Hiper_Espaços Xumucuís – Etapa Belém

Projeto Belem  - Flyer

Após uma expedição de duas semanas em João Pessoa (PB) onde foi realizada vivência artística, ciclo de bate-papos, oficinas e exposição (veja aqui), “Hiper_Espaço Xumucuís” realiza em Belém a segunda etapa do projeto entre 16 e 27 de junho de 2014. Na primeira etapa artistas visuais paraenses foram para a vivência na capital do estado da Paraíba, e juntaram-se a um grupo de artistas paraibanos, entre os dias 05 e 14 de maio, para experimentações diversas de arte e vida que resultaram na exposição coletiva em cartaz na Estação Ciência Cultura e Artes, em João Pessoa no período de maio a junho. Nesta segunda etapa, em seu curso inverso, onde artistas paraibanos vem a Belém para vivenciar a cidade e os rios que a cercam, criando, interagindo com artistas e o público local na sede do Fórum Landi, na Cidade Velha, será realizado o atelier aberto, os bate-papos e a exposição de trabalhos. Segundo Deyse Marinho, museóloga e coordenadora do projeto “nesse atelier todos, artistas e público, são bem-vindos para acompanhar o processo de criação artística, da gênese criativa, materialização da obra, até o momento de sua exposição”.

Os artistas visuais Edilson Parra e Thercles Silva, juntamente com o curador associado ao projeto Dyógenes Chaves, desembarcam pela primeira vez em Belém para viver a efervecência artística, social e cultural da cidade. Eles se juntam em Belém aos artistas Fábio Graf e Jeyson Martins, que participaram da etapa João Pessoa, mais Cledyr Pinheiro, Veronique Isabelle e Diogo Vianna, em um atelier aberto na sede do Fórum Landi entre os dias 16 e 21 de Junho (Segunda a Domingo). Desta nova vivência artística e dos intercâmbios será montada a exposição “Sussurro dos Rios”, que abre dia 23.06 no mesmo espaço.

Comenta sobre o projeto Edilson Parra, na expectativa da vivência  “O contato com o norte do Brasil sempre foi algo presente em meus sonhos, pois considero que  nesta região se encontra a última parcela do nosso planeta, em condições de se observar os nichos diversos que mantém a natureza na sua mais pura complexidade. Foi com este entendimento que vivenciei entre muitos diálogos com os artistas de Belém do Pará a dimensão da problemática que envolve a morte de um rio, conforme constatamos em uma das visitas ao Jaguaribe em nossa cidade.”

O idealizador e curador do projeto, Ramiro Quaresma, fala que o projeto “é uma iniciativa para conectar duas regiões do País, duas cidades, de realidades tão diferentes e tão próximas. Estimular e provocar essa interação artística foi uma grande experiência curatorial e humana”. O projeto tem como tema a relação das cidades e os rios que a cercam, as questões ambientais e sociais dessa interação, preservação versus “desenvolvimento”. Os rios Guamá, em Belém, e Jaguaribe, em João Pessoa, são o referencial imagético para o projeto, suas delicadas relações periféricas de ocupação, onde um conflito se instaurou. Os artistas escolhidos pra participar do projeto tem uma relação muito próxima deste universo líquido de cores e sentidos.

Contemplado no edital Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais 10a Edição, é uma iniciativa do blog Xumucuís,  com apoio institucional do Fórum Landi e UFPA, parceria A Senda, Casa Fora do Eixo Amazônia e Glocal Arts, em uma realização Funarte e Ministério da Cultura.

 


Serviço:

Hiper_Espaços Xumucuís [Guamá/Jaguaribe] – Segunda Etapa

Fórum Landi, Cidade Velha, Belém-Pará – Atelier aberto de 16 a 21/06, de 09 às 17h

Bate-papo (Pós-TV) com os participantes do projeto dia 23/06 às 18h

Exposição “Sussurro dos Rios”, abertura dia 23/06 às 19h como visitação até 27/07/2014

 

 

Biografia dos participantes:


Ramiro Quaresma é mestrando em Artes, PPGARTES-ICA-UFPA, possui graduação em Comunicação Social – hab. Publicidade e Propaganda pela Universidade da Amazônia (1999). Pesquisa arte e tecnologia e suas aplicações em artes visuais e preservação do patrimônio audiovisual. É curador independente/ pesquisador de artes visuais/artemídia e cinema. Idealizou os blogs Xumucuís e Cinemateca Paraense. Contemplado em 2014 no programa Rede Artes Visuais Funarte 10° Edição e em 2013 no Conexões Artes Visuais MINC-Funarte. Idealizou e realizou o I (Oi Futuro), II (Conexão MINC/Funarte/Petrobras) e III (Oi Futuro) Salão Xumucuis de Arte Digital, a exposição Panorama da Arte Digital no Pará (Prêmio Banco da Amazônia de Artes Visuais – 2012) e o projeto “Cinema no Pará:História e Memória” (Edital Projetos Culturais Banco da Amazônia – 2012). Entre 2002 e 2008 trabalhou como coordenador multimídia, projetos culturais e design gráfico para o Sistema Integrado de Museus da SECULT-PA para o Museu da Imagem e do Som, Museu do Estado do Pará e Espaço Cultural Casa das Onze Janelas.

Dyógenes Chaves vive e trabalha em João Pessoa-PB desde 1966. Artista visual, designer gráfico e de moda, gravador, crítico de arte (ABCA/AICA) e curador independente. Cursos de iniciação (história da arte, desenho e pintura) na Coordenação de Extensão Cultural da Universidade Federal da Paraíba-Coex/ UFPB (João Pessoa, 1974-75) e de desenho e gravura na Fundação Espaço Cultural da Paraíba-Funesc (João Pessoa, 1984). Bolsa de Estudos (Ministére des Affaires Étrangères/ França) na École Supérieure des Beaux Arts Luminy (Marselha/ França, 1997-98). Professor do Curso de Produção em Moda (Funetec/ IFPB) e do Curso Superior de Moda (Unipê). É consultor do Sebrae-PB na área de Estamparia têxtil. Ex-coordenador de artes plásticas da Funesc (João Pessoa, 1993-2010) e ex-diretor da Galeria Archidy Picado. Curador das Bienais de Gravura e de Desenho (Fenart, João Pessoa), coordenador de intercâmbio internacional das associações Le Hors-Là Paraíba (Brasil-França) e REDE (Brasil-Suíça). Avaliador do Programa BNB de Cultura (Artes visuais, 2009-2011) e do Funcultura (Artes visuais, Fundarpe, Recife, 2011). Atuou como jurado e palestrante em diversos Salões e Fóruns de Artes Visuais. Editor das revistas (Artes visuais) Segunda Pessoa e Cadernos de Cultura (João Pessoa). Colaborador (Artes visuais) nos jornais O Norte e A União/ Correio das Artes (João Pessoa, 2005-2010), e no jornal da ABCA. Organizou o livro Núcleo de Arte Contemporânea da Paraíba-NAC (Coleção Fala de Artista/ Edições Funarte, Rio de Janeiro, 2004) e publicou: Dicionário das Artes Visuais na Paraíba (Fundo Municipal de Cultural-FMC/ Funjope/Edições Linha D’Água, João Pessoa, 2010) e 2005-2010 – Ensaios sobre Artes Visuais na Paraíba (Programa de Cultura BNB/ BNDES, 2OU4 Editora, João Pessoa, 2013). Membro do Colegiado Setorial de Artes Visuais-CSAV/ MinC (2005-2009 e 2010-2011). Suplente do CSAV no Conselho Nacional de Política Cultural-CNPC/ MinC (2010-2011). Membro do Colegiado Setorial de Moda- CSM/ MinC (2012-2013).

Deyse Marinho é museóloga (UFPA), pesquisadora de artes visuais e produtora cultural. Coordenadora Geral e Designer das três edições do Salão Xumucuís de Arte Digital, do Panorama da Arte Digital no Pará e da Exposição “Sussurro dos Rios” (João Pessoa – PB). Idealizadora do projeto “Acervos em Movimento: Os Museus do Pará e Suas Coleções”, contemplado do Edital de Projetos Culturais do Banco da Amazônia (2012).

Edilson Parra é formado em Filosofia, trabalha com materiais e técnicas diversas. Desenvolve pesquisas sobre armas e armadilhas o que serve como suporte para fundamentação da sua produção em artes visuais. Participa do intercâmbio Brasil/França, tendo inclusive realizado residência artística em Marseille. Atualmente é também Coordenador de Artes Visuais na Fundação Espaço Cultural de João Pessoa/PB.

Thercles Silva é natural de Campina Grande (PB), mas vive na cidade de João Pessoa há 20 anos. Cursou Educação Física na Universidade Federal da Paraíba e rumou para as lentes nesse período. Atualmente ele vem retratando o seu cotidiano através de imagens enigmáticas geradas a partir da fotografia equirectangular, nas quais expõe ao observador ambientes em 360º.  E esta característica lhe rendeu uma citação na Fotografia Paraibana Revista (2013), a qual o menciona como sendo um dos representantes da novíssima geração de fotógrafos paraibanos que imprimem inventividade e inquietação à fotografia, utilizando-se de ferramentas tecnológicas, que fazem a diferença, pois resgatam o sentido primordial da contemplação de uma imagem, salvando da banalidade do clique fácil e de uma fruição fast food. Em dezembro de 2013, foi patrocinado pelo Consulado Francês para realizar um intercâmbio cultural, onde pode conhecer a cidade de Marseille/FR e artistas que fizeram parte da Associação Le Hors-Là, responsável, durante 20 anos, pelo intercâmbio de artistas entre França e Brasil.

Jeyson Martins é publicitário, formado em Comunicação Social (UFPA), designer gráfico e fotógrafo. Trabalha com suportes híbridos entre a fotografia e o grafite. Fez as exposições individuais “Interlúdio” (Gotazkaen) e “Olhar Urbano” (Galeria Theodoro Braga). Participou do Movimento HotSpot (2013) na categoria fotografia sendo um dos finalistas. É oficineiro da Associação Fotoativa.

Véronique ISABELLE realiza uma pesquisa poética com a pintura, a gravura e a instalação. Originária de Québec, no Canadá, ela trabalha agora principalmente em Belém. Ela é mestre em Antropologia Social pelo PPGA / Universidade Federal do Pará e doutoranda pelo PPGSA. Ela tem uma graduação em Artes Visuais pela Universidade Laval (Québec) e pela École Supérieure des Beaux-Arts de Marseille (França). Ela tem participado de várias exposições em Quebec, na França, em Belém e São Paulo e vários projetos de colaboração com artistas, instituições locais e diversas comunidades. Principais Exposições : Exposições solos: “Larguer les Amarres” -2005,  “Le quai et l’écho -2008 na Galerie 67, em Québec (Canadá), “Paisagens engolidas” – 2013 na Casa Rosada em Belém.  Exposições Coletivas : “Beautifull Étranger” – 2006 na Galeria Mongrand em Marselha, França; 26° Simpósio Internacional de Arte Contemporânea de Baie-St-Paul -2008 (Canadá); “Realidades Transitórias” – 2008, apresentada na Casa das 11 Janelas, em Belém. “Gravura contemporânea no Para”- CCBEU, em Belém – 2011 “Vento Norte” na Galeria Brasileira, em São Paulo – 2012. Exposiçoes em duo com Elaine Arruda: “Paná Paná”, na Galeria Théodoro Braga; “Entre nós” na Fotoativa– 2010; SP Estampa; XXX Salão Arte Pará como artistas convidadas – 2011; organizou e participou do projeto “Coletiva/Coletivos” reunindo três exposições coletivas e ciclos de conferência ; Ela participou ativamente do coletivo do Atelier do Porto 2010-2013; Curadoria do projeto “do Norte ao Norte” com artistas canadenses no Brasil – 2014.

Diogo Vianna é fotografo e artista multimídia. Idealizador do projeto Ciclos, que percorreu todas as capitais da Amazônia registrando a relação do homem com a bicicleta. Realizou exposições individuas em Belém, Macapá e Londres. Trabalha com video e projeção mapeada. Assistente Cultural da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves.

Cledyr Pinheiro nasceu em Catolé do Rocha (PB). Autodidata, já fez 5 exposições individuais, foi bolsista do Instituto de Artes do Pará -IAP e participou em 1997 do Salão Arte Pará.  Tem obras nos acervos Pinacoteca do Estado – Manaus – AM.; Casa da Cultura – Manaus – AM.; SEBRAE Nacional – Brasília – DF.;Museu do Estado – Belém – PA.; Fundação Rômulo Maiorana – Belém – PA.; Universidade da Amazônia – Unama – Belém – Pará e Jardim das Esculturas – Instituto de Artes do Pará – IAP – Belém – PA.

Fábio Graf é natural de Belém do Pará. Faz parte do Coletivo Cosp Tinta, movimento pioneiro no grafite na capital paraense,e do Coletivo Casa  Preta, que trabalha com afro desenvolvimento e tecnologia. Oficineiro dos projetos Biizu (Secom) e Circuito das Artes (FCPTN). Já participou de projetos de arte urbana em várias estados do país como Maranhão, Paraíba, Bahia, Brasília, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Artistas visuais paraenses em expedição

 

“Rio/ de muitos nomes/ Ser/ de muitas formas e fomes” esse trecho do livro “Porantim”, do poeta e professor de estética João de Jesus Paes Loureiro, foi a nascente desse projeto que tem na relação das cidades com seus rios e as periferias em suas margens sua proposta artística. Segundo Ramiro Quaresma, curador e idealizador do projeto “a arte como uma expedição sempre foi um projeto-sonho nosso, quando começamos o blog Xumucuís (do tupi, sussurro das águas). Depois de três edições do Salão de Arte Digital, vamos concretizar esse projeto criando um hiper_espaço conectando o Pará e a Paraíba, não apenas no ciberespaço, mas em uma experiência vivencial de múltiplas linguagens artísticas”.

 

O projeto «Hiper_Espaço Xumucuís [Guamá, Jaguaribe]», contemplado no Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais 10a Edição, fará um intercâmbio entre artistas visuais do estado do Pará e da Paraíba e tem na exposição «Sussurro dos Rios: Guamá/Jaguaribe» sua mostra de resultados e nas experimentações em grafite + pixo, fotografia + estêncil, pintura + intervenção e live cinema + mapping, com jovens artistas/instrutores paraenses. A exposição será pensada e montada de forma colaborativa na oficina “Curadoria em Multimeios” no próprio espaço expositivo. A primeira etapa acontece em João Pessoa na Paraíba no mês de maio em vários espaços da cidade e em junho em Belém no processo inverso. “Conhecemos pela internet vários artistas e produtores paraibanos, constatamos que pouco ou nada se sabia dos caminhos das artes visuais um do outro e esse projeto de intercâmbio pretende criar um link de arte e vida entre os participantes” diz Deyse Marinho, museóloga e coordenadora de produção do projeto.

A exposição tem curadoria de Ramiro Quaresma e Dyógenes Chaves, curadores do Pará e da Paraíba respectivamente, com os artistas Fábio Graf, Jeyson Martins, João Cirilo e Rodrigo Sabbá, que se juntarão a artistas paraibanos no projeto a partir das vivências em João Pessoa. A proposta curatorial é juntar artistas de múltiplas linguagens, que trabalhem em processos híbridos de criação artística com intervenção urbana, e proporcionar o surgimento de obras, individuais e coletivas, das oficinas no espaço Energisa, nas vivências no Espaço Mundo, para a exposição na Galeria da Estação Cabo Branco a ser aberta em 13 de maio de 2014. Em junho será a segunda etapa do projeto em Belém, onde artistas paraibanos selecionados entre as vivências virão a Belém para um novo ciclo de oficinas e exposição. Todas as atividades do evento são gratuitas. A única oficina com pré-requisitos de currículo para inscrição é “Curadoria e Multimeios”, as outras são abertas a todos os interessados com idades a partir dos 14 anos.

Projeto Paraiba Final Novo

«Hiper_Espaço Xumucuís [Guamá, Jaguaribe]» é uma realização Xumucuís, com apoio institucional da Prefeitura de João Pessoa, Estação Cabo Branco, Energisa, Espaço Cultural Energisa e Espaço Mundo, parceria Fora do Eixo e Varadero, em uma realização Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais 10a Edição, Funarte, Ministério da Cultura e Governo Federal.

 

 

SERVIÇO

 

Oficinas

 “Pintura + Intervenção Urbana” com João Cirilo

05 a 09/05 das 09 às 12h – Espaço Energisa

20 vagas

 

“Grafite + Pixo” com Fábio Graf

05 a 09/05 das 09 às 12h – Espaço Energisa

20 vagas

 

“Pinhole + Estêncil” com Jeyson Martins

05 a 09/05 das 14 às 17h – Espaço Energisa

20 vagas

 

“Live Cinema + Mapping” com Rodrigo Sabbá

05 a 09/05 das 14 às 17h – Espaço Energisa

20 vagas

 

“Curadoria em Multimeios” com Ramiro Quaresma

12 a 13/05 das 9 às 12h e 14 às 18h – Estação Cabo Branco

20 vagas

Bate-papo (Pós-tv) e vivências – Espaço Mundo

07, 08 e 09/05 a partir das 19h.

 

Exposição – Estação Cabo Branco

Abertura – 13 de Maio às 19h

 

Informações

xumucuis@gmail.com / (91) 8239 2476

 

Lúcia Gomes, 20 anos de Arte e Ativismo

Arte Lucia 20 anos Final ok

O Instituto de Artes do Pará receberá, de 11 a 14 de fevereiro, a exposição da paraense Lucia Gomes, chamada ARARA ARERE ARIRI Direitos Humanos ARORO ARURU – 50 anos de repúdio ao Golpe Militar – 20 anos Lucia Gomes – Salve a Justiça – Punição aos torturadores! Haverá mostra de obras da artista e realização de ações por parte da mesma e de outros participadores. A noção de liberdade (e seus paradoxos) e o respeito à vida e à justiça norteiam a produção exposta e as práticas de Lucia Gomes.

Inevitável para a artista, em sua militância humanista, o confronto com questões políticas e sociais de nosso tempo. Em duas décadas de uma produção complexa e ininterrupta, não foram poucas as vezes em que Lucia Gomes tocou assuntos que passam pela violação de direitos humanos, como as torturas no regime militar brasileiro. Sua mostra vem somar forças às manifestações decorrentes dos 50 anos de Golpe Militar no Brasil, buscando evidenciar tais memórias, ainda muito dolorosas.

Nascida em Belém do Pará em 1966, Lucia Gomes é uma artista irrequieta, e corrobora a ideia de que por meio da arte se modifica a maneira de pensar, agir, ver e sentir o entorno e o mundo. Além de exposições individuais e participação em coletivas em várias cidades e países, a artista possui uma vasta prática de ações artísticas e espaços públicos, e mesmo no espaço virtual. Desde 2007 radicou-se na Suíça, de onde instiga, provoca e mantém vínculos constantes com os seus, que ficaram do outro lado do Atlântico.

Na programação, além da mostra artística e das ações a realizar, haverá Mesas para discussão de temas que perpassam a exposição, como educação, direitos humanos, política e, é claro, criação artística. Entre os convidados estão nomes como Marisa Mokarzel, Paulo Fonteles Filho, Orlando Maneschy e Tadeu Lobato, além da participação de Lucia Gomes com relatos em todas as Mesas.

ARARA ARERE ARIRI Direitos Humanos ARORO ARURU – 50 anos de repúdio ao Golpe Militar – 20 anos Lucia Gomes – Salve a Justiça – Punição aos torturadores!

Local: Instituto de Artes do Pará

Período de visitação: de 11 a 14/02/2014

Curadoria: Gil Vieira Costa

Produção: Xumucuís

Coordenação da Ação Educativa: Mário Jardim

Chefe de Cerimônia/Ritual: Romário Alves

MESAS DE CONVERSA

Local: Auditório do Instituto de Artes do Pará

Hora: 19h às 21h

Mesa I

Data: 11/02

Convidados: Marisa Mokarzel, Tadeu Lobato e Vânia Leal

Mediação: Maria Christina

Mesa II

Data: 12/02

Convidados: Ednaldo Britto, Orlando Maneschy e Paulo Fonteles Filho

Mediação: Werne Oliveira

Mesa III

Data: 13/02

Convidados: Giza Bandeira, João Cirilo e Sissa de Assis

Mediação: Ramiro Quaresma

Mesa IV

Data: 14/02

Convidados: Arthur Leandro, Gil Vieira Costa e Jaqueline Souza

Mediação: Cledyr Pinheiro

COBERTURA

DIA 01 – 11/04/2014

Registro do mapping do VJ Rodrigo Sabbá no anfiteatro do IAP

Mapping – VJ Rodrigo Sabbá // Lucia Gomes 20 anos from ramiro quaresma on Vimeo.

2013 em exposição // Destaques do ano nas artes visuais em Belém

Resolvemos fazer uma seleção do que melhor aconteceu em 2013 nas artes visuais de Belém, exposições individuais, coletivas e projetos especiais, são três exposições/projetos em cada um dos ítens. Estamos abertos a críticas e comentários, fique à vontade.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

ENTREATO DA LUZ, de Luiz Braga

Um dos maiores fotógrafos do Brasil, o paraense Luiz Braga mostrou na Sala Valdir Sarubbi do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas seus trabalhos que já fazem parte de nosso imaginário artístico com novas produções, com curadoria de Armando Queiroz. Um ponto alto a destacar foi a instalação com as fotografias da série “Menina e Carvão”, uma novidade expositiva na carreira do artista.

OLHAR URBANO, de Jeyson Martins

O jovem artista Jeyson Martins fez duas individuais em 2013, “Interlúdio”na Galeria Gotazkaen e essa que destacamos aqui que foi realizada na Galeria Theodoro Braga, no Centur. O artista mesclou a fotografia pinhole, realizada em câmeras artesanais criadas pelo próprio artista em latas vazias de spray, onde ele capta a periferia da cidade onde, por vezes, intervêm com seus grafites e pixos.

MIRADA, de Luiza Cavalcante

luiza

A jovem fotógrafa paraense revela um olhar poética em sua série “Mirada”, onde retrata o universo de cinco mulheres, em branco e preto, e com grande domínio de cena. Uma entrada de grande impacto na forte cena da fotografia em Belém, selecionada no edital de pautas da galeria do CCBEU.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS

II SALÃO XUMUCUÍS DE ARTE DIGITAL, curadoria de Ramiro Quaresma

Não podiamos deixar de citar a segunda edição do Salão realizado pelo nosso blog, realizada através do prêmio Conexão Artes Visuais MINC/Funarte/Petrobras em dois espaços expositivos (CCBEU e MEP, ambos em editais de seleção de pauta). 20 artistas selecionados em todo o Brasil e 9 convidados paraenses fizeram parte do projeto.

AMAZÔNIA, LUGAR DE EXPERIÊNCIA, curadoria de OrlandoManeschy

Projeto que tem objetivo formar o acervo amazoniano do Museu da UFpa, idealizado pelo artista visual e curador Orlando Maneschy, adquiriu esta coleção que expôs no MFUPA e no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas.

IV PRÊMIO DIÁRIO CONTEMPORÂNEO DE FOTOGRAFIA, curadoria de Mariano Klautau

Projeto de grande visibilidade idealizado pelo fotógrafo e professor Mariano Klautau e realizado pelo jornal Diário do Pará.  Através de seleção a nível nacional o Prêmio realizou duas exposições, no MUFPA e no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas. O projeto tem como pontos fortes as ações formativas e educativas realizadas antes e durante o evento.

PROJETOS ESPECIAIS

R.U.A – Rota Urbana pela Arte

Projeto da artista visual/grafiteira Drika Chagas que propôs uma galeria de grafites pelas ruas da Cidade Velha em Belém, ressignificando o espaço urbano a partir de uma pesquisa com as memórias dos moradores do bairro.

#REDUTOWALLS

Projeto de arte urbana de Sebá Tapajós, onde o artista e colaboradores grafitam um muro por semana no bairro do Reduto, antiga zona portuária de Belém.

FESTIVAL AMAZÔNIA MAPPING

Idealizado pela artista visual Roberta Carvalho, a primeira edição do festival trouxe a Belém os grandes nomes do VJismo e mapping do Brasil e levou milhares de pessoas ao Complexo Feliz Lusitânia para as apresentações que mapearam as superfícies dos principais prédios históricos da cidade.

Imagens: web, facebook e etc (quem quiser crédito é só falar) 🙂

GOTAZ #4

CAPA_FINAL_04

Na Sexta-feira, 6, em Belém, será lançado mais um número da Revista Gotaz, publicação especializada nas Artes Visuais da Amazônia, que chega à quarta edição apresentando ensaios, portfólios, entrevistas e reportagens, em 100 páginas sobre a produção artística da região. O lançamento começa às 19h, na galeria Gotazkaen, e a entrada é gratuita.

Resultado do Prêmio de Estímulo às Artes da Fundação Nacional das Artes (Funarte) 2010, a Revista Gotaz tem tiragem de 3500 exemplares, distribuição gratuita e é produzida pelo Gotazkaen Estúdio. A festa de logo mais contará com a participação dos DJ´s Jeft Dias, Gerson Júnior e Gabriel Gaya (Black Music do Brasil e do mundo), além de degustação promovida pela From the kitchen Of e Nine Burguer, parceiros no evento. Tudo de graça.

Nas páginas da revista, um dos destaques fica para a entrevista realizada pela artista visual Luciana Magno com P.P Condurú, que abordou sua trajetória desde os tempos de garoto, quando se mandou de Belém, até sua imersão mais recente no universo da pixel art. “Escolhemos o P.P porque ele representa um tipo de pensamento inquieto que nos agrada. Um artista que não vive do que produziu no passado, mas tenta sempre se reinventar”, diz o designer Daniel Zuil, um dos idealizadores da revista.

Além dele, a Gotaz 4 apresenta um perfil de Sebá, grafiteiro paraense que voltou a Belém após muitos anos de ausência para levar adiante o “Reduto Walls”, que pretende, a médio prazo, transformar o bairro numa espécie de museu a céu aberto. A fotografia de Dirceu Maués e Luiza Cavalcante; a poesia em prosa de Rodrigo Barata ilustrada por Felícia Bastos; as telas inspiradas em Marcel Duchamp de Erinaldo Cirino e uma reportagem apresentando os que mantêm espaços independentes de arte na capital completam o conteúdo da publicação.

 

Serviço

Lançamento Revista Gotaz #4

Onde: Galeria Gotazkaen, Ó de Almeida, 755, esquina com Assis de Vasconcelos.

Quando: Dia 6/12, a partir das 19h

Quanto: Entrada gratuita

“Corpo Sincrético” no Teatro Waldemar Henrique

corpo

O Projeto INstalação PERFORMativa ‘A partir das 8’ com EWÁ: Corpo Sincrético integra artistas de diferentes linguagens artísticas em territórios amplos de atuação (dramaturgia, performance, audiovisual, cenografia, figurino, música, literatura, fotografia), acompanhados por um pesquisador acadêmico de geografia cultural, com ênfase em religiosidade e um sacerdote do Candomblé que ao se encontrarem trocam, se alteram, alternam, convivem e compartilham sentimentos-discursos-vivências numa participação compositora e ao mesmo tempo expectante de um acontecer artístico-religioso exclusivo em cada tratamento proposto. Perceber, ir, ficar, fugir, passar, sentir, atravessar, silenciar, agregar, observar, diluir, partilhar, inverter, vigiar, contrapor, intuir, encontrar, conter, expandir, mapear, jogar, silenciar, trair, vazar, ligar, comungar códigos dialógicos possíveis no encontro arte-religiosidade-ciência pelos quais o corpo se insinua texto-cena, intertextualidade, ritualidade integradora que adentra outras-novas-velhas linhas imaginarias enlaçados nos espaços-tempos distintos presentificados performances.

O COLETIVO: Um só corpo, múltiplos ofícios.

1. Diego Vattos: corpo-canto
2. Mailson Soares: corpo-guia
3. Mateus Moura: corpo-lente
4. Mauricio Franco: corpo-veste
5. Nilson Saldanha, Babalorixá Nil D’Oxum: corpo-sacro
6. Rafael Couto: corpo-jogo
7. Rosilene Cordeiro: corpo-rito
8. Wallace Pantoja: corpo-rede

Projeto Gráfico: Maécio Monteiro

Exposição “O retrato que há em mim” – Onze Janelas

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A produção em artes visuais dos alunos da Apae de Belém se constitui de vivências, que buscam: a percepção de elementos formais das artes, a familiaridade com materiais artísticos, o estímulo à percepção e reflexão de subjetividades contidas em obras de arte, a oportunidade de acesso a conteúdos culturais, construção de diálogos e visitas à exposições e espaços culturais, experiência notadamente enriquecedora.

Costumo dizer que toda deficiência dos meus alunos desaparece e nos tornamos semelhantes quando percebo as minhas próprias deficiências. É quando passamos a falar a mesma língua, de igual para igual. Nesse momento, em que me deparo com a dificuldade de ser compreendida por eles, entendo que a deficiência é minha e visto a pele do outro, pois que conheço as minhas dificuldades, bem como as potencialidades, como eles também conhecem as deles. E então, nos entendemos e toda ação se torna possível.

Foi no exercício de olhar o “outro-artista” que iniciamos nosso percurso neste trabalho. Tentando com que essa experiência os conduzisse para a percepção do próprio “eu” e que pudessem se projetar, eles mesmos, na ideia de se autorrepresentar – diferentes e únicos nas características individuais e semelhantes na capacidade de se reconhecer e de encontrar, através da janela do espelho, os seus próprios retratos.

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Partimos do referencial concreto, utilizando autorretratos de artistas conhecidos, possibilitando releituras, fruição, diálogos e formação de opinião. Nesse processo, surgem identidades, constrói-se conhecimento e revelam-se juízos de gosto, arcabouços do “existir”. A mágica se dá quando eles se descolam do referencial imagético que lhes foi oferecido, tomando suas próprias decisões, anunciando que toda a deficiência, a minha e a deles, foi superada e que uma conexão foi estabelecida. Desenharam-se, pintaram-se e se representaram com a liberdade de ser: eles próprios em sua subjetividade, sendo nuvem, como no poema de Mário Quintana, cores e sonhos… Nuances subjetivas presentes em cada autorretrato desta mostra.
Nesta exposição apresentamos a expressividade de cada um, o desejo e o orgulho com que essas pessoas se colocam e se sentem participativas de um processo em que estão verdadeiramente incluídas e envolvidas, que revela as individualidades e sentimentos de quem não vive em um mundo paralelo, mas no mesmo mundo a que todos fazemos parte. Talvez o que seja excepcional nesta experiência, seja apenas a rara oportunidade, em que podemos trazer ao público os resultados tão cheios de emoção, e, particularmente para nós que os acompanhamos nesse exercício de criação e superação.

Silvana Saldanha
Professora de Artes Visuais da Apae de Belém.

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“Paisagens Engolidas” de Véronique Isabelle – Exposição e Defesa de Mestrado

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P a i s a g e n s   e n g o l i d a s   é uma exposição que integra a defesa de Mestrado em antropologia da artista canadense Véronique Isabelle, de título “Mergulhar nas águas e trilhar o Porto do Sal, ensaios sobre um percurso etnográfico”, realizado na Universidade Federal do Pará, sob a orientação do Prof. Dr. Flávio Leonel da Silveira. A defesa acontecerá terça-feira (23/07) na Casa Rosada, às 10h da manhã e, em seguida, a exposição será aberta ao público. A visitação vai de 11h às 18h, somente no dia 23 de julho.

A exposição reúne trabalhos produzidos no decorrer dos dois anos de pesquisa da artista no Porto do Sal, onde a arte se apresenta como meio de inserção e imersão em suas paisagens portuárias. As obras se apresentam como um conjunto de encontros gravados, inscritos, desenhados, pintados que possuem um caráter documental próprio, testemunham um tempo compartilhado, se configuram como experiência artística singular.

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“As minhas deambulações nas paisagens do Porto do Sal e os encontros com as pessoas me levaram a descobrir um universo rico e diversificado de conhecimentos e de modos de viver”. O porto concentra várias realidades presentes na cidade de Belém, além de possuir uma forte relação com as culturas ribeirinhas da região e com o universo da pesca artesanal. As suas imediações apresentam construções de moradias onde diversas famílias vivem, bem como o comércio formal e informal – onde o tráfico de drogas, a prostituição, as festas de technobrega convivem no cotidiano dos moradores e trabalhadores.  “A partir da pesquisa que realizei no local, foi possível conhecer algumas dessas realidades que passam facilmente despercebidas, ampliando assim a compreensão deste contexto social, bem como de aspectos da cultura amazônica contemporânea em meio urbano”.

Mais do que uma apropriação do lugar, a mostra compartilha a experiência do encontro com o Outro e suas paisagens. É um convite para trilhar o Porto do Sal e mergulhar neste universo complexo, muitas vezes invisível, a partir de uma experiência singular.

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559802_10200701308205790_1912767096_nVéronique Isabelle (1983) – Mestre em Antropologia Social pelo PPGA / Universidade Federal do Pará.  Bacharel em Artes Visuais formada pela Université Laval (Québec) e École Supérieure des Beaux-Arts de Marseille (France) / Membro ativa do Coletivo do Atelier do Porto. Principais Exposições : Exposições solos de pintura: “Larguer les Amarres” -2005 e “Le quai et l’écho -2008 na Galerie 67, em Québec (Canadá); Exposições Coletivas : “Beautifull Étranger” – 2006 na Galeria Mongrand em Marselha, França; 26° Simpósio Internacional de Arte Contemporânea de Baie-St-Paul -2008 (Canadá); “Realidades Transitórias” – 2008, apresentada na Casa das 11 Janelas, em Belém; “Paná Paná” – 2010, na Galeria Théodoro Braga, em duo com Elaine Arruda ; “Entre nós” apresentada no Fotoativa com o duo VeryWell (com Elaine Arruda) ; SP Estampa – 2011, com o duo Very Well ; “Gravura contemporânea no Para”- CCBEU, em Belém; XXX Salão Arte Pará como artista convidada com Elaine Arruda; “Vento Norte” na Galeria Brasileira, em São Paulo – 2012, organizou e participou do projeto “Coletiva/Coletivos” reunindo três exposições coletivas e ciclos de conferencia ;  participou também de diversas outras exposições coletivas na França, no Brasil e no Canadá.

Gotaz #3 ganha as ruas

Revista chega mais uma vez para apresentar um  mosaico das artes visuais da região

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Na próxima quarta-feira a Revista Gotaz ganha as ruas de Belém mais uma vez. E o terceiro número da publicação promete manter o espírito das anteriores, com um recorte bem produzido do que é feito de melhor nas artes visuais da Amazônia. São cem páginas de entrevistas, perfis, artigos de opinião, portfólios e novidades. O lançamento será realizado na galeria do Estúdio Gotazkaen, na travessa Ó de Almeida, 755, a partir das 19h. A entrada é gratuita.

“Nesta edição conservamos a ideia de explorar ao máximo a diversidade. Reunimos temas e personagens que têm em comum o fato de residirem ou terem nascido na região, mas com visões e abordagens diferentes em seus respectivos trabalhos”, adianta Elvis Rocha, editor-chefe da publicação.

Neste conceito de reunir artistas de diferentes matizes, a revista correu atrás da fotógrafa Paula Sampaio, premiada nacionalmente pelo registro do dia a dia dos menos abastados da região, que concedeu uma longa entrevista ao artista visual Emídio Contente, na qual fala da carreira, de jornalismo e da ligação com a terra que a adotou desde que deixou Minas Gerais, ainda nos anos 1970.

Éder_OliveiraOutro destaque fica para o registro da obra do timboteuense Éder Oliveira. Nascido na região bragantina, o jovem artista, daltônico, vem construindo uma carreira baseada na mistura entre sensibilidade social e pintura, retratando a partir de recortes dos cadernos policiais de Belém a dura realidade dos excluídos da capital paraense.

A Gotaz também propôs um desafio a dois artistas paraenses. O ilustrador Fábio Vermelho e o escritor Caco Ishak se reuniram para assinar, em parceria, “Eu, Cowboy meets Weird Works”, uma historieta com pitadas de nonsense que ocupa uma das áreas mais nobres da publicação, a que reúne na mesma tecla literatura e artes visuais.

A novidade da edição ficou por conta da inclusão de uma obra a partir de convocação feita pela página da revista (www.gotaz.com.br). “Corações Vândalos”,  de Rafael Fernandes, artista paraense criado em Manaus e que por muitos anos morou em São Paulo, foi o escolhido entre vários projetos enviados e ilustra as páginas finais da revista.

“Nossa ideia era democratizar mais ainda a produção. Abrimos para as pessoas nos mandarem seus trabalhos e ficamos satisfeitos com a repercussão da iniciativa”, diz Daniel Zuil, diretor criativo da revista e um dos sócios-fundadores do Gotazkaen Estúdio.

Um panorama da Arte Digital produzida no estado desde os anos 1970; a obra de Júnior Lopes, que transforma retalhos velhos em ícones da cultura pop; o trabalho das crews que na periferia de Belém levam conscientização e arte à molecada, assim como artigos de opinião de gente como Gil Vieira, Keyla Sobral, Jack Nilson e Fabrício Mattos completam o mosaico proposto pela Gotaz para este trimestre.

A Gotaz conta com o apoio da Fundação Nacional das Artes (Funarte) e seus 3.500 exemplares são distribuídos de forma gratuita em pontos da capital paraense e das Regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste do Brasil.

Fonte: GOTAZ

 

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Elaine Arruda, Marcone Moreira e Marisa Mokarzel entre os selecionados da Bolsa Estímulo da Funarte

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O resultado não é o final, mas pelas notas atribuídas aos projetos é praticamente certa a seleção dos projetos “Paisagem Suspensa” de Elaine Arruda e “Margens” de Marcone Moreira na categoria A, e do projeto “Névoa de Luz” da professora e curadora de artes Marisa Mokarzel na categoria B, de produção crítica. Três projetos do estado do Pará entre os 14 selecionados demonstra a força da produção artística e da reflexão teórica sobre a arte contemporânea aqui no estado.

Acesse aqui o resultado geral da seleção:

Bolsa de Estímulo à Produção em Artes Visuais 2013_Categoria A
Bolsa de Estímulo à Produção em Artes Visuais 2013_Categoria B

Sobre os contemplados:

ELAINE ARRUDA

elaineElaine Arruda (1985) – Mestranda em poéticas visuais pela ECA/USP (Universidade de São Paulo). Foi contemplada com a Bolsa de Pesquisa e Experimentação Artística Edição 2010, concedida pelo Instituto de Artes do Pará (IAP). Coordenou o projeto Grafias, aprovado pelo Edital Espaço Cultural Banco da Amazônia 2010. Realizou Residências Artísticas no Centre d’artiste Engramme (Méduse). Québec – Canadá, 2009; no Centro de Estudos da Imagem impressa Press Papier, em Trois-Rivières. Québec – Canadá, 2009; assim como nos ateliês Piratininga e Espaço Coringa. São Paulo, 2007. Participou de diversas mostras em Belém, São Paulo e Canadá, dentre elas: “É preciso confrontar as imagens vagas com gestos claros”, na Oficina Cultural Oswald de Andrade, São Paulo, 2012; “Outras coisas visíveis sobre papel”, na Galeria Leme, São Paulo, 2012; “Coletiva Coletivos”, na Casa das 11 Janelas, Atelier do Porto e Galeria Theodoro Braga. Belém, 2012; “15° Biennale Internationale de la Gravure de Sarcelles”. Sarcelles, França, 2011; “Vento Norte”. Gravura Brasileira, São Paulo, 2011; “Gravures contemporaines d’artistes français et brésiliens”. Lyon, França, 2011; SP Estampa 2011 (duo VeryWell), Galeria Gravura Brasileira, São Paulo; Arte Pará 2011 (duo VeryWell). MEP, Belém; “Estampe Amazonienne”, exposição realizada no Centro Artístico Engramme. Québec, Canadá, 2010. Possui obras documentadas nas seguintes Publicações: Revista “Qui vive”, Montréal 2012; Jornal de Resenhas da Folha de São Paulo, 2010. Publicação do livro “Impressões”, editado pelo SESC Pompéia. São Paulo, 2008. Catálogo “Acervo Onze Janelas, Gravura no Pará”, Belém 2008.

MARCONE MOREIRA

Marcone Moreira - Foto José Paulo LacerdaNasceu em Pio XII – MA, Brasil em 1982 – Vive e trabalha em Marabá-PA. A partir de 1998, vem participando de diversas exposições pelo país e no exterior. Sua obra abrange varias linguagens, como a produção de pinturas, esculturas, vídeos, objetos, fotografias, e instalações. Prêmios: Bolsa de Pesquisa e Experimentação Artística, Instituto de Artes do Pará, premiado no X e XV Salão da Bahia, Prêmio Projéteis de Arte Contemporânea, Funarte e premiado no Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo; Bolsa Pampulha, Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte e XXII Salão Arte Pará, Belém. Individuais: 2007, Arqueologia Visual, Espaço Cultural Banco da Amazônia, Belém e Margem, na Galeria Lurixs-RJ. 2006, Vestígios, Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte. 2005, Vestígios, Galeria Virgilio, São Paulo. Coletivas: 2009, Nova Arte Nova, CCBB, São Paulo; 2008, Arco, Feira de Arte Contemporânea, Madri, Espanha; Os Trópicos, CCBB, Rio de Janeiro e Museu Martin-Gropius-Bau, Berlim, Alemanha. 2007, PINTA, Feira de Arte Contemporânea, Nova York. 2005 Amálgamas, em Mantes-la-Jolie na França e Desarranjos, Museu do Marco, Vigo, Espanha. 2003, Panorama da Arte Brasileira, MAM-SP.

MARISA MOKARZEL

MMÉ doutora em sociologia pela Universidade Federal do Ceará e mestra em história da arte pela UFRJ. Coordenadora adjunta do mestrado em comunicação, linguagens e cultura da Universidade da Amazônia, professora de história da arte dos cursos de artes visuais e tecnologia da imagem e de moda da Universidade da Amazônia. Foi diretora e curadora do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas da Secretaria Executiva de Cultura do Estado do Pará, curadora do Rumos Artes Visuais 2005/2006 e da Mostra Fiat Brasil 2006, e curadora adjunta da Bienal Naif de Piracicaba/SP 2006. Participou da comissão de seleção dos projetos Cultura e Pensamento (2006), Conexão Artes Visuais Funarte (2007) e Arte e Patrimônio (2007) e foi palestrante convidada da mesa-redonda A Ambiguidade na Modernidade Tardia, na ARCO8, 27ª Feira Internacional de Arte Contemporânea, em Madri (2008). Tem realizado curadoria para exposições de jovens artistas do Pará. Entre as curadorias realizadas estão Carne/Terra, individual de Berna Reale, Galeria Kunsthaus, Wiesbaden, Alemanha (2004); Contiguidades, Arte no Pará dos Anos 1970 a 2000, realizada no Museu Histórico do Estado do Pará (2008); e a individual de Jeims Duarte no Instituto Cultural Banco Real de Recife (2008). Curadora com Orlando Maneschy do Arte Pará 2009.

Exposição “Restos Manicomiais… até quando?”

A exposição “Restos Manicomiais… até quando?” está acontecendo no CAPS Renascer, localizada na Tv. Mauriti próximo à Duque, até o dia 23 de junho, quando segue para o Tribunal de Justiça do Estado, permanecendo exposta no hall da Vara de Execuções Penais até o dia 01 de julho. Ambos funcionam das 8h às 18h.

As imagens foram produzidas por 18 internos do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, de Santa Izabel do Pará, a partir de oficinas de xilogravura (gravura em madeira) e fotografia (pinhole e pinlux) ministradas por artistas de Belém. As oficinas foram organizadas como parte de minha pesquisa de doutorado, a qual tem como tema o processo de institucionalização e desinstitucionalização das pessoas em medida de segurança, i.e., pessoas diagnosticadas com transtornos mentais que entraram em conflito com a lei. A pesquisa pensa a arte como instrumento político disruptivo e tático para dar visibilidade a estes invisíveis e busca provocar discussões e reflexões capazes ou não de deslocamentos na nossa maneira de pensar a loucura e sua relação com o crime.

A exposição deve passar até agosto pelo curro velho e algumas secretarias, como sespa e sejudh, além da susipe.

Fonte: Alyne Alvarez (texto e imagens)

Dossiê: Por uma cartografia crítica da Amazônia // Entrevista com Giseli Vasconcelos

gEu fico imaginando os caminhos da vida que sigo considerando sempre como pesquisa experimental, eles seguem ao longo do tempo e parecem não findar…Enfim, Ramiro me encaminhou essas perguntas no fim do ano passado -eu estava no meio da agonia nômade, e ainda no meio do processo burocrático para fechar o projeto junto à lei de incentivo,portanto, o tempo passou (e então eu relaxei) e pude escrever um  pouco sobre esse processo…

Ramiro Quaresma: Como surgiu a idéia para este mapeamento imagético sobre a Amazônia?

Entre2010 e 2011 eu tive que migrar para os estados unidos, onde basicamente passei a residir, ainda que trabalhando em projetos para Belém. Foi essa distancia me empurrou para desenvolver uma maneira de trabalhar remotamente, somente possível a partir do uso de internet. E isso a principio me agoniava demais, perder o olho-no-olho, vivendo na fronteira entre duas realidades num mesmo continente : o norte gelado, rico e frio – versus – o trópico quente, pobre e úmido (interpretando o sentido de frio x úmido,como uma analogia entre corpos e situação de vida cotidiana).

Estou no nordeste dos estados unidos – que é a parte do país mais avançada no que tange a tecnologia digital e de informação, assim como o modelo de conhecimento e política da nova esquerda. É nessa região entre NY e Boston que se concentram 5 das universidades top10 do ranking das melhores do país, são elas: Harvard, Columbia,MIT, YALE e Princenton. É um mundo de uma internet com pelo menos 10anos à frente e com gadgets 3 vezes mais baratos e modernos se comparados ao que temos disponível no Grão Pará (refiro-me à um território cultural mais do que uma precisão de mapa institucional). É também onde se concentra o ativismo verde, com inúmeros projetos, grupos e coletivos ligados às questões de mudança climática global, transgênicos, produção energética etc. Foi um choque cultural doloroso, mas proveitoso que ajudou a enxergar e melhorar a perspectiva sobre o lugar de onde eu vinha,reconhecendo a diferença brutal de acesso a um capital cultural global além de perceber a ostentação e sobrecarga do modelo hegemônico de conhecimento, e que não nos representa.

Milton Santos não saía da cabeça (notadamente o livro Por uma outra globalização – do pensamento único à consciência universal), em fazer-nos refletir quanto a geopolítica está presente em nossas vidas e o quanto somos esmagados por um suposto conhecimento que nos reverencia à distância (se vistos comocommodities) mas que não nos garante estrutura, mecanismos e ferramentas para consolidar o NOSSO conhecimento, ou melhor, a NOSSA visão de mundo.A Amazônia é território notório presente na consciência coletiva global, entretanto, sob o ponto de vista midiático, ainda permanece a visão romântica de uma natureza inexorável: como Jacques Cousteaue os botos cor-de-rosa entre plim-plins que insistem em sobreviver no meu subconsciente.

Comecei a pesquisar sobre a incidência do termo Amazônia, Amazon a partir dos mecanismos de buscas gringos, precisamente Google. Eu estava atrás de informações sobre a Amazônia brasileira, principalmente aspectos humanos e urbanos. Primeiramente digitei a palavra AMAZON,quando obtive inúmeras paginas referenciando o maior sites de vendas on-line do mundo. E se adicionava RAINFOREST, caia em inúmeros sites de agencias internacionais com noticias sobre desflorestamento,aquecimento global ou reservas indígenas. E ainda, se acrescentasse AMAZONIA BRASILEIRA, indiferente se com Z ou S, caia em inúmeras páginas de turismo, churrascarias, desastres ambientais ou mesmo,sobre o açaí. Eu não conseguia ver nenhum resquício de informação sobre a urbanidade, o dia-a-dia, cultura popular urbana, ou mesmo aspectos políticos que interferem no processo de urbanização amazônico entre as notícias. Para acessar um site local, um bloco jornalístico, demandaria algumas dezenas de páginas até chegar a informação de interesse. Eu me posicionei como uma gringa, com boa leitura em português, tentando encontrar algo real sobre a Amazônia.

E o pior, se eu seguisse busca a partir de imagens, em sobressalto,reaparecem os rios, rios com a vista de cima, a floresta entre cortada por rios entre Ss e a imensidão verde com algumas representações indígenas. Além disso, uma quantidade significativa de arquivos videográficos, notadamente documentários televisivos sobre a Amazônia como última fronteira da natureza, com um vasto ecossistema a ser preservado. Uma Amazônia vista de cima, a partir de helicópteros, a visão exógena dos que vem de fora e recontam a história do lugar, ou seja, a concepção de um lugar sempre estrangeiro. Então, CUIDADO: a visão imagética magnífica da floresta e rios se sobrepõem à uma alienação da realidade sobre os fatores políticos e sociais que definem e engendram as políticas de desenvolvimento e ocupação da Amazônia.

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E isso me remeteu a uma única coisa: visão midiática implantada, do qual permeou a visão do lugar durante minha infância e adolescência(retomando Jacques Cousteau…) moldou gerações e que continua a influenciar uma concepção global ingênua sobre este território. O que ocorre é um alienação informacional, e pior, muitas vezes sustentada por nós mesmos, o que exige uma engenharia reversa para assim re-significar os valores aponto de sermos vozes constantes de um ativismo que garanta a noção,defesa e reação para esse território. Então imaginei que seria importante usar qualquer recurso para retroalimentar primeiramente esse reconhecimento de si – como filho do lugar, voltando às velhas formas tribais de se reunir. E focar caminhos de como agir na contramão deste discurso.

Ramiro Quaresma: Ao conectar Arte e Política a Cartografia propõe uma criação artística mais crítica?

Isso com certeza, é só mais um passo necessário. Há alguns anos vinha acompanhando trabalhos envolvendo formas criativas de cartografia,com resultados que vão desde mapas mentais mais poéticos, até mapas radicais, políticos e/ou georreferenciados. É impressionante como o conceito de cartografia vem sendo experienciado por ativistas e artistas fundamentalmente afim de reinterpretar o espaço ocupado.São resultados que atuam muito mais numa dinâmica coletiva por retomada de consciência, do que simplesmente formar audiência ou simular espetáculos.

Cartografia trata da concepção, produção, difusão, utilização e estudo dos mapas. Não é o mapa em si mesmo, mas um caminho do qual utilizamos para observar e explorar uma documentação também importante para revirar nossa história, e a nossa história, não começa e morre no Pará. Se agente se restringir às cercanias institucionais geográficas estamos negando nossa natureza humana que carrega similaridades que vão do caribe até mais adiantes das nossas bordas internacionais. To falando das tradições que não nos foram até então roubadas, à custo das resistências indígena e negra (nômades e fugitivos) que foram atravessando rios e florestas, readaptando e mixando realidades. Por isso temos muito mais afinidades com esse povo do que com o eixo centro-sul brasileiro.

As instituições informacionais podem estar nas grandes cidades da Amazônia, entretanto a consciência política a noção vívida do espaço é muito maior nas florestas, várzeas e nas áreas rurais.Mas é nas cidades que a informação midiática se concentra invisibilizando o que temos de melhor, e é na produção cultural que ela se extravasa, seja financiada pelo governo ou mesmo na cena independente. Por isso é muito importante ter a preocupação em construir uma consciência mais de acordo com o nosso sistema devida, mais digna e real. E não viver uma fantasia de um mercado que está nos dilacerando.

À quem estamos de fato fortalecendo se obedecemos a um discurso que nos mantém cegos, surdos e mudos? É preciso dar vazão à uma contracultura e dar espaço para que ela se expresse, e mais, temos muitas vozes com expressão, clareza e percepção admirável – masque não têm visibilidade, que não é fruto somente da opressão corporativa e do Estado, mas também fruto da falta de apoio entre uma rede de informação, que pode muito bem ser manejada colaborativamente por mais jornalistas, designers, arquitetos,artistas enfim, engajados à realidade local. Precisamos de mais ativismo local somando forças à quem interessa, e melhor seria em conectividade com ações globais. Isso é um caminho de futuro.

Ramiro Quaresma: Essa expedição filosófica pela Amazônia profunda terá outros desdobramentos? Mais uma vez parabenizo pelo projeto importantíssimo.

Quero trabalhar por um desdobramento. O projeto que foi aprovado pela Lei SEMEAR com o patrocínio cultural do programa Vivo Lab entre 2010/11,teve duas etapas executadas entre 2011 e 2012. A primeira etapa correspondeu aos encontros imersivos entre Belém e Santarém, o que criou uma aproximação dos conteúdos a serem mapeados. No segundo momento, o que criamos (centre muitas mãos contribuindo) foi uma usina de produção caseira para reunir os conteúdos abordados durante as imersões resultando na produção da publicação impressa, nos remix em vídeos e ainda, num grupo de trabalho para a produção do MapAzônia. Esse processo de patrocínio cultural foi encarado como uma oportunidade experimental, em ter recursos e ferramentas que possibilitassem experiências a serem testadas com um espaço de tempo determinado, principalmente por grupos e indivíduos que trabalham, e se retro-alimentam no circuito da contra-informação.O laboratório, mais do que workshops e/ou debates, é um espaço-tempo muito importante para o fortalecimento de idéias,criatividade e mais, vislumbrar caminhos na produção criativa que estejam mais de acordo com a sua realidade. Além de estimular uma relação de trabalho mais digna e respeitosa (falo de horizontalidade, pagamento justo, espaço confortável e diversão coletiva). Quase não temos instituições ou espaços abertos para esse tipo de atividade em Belém. É meio prankster o negócio, pois sempre temos que fingir para obter o mínimo de acesso.

Então,não findou, a quantidade de material recolhido foi tamanha que valeria a pena criar uma database da pesquisa, e o mais importante,uma publicação robusta e bilíngüe (preferencialmente em castelhano) para reunir todos os textos e imagens acordados e compartilhados. Com isso, gostaria de negociar um espaço de exibição em outros países ou mesmo um painel legendando para amplificar as temáticas abordadas com o estudo e organização do Dossiê.Atualmente estou fazendo parte de um grupo de estudo entre ativistas e artistas em NY – EMERGENYC. Estamos trabalhando muito com os jogos e exercícios do teatro do oprimido além de, ter um acompanhamento especial da equipe do Yes Lab. Eu gostaria de levar essa experiência no próximo retorno à Belém e propor um laboratório aberto, se possível junto com o Labcart (que produziu o MapAzônia) para elaboração de mais um mapa, seguindo passos do trabalho que fizemos juntos em 2012.

FICHA TÉCNICA DO DOSSIÊ: 

Produção Executiva/Direção/Organização: Giseli Vasconcelos

Mediação [Imersivas]: Arthur Leandro

Vídeos RMXTXTURA: Mateus Moura e Lucas Gouvea

MapAzônia
LabCart – Hugo nascimento, Luah Sampaio, Yuri barros
qUALQUER qUOLETIVO – Lucas e Romário
Giseli Vasconcelos

Editores
Arthur Leandro, Bruna Suelen, Giseli Vasconcelos, Ícaro Gaya, Lucas Gouvêa, Mateus Moura, Romario Alves, Clever dos Santos.

Produção/Logística: Romario Alves

Produção/Rede [Imersivas]
TatianaWells, FelipeFonseca e JaderGama

Produção/Logística [Imersivas]: BrunaSuelen

Produção/Áudio [Imersivas]:Carlinhos Vas

Projeto Gráfico: Lucas Gouvêa

Produção Gráfica: Roberto Traplev

Colaboradores
//Armando Queiroz // Ateliê do Porto// A Casa – Laboratório de Permacultura Urbana // Celi Abdoral // Contra Corrente // Espaço Cultural Coisa de Negro // Felipe Fonseca //Fernando D’Pádua // Gil Vieira // Hugo Nascimento // Instituto Nangetu // Integra Belém // João Simões // Lorena Marín // Luah Sampaio // Lucia Gomes // Luiz Augusto Pinheiro Leal // Marie Ellen Sluis //Michele Campos // Pablo de Soto // PARACINE// Paulo Tavares //Radio Cipó Arte & Entretenimento// Ricardo Folhes // Roberto Traplev // Tatiana Wells // Vicente Franz Cecim // Yuri Barros // Parque dos Igarapés // IAP – Instituto de Arte do Pará // Casarão Cultural Floresta Sonora // Casa Puraqué

Fotografias
Arthur Leandro, Giseli Vasconcelos, Bruna Suelen, Espaço Coisa de Negro, Fernando D’ Pádua, Fundação Lúcia Gomes, Isabela do Lago, Keila Sobral, Qualquer Quoletivo, Roberta Carvalho, Samir Raoni

Produção/Experimentação/Videos
qUALQUER qUOLETIVO: Lucas Gouvea, Mateus Moura, Maecio Monteiro, Luah Sampaio, Romario Alves, Icaro Gaya, Hugo Nascimento e Luiza Cabral

Decupagem/Transcrição: Bruna Suelen e Ícaro Gaia

Tradução: Tatiana Wells

Revisão: Bruna Suelen, Erika Morhy, Ícaro Gaya

Agradecimento Especial
Edna Vasconcelos e Edineia Sindona, João Simões

Tiragem
1000 exemplares

11° Semana de Museus – 13 a 19 de Maio // Programação Belém

semana de museus 2013Proposta pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM), a equação inspiradora para as comemorações do Dia Internacional dos Museus (18 de maio) de 2013 ressalta o arranjo entre o frescor criativo e a memória construída: a soma desses fatores repercute na sociedade e com ela interage, num movimento propulsor da mudança social. A dimensão criativa do museu reside nas trocas afetivas, no despertar da sensibilidade, nas intuições e memórias que pulsam, na atualidade da imaginação sonhadora, na espontaneidade das relações. Criar é construir a memória, e, ao com ela trabalharem, os museus operam como quem edita, corta, recorta, cola, mistura, oculta, revela, enfatiza e esquece. O trabalho com a memória implica o reconhecimento do seu caráter seletivo, eletivo e, portanto, político. Criar é dar sentido à existência, é perceber-se parte do processo. O importante na experiência do museu é ‘estar em relação’ e, nesse sentido, é fundamental imaginar outras coisas que não os saberes instituídos, aceitando a potência como fonte de novos saberes. O museu é parte integrante da sociedade e possui os elementos que lhe permitem participar na formação da consciência das comunidades que ele serve e também promover mudanças.

A PROGRAMAÇÃO NO PARÁ COMEÇA NA PÁGINA 139.

ENTRESILHAS

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Projeto idealizado por Fernanda Grigolin e Luciana Penna realizado em duas etapas, uma na Ilha do Marajó (PA) e outra na Ilha de São Sebastião (SP), trabalho artístico coletivo em múltiplas plataformas com participação de Irene Almeida, Lucas Gouvêa e Ionaldo Rodrigues. Essencialmente experimental Entreilhas é um projeto para ser sentido e vivido, no Tumblr do projeto nos deparamos com imagens, sons e vídeos a primeira vista aleatórios mas que somados criam um conjunto bem inventivo e diverso de vivências artísticas. Realizado a partir do edital 9° Rede Nacional Funarte de Artes Visuais.

Entresilhas from Fernanda Grigolin on Vimeo.

ENTRESILHAS parte de uma iniciativa conjunta da escritora e roteirista Luciana Miranda Penna e da artista visual Fernanda Grigolin. O projeto consiste na construção de um estudo poético sobre duas ilhas brasileiras: uma no Norte do país, a Ilha de Marajó, e outra no Sudeste, a Ilha de São Sebastião. Tal estudo conta ainda com mais 4 artistas, uma residente em São Paulo, a artista gráfica Karina Francis Urban, e três residentes no Pará: o fotógrafo Ionaldo Rodrigues, a fotógrafa Irene Almeida e o artista multimídia Lucas Gouvêa. O fato de a equipe provir de linguagens, gerações e estados distintos é de fundamental importância para a riqueza das soluções coletivas e híbridas a ser desenvolvidas, as quais caminham para culminar em um livro de artista coletivo, realizado em processo artesanal e técnica mista que será editado e distribuido por Publicações Iara, e uma videoarte também elaborada coletivamente, coordenada por Luciana Miranda Penna.

Devemos ressaltar, que mais que um projeto que vise a produtos finais específicos, o ENTRESILHAS é uma proposição que tem o interesse de garantir que os artistas envolvidos tenham a possibilidade de desenvolver suas singulares pesquisas. Cada artista mergulhará no seu estatuto de ilhamento, de ENTRE, do lugar aterrado e do estrangeiro, do não-lugar e do paradoxo que  tal condição continuamente nos instiga a criar e a buscar linguagem próprias. Numa troca permanente, evidente, com a Ilha alheia, o outro.

No limite, o ENTRESILHAS é o locus do ENTRE, entre seis ilhas distintas, seis sujeitos, numa espécie de mîse-em-abisme, de jogo de espelhos, cuja direção só processo de pesquisa e imersão artística poderá revelar. Não sabemos que tesouros nos esperam (haja vista que o tesouro pode ser entendido com o desejo com sua plasticidade que se vem de nós, também nos escapa), não sabemos que tesouros ao certo buscamos, que tesouro enterraremos, do que nos despediremos ou não. Tal estatuto de incerteza ganha mais e significativos contornos, na medida em que, a título de ilustração, parte dos artistas jamais estive junto pessoalmente e só se encontraram no tempo e no espaço via internet. A única certeza talvez seja o buraco, o vazio a que a busca ao tesouro configura e nos impele a ocupar. A forjar em imagem, em som, em corpo, em letra. ENTRESILHAS é também uma espécie de arqueologia do presente para aqui,  para o passado e futuro, para mais a lá. Para um lugar de nós mesmos que se esquecido, ou mesmo desconhecido, incriado que seja, a experiência coletiva pode deflagrar. Assim, do bojo de seis ilhas em diálogo com ILHAS geograficamente postas, uma terceira ILHA surgirá. Advento que também se dará na imbricamento dos seis sujeitos do coletivo com os habitantes do local, ou seja, outras e outras ilhas em troca e movimento contínuo. Quantos ENTRE e entradas tal jogo permutará e permitirá aos envolvidos? É o que queremos saber.

O processo de construção do ENTRESILHAS: relatos, fotos, sons, achados, será relatado em um blog, uma espécie de diário de bordo em que escritos ficcionais,citações/referências acadêmicas/apropriações serão postadas pelos artistas ilhados.  Tal material criado pelos participantes circulará em várias mídias socias como facebook e twitter.

Que mais ilhas nos acompanhem no ENTRESILHAS e que mais ILHAS surjam ad infinitum. Venham, venham! Entrem!, entrem nessa navegação, por favor!

E mais: monte sua a Ilha a partir do material aqui postado e envie para nós no e-mail entresilhas@gmail.com

Mapa das Artes do Pará do IAP

MAPA cadastre-se aqui
O IAP está fechando até o dia 15 de dezembro o cadastramento dos artistas de todos os segmentos, paraenses ou residentes no Pará, que farão parte do anuário artístico denominado MAPA (Mapa das Artes do Pará) um projeto do governo do Pará por meio do Instituto de Artes do Pará.
O cadastramento, além de identificar cada artista em suas respectivas áreas de atuação, facilitará o acesso e a formulação de políticas públicas para a arte e a cultura, culminando em uma grande rede social de toda a classe artística do estado.
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Para fazer parte do MAPA baixe a ficha de cadastro e envie para  mapadasartes@iap.pa.gov.br ou ligue para o IAP e fale com a Gerência respectiva:
Fones: 4006 2905-Gerência de Artes Literárias, Responsável: Nazaré Caetano
           4006-2920-Gerência de Artes Cênicas, Musicais, Responsável:Natália Azevedo
           4006-2911-Gerência de Artes Visuais, Responsável: Junior Oliveira
Não perca essa grande oportunidade!
Faça o download aqui:
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Exposição “Amazônia, Esfinge II” de Sávio Stoco – Espaço Cultural Banco da Amazônia

Uma discussão sobre a difundida paisagemnamazônica é tema central na exposição “Amazônia, Esfinge II”, de Sávio Stoco, que inaugura e lança seu catálogo quinta-feira, às 18h30 no Centro Cultural Banco da Amazônia, av. Presidente Vargas, 800, Comércio, com avento aberto a todos interessados. A exposição fica em cartaz até o dia 10 de dezembro, e pode ser visitada de segunda à sexta-feira, de 09h às 17h.

A mostra reúne obras que mesclam técnicas, como fotografia, desenho e objetos que fazem referência tanto à paisagem natural amazônica como a outras obras artísticas (ou não) que lidaram com a paisagem da região, como é o caso do documentário Terceiro Milênio (1980), do cineasta paulista Jorge Bodazky.

Foi de uma sequência deste filme que partiu o desenvolvimento das obras. O ex-senador amazonense Evandro Carreiras em um plano aparece de sunga e equilibrado em um tronco no meio de um rio, discursando eloquentemente sobre a região; no plano seguinte está em seu apartamento continuando a discursar, agora olhando e apontando para uma grande tela do pintor amazonense Moacir de Andrade.

Sávio Stoco fotografou a recepção de um tradicional hotel turístico de Manaus em que a mesma pintura vista na sala do ex-senador se encontra atualmente. Nesta imagem, a grandiosa paisagem é inserida no clima de um ambiente empresarial, com um funcionário na frente e também uma máquina impressora. A composição fotográfica um tanto quanto insólita, acrescida ao lado de uma toalha de banho com a inscrição “H. Turista” dependurada, busca sugerir uma narrativa, mas oblíqua e inconclusa.

Formada por três partes, a obra “Performance” mostra primeiro um desenho de grandes dimensões dividido em pequenos quadrados que “copiam” a paisagem da pintura da pintura do hotel e do filme. Em seguida, observa-se outra paisagem amazônica que teve uma parte apagada. O último quadro mostra uma borracha escolar solitária em uma moldura e fundo brancos.

Com a obra “Espelho” a ideia de paisagem mostra mais aspectos urbanos. Ela é composta por duas colunas em forma de “U”, com 1,2 metro de altura cada, onde foram fixadas duas imagens: uma fotografia de um muro que passaria por cima de uma árvore, mas que “se dobra” para incluir este elemento em seu interior e outra foto com um outro muro na mesma situação, mas que agora “se dobra” para excluir outra árvore. As colunas procuram mesclar a
exuberância da figuração natural com a urbana, diálogo que perpassa a mostra.

Por fim, “Re-conheça a Amazônia” é um projeto de instalação no espaço expositivo em que uma fita adesiva onde está impressa a expressão do títuto desta obra, e que também faz referência a logomarca do Pólo Industrial de Manaus (antiga Zona Franca de Manaus), é aplicada na parede do espaço expositivo.

A exposição conta com acompanhamento curatorial e texto do artista acreano radicado em Manaus, Roberto Evangelista, um dos principais artistas amazônicos reconhecido nos circuitos de arte contemporânea brasileira, convidado do Arte Pará 2009.

SOBRE SÁVIO STOCO
SÁVIO STOCO Graduado em Comunicação Social – Jornalismo pela Universidade Federal do Amazonas (2008). Especialista em Artes Visuais: Cultura e Criação (Senac) e em Produção, Direção e Criação em Cinema (Uninorte). Pesquisador integrante do Núcleo de Antropologia Visual (Navi) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam); com o qual já realizou produção e curadoria da Mostra Amazônica do Filme Etnográfico. Em 2010 ganhou a Bolsa Funarte Reflexão Crítica em Mídias Digitais para realizar a pesquisa “Híbridos – A Imagem Digital nas Artes Amazonenses”. Desde 2008 integra o Coletivo Difusão, grupo de artes integradas de Manaus integrante co Circuito Fora do Eixo com o qual desenvolve grande parte de sua produção videográfica, como o curta-metragem documental Janela para o Outro – Homenagem a Narciso Lobo, co-direção com Michelle Andrew, Prêmio do Júri no Amazonas Film Festival 2009. Em 2011 cursou disciplinas como aluno especial e ouvinte no programa de pós-graduação Meios e Processos Audiovisuais da Escola de Comunicação de Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP) e no programa Multimeios do Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). No mesmo foi vencedor do Prêmio Funarte de Arte Contemporânea, Prêmio de Artes Visuais Viva da Fundação Municipal de Cultura (Manauscult), Prêmio Especial do Júri no Amazonas Film Festival, com o documentário ensaístico Rito de Morte, Prêmio Djalma Limongi de Audiovisual (Manauscult), Prêmio Narciso Lobo de Literatura (Manauscult) e Menção honrosa no Prêmio Cosme Alves Neto de Ensaio de Cinema no Prêmio Literário Cidade de Manaus.

Exposição “Miriti das Águas” – Estação das Docas

O projeto Miriti das Águas pretende fomentar o artesanato em miriti, por meio da realização de uma exposição que envolveu no seu preparo a participação direta da comunidade de artesãos de Abaetetuba. Concomitante ao processo de desenvolvimento da mostra, também foi realizado o Concurso de Artesanato em Miriti, no intuito de incentivar o aparecimento de novos talentos e consagrar os já existentes neste domínio do saber-fazer artesanal paraense.

O projeto expositivo teve como concepção as representações das paisagens amazônicas, em especial a dimensão simbólica envolvendo a dinâmica rio-rua, tão presente no nosso cotidiano amazônico. Apresentamos, assim, o resultado da pesquisa etnográfica associada aos estudos das Coleções do Museu do Círio. O Museu da Imagem e do Som efetivou o registro das narrativas de caráter oral dos artesãos e artesãs e editou um documentário audiovisual sobre este saber-fazer artesanal em miriti, enfatizando o processo técnico e tecnológico de feitura do brinquedo em miriti.

Organizamos a ambientação artística e estética concebida pelo artista visual Emanuel Franco, em parceria com um grupo de artesãos. São grandes formas estruturadas em miriti, que serviram de sustentação para exposição dos brinquedos, assim chamadas: a) Esfera da Natureza (contendo brinquedos representativos da fauna e da flora, bem como os barcos); b) Cubo do Cotidiano e Trabalho (soca-soca, serrador, dentre outros); Cilindro do Círio (promesseiro, ex-votos, dentre outros).

Outra ideia presentificada em todo o circuito expositivo é aquela referente ao Círio, representado pela figura da corda, principalmente a linha sinuosa do movimento das mãos ao segurar a corda. Essa dimensão linear, um dos elementos constitutivos da visualidade ou plasticidade das formas, pode ser representada por vários elementos e figuras relacionados ao imaginário amazônico, entre elas destacamos a mitológica “cobra grande”. Uma das instalações criadas em miriti pelos artesãos e artesãs são “mãos que carregam uma corda e/ou uma cobra/brinquedo” que conduz a berlinda com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré. Outros elementos representativos do patrimônio cultural belenense são três grandes maquetes em miriti, onde aparecem: a Sé, a Berlinda e a Basílica, realizadas no âmbito do projeto Acorda em parceria com o IPHAN-Pará.

O atual projeto se baseou na exposição “Procissão dos Miritis” (2005), no entanto, foi ampliado em relação a esta primeira versão, com a colaboração do SEBRAE/PA e os apoios da Associação dos Artesãos de Miriti de Abaetetuba (ASAMAB) e a MIRITONG.

Sistema Integrado de Museus e Memoriais

Secretaria de Estado de Cultura do Pará

Arte e o pensar de uma Estética da Existência – com Oriana Duarte e Orlando Maneschy – ICA – UFPA

Seminário Interartes> Arte e o pensar de uma Estética da Existência

Profa. Dra. Oriana Duarte – UFPE

Prof. Dr. Orlando Maneschy – UFPA

OBJETIVOS: engendrar a criação artística e a reflexão teórico-crítica, propiciando repertório para a compreensão do papel da arte contemporânea, fomentando a produção. Para tanto, o Seminário é voltado para o desenvolvimento/reflexão de projeto visual em múltiplas plataformas, em paralelo a discussão e produção de reflexão teórica, propiciando aprofundamento de conceituação dos projetos e seus desdobramentos teóricos à luz dos conceitos trabalhados pelos professores, dentre eles Estética da Existência.

Exposição “Buena Memoria” do fotógrafo argentino Marcelo Brodsky, Laboratório das Artes/ Onze Janelas

A exposição Buena Memoria do fotógrafo argentino Marcelo Brodsky é formada por fotografias, instalação e vídeo. Trata-se de um ensaio fotográfico realizado a partir de uma fotografia tirada em 1967 dos colegas de classe do Colégio Nacional de Buenos Aires. O fotógrafo realiza uma intervenção na imagem e desenvolve um trabalho revelador da ausência do irmão, do melhor amigo, daqueles que desapareceram nos duros anos da ditadura argentina. Brodsky apresenta com sensibilidade um conjunto de imagens que se transforma em um diálogo doloroso e poético entre passado e presente.
Exposição: BUENA MEMORIA
Fotógrafo:  Marcelo Brodsky
Dia: 09 de outubro de 2012
Local: Espaço Cultural Casa das Onze Janelas – Pça Frei Caetano Brandão s/nº,  Sala Valdir Sarubbi
Horário: 19h
CAFÉ FOTOGRÁFICO
BUENA MEMORIA: um encontro com Marcelo Brodsky
Parceria entre FotoAtiva e Espaço Cultural Casa das Onze Janelas
Um bate papo com Brodsky
Dia: 10 de outubro de 2012
Local: IAP – Praça Justo Chermont 236, Nazeré
Horário: 19h
Entrevista com o fotógrafo Marcelo Brodsky no Fórum de Fotografia: