MANIFESTO CONTRA O PL 4699/2012: A PESQUISA E A NARRATIVA HISTÓRICA NÃO PODEM SER EXCLUSIVAS DE UMA ÚNICA CLASSE

MANIFESTO CONTRA O PL 4699/2012: A PESQUISA E A NARRATIVA HISTÓRICA NÃO PODEM SER EXCLUSIVAS DE UMA ÚNICA CLASSE.

 ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PESQUISADORES EM ARTES PLÁSTICAS

A Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas (ANPAP), entidade que congrega os profissionais da pesquisa na área de artes plásticas e visuais no Brasil, vem a público manifestar-se contra a aprovação do Projeto de Lei 4699/2012, já deliberado no Senado Federal e ora em tramitação na Câmara dos Deputados.

Tal PL, se aprovado em sua redação atual, cerceará o exercício da pesquisa e da narrativa histórica, principalmente as interdisciplinares e especializadas (como as disciplinas de história da arte, da ciência, da educação, do direito, da filosofia etc.). Nos termos em que prevê a atuação do historiador, o PL 4699/2012 impõe uma reserva de mercado aos diplomados nos cursos superiores de história e condena à clandestinidade profissional e epistemológica centenas de profissionais especializados na história de seu próprio campo de estudo – em síntese, privados de narrar sua própria história.

No que diz respeito à História da Arte, trata-se de uma área especializada e específica consolidada nacional e internacionalmente, com associações de profissionais espalhadas em todo o mundo e que reúnem tanto historiadores da arte formados em cursos de Artes quanto em cursos de História. Comumente, as disciplinas acadêmicas inerentes ao campo da História da Arte fazem parte dos cursos de Artes (e muito menos frequentemente dos cursos de História), tornando-se tradicionalmente um eixo fundamental na formação de licenciados e bacharéis em Artes. No Brasil, cursos superiores de História da Arte têm sido implantados há décadas, sobretudo nas faculdades de artes espalhadas pelo país, visto que a História da Arte é subárea da área de Artes/Música, conforme categorização há muito vigente no âmbito da CAPES e do CNPq. Aliás, não é menos importante lembrar que a História da Arte nasce justamente da narrativa de um artista/pesquisador: o italiano Giorgio Vasari, naquele século (o 16) em que os trânsitos inter e transdisciplinares entre arte, ciência, tecnologia e Humanidades se tornou exemplar.

A História da Arte, como a História da Ciência, a História da Educação, a História da Filosofia, a História do Direito e todas as histórias especializadas em outras áreas do conhecimento que não a própria História, constituem-se, evidentemente, em campos inter e transdisciplinares que, se por um lado exigem ferramentas de análise fornecidas pela História, de outro, não podem prescindir de conhecimentos, ferramentas e vivencias propiciadas por esses campos especializados do saber.

A justificativa de que o historiador da arte (ou de qualquer outro campo do conhecimento) não formado em curso de História não estaria apto a ensinar, orientar e pesquisar uma história específica pode ser aplicada também ao historiador formado em curso de História que não cursou arte, direito, filosofia, educação, ciência etc e, assim, desconheceria seu próprio objeto de estudo. Pode um pesquisador não instruído formalmente em seu objeto de estudo produzir conhecimento historiográfico sobre o mesmo? Pode, desde que se especialize nesse objeto. Da mesma maneira, o pesquisador profissional da área de Arte pode se especializar na história do seu ofício e área de atuação.

Assim, sem ignorar as aspirações de classe dos historiadores em sentido estrito (formados em cursos de História), não se pode legislar em prol da unilateralidade e do confisco do direito à construção e à narração de sua própria história. Por esse motivo, propõe-se que além das qualificações já existentes para o perfil do historiador no PL 4699/2012, seja acrescentado um item, com semelhante teor: “profissionais do ensino e da pesquisa dedicados à investigação histórica de sua própria área de conhecimento e atuação (arte, ciência, educação, filosofia, direito etc.), também serão considerados historiadores nos termos da presente lei”.

Por tudo isso, e em nome de uma convivência que tem sido profícua e generosa, a Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas (ANPAP) alia-se às associações congêneres e conclama os parlamentares e os historiadores brasileiros ao bom senso no que tange ao exercício profissional plural de uma área (a História) que, ainda no século 20, debruçou-se sobre as outras Humanidades para delas extrair métodos, objetos e perspectivas epistemológicas, naquele movimento que se convencionou chamar de “Escola dos Anais” e que bem atesta a necessidade de confluência construtiva entre os atores dos mais diversos saberes.

José Afonso Medeiros Souza (ICA/UFPA)

Presidente da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas

 

Lucia Gouvea Pimentel (EBA/UFMG)

Vice-Presidente da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas

Anúncios

11° Semana de Museus – 13 a 19 de Maio // Programação Belém

semana de museus 2013Proposta pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM), a equação inspiradora para as comemorações do Dia Internacional dos Museus (18 de maio) de 2013 ressalta o arranjo entre o frescor criativo e a memória construída: a soma desses fatores repercute na sociedade e com ela interage, num movimento propulsor da mudança social. A dimensão criativa do museu reside nas trocas afetivas, no despertar da sensibilidade, nas intuições e memórias que pulsam, na atualidade da imaginação sonhadora, na espontaneidade das relações. Criar é construir a memória, e, ao com ela trabalharem, os museus operam como quem edita, corta, recorta, cola, mistura, oculta, revela, enfatiza e esquece. O trabalho com a memória implica o reconhecimento do seu caráter seletivo, eletivo e, portanto, político. Criar é dar sentido à existência, é perceber-se parte do processo. O importante na experiência do museu é ‘estar em relação’ e, nesse sentido, é fundamental imaginar outras coisas que não os saberes instituídos, aceitando a potência como fonte de novos saberes. O museu é parte integrante da sociedade e possui os elementos que lhe permitem participar na formação da consciência das comunidades que ele serve e também promover mudanças.

A PROGRAMAÇÃO NO PARÁ COMEÇA NA PÁGINA 139.

II Salão Xumucuís de Arte Digital – Aprovado no Edital de Pautas SIM 2012

RESULTADO DO EDITAL DE PAUTA SIM 2012
NÚMERO DE PUBLICAÇÃO: 417172
Resultado do Edital de Pauta SIM/2012 – A Comissão de Seleção do Edital de Pauta referente ao Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, Museu de Arte Sacra e Museu do Estado  do Pará, formada por Emanuel Franco, Neder Charone e  Valzeli Sampaio selecionou os projetos dos seguintes artistas/curadores: Ana Luiza Kalaydjian; Leonardo Mota Campos –  AoLeo; Luciana Mena Barreto e Marcelo Lobato; Lucimar Belo;  Paulo Miyada; Ramiro Quaresma e Renato Hofer.

Klinger Carvalho na Alemanha

Biografia

Francisco Klinger Carvalho

1966 

Nasce em Óbidos, Estado do Pará, Brasil

1986

Muda-se para Belém, Brasil

1993 -1997

Estuda na Universidade Federal do Estado do Pará – Brasil

1993

Prêmio Salão de Arte Contemporânea de Belém, Brasil

1997

Muda-se para Düsseldorf, Alemanha

1998 -2000

Estuda na Academia de Arte de Düsseldorf, com Tony Cragg, Alemanha

1997-2000

Bolsa de estudo e trabalho do DAAD – Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico

2001

Residência Artística Kunstverein Bellevue Saal, Wiesbaden, Alemanha

2001-2002

Bolsa de trabalho do Instituto de Arte do Pará, para o projeto “Ajuri: a estética utilitária da Amazônia“,  Brasil

2003

Muda-se para Porto Alegre, Brasil

2008

Muda-se para Bogotá, Colômbia

2010

Guest professor at the Universidad Nacional de Bogotá, Colombia

Sob o sol o descanso, muta-mutações, araguaia /1993

Exposição “Vestígios Arqueológicos: o passado no presente” – Curso de Museologia/UFPA

Qual a primeira coisa em que se pensa ao ouvir a palavra “Arqueologia”: coisas velhas? Tesouros? Indiana Jones? Múmias? Pirâmides do Egito? Dinossauros?

Para mostrar um pouco do que trata realmente a Arqueologia, os alunos do curso de Museologia da UFPa promoverão a exposição “Vestígios Arqueológicos: o passado no presente”, na galeria César Moraes Leite, do Vadião, de 20 de junho à 1° de julho, das 10h às 17h. A atividade faz parte da avaliação da disciplina “Arqueologia da Amazônia”, ministrada pela Profª Denise Schaan, que também coordena o projeto.

O tema da exposição é a Arqueologia em si: o que ela estuda, como estuda e sua importância para sociedade. Muitas vezes, a ideia que algumas pessoas tem da Arqueologia pode ser um tanto deturpada, devido ao estereótipo alimentado principalmente pelo cinema: caças à tesouros, maldições, entre outros. Portanto, esta exposição vem a ser uma oportunidade para esclarecer o que a Arqueologia realmente é. Serão expostos objetos coletados em escavações na própria região Amazônica, a qual é um grande campo de pesquisa arqueológica, fato desconhecido por muitos.

Essa é a primeira exposição organizada inteiramente pelos estudantes de Museologia, o que dá a eles a oportunidade não apenas de vivenciar um dos campos de atuação do Museólogo, mas também de contribuir com a comunidade acadêmica em geral.

Programação Semana de Museus – Museologia/Ufpa – SIM/Secult – Museu Goeldi

O Curso de Bacharelado em Museologia (FAV/ICA/UFPA) em parceria com o Sistema Integrados de Museus e Memoriais da Secretaria de Estado da Cultura (SIM/SECULT) e  Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), promoverá o ENCONTRO CIENTÍFICO-CULTURAL “MUSEU E MEMÓRIA, PAISAGENS NA HISTÓRIA” em COMEMORAÇÃO AO DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS no período de 18 a 21 de maio de 2011.

 INSCRIÇÃO: A inscrição poderá ser realizada gratuitamente  a partir do dia 09 de maio de 2011 através do seguinte endereço eletrônico:

cursodemuseologiaufpa@gmail.com

NÚMERO DE VAGAS:  100 (cem).

Atenciosamente,

Comissão organizadora:

Prof. Msc. Luiz Tadeu Costa (Coordenador do Curso de Museologia – FAV/ICA/UFPA)

Profª Mestranda Luzia Gomes ( FAV/ICA/UFPA)

Profª Mestranda Priscila de Jesus (FAV/ICA/UFPA


ENCONTRO CIENTÍFICO-CULTURAL SOBRE A TEMÁTICA “MUSEU E MEMÓRIA,PAISAGENS NA HISTÓRIA”: COMEMORAÇÃO DO DIA INTERNACIONAL DOS  MUSEUS
 –
18 a 20 de Maio de 2011.

O Conselho Internacional de Museus (ICOM), em comemoração ao diainternacional dos museus, em 18 de maio, propõe anualmente um tema para reflexãoda comunidade acadêmica, agentes públicos e, o público em geral, que trabalhamdireta e indiretamente com os museus e/ou espaços culturais. O tema de 2011 é sobrea importância dos museus para a história dos povos e das sociedades, expresso na temática “Museu e Memória”.
O Encontro científico-cultural localmente se desdobrará sobre a temática “MUSEU E MEMÓRIA, PAISAGENS NA HISTÓRIA”, organizada conjuntamenteentre o Curso de Museologia do Instituto de Ciências da Arte/ICA da UniversidadeFederal do Pará/UFPA, o Sistema Integrado de Museus e Memoriais da Secretaria deEstado da Cultura – SIM/SECULT e o Museu Paraense Emílio Goeldi/MPEG, comoparte do convênio de cooperação técnica, científica e cultural celebrado entre asinstituições. O objetivo do evento é de pensarmos coletivamente sobre os museuslocais gerenciados pela SECULT- PA, com suas coleções e territórios patrimoniais,também como espaços de produção de conhecimento e em interação com a sociedade. Nesta direção, compreendemos a categoria de estudos em torno do tema “paisagens”, como zonas de intercampos de saberes e fazeres. Em outros termos, vislumbramos a noção de “paisagens” como um campo de estudos, que visa dialogar apartir da Antropologia Social, da História, da Museologia e da Arte, com algumascategorias relativas à dinâmica natureza e cultura, tentando ultrapassar uma noção bináriaexcludente. Propomos uma reflexão sobre as categorias Museu, Memória e Paisagem–  sempre considerando que se trata de “paisagens” -, associando-a a Cidade e os discursosdos Museus e suas representações. Neste sentido, adentramos no tema proposto parareflexão do dia 20 de maio, “MUSEU E MEMÓRIA, PAISAGENS NA HISTÓRIA”.
O encontro científico cultural é uma realização dos Grupos de Pesquisa “Para Além dos Muros do Museu” do Curso de Museologia da Faculdade de Artes Visuais do Instituto de Ciências da Arte da Universidade Federal do Pará (FAV/ICA/UFPA), doPrograma de Pós-Graduação em Artes (PPGARTES/ICA/UFPA), do Grupo de Pesquisa “Antropologia da Paisagem na Amazônia” ligada à linha de pesquisa“Paisagem, Memória e Gênero” do Programa de Pós-Graduação em Antropologia doInstituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Pará(PPGA/IFCH/UFPA) e do Grupo de Pesquisa “Arqueologia Pública” do PPGA/IFCH/UFPA, em parceria com o Governo do Estado do Pará por meio daSecretaria de Estado da Cultura e seu Sistema Integrado de Museus e Memoriais(SECULT/SIM) e o Museu Paraense Emílio Goeldi – MPEG.