo, localizada no bairro da Cidade Velha. O templo, construído em meados do século XVII, foi tombado pela União em 1941.

A necessidade de intervenção para conservação da igreja já era um sonho antigo da Arquidiocese de Belém. O objetivo da reforma é garantir a preservação dos elementos construtivos e artísticos, além de seus bens integrados, tais como púlpitos, retábulos laterais e mor e, principalmente, nos setores internos, o que inclui o forro, revestimentos e a pintura que já está comprometida em virtude da umidade.

A restauração também se estende à parte externa da igreja. A fechada, por exemplo, incluindo o revestimento, as torres, os elementos decorativos e a cobertura, apresentam danos significativos. Todo o trabalho de restauração será executado em parceria com a superintendência regional do Instituto do Patrimônio Histórico Cultural Nacional (Iphan) e Arquidiocese de Belém, instituição que mantém a propriedade da igreja.

José Carlos Gomes Soares, diretor da Vale, destaca a importância da Igreja do Carmo para a capital paraense. “Esta iniciativa objetiva, sobretudo, valorizar a cultura paraense e, por isso, a sociedade será restituída com a plenitude da beleza desse templo que resgata o patrocínio histórico e arquitetônico de Belém. Esta intervenção ultrapassa as fronteiros do Pará quando trata-se de um monumento tombado pelo Iphan”, ressaltou Gomes.

A iniciativa será realizada com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Rouanet.

Fonte: DOL

Campanha “A Capela Pombo é do povo!” do Fórum Landi

A Capela Pombo [Séc. XVIII], de autoria do italiano Antonio Landi, está novamente sob ameaça de venda. Este crowdfunding, coordenado pelo Fórum Landi e com apoio da Universidade Federal do Pará, pretende unir forças no sentido de arrematar este patrimônio histórico de valor inestimável ao povo paraense, situado na Travessa Campos Sales, entre as Ruas Manoel Barata e 13 de Maio, no Bairro do Comércio.

Se não tomarmos uma atitude imediatamente, teremos de nos contentar com a dúvida: quem irá comprá-la? E o que será feito dela? Vamos ficar esperando pra ver ou vamos nos mobilizar, enquanto sociedade civil, pressionando o Governo a comprar essa briga a nosso lado?

Teremos seis meses pra arrecadar o valor total – nunca antes um crowdfunding no Brasil chegou a tanto, R$ 1.000.000,00. Parcial que seja, ao menos ganharemos legitimidade pra negociar com o atual proprietário.

A contrapartida? Uma vez arrematada, a Capela Pombo seria restaurada e preservada pela UFPA, através do Fórum Landi, e suas portas seriam permanentemente abertas ao grande público. Quer contrapartida melhor do que essa? Impossível. Além disso, porém, o nome dos doadores constarão em ordem alfabética em uma placa no interior da capela, após o restauro.

Vamos todos participar e dar um presente significativo e condizente com a magnitude de uma cidade como Belém!

Participe AQUI!

Restauro do Cemitério da Soledad na Agenda Mínima do Governo do Pará

Se a Agenda Mínima do Governo do Estado do Pará for cumprida como foi anunciada (esperamos) serão enfim liberados recursos para o restauro e readequação do Cemitério da Soledad. O  nome será modificado para Parque da Soledad. Enfim, depois de décadas de tombamento e anos de especulação, um sinal positivo em relação a preservação do espaço, que guarda o túmulo de grandes nomes da historia da Pará e pode ser transformado em importante ponto turístico da cidade, com localização estratégica. É um espaço que demanda um restauro diferenciado e um trato museológico extremamente delicado.

Cemitério da Soledade no Álbum do Pará de 1902.

Ato Público contra a construção de prédio na Orla de Belém que está causando danos estruturais a imóveis do entorno

Devido a várias denúncias recebidas, e depois de averiguação in loco, artistas, moradores e ativistas se reunirão às 8 hs, nesta segunda-feira (9), em frente à Fundação Curro Velho para se manifestar contra as obras de construção de um prédio de 23 andares que tem causado problemas ambientais e patrimoniais na orla da capital paraense.

Mobilizados em conjunto com a Rede Voluntária de Educação Ambiental (REVOLEA), que criou uma rede de ativismo artístico chamado ATIVARTE, o protesto se expressará de forma simbólica contra empreendimentos imobiliários nocivos ao bem estar social. Atores se instalarão na frente do prédio em construção acorrentados com cadeados e transmitirão, via twitican (on-line) ,todo o protesto. A principal crítica é em relação às irregularidades e desvios do interesse público ligados à liberação de licença para a construção de obras inadequadas na área.

O ato será realizado no intuito de informar a opinião pública, e a imprensa, o início da construção, à beira da Baia do Guajará, de um prédio da construtora “Quadra” Engenharia, que está sendo vendido pela “Premium” Incorporadora, situado na Rua Nelson Ribeiro, entre Manoel Evaristo e José Pio, numa área considerada área de marinha, sobre jurisdição da GRPU PA. Foi constatado pela Comissão de Meio Ambiente da OAB, que o prédio não possui a licença ambiental para instalação do empreendimento.

Por outro lado, a licença concedida pela SEURB foi expedida sem as devidas precauções técnicas, podendo representar riscos de desabamento pela inadequação do solo da orla e em confronto com as normas Constitucionais, o Estatuto da Cidade, o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro e o Plano Diretor Urbano de Belém, ficando claro que as autorizações concedidas para a construção desse prédio demonstraram a incapacidade de pensar na gestão municipal à médio e longo prazo, permitindo que os interesses privados do setor imobiliário prevaleçam sobre o interesse público. Esta situação, além dos danos ambientais, se torna ainda mais comprometedora com a descoberta de danos causados as casas ao redor da construção, deixando moradores que hoje integram este ato, preocupados com o futuro de suas casas, não só pelas lesões causados à estrutura mas também em relação ao risco de desabamento do prédio.

CURRO VELHO

Foi denunciado também que a estrutura de fundação do Barracão de Oficinas do Curro Velho, prédio tombado pelo patrimônio histórico, em esfera estadual, teve sua estabilidade comprometida. O prédio apresenta rachaduras com espaçamento de até 2 cm desde que iniciou a construção de fundação da obra do referido prédio, fato que levou a interdição daquele espaço pelo corpo de bombeiros no início deste ano, alarmando mais ainda os moradores do entorno cujos filhos participam de oficinas artísticas no barracão. Em função a todos estes fatos ora relatados a REVOLEA deu início a uma campanha contra o processo de verticalização desordenada da cidade organizando um abaixo assinado a fim de reunir pessoas contra a construção de prédios acima de 3 andares na orla da cidade, para assim acionar a OAB PA de forma conjunta numa ação civil pública para o embargo da obra.

Ato público

Dia 9 de maio de 2011

A partir das 8h

Em frente à Fundação Curro Velho (Rua Nelson Ribeiro)

Informações/contatos:

Edmir Amanajás Celestino

91-82090425

ed_amanajas@hotmail.com

O Theatro da Paz e os cupins

Não fui pego de surpresa por esta notícia, nada mais me impressiona em se tratando de preservação do patrimônio histórico no Pará. Acredito que não apenas o ex-secretário de cultura Sr. Edílson Moura é o culpado por negligenciar o Theatro da Paz, como também a Diretoria do Patrimônio e a Diretoria do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural, com quadros formados por arquitetos e historiadores, que são os responsáveis pela gestão de questões relativas a preservação e conservação de prédios históricos no Estado do Pará. E lembrando que nada fizeram pelo patrimônio histórico de Belém em quatro anos, não passaram uma mão de tinta em canto nenhum, chamando a gestão de Paulo Chaves de elitista, inventaram um interiorização da cultura que só serviu para eleger Edílson Moura Deputado Estadual. É só ir qualquer cidade e perguntar por alguma ação concreta e perene da gestão passada.  O restauro dos casarões do Comércio e da Cidade Velha anunciados no primeiro ano não saiu da planta e da placa. O desabamento do forro da entrada foi um sinal claro do problema, que foi maquiado para uma reinauguração patética.

Já escrevi em outros posts anteriores que restauro de prédios históricos deve ser acompanhada de um projeto de manutenção, salvaguardando sua estrutura e diminuindo os custos de sucessivas reformas.  O Palácio Lauro Sodré a Secult apenas inaugurou na gestão passada, e hoje sabe-se que está tal como o Theatro da Paz, só falta fazer um comunicado. Cupins se instalaram não apenas no Da Paz, mas também fundações de nossa cidade, do nosso estado, da nossa alma, e devoram nossa coragem ao ponto de nos fazer mendigar “favores” do Estado que só existe para nos servir, manter nossos símbolos erguidos, nossas ruas limpas e seguras e nossas crianças educadas e sadias. Se um governo não foi, nem é capaz de fazer isso, que é o mínimo, pra que serve então?

Espero e confio que o Secretário Paulo Chaves cumpra mais uma vez sua missão. Estamos aqui de olho.

Abaixo as informações da Secult sobre o fechamento:

Secult fecha Theatro da Paz para reforma de emergência

A noite de aniversário do Theatro da Paz e do maestro Waldemar Henrique também foi marcada pelo anúncio do fechamento provisório do teatro para reforma. A notícia foi dada pelo secretário de Estado de Cultura, Paulo Chaves Fernandes, no final do recital especial na noite desta terça-feira (15). Ele explicou para o público presente, que o teatro será fechado a partir desta quarta-feira (16) porque está infestado por cupins e que por esse motivo, a estrutura física do teatro estaria comprometida. A decisão do fechamento provisório do teatro se deu através de um entendimento entre a Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
“O teatro está correndo um sério risco e nós já estamos tomando as medidas necessárias para recuperá-lo o mais rápido possível. Tomamos essa decisão em conjunto com o Iphan, pensando sempre na segurança de todos”, afirmou o secretário. Ele explicou que os problemas dos cupins, foram detectados em setembro de 2009, ainda na gestão passada. Na época, um relatório apontando os problemas estruturais causados pelos cupins foi apresentado para os gestores do governo, porém, nada foi feito.
Assim que assumiu a Secult, Paulo Chaves tomou conhecimento do relatório e entrou em contato com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo para que disponibilizasse técnicos especializados em madeira para fazer o serviço de descupinização do teatro. “As primeiras previdências já foram tomadas e o serviço deve começar o mais breve possível. Porém, enquanto isso, o teatro ficará fechado por medida de segurança durante um tempo indeterminado”, ressaltou Chaves.
A plateia ficou assustada e surpresa com o anúncio do secretário. “É muito triste saber que nosso teatro estava completamente abandonado, entregue aos cupins. Espero que agora as coisas melhorem e nós possamos voltar a assistir espetáculos maravilhosos nesse lugar”, disse a empresária Marina Soares.
Paulo Chaves afirmou que o relatório que aponta todas os problemas estruturais do teatro causados pelos cupins está disponível para quem quiser ter mais conhecimento sobre o caso. “Vamos trabalhar para que logo o teatro volte ao seu esplendor”, garantiu

Terceras Jornadas del Mercosur sobre Patrimonio Intangible – 13 al 16 de Abril – Mar del Plata, Argentina

En el año 1997 el CICOP Argentina realizó las Primeras Jornadas de Patrimonio Intangible en la ciudad de Mar del Plata, oportunidad en que se elaboró la CARTA DE MAR DEL PLATA sobre El Patrimonio Intangible, y en el año 2000 el CICOP Paraguay desarrolló las Segundas Jornadas en la ciudad de Ayolas.
Estos encuentros, que contaron con la adhesión de la UNESCO, permitieron instalar lenta pero seguramente la mirada hacia estas expresiones culturales que se consolidaron en un corpus doctrinario como lo es la Convención para la Salvaguardia del Patrimonio Cultural Inmaterial de la UNESCO que entró en vigencia en octubre del 2003 y promulgó sus Directrices en el 2008. CICOP AR, estima conveniente continuar con la denominación de Patrimonio Cultural Intangible para las Terceras Jornadas, sin que por ello se modifique la definición, esencia o espíritu expresados en la Convención.
El CICOP AR, conciente de la importancia que estos avances doctrinarios produjeron en nuestra Región, convoca a estas Terceras Jornadas para analizar e intercambiar ideas sobre los nuevos desafíos que tienen los gobiernos a cargo de la gestión del Patrimonio Intangible, a los profesionales que desde distintas disciplinas intervienen directa o indirectamente en proyectos y planes de registro, divulgación, gestión, etc, así como a la sociedad civil a la que le cabe un papel fundamental en su defensa y salvaguarda.
OBJETIVOS
Entre los objetivos de estas Terceras Jornadas:
*Reconocer y valorar la importancia de la gestión cultural para la promoción integral del Patrimonio Cultural Intangible
*Conocer la situación en relación con la protección del Patrimonio Cultural Intangible en distintas países y regiones.
*Poner de relieve los aspectos comunes y las diferencias en cuanto a métodos y enfoques relacionados con este patrimonio
*Evaluar las fortalezas y debilidades en las políticas culturales y acciones de conservación
*Tomar conocimiento de la diversidad y la riqueza patrimonial que presentan cada una de nuestras sociedades
*Promover las acciones de registro e inventario relacionados con el Patrimonio Cultural Intangible
*Contribuir a la conservación de los archivos y la documentación relacionados con este tipo de patrimonio
*Promover la difusión de cada una de nuestras culturas; la transferencia de conocimientos y experiencias específicas respecto a la puesta en valor del Patrimonio Cultural Intangible
*Encarar un análisis crítico respecto a los límites y posibilidades reales para la conservación de este tipo de Patrimonio
*Analizar los instrumentos más eficaces de planificación para el aprovechamiento responsable del Patrimonio Cultural Intangible, como recurso de desarrollo sostenible de las comunidades
TEMARIO
Las Jornadas abarcarán los siguientes temas:
. Registro e Inventario. Legislación y Normas de Protección,
. Proyectos, Planes y Experiencias de Gestión, Manejo y Conservación del Patrimonio Cultural Intangible.
. Paisajes, Rutas o Territorios Culturales: una mirada integral
. Repercusiones e impacto de las declaratorias de Expresiones Culturales Inmateriales en la Lista de la UNESCO, mecanismos de abordaje.
ASISTENTES
La convocatoria, de alcance regional, está abierta a todas aquellas personas que tengan inquietudes respecto a este patrimonio cultural que hace tanto a la construcción de nuestras identidades.
Las Jornadas congregarán asimismo a especialistas en la temática, organizaciones civiles, organismos nacionales e internacionales, gubernamentales y no gubernamentales, universidades, de modo tal de lograr un fecundo intercambio que permita ajustar mecanismos y optimizar recursos humanos y técnicos, en el conocimiento, la valoración y la puesta en valor de este patrimonio.
Se contará con la invalorable participación de especialistas de la Oficina Regional de UNESCO en Montevideo, del CRESPIAL, Centro Regional en Patrimonio Inmaterial de América Latina, así como con presidentes y miembros de los Cicop nacionales del Mercosur y Mercosur ampliado.
IDIOMAS Español y portugués
(sin traducciones)
PARTICIPACIÓN ACTIVA
Quienes lo deseen podrán presentar avances en trabajos de investigación y/ o experiencias a través de:
– Ponencias
– Comunicaciones
– Paneles y/o representaciones
CRONOGRAMA
La propuesta para la presentación de los paneles o presentación póster tiene como fecha límite el 28 de febrero de 2011
Los trabajos de Ponencias o Comunicaciones deberán ser presentados en tiempo y forma antes del 7 de marzo de 2011.
ARANCELES DE INSCRIPCIÓN
Participantes
$ 120.- (hasta el 14 de marzo), posterior a esa fecha $ 160.-
Miembros CICOP (con cuotas al día) o de las entidades adheridas:
$ 80.- (hasta el 14 de marzo), posterior a esa fecha $ 120.
Todos los precios son en pesos argentinos
PONENCIAS Y COMUNICACIONES


PONENCIA
Se considerará ponencia, a las presentaciones que aborden problemas con específico contenido teórico, susceptibles de generalización.
COMUNICACIÓN
Se considerará comunicación, a las presentaciones que aborden problemas, proyectos o propuestas específicos, o locales.
Presentación
Formato A4
Tipo de letra: Times New Roman o similar.
Encabezamiento: Título de la Ponencia o la Comunicación: Cuerpo 14 en negrita. Si hubiere subtítulo: Cuerpo 14, normal.
Nombre del autor o de los autores: Cuerpo 12, cursiva (itálica) en negrita.
Si correspondiera: Entidad o Institución a la que representa: Cuerpo 12, normal.
Texto: Cuerpo 10, normal. Justificado a la izquierda.
Marginación: Superior: 30mm, inferior: 20 mm, izquierda: 30mm, derecha: 20mm.
Gráficos, fotos, dibujos: Preferentemente escaneados.
Estas imágenes serán entregados con resolución 300 dpi o similar, por separado.
Deberá contemplarse que estos elementos serán publicados en blanco y negro. Los autores deberán asegurarse que los gráficos, fotos o dibujos, cuenten con la correspondiente autorización para ser publicados en forma libre de cargo por parte del CICOP AR
Notas: Siempre al final del trabajo (no a pie de página)
Bibliografía y citas: Preferentemente se utilizará el sistema de referencias Harvard
Extensión de los trabajos
Comunicaciones: Máximo en cantidad de hojas (incluyendo fotos, dibujos e imágenes, notas y bibliografía): 8 carillas
Ponencias: Máximo en cantidad de hojas (incluyendo fotos, dibujos e imágenes, notas y bibliografía): 16 carillas
En caso de requerir mayor extensión se podrá solicitar por escrito explicitando las razones.
En hoja aparte:
Autor principal o autores del trabajo, nombre y apellidos completos
Profesión o especialidad. Dirección, Teléfono, Fax, E.mail, de autor/es
Currículum del autor o de los autores principales (no más de 5 renglones, cuerpo 10 normal)
Se deberá especificar si la presentación se propone como Ponencia o Comunicación.
Síntesis para página Web o blog
Encabezado: ídem Encabezado indicado para comunicaciones y ponencias
Texto: 3200 caracteres (incluidos espacios)
Gráficos: Máximo: 5 dibujos, gráficos o fotos representativos (indicando grado de importancia) y separados del texto.
Envío: Por correo electrónico
Textos: Preferentemente en Microsoft Word.
Gráficos: preferentemente en jpg en alta calidad
Sistema de envío
Envío en Microsoft Word, preferentemente CD o DVD
o por Correo electrónico a Comité Organizador Jornadas sobre Patrimonio Cultural Inmaterial
cicop@sinectis.com.ar
cicopar@gmail.com
Aceptación de los trabajos
La aceptación de las Comunicaciones y Ponencias queda a cargo de representantes del Comité Científico.
Será comunicada a sus autores a través de correo electrónico antes del 14 de marzo.
La extensión, el día y horario de presentación de los trabajos por parte de sus autores será definido por el Comité de Organización y comunicado oportunamente.
El envío, aceptación y aprobación de las presentaciones escritas constituirán razón suficiente para la aceptación por parte de sus autores, de su publicación, tanto en formato papel como en formato CD/DVD o similar.
PANELES o PRESENTACIÓN POSTER
Muestran los problemas, proyectos, diseños, casos o soluciones, en forma fundamentalmente gráfica o fotográfica.
También se podrán presentar actividades artesanales, gastronómicas, de canto o baile, o de otro tipo. En estos casos, se deberá aclarar forma y extensión temporal que demande la acción o interpretación., así como los elementos y cantidad de participantes involucrados.
Fecha límite de la propuesta
La propuesta para la presentación de los Paneles o presentación Póster, o representaciones de distinto tipo, tiene como fecha límite el 28 de febrero de 2011, aunque se priorizarán aquellas presentaciones que se hagan con antelación.
Presentación de la propuesta
Contenido conceptual
Formato A4
Tipo de letra: Times New Roman o similar.
Encabezado: Título del trabajo, presentación o representación: Cuerpo 14 en negrita. Si hubiere subtítulo: Cuerpo 14, normal.
Nombre del autor o de los autores: Cuerpo 12, cursiva (itálica) en negrita.
Si correspondiera: Entidad o Institución a la que representa: Cuerpo 12, normal.
Texto: Cuerpo 10, normal. Justificado a la izquierda.
Marginación: Superior: 30mm, inferior: 20 mm, izquierda: 30mm, derecha: 20mm.
Gráficos, fotos o dibujos em jpg
Texto: Deberá ser una síntesis del trabajo realizado, a presentar y/o representar. Extensión máxima: 1200 caracteres (incluidos espacios)
Gráficos: máximo 6 dibujos, gráficos o fotos representativos, separados del texto.
De ser aceptados por el Comité Organizador, estos datos podrán ser publicados por el CICOP en página Web o Blog, en hoja papel y/o DVD o similar.
Tamaño y cantidad de paneles definitivos
Serán de 70 cm x 100 cm.
Máximo 2 paneles
Para normas específicas distintas, así como para ampliar el número de paneles, se deberá contactar con el Comité Organizador.
Deberá contemplarse un espacio vacío en la parte inferior del panel de 5 cm de alto por 50 cm de ancho.
Allí los organizadores adherirán información relacionada a las Jornadas.
Envío
Por Correo electrónico dirigido a Comité Organizador Jornadas sobre Patrimonio Inmaterial
cicop@sinectis.com.ar
cicopar@gmail.com
Texto: Preferentemente en Microsoft Word.
Gráficos: preferentemente en jpg en alta calidad
Aceptación de los paneles o actividades
Queda a cargo de representantes del Comité Científico y/o Comité Organizador
Será comunicada a sus autores a través de correo electrónico en un período de tiempo no mayor a dos semanas después de presentada la propuesta.
Entrega de los paneles
Será en la ciudad de Mar del Plata, en fecha y lugar a convenir oportunamente con el Comité Organizador.
INFORMES E INSCRIPCIÓN
Centro Internacional para la Conservación del Patrimonio Argentina
Perú 272, Manzana de las Luces. CP C1067AAF, Buenos Aires, Argentina
Tel/Fax: 54 (011) 4 343 2281 E-mail: cicop@sinectis.com.ar

 

 

FICHA INSCRIPCION PATRIM INTANGIBLE 2011

O lúdico e o trágico: fogos de artifício em prédios históricos

Semana passada imagens de uma grande explosão em Santo André (SP) ganharam a mídia de todo país. Uma loja/depósito de fogos de artifício foi pelos ares e levou junto quase um quarteirão inteiro (foto abaixo). Pessoas morreram. Os culpados vão ser punidos com certeza, mas as autoridades que permitiram a existência dessa bomba-relógio junto à residências familiares será que vão? E não foi um fato isolado, inumeros casas semelhantes já foram noticiados. Não era um bairro de centro, nem tombado, mas vidas são mais importantes que qualquer coisa.

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Uso esse episódio como exemplo de uma situação absurda aqui em nossa cidade. Em pleno centro histórico, no sítio mais importante da nossa cidade, onde existem 5 dos nossos museus (Onze Janelas, Arte Sacra, Forte, Círio e MIS), às proximidades de duas de nossas principais igrejas (Sé e Santo Alexandre), duas lojas de fogos de artifício estão tranquilamente instaladas. Pouco importa pra mim que elas tem alvará, extintores e tudo mais, simplesmente elas não deveriam estar ali. Essa convivência de fogos de artício armazenados e à venda com acervos históricos é um crime patrimonial. Nesse mesmo casario ficava instalado o DPHAC, orgão do estado que cuida da preservação de nosso patrimonio histórico, artístico e cultura, agora foram para o Palácio Lauro Sodré. A Fumbel fica a coisa de 100 metros. As duas lojas que vendem fogos também vendem “um grande sortimento” de quinquilharias altamente inflamáveis. Para não termos que noticiar uma tragédia devemos rever essa concessão que permite a existência desse absurdo. Vamos rezar e cuidar de Santo Alexandre pois Santo André foi pros ares.

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Feliz Lusitania

Prólogo

Até acho bonito os fogos de artifício iluminando o céu, aquela coisa lúdica, que remete à origem do universo, big bang, algo assim. Penso nas senhoras e nas crianças encantadas com o coração em júbilo quando o ceu explode em cores. É bonito? É.  Vai continuar existindo sempre? Com certeza. Fogos vão continuar mutilando pessoas todo ano? Sim. Vão acontecer outras explosões de depositos legais e clandestinos? Silêncio.