Pinhole Day Belém – 2013

banner-divulgação-branco

Belém, 02 de abril de 2013 – Estão abertas desde o dia 25 de março, as inscrições ao ciclo de oficinas e à jornada Pinhole Day Belém 2013, que serão realizados pela Associação Fotoativa durante todo o próximo mês de abril. Com o tema “Imagens em trânsito”, o evento deste ano valoriza a ideia de movimento e da relação das pessoas com a cidade, como forma de resgatar a noção de cidadão (o homem que ainda se sente parte de um lugar feito por e para ele) e o seu retorno às ruas.

Na jornada fotográfica, prevista para o dia 28 de abril, e no desenvolvimento de atividades com um grupo de pessoas diversas durante todo o mês, o trânsito extrapola os limites físicos e individuais, culminando num movimento que gera uma nova conjunção de sentidos, histórias pessoais, memórias coletivas, assim como de referências e trajetórias.

A programação envolverá seis tipos de atividades, ministradas por diversos profissionais, que favorecem do aprendizado sobre o fenômeno físico de formação da imagem à experimentação com câmeras construídas artesanalmente a partir de diversos materiais, incluindo outras câmeras digitais.

pinhole day- Foto- Marcelo Lelis11

Para se inscrever, basta procurar a secretaria da Associação, localizada na Rua das Mercês, número 19, no bairro da Campina, que também pode ser contatada pelo telefone (091) 3225-2754 ou e-mail a.fotoativa@gmail.com.

Pinhole Day – Todos os anos, em abril, cidades de todo o mundo celebram no mesmo dia a fotografia pinhole, técnica histórica por meio da qual é possível fotografar com uma câmera feita artesanalmente a partir de um recipiente protegido contra a luz, como uma caixa ou lata, furada minusculamente em um lado e contendo material fotossensível em seu interior. Uma forma de resistência ao ímpeto consumista por recursos altamente tecnológicos, potencialmente capazes de reeditar modelos conservadores e muitas vezes destinados ao descarte quase imediato rumo aos equipamentos mais recentes, a experiência também representa uma oportunidade ao conhecimento mais amplo e crítico do processo e à reflexão sobre a essência do fazer fotográfico.

Texto: Brenda Taketa – Assessoria Associação Fotoativa

 

Ciclo de oficinas – Confira as oficinas que compõem o ciclo de atividades do Pinhole Day deste ano:

CÂMERA OBSCURA EM FORMATO AMPLIADO: 20 vagas.
Data: 06 e 07.04.2013
Hora: 15h às 18h
Local: Associação Fotoativa.
Ministrantes: Adriele Silvas e Débora Flor
Taxa de inscrição: R$ 20,00.
Com o objetivo de entender melhor os fenômenos físicos relacionados à captura da imagem, os participantes desta oficina aprendem a construir uma Câmera Obscura de forma artesanal, o que lhes permite uma maior sensibilidade assim como noções fundamentais às demais etapas do fazer fotográfico.

MINI-PINHOLE: 20 vagas.
Data: 06 e 07 de abril.
Hora: 09h às 12h
Local: No Fórum Landi (Praça do Carmo/Cidade Velha).
Ministrantes: Irene Almeida
Taxa de inscrição: R$ 30,00
Resumo: oficina de iniciação à fotografia pinhole com minicâmeras construídas em processo artesanal. Para estes módulos não há necessidade de comprovação de experiências anteriores com fotografia artesanal.

PINHOLE FORMATO LIVRE: 15 vagas.
Data: 16, 18, 19 e 20 de abril
Hora: três primeiras aulas de 19h às 21h e última de 09h às 12h
Local: Fórum Landi
Ministrante: Miguel Chikaoka.
Taxa de inscrição: R$ 50,00.
Resumo: atividade destinada à construção de câmeras pinhole a partir do aproveitamento crítico – criativo de embalagens e materiais de sua escolha.

PIN LUX: 20 vagas.
Data: 13,14 e 20 de abril.
Hora: 15h às 18h.
Local: Associação Fotoativa
Ministrante: Joyce Nabiça.
Taxa de inscrição: R$ 50,00.
Resumo: curso destinado à execução de um projeto de construção de câmeras pinhole para uso de filmes 35 mm tomando como base uma caixa de fósforos “Fiat Lux”.

PINHOLE DIGITAL: 20 vagas.
Data: 23 e 25 de abril
Hora: 19h às 21h
Local: Fórum Landi (Praça do Carmo/Cidade Velha).
Ministrante: Miguel Chikaoka.
Taxa de inscrição: R$ 40,00.
Resumo: trabalho e exploração de possibilidades da fotografia pinhole utilizando câmeras digitais normais. Para tal, os interessados devem dispor de uma câmera fotográfica digital com objetiva intercambiável e que possua modos de operação manual.

PHOTOGRAFF: 10 vagas.
Data: 12, 13 e 14 de abril
Hora: 19h às 21h (dia 12) e 09h às 12h (dias 13 e 14)
Local: Fórum Landi (Praça do Carmo/Cidade Velha)
Ministrante: Jeyson Martins
Taxa de inscrição: R$ 50,00.
Resumo: abordagem sobre intervenções urbanas realizadas a partir de técnicas do graffiti aplicadas a registros fotográficos. Feitas por meio câmeras construídas com latas de spray descartadas por grafiteiros, essas imagens representam uma possibilidade de pensar a cidade como uma grande galeria a céu aberto.

 

Pinhole-Day-Cartaz

Exposição e bate-papo com o fotógrafo Marc Dumas

ikaros_conviteBelem

O salto, o impulso que faz os meninos imitarem o voo dos pássaros. Por apenas alguns segundos, eles flutuam entre o céu e a terra. Nesses instantes preciosos, o olhar estrangeiro de Marc Dumas se mostra atento. Uma mostra das imersões do fotógrafo francês por terras baianas em busca das aventuras de crianças enquanto brincam de voar estará em cartaz na exposição “Ikaros”, que abre no próximo dia 8 de janeiro naKamara Kó Galeria.

Trazendo no título o mito do homem que forjou asas de cera para alçar a liberdade, a mostra reúne 25 imagens. “Ikaros” é o desdobramento da pesquisa a flor da água iniciada durante a realização da primeira série de Dumas no Brasil, intitulada “Porto da Barra”. Sempre na mesma praia,o fotógrafo se concentra desta vez em torno dos meninos e rapazes que vêm mergulhar do alto do famoso trampolim localizado na praia do Porto da Barra em Salvador, na Bahia.

Ao contrário do mito de Ícaro, no paraíso dos meninos não há nenhuma fatalidade. “Saímos da água mais vivos do que nunca e começamos de novo, por puro prazer, sob o olhar zombeteiro das gaivotas”, narra Marc. “Estar no ar, driblar a lei da gravidade que nos obriga a cair na água, lugar de peixes”, poetiza o fotógrafo.

Num registro de sua experiência como expectador dos saltimbancos baianos, Dumas traduz em imagens o projeto no livro homônimo, que também será lançado na abertura da mostra.

Publicado no Brasil em 2011 pela Editora Tempo d’Imagem, “Ikaros” traz depoimentos de Marc. “Os mergulhadores ocasionais do Porto da Barra se jogam espontaneamente na água, e garantem o espetáculo. A foto os promove talvez… mas bem mais importante é o prazer de flutuar no ar um lapso de segundo”, diz o artista. “O gesto é a antítese do desempenho profissional, pois é uma busca da felicidade e da liberdade. Ficar suspenso num equilíbrio improvável, numa posição incongruente, mas que não deixa de ter lá sua elegância, tanto da parte do mergulhador como do fotógrafo”, completa Dumas.

Essa exposição conta com os benefícios da Lei Municipal de Incentivo à Cultura e ao Esporte Amador Tó Teixeira e Guilherme Paraense, com o patrocínio da BLB Eletrônica.

 

Sobre o artista

Marc Dumas nasceu na França em 1955 e vive em Paris. É designer gráfico e multimídia, ilustrador e fotógrafo. Dirige na capital francesa a editora e agência Tout pour Plaire, especializada em comunicação cultural. Tem publicados, entre outros, três livros de fotografias: Porto da Barra (2009), Robomorphe (2011) e Ikaros (2011), editado no Brasil pela Editora Tempo d’Imagem. É professor de comunicação visual da École Camondo, em Paris.

SERVIÇO DA EXPOSIÇÃO

Abertura da Exposição “Ikaros”, de Marc Dumas, na Kamara Kó Galeria (Travessa Frutuoso Guimarães , 611, Campina), dia 8 de janeiro, às 19h30. Visitação de 9/01 a 19/01, de 15h às 19h (terças, quartas, quintas e sextas), e de 10h às 13h (sábados). Entrada franca. Informações e agendamentos: 91.32614809 | 91.32614240 kamarakogaleria@gmail.com | www.kamarakogaleria.com

CAFÉ FOTOGRÁFICO

CafeFotografico-emailMKT (4)

 

Fotografia paraense no Prêmio Marc Ferrez – Funarte

Paula Sampaio com “Lago do Esquecimento”, Alberto Bitar com “Corte Seco” e Dirceu Maués com ” Extremo Horizonte – paisagens  urbanas panorâmicas com  câmeras pinhole” foram premiados no Prêmio Marc Ferrez da Funarte 2013.

 

Paula Sampaio nasceu em Belo Horizonte, em 1965. Vive em Belém desde 82. Foi membro da Comissão dos Repórteres Fotográficos no Pará e participa de projetos realizados pela FotoAtiva.

É repórter do Jornal “O Liberal” e desenvolve desde 90 projeto pessoal sobre a colonização e migrações de comunidades que vivem às margens das rodovias Transamazônica e Belém-Brasília. Esse trabalho foi premiado pela Funarte – Prêmio Marc Ferrez em 1993; Mother Jones International Fund for Documentary Photography em 1997 e ganhou Menção Honrosa do Prêmio Nacional de Fotografia/ FUNARTE, em 1998. É formada em Comunicação Social pela Universidade Federal do Pará e fez especialização em Comunicação e Semiótica na PUC/MG.

 

Alberto Bitar nasceu em Belém em 1970. Desenvolve trabalho autoral desde 1991, quando participou do curso “Fotografia Artesanal e Sensorial”, ministrado por Miguel Chikaoka, e do projeto “Fotovaral FotoAtiva”. Participou, entre os anos de 1995 e 1997, de oficinas ministradas por Antônio Augusto Fontes, Ângela Magalhães e Walter Firmo. Atuou como repórter-fotográfico da revista Troppo, publicação do jornal O Liberal, de 1996 a 2002. Realizou as individuais “Solitude” (1994) e “Hecate” (1997).

É formado em Administração de Empresas pela Universidade da Amazônia (UNAMA), em Belém (PA). Atualmente trabalha como free-lancer.

 

Dirceu Maués nasceu em Belém, em 1968, e começou a fotografar em 1990. Em 1991 participou da oficina da FotoAtiva, e iniciou trabalho como free-lancer para jornais e revistas alternativos. Em 1992 ministrou oficinas na Fundação Curro Velho e participou de várias exposições coletivas. Em 1994 realizou a primeira exposição individual intitulada “Estações do Olhar”, na Galeria Theodoro Braga, em Belém. Em 1997, ganhou o prêmio aquisição no II Salão de Fotografia do CCBEU.

Fonte: Fotografia Paraense Contemporânea 80/90

EXPOSIÇÃO “ANTES DE ONTEM, ONTEM E HOJE” DO FOTÓGRAFO MATEUS SÁ

“Antes de ontem, ontem e hoje” é um projeto de pesquisa e exposição que tem como objeto o acervo analógico do fotógrafo Mateus Sá, constituído por fotografias e áudios captados durante os anos de 1997 a 2008. A pesquisa, que  teve início em junho de 2011, contempla o recondicionamento e organização de todo o acervo, assim como, a edição de imagens que irão compor uma exposição a ser realizada em dezembro de 2011 no Centro Cultural do Correios de Recife-PE. A exposição será dividida em três ambientes interligados e compostos por ampliações fotográficas em tamanhos e suportes variados, instalações fotográficas e áudio visuais. A intenção é possibilitar a ressignificação das imagens que compõem o acervo. O material vem sendo editado por Mateus e o curador do projeto, o artista visual e agitador cultural, Ricardo Peixoto. Além da exposição serão confeccionados um Catálogo, DVD multimídia e um Blog.
O projeto foi contemplado no edital do Centro Cultural Correios e terá sua primeira montagem em Recife-PE, no período de dezembro de 2011 a fevereiro de 2012.

Antes de ontem, ontem e hoje também recebeu o convite da Associação Fotoativa de Belém-PA, para que a exposição ocupe a galeria de sua sede no segundo semestre de 2012. Possibilitando uma maior aproximação entre dois importantes polos da fotografia contemporânea (Recife/Belém).

Mateus Sá, ao longo de 14 anos de produção (1997 a 2008), acumulou um grande número de fotogramas sobre diversos assuntos. Durante esse período desenvolveu algumas pesquisas e ensaios simultaneamente. Podemos destacar a pesquisa sobre as comunidades nativas do litoral pernambucano e do Arquipélago de Fernando de Noronha, desenvolvida durante cinco anos, sendo publicada no livro “Luz do Litoral” em 2005. A documentação sobre o maracatu rural “Cambinda do Cumbe”, realizada ao longo de 8 anos e publicada no livro “A Cambinda do Cumbe”em 2006. A documentação da comunidade indígena “Xucuru do Ororubá”, iniciada no ano de 2001 e ainda
em andamento. Documentação do movimento dos “Poetas Marginais” de Pernambuco, em andamento. Séries sobre impactos ambientais ocasionados pelo crescimento desordenado das cidades e ensaios sobre diversas manifestações da cultura popular nordestina, romarias, religiões afro brasileiras, cotidiano das cidades de Olinda e Recife.

Com exceção do “Luz do Litoral” e “A Cambinda do Cumbe”, praticamente todo o material é inédito. São tantas imagens que o autor não tem noção da quantidade guardada em seus arquivos.
Mateus tanto fotografava como captava o áudio desses momentos. Paralelamente anotava as ideias que iam surgindo sobre como utilizar esse acervo. Todas as anotações foram sendo guardadas numa pasta que foi denominada de “pasta das ideias”.

Com o decorrer do tempo esse acúmulo de material passou a incomodá-lo. “Sempre tive o sonho de colocar tudo isso na rua, dividir meu olhar com o olhar do observador”. “Antes de ontem, ontem e hoje” cumpre esse papel, possibilitando ao autor colocar em prática parte das ideias que surgiram durante esse período e que foram guardadas na referida pasta.

Fonte: blog de Mateus Sá

Belém sedia Encontro Norte Nordeste de Produtores da Fotografia

Os produtores culturais da fotografia que atuam nas regiões Norte e Nordeste terão, neste mês de junho, uma oportunidade para incrementar o intercâmbio de experiências para discutir e apontar ações estratégicas para o desenvolvimento da fotografia nos 16 estados dessas regiões. É que nos próximos dias 14, 15 e 16, acontece em Belém o ENNEFOTO.12 – Encontro Norte Nordeste de Produtores da Fotografia, evento inédito resultante de articulações promovidas pela Associação Fotoativa, a Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves e o Instituto Anima de Fortaleza, com o apoio da Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil.

A programação do ENNEFOTO.12 será realizada no Centur, iniciando no dia 14, às 16 horas, com uma mesa de abertura constituida por Nilson Chaves, Presidente da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves (Centur); Xico Chaves, Diretor do Centro de Artes Visuais CEAV – FUNARTE; Delson Luiz Cruz, Representante Regional do Ministro da Cultura, Comissão Organizadora do Encontro e representante da Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil.

O segundo dia será dedicado à apresentação dos painéis sobre a realidade da produção fotográfica nos Estados e a abertura de discussões por grupos de trabalhos temáticos: Memória, Formação, Difusão, Projetos Socioculturais e Políticas Públicas. Pela noite, o fotógrafo Jarbas Vasconcelos e o poeta João de Jesus Paes Loureiro lançam o livro “COR DO NORTE: Brinquedos de Miriti”.

O terceiro e último dia será de conclusão das atividades dos grupos de trabalhos com a plenária que deverá definir o conjunto de ações que serão implementadas para o desenvolvimento da producão fotográfica nos estados do Norte e Nordeste do Brasil.

O ENNEFOTO.12 servirá tambem como uma etapa preparatória para a participação organizada e proativa das Regiões Norte e Nordeste no II Encontro da Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil, que será realizado em Fortaleza – CE, em agosto deste ano.

A programação paralela será encerrada com o lançamento do Livro: “FRONTEIRA NORTE – Demarcando e aproximando a Amazônia – 08 Décadas”, organizado pela Primeira Comissão Brasileira Demarcadora de Limites.

Fonte: Fotoativa

Oficina “Iniciação à Fotografia Digital” com Valério Silveira / Fotoativa

A Associação Fotoativa abre inscrições para mais uma oficina. Desta vez a proposta é um curso de iniciação à Fotografia Digital que será conduzido pelo Professor e Fotógrafo Valério Silveira. O curso inicia no próximo dia 6 de junho, no espaço do Fórum Landi, e será ministrado em duas turmas nos horários de 15h e 18h30, sempre às quartas e sextas, com duas saídas fotográficas.

Pesquisador da fotografia de infância em Belém na primeira metade do século XX, Valério Silveira ministra cursos sobre Fotografia Digital e propõe nesta oficina um conteúdo abrangente que perpassa pelo reconhecimento das funções de uma câmera digital: o controle e o uso da luz, a adequação de lentes, o uso harmônico das cores, noções básicas sobre composições fotográficas até as noções fundamentais sobre edição de imagens.

Além dessas problematizações técnicas, a ideia é fazer o participante refletir sobre o processo de produção e veiculação da imagem.

As aulas serão compostas de dois momentos: exposição do conteúdo teórico e saídas previamente agendadas para a realização de registros fotográficos. É necessário que o participante tenha uma câmera digital com modo de operação manual para melhor apreensão dos conteúdos.

Serviço:


Oficina de iniciação à Fotografia Digital com Valério Silveira.

No Fórum Landi, Pça do Carmo, n° 60, Cidade Velha.

Início dia 6 de junho, com turmas nos horários de 15h e 18h30.

Quartas e sextas-feiras, com saídas fotográficas eventuais.

Investimento R$ 200,00.

Requisito: É necessário que o participante tenha uma câmera digital com modo de operação manual.

Inscrições na sede da Associação Fotoativa: 32252754

Miguel Chikaoka no Museu de Arte Sacra de SãoPaulo

O Museu de Arte Sacra de São Paulo apresenta até 15 de Julho a exposição Luz da Fé – Fotógrafos Brasileiros Anos 80.

Museu de Arte Sacra de São Paulo reedita exposição de 1985 com imagens de um povo e sua comunicação com o sagrado


Museu de Arte Sacra de São Paulo abre Luz da Fé – Fotógrafos Brasileiros Anos 80, mostra com 49 fotografias realizadas nos anos de 1980 que retratam a devoção do povo brasileiro através de imagens de procissões, festas e outras representações de caráter religioso.

A exposição, com curadoria de Paulo Klein, é um recorte de Andores, Opas e Anjos: Passa a Procissão, organizada por Pe. Antonio de Oliveira Godinho, exibida no mesmo museu em 1985. Luz da Fé – Fotógrafos Brasileiros anos 80 traz registros fotográficos que estavam nessa mostra, de autoria de 12 nomes significativos do segmento, tais como Adenor Gondim,Aristides AlvesCláudio VersianiEdu SimõesJuca MartinsMiguel ChikaokaNair BenedictoPaulo LeitePedro VasquezPenna PrearoRicardo Malta e Rosa Gauditano.

Entre os principais objetivos do curador para a mostra está o resgate do aspecto temático das imagens ligadas à religiosidade, observando a poética e os elementos estéticos de fotógrafos que atuavam em diversos setores da fotografia brasileira no período.

As fotografias escolhidas para compor a nova mostra do museu exibem celebrações diversas, retratando diferenças e semelhanças socioculturais e de expressões de fé de um mesmo povo. Citando apenas algumas, temos um ato ecumênico no Rio Araguaia, as procissões de Nossa Senhora das Grotas em Juazeiro/BA, da Sexta-Feira Santa em Itapevi/SP, da Nossa Senhora do Rosário em Serro/MG, do Senhor Morto em Monte Santo/BA, e a Festa do Divino em São Luiz do Paraitinga/SP, entre outros. Apesar dos inúmeros contrastes regionais, essas imagens possuem elementos que atestam serem essas manifestações de fé: velas, estandartes, trajes típicos e imagens religiosas.

“Essa tradicional forma de devoção, que representou no passado remoto, e mesmo recente, uma das profundas manifestações do espírito religioso nacional, quer pelo seu caráter litúrgico, quer por seu teor popular, sempre suscitou formas de criatividade que confinam com o espetáculo em seu sentido mais abrangente”, diz Pe. Godinho no texto da exposição de 1985.

Luz da Fé – Fotógrafos Brasileiros Anos 80 tem como cerne fotografias de manifestações populares, que vem se perdendo ao longo dos anos, fato este, aliás, já apontado por Pe. Godinho à época da exposição que organizou, há quase três décadas. A comunicação com o sagrado, que pode ser representada pela chama de uma vela, como sugere o título, é o tema que permeia essas obras. Luz da Fé visa contribuir com a memória da devoção brasileira para que ela não se perca, para que a chama dessa vela não se apague.

Luz da Fé – Fotógrafos Brasileiros Anos 80
                      Adenor Gondim
                          Aristides Alves
                              Cláudio Versiani
                                 Edu Simões
                                   Juca Martins
                                     Miguel Chikaoka
                                        Nair Benedicto
                                           Paulo Leite
                                              Pedro Vasquez
                                                  Penna Prearo
                                                      Ricardo Malta
                                                           Rosa Gauditano


Período: 20 de maio a 29 de julho de 2012
Horário: terça a domingo, das 10 às 18h
Fonte: MAS-SP

“Imagem, realidade e fabulação” palestra de Alexandre Sequeira no IAP

“Imagem, realidade e fabulação” no IAP

A palestra do fotógrafo e pesquisador Alexandre Sequeira, que faz parte da programação do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, será nesta quinta-feira, 17 de maio, a partir das 19h, no Instituto de Artes do Pará, com entrada franca.

Alexandre vai abordar a pesquisa que ele realizou durante o ano de 2010, quando frequentou a vila de Lapinha da Serra, município de Santana do Riacho, na região da Serra do Cipó. O trabalho foi objeto de pesquisa de sua de dissertação de Mestrado, defendida na UFMG.

O trabalho desenvolvido em Lapinha da Serra, segundo Alexandre, tem o mesmo caráter relacional do desenvolvido em Nazaré do Mocajuba e de outro que ele realizou também com dois adolescentes residentes na ilha do Combú e no bairro do Guamá.

“Na verdade a fotografia se apresenta como um instrumento de aproximação e troca de impressões de mundo. O trabalho se afirma muito mais na relação que se estabelece do que na fotografia propriamente dita. Nesse sentido, a fotografia assume um caráter de documento construído a seis mãos, envolvendo eu, Rafael – um adolescente de 13 anos -, e seu avô, Seu Juquinha, de 84 anos”, diz ele referindo-se aos personagens focados neste último trabalho.

Durante o bate papo desta quinta-feira, Alexandre vai utilizar as imagens dessa experiência, além de pontuações teóricas para construir a conversa e a discussão com o público presente. “A palestra trata de nossa relação com a fotografia enquanto documento, enquanto memória de algo que efetivamente aconteceu. Mas a fala procura dirigir as atenções às relações que se estabelecem entre fotógrafo e fotografado, entre o que acontece antes ou mesmo depois do momento do registro. Relações estas que, de certa forma, relativizam ou ampliam esse valor de documento da fotografia”, diz Alexandre.

Laços – Ele conta que ao longo do período na Lapinha da Serra, a fotografia foi responsável pela construção de laços de convívio e afeto com alguns moradores locais, em especial com Rafael, de 13 anos, e sua família. “Refiro-me a um certo caráter performativo do ato fotográfico que envolve a todos que dele fazem parte e que, embora se tenha a impressão que diz respeito à uma produção fotográfica mais recente, na verdade acompanha a fotografia desde seu surgimento”.

Para Alexandre, as relações que se estabelecem a partir do convívio com as pessoas envolvidas e entre seus olhares e interpretações de mundo, tecem laços que os aproximaram enquanto permanentes construtores de sonhos, fantasias e desejos.

“A fotografia, que por vezes animou esse convívio, se apresentou tanto como instrumento de construção de uma etnologia da saudade – por seu inegável valor documental –, quanto por seu potencial emancipador, dada a perda de sentido de realidade que suas possibilidades interpretativas suscitavam”, continua.

Foi nessa perspectiva que palavras, imagens e acontecimentos animaram o convívio de Sequeira com Seu Juquinha e Rafael e por assim em diante se converteram em uma história, com elementos que se oferecem como fio condutor para a construção de uma narrativa capaz de tratar dos espaços da diferença e da alteridade.

O conjunto de fotografias produzidas ao longo dos dois anos pelo artista e por Rafael é guardado por ambos –, como um banco de dados passível de diferentes interpretações. Do mesmo modo, os relatos de Seu Juquinha, que por tantas vezes conduziram Sequeira por entre palavras, pausas ou entonações, no desafio de subverter os regimes do visível e do invisível, também servem como elemento indutor de ressignificações da vida em Lapinha da Serra.

Os registros sonoros desses encontros, fragmentos de conversas e sons da ambiência do lugar, compõe uma partitura sonora que é também encaminhada de volta à vila, como contribuição ao trabalho educativo desenvolvido por alguns moradores no Espaço Cultural situado ao lado da pequena igreja local.

Memória e falas – A intenção é que o material possa servir como outra forma de tratar a história, a memória e as qualidades de Lapinha da Serra, junto às crianças e adolescentes, assíduos frequentadores daquele espaço; como um meio de replicar a fala de Seu Juquinha – figura tão importante para a vila –, dando ao passado através de sua permanente revisão, um sentido de retomada, essa sim, uma forma nobre da memória.

Depois que defendeu a dissertação, Alexandre foi convidado a falar do projeto numa exposição em São Paulo, chamada “Por aqui, formas tornaram-se atitudes”. A exposição reunia nomes da cena das artes visuais como Helio Oiticica, Ligya Clark, Ligia Pape, Laura Lima e muitos outros.

Em seguida, ele também foi convidado a falar no Festival Internacional de Porto Alegre, no Festival de Fotografia de Recife, no Festival Internacional de Fotografia do Rio, no Festival de Fotografia de Manaus, numa palestra que proferi para o curso de Pós Graduação de Fotografia da Faculdade Armando Álvares Penteado em SP, em um curso de fotografia realizado no MAM de São Paulo e, mais recentemente, no Festival Internacional de Fotografia de Montevideo.

Já há algum tempo que o pesquisador não volta à Lapinha da Serra, um vilarejo bem isolado, no meio da Serra do Cipó. No mês que vem, porém, ele regressará à vila. “Em função desta distância e de minha agenda que tem sido um pouco corrida, não tenho tido oportunidade de manter contato com Rafael e Seu Juquinha, mas no fim de junho farei uma fala sobre a experiência em Belo Horizonte, no Palácio das Artes, dentro de uma exposição da qual farei parte, e já estou me programando para conseguir um carro e ir encontrá-los”, finaliza.

Serviço

Palestra “Imagem, realidade e fabulação”, com o fotógrafo e pesquisador Alexandre Sequeira – Nesta quinta-feira, 17/05, a partir das 19h, no Instituto de Artes do Pará, com entrada franca – Pça Justo Chermont, ao lado da Basílica de Nazaré.

Fonte: Assessoria Prêmio Diário.

Fotoativa está com inscrições abertas para a oficina Photomorphosis

Miguel Chikaoka ministra a oficina, que acontece de 05/03 a 09/05 em Belém e é voltada para pessoas a partir de 16 anos

Um mergulho no universo da luz e da imagem: esta é a essência da oficina “Photomorphosis: Do Artesanal ao Digital”, ministrada pelo fotógrafo e educador Miguel Chikaoka. A Associação Fotoativa já está com inscrições abertas para o curso, que ocorrerá ao longo dos meses de março, abril e início de maio de 2012 em Belém.

Uma das mais tradicionais oficinas oferecidas pela Fotoativa, Photomorphosis traz uma proposta diferenciada porque busca estimular um olhar crítico do participante sobre o processo de construção fotográfica. “A finalidade é introduzir conhecimentos essenciais sobre origem, registro e tratamento  da imagem fotográfica e estimular a leitura crítica sobre as possibilidades do fazer fotográfico e seus desdobramentos”, explica Chikaoka.

O programa será desenvolvido através da construção e do uso de dispositivos artesanais, dinâmicas de deslocamento dos sentidos da percepção, expedições e exploração ponderada dos recursos tecnológicos atuais.

As aulas serão realizadas do dia 07 de março ao dia 09 de maio, com encontros semanais às quartas-feiras no espaço do Fórum Landi, no bairro da Cidade Velha. Outras atividades práticas, como laboratório e saídas fotográficas, terão datas e horários a combinar. A oficina é voltada a qualquer pessoa com interesse, com idade a partir de 16 anos, não exigindo conhecimento prévio de fotografia. As inscrições podem ser feitas até o dia 5 de março na sede da Fotoativa.

Sobre o instrutor:
Miguel Chikaoka é engenheiro eletrotécnico formado pela Universidade de Campinas e iniciou na fotografia no final dos anos 1970, período em que morou como bolsista na França . Vive desde 1980 em Belém, onde se consolidou como fotógrafo e fundou a Fotoativa. Tem obras em acervos do Museo de Arte de las Américas – OEA (Washington-EUA), Secretaria de Cultura do Estado do Pará, Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (RJ) e Coleção Pirelli MASP (SP), entre outros. É sócio-fundador da Kamara Kó Fotografias e trabalha atualmente como assessor do Centro Cultural SESC Boulevard, em Belém.

SERVIÇO
Oficina Photomorphosis: do Artesanal ao Digital
Quando: 07 de Março a 09 de Maio de 2012. Encontros semanais às quartas-feiras, 19h30 às 21h30, mais práticas, laboratório, consultas e saídas fotográficas.
Onde: Fórum Landi (Rua Siqueira Mendes, n° 60 – Praça do Carmo – Cidade Velha – Belém/PA)
Carga horária total: 52 horas
Público Alvo: Interessados a partir de 16 anos. É necessário possuir 1 câmera fotográfica.
$: R$ 600,00
Inscrições: até 05 de março de 2012 na sede da Fotoativa (Praça Visconde do Rio Branco – Praça das Mercês, nº19 – Campina – Belém/PA)

Mais informações: (91) 3225-2754a.fotoativa@gmail.com

Oficina “Memórias em linhas: o desenho a partir do fotográfico” com Ricardo Macêdo – FotoAtiva

A Fotoativa abre o calendário 2012 com uma oficina inédita na associação: “Memórias em linhas: o desenho a partir do fotográfico”, ministrada pelo artista visual paraense Ricardo Macêdo. Dirigida a fotógrafos, designers e estudantes de Artes Visuais e Arquitetura a partir dos18 anos, a atividade acontecerá entre os dias 08 e 12 de fevereiro de 2012 no Fórum Landi, em Belém.

Nas palavras de Ricardo Macêdo, “a oficina trata de um dado muito comum nas produções artísticas atuais: a interdisciplinaridade. Duas linguagens servirão como suporte: a fotografia e o desenho, tendo em vista a seguinte questão: se imagens comportam elementos visuais, podemos encontrar em uma paisagem elementos básicos da comunicação visual (texturas, tons, cores, escala, etc).

Contudo, como perceber uma imagem a partir desse viés? A oficina visa tratar da alfabetização do olhar a partir do reconhecimento de elementos visuais em fotografias antigas, para, assim, transformá-las em desenhos, tendo como suporte técnicas como esfumato, luz e sombra, hachura etc.”.A oficina também incluirá filmes, animações, documentários e visita monitorada a uma exposição.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas na sede da Fotoativa até o dia 10 de fevereiro.
Ricardo Macêdo
– Professor e artista visual, é mestrando em Artes Visuais e Tecnologia da Imagem (UFMG), formado em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Pará e Design de Interiores pela Escola Técnica Federal. É um dos editores do blog novas-medias.blogspot.com. e colaborador da MARÉ-Revista de críticahttp://materias.atelie397.com/artigo/revista-mare-editorial-1/. Participou de exposições coletivas e individuais, entre elas: ARTE PERFORMANCE BRASIL, MAM Rio de janeiro, 2011; Diário Contemporâneo de Fotografia, 2011; TRAMPOLIM-VÍDEO, Espírito Santo, 2011; Salão Arte Pará 2010 com os trabalhos “Cafetinagem” e “Relações Intercambiáveis”; ”A pele do invisível” Prêmio de Artes Visuais SECULT 2010; e “Identidades Móveis” Prêmio do Banco da Amazônia de Artes Visuais 2010.
SERVIÇO
Oficina “Memórias em linhas: o desenho a partir do fotográfico”
Data: 08, 09, 10, 11 e 12 de fevereiro de 2012, de 09 às 12 horas
Local: Fórum Landi (Rua Siqueira Mendes – Praça do Carmo, nº 60 – Cidade Velha-Belém/PA)
Inscrições: de 25 de janeiro a 10 de fevereiro, de 9 as 18 horas, na sede da Fotoativa (Praça Visconde do Rio Branco – Praça das Mercês, nº 19 – Campina – Belém/PA).
Público alvo: Fotógrafos, designers, estudantes de artes visuais, arquitetura e áreas afins, a partir de 18 anos.
Material que o aluno deve levar: 03 (três) fotografias antigas, que podem ser do álbum de família, paisagens ou naturezas mortas; 01 lápis: 6B.
Investimento: R$ 130,00 / pessoa
Informações: (91) 3225-2754, a.fotoativa@gmail.com
Fonte: FotoAtiva

II Maratona Fotográfica 16.16 – Centro Cultural Sesc Boulevard

15/01 – 10h às 18h

O Centro Cultural SESC Boulevard inicia no próximo dia 15 a segunda edição da “Maratona Fotográfica da Cidade de Belém”. A ação faz parte do projeto “Belém 16.16”, uma ideia inédita que visa produzir um amplo repertório de imagens, depoimentos, reflexões e visões sobre Belém e publicar em um livro que será lançado em 2016, ano em que a cidade completa 400 anos.

A Maratona traz uma diversificada programação, contando com debates, exibição de filmes e dois grandes nomes da fotografia e do cinema paraense, Alexandre Sequeira e Jorane Castro, com mediação de Miguel Chikaoka.
Para captação das imagens ao longo dos meses, cada participante deve dispor de uma câmera fotográfica de qualquer modelo, o resultado será exposto em junho em vários pontos de Belém. A inscrição é gratuita e pode ser feita até 14/01, no Centro Cultural SESC Boulevard, das 10 às 19h. Vagas limitadas.
Jorane Castro
Diretora de filmes desde 1995, já acumula em sua filmografia mais de dez obras. Roteirizou, produziu e dirigiu o curta-metragem “Ribeirinhos do Asfalto”, premiado na categoria Melhor Direção de Arte na 19ª edição do Festival de Cinema de Gramado, um dos mais importantes do Brasil.
Alexandre Sequeira
Fotógrafo e artista plástico, já exibiu trabalhos em exposições no Brasil, França, Bélgica e Canadá, com destaque para o projeto “Nazaré do Mocajuba”, ensaio realizado em uma vila de pescadores a 500 km de Belém.

 

Fonte> Centro Cultural Sesc Boulevard

Mostra “Outubro” – Fotoatividades / Fotoativa

Fotoativa apresenta mostra fotográfica Outubro, em Belém

A abertura acontece no dia 09 de dezembro, às 19h, no Fórum Landi, com visitações até o dia 22.

O calendário de ações do Projeto Fotoatividades, realizado pela Associação Fotoativa durante o segundo semestre de 2011, chega ao seu final com a realização da Mostra Outubro, que abre ao público na próxima sexta-feira
(09) no Fórum Landi, em Belém.

A exposição coletiva traz cerca de 80 imagens selecionadas de mais de 300 fotografias submetidas pelos 42 fotógrafos, amadores e profissionais, que participaram da Jornada Fotográfica Outubro. A curadoria da mostra tem a
assinatura dos 26 participantes da oficina de Curadoria, sob a coordenação do fotógrafo e professor da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal do Pará Alexandre Sequeira.

A Jornada Fotográfica, que teve como instrutores o próprio Alexandre Sequeira e o fotógrafo Miguel Chikaoka, visou estimular e exercitar o olhar das pessoas com a realização de saídas fotográficas. A atividade aconteceu em outubro, mês que foi escolhido para ser o tema da atividade e, dessa forma, também deu nome à exposição final.

A Mostra Outubro reúne fotografias que abordam sub-temas como o Círio de Nazaré, tanto no seu lado religioso quanto no profano, memórias de viagens, infâncias e passagens. A abertura acontece a partir das 19h, e é aberta ao público. Na ocasião, serão distribuídas, gratuitamente, edições de quatro revistas culturais selecionadas pelo Programa “Cultura e Pensamento” do Ministério da Cultura, cuja rede de distribuição inclui a Fotoativa.

Projeção multimídia – Na noite de abertura também haverá projeção de vídeo-arte apresentada pela Revista Não-Lugar, publicação online sobre arte contemporânea brasileira idealizada por Roberta Carvalho, Danielle Fonseca e Keyla Sobral. A projeção coordenada pela revista apresenta vídeo-arte de Cao Guimarães, Solon Ribeiro, Daniele Fonseca e Cristiano Lenhardt.

O Projeto Fotoatividades tem patrocínio da Oi, via Lei Semear e Governo do Estado, e apoio da Oi Futuro.

SERVIÇO

Mostra Outubro
Abertura: 09 de dezembro de 2011, às 19h
Local: Fórum Landi (Rua Siqueira Mendes, nº 60 – Praça
do Carmo – Cidade Velha – Belém/PA).
Visitações: 12 a 22 de dezembro de 2011, de
segunda a sexta, de 10h às 18h.
Entrada Franca

Fotógrafos participantes  da Mostra Outubro:
ABRAÃO CARNEIRO DOS SANTOS • ALAN MARTINS DA SILVA • ROSANA ITAPARICA DE nCARVALHO • ANDRÉ LUIS VALADARES DE AQUINO • ANTONIA NAYANE MUNIS DE OLIVEIRA • BRENDA VENINA PAIVA DA SILVA n• DANIEL HUDSON CARVALHO VIEIRA • ELIZABETH TAVARES VIANA • EVNA MOURA • HELTON NASCIMENTO LOBÃO • IRENE ALMEIDA • JOÃO VITAL • JOELMA REIS VIEIRA RODRIGUES • JOSÉ SENA FILHO • KEILA RÉGIA RODRIGUES • LENA MÔNICA FRANÇA DE ARRUDA • LUIZ AUGUSTO PEREIRA DE SOUZA • MARA TAVARES • MARCELO MAGALHÃES • MARCIO AVELINO S. DE MIRANDA • MARISE GOMES MAUÉS • MICHAEL KLINGLER • MAYCON VIDAL • NATACHA JACCOUD BITAR • OTAVIO HENRIQUE NASCIMENTO • PANMELLA ARAUJO • PAULA PETRUCCELLI •  REGINA LÚCIA DA COSTA PETRUCCELLI • SILVIA AKEMI • TCHELLO D’BARROS • TEONÍLA BEZERRA LIMA • WAGNER OKASAKI • WALTER GOMES • ZOÉ FONSECA

Curadores:
ANDRÉ LUIS VALADARES DE AQUINO • ANTONIA NAYANE MUNIZ DE OLIVEIRA • ÁTILA DE ARAÚJO SILVA • CAROL ABREU •  CAROLINA VENTURINI • CINTHYA MARQUES • CYRO ALMEIDA • DURVAL MONTEIRO SOEIRO • FABIO ANTONIO OLIVEIRA HASSEGAWA • IRENE ALMEIDA • JANDUARI SIMÕES • JOSÉ SENA FILHO • KAROL KHALED • LUCIANA BARBOZA MORAIS • LUCIANA MAGNO • MARA TAVARES • MÁRCIO JOSÉ CAMPOS • MARISE MAUÉS • MARTA DE LOURDES COSMO MACEDO • NATACHA JACCOUD BITAR • RAFAEL JOSÉ BANDEIRA DA PENHA •
RODRIGO JOSÉ CASTRO CORREIA • SAMANTHA RAISSA CUNHA DA SILVA • SISSA ANELEH • TCHELLO D’ BARROS • ALEXANDRE SEQUEIRA

Fotografia como Memória e o processo criativo de Geraldo de Barros e Mário Cravo Neto – com Rubens Fernandes Júnior

No dia 06 de julho, às 19 horas, no Centro Cultural SESC Boulevard será ministrada pelo professor, pesquisador e curador Rubens Fernandes Júnior a palestra “Fotografia como Memória – O Processo de Criação”, em que será feita uma análise do processo criativo destes dois expoentes das Artes Visuais no Brasil, discorrendo sobre a trajetória e os momentos emblemáticos de cada um dos artistas.

A palestra é o primeiro evento da programação educativa prevista no projeto “Máquinas para filosofar”, que será aprimorado e desenvolvido ao longo dos próximos anos pelo SESC Boulevard. O “Máquinas para filosofar” foi criado com o objetivo de apresentar ao público a coleção de câmeras e outros equipamentos raros de Fotografia que fazem parte do acervo do SESC/PA e da Federação do Comércio.

Parte dessas câmeras antigas já está exposta no prédio do SESC Boulevard e revelam um pouco da riqueza desse acervo composto por quase 2000 itens, abrangendo um universo técnico e imaginário que permeia a História da Fotografia e inspira a elaboração do projeto “Máquinas para filosofar”, que atualmente encontra-se na etapa de pesquisa histórica e museológica.

O circuito de discussões começa na próxima quarta-feira com a palestra do professor Rubens Fernandes Júnior, um dos consultores do projeto, que dividirá com o público suas pesquisas sobre a trajetória de dois artistas que influenciaram com suas potências criativas, a Fotografia e as Artes Visuais brasileiras: Geraldo de Barros e Mário Cravo Neto.

A idéia da palestra é entender a fotografia como a convergência de processos criativos na obra dos artistas Geraldo de Barros e Mario Cravo Neto e como a Fotografia moderna e contemporânea se propõe a abdicar de seu caráter memorialístico e documental para dar espaço às pulsações visuais provocativas e comoventes.

Rubens Fernandes Júnior: o palestrante

Doutor em Comunicação e Semiótica e professor titular da FAAP, pesquisador, curador de fotografia, diretor do Mês da Fotografia de São Paulo, membro do Conselho da Coleção Masp-Pirelli de Fotografia e da Associação Paulista de Críticos de Artes. Como curador, criou o Gabinete Fotográfico da Pinacoteca do Estado, encabeçou o lançamento da Coleção Pirelli MASP e continua, junto com o Nafoto, organizando o Mês Internacional da Fotografia.

Mario Cravo Neto (1947 – 2009)
Fotógrafo, escultor e desenhista. Viveu na Alemanha, Estados Unidos e estudou na Arts Students League, com orientação de Jack Krueger, um dos precursores da arte conceitual na cidade. Nesse período, realizou a série de fotografias em cores On the Subway e produz suas primeiras esculturas de acrílico. Posteriormente, dedicou-se à Fotografia de estúdio, criando instalações e ensaios fotográficos com temática relacionada ao candomblé e à religiosidade católica. Publicou vários livros e ganhou importantes prêmios de conceituadas Instituições como Funarte,Masp/SP e Associação Paulista dos Críticos de Arte – APCA.

Geraldo de Barros (1923 – 1998)
Fotógrafo, pintor, gravador, artista gráfico, designer de móveis e desenhista. Em 1946, fez suas primeiras fotos com uma câmera construída por ele mesmo. Realizou experimentações que consistiram em interferências no negativo, como cortar, desenhar, pintar, perfurar, solarizar e sobrepor imagens. Sua trajetória artística o coloca na linha de frente da Fotografia experimental no Brasil.

SERVIÇO:
Palestra Rubens Fernandes Júnior: “Fotografia como Memória – O Processo de Criação”
Data: 06 de julho de 2011
Horário: 19 horas
Local: Centro Cultural SESC Boulevard (Boulevard Castilho França, n°522/523)
Visite o blog: http://sescboulevard.blogspot.com/
Informações: (91) 3224-5654/5305 (Centro Cultural SESC Boulevard)
(91) 4005-9584/9587 (Assessoria de Comunicação do Sistema Fecomércio/SESC/SENAC-PA)
ENTRADA FRANCA
(fonte: Fotoativa)

Pinhole Day – Exposição, Oficinas e Jornada

Nesta sexta feira, 15, a partir das 19h, o Centro Cultural SESC Boulevard abre as portas para a exposição “Pinholeday Belém – Retrospectiva”, que reúne fotografias e câmeras pinhole, audiovisuais, cartões postais e outros trabalhos produzidos pelos participantes de Oficinas e Jornadas Pinhole que integram o projeto Pinholeday Belém, promovido pela Associação Fotoativa desde 2002.


Com participação crescente do público ao longo de sua trajetória, o projeto Pinholeday Belém colocou a capital paraense em destaque no Worldwide Pinhole Photography Day (WPPD), evento mundial que celebra anualmente a prática da fotografia pinhole, como a cidade que reune o maior número de participantes, superando até mesmo alguns países como a França, Canadá, Japão e Argentina.

Fotografia Pinhole refere-se ao processo de captação de imagens com câmeras fotográficas produzidas geralmente pelos próprios praticantes, tendo em comum o fato de não utilizar lentes, de forma que a imagem é captada por um minúsculo orifício pelo qual a luz se projeta sobre o dispositivo fotosensível, seja analógico como papeis e filmes ou eletrônico como os sensores de câmeras digitais. Sucatas como latas, embalagens de papelão, caixa de fósforo, tijolos, containers e até mesmo ambientes internos de uma casa, tudo isso pode ser transformado numa câmera pinhole. Exercitar a inventividade e o potencial criativo, e construir sua própria câmera, é a senha para a prática da fotografia pinhole.

“Pinholeday Belém – Retrospectiva”, que ficará aberta à visitação até o dia 29 de maio, abre a programação de atividades voltadas para o público, e segue com as oficinas de pinhole, no período de 21 a 23 de abril, na sede da Fotoativa.

A Jornada do Pinholeday Belém 2011, com o tema “Atuacidade”, será no dia 24 de abril, quando se comemora o dia mundial da fotografia pinhole. Nesse dia serão 12 horas dedicadas a uma grande jornada fotográfica, começando das 5h da manhã e vai até as 17h. Cada participante da Jornada poderá escolher uma fotografia pinhole de sua autoria a ser postada na Galera Virtual do site do WPPD até o dia 31 de maio.

Serviço:
Exposição Pinholeday – retrospectiva
Abertura 15 de abril às 19h
Visitação: até 29 de maio
Horário: 10h às 19h (terça a domingo)
Local: Centro Cultural SESC Boulevard 
End.: Boulevard Castilho França, 522 / 523
Informações: (91)3224-5654 / 3224-5305.

Oficinas e Jornada
21 a 23 de abril: Oficinas de fotografia pinhole
24 de abril: Jornada Pinholeday Belém
Local: Sede da Associação Fotoativa
End.: Praça das Mercês 19.
Informações:(91) 3225 2754

Alexandre Sequeira no Café Fotográfico “Entre a Lapinha da Serra e o Mata Capim”

O mestrado realizado por Alexandre Sequeira em Minas Gerais é um marco na pesquisa em arte. Ele se situa na fronteira invisível entre a arte e a vida em toda a sua dimensão simbólica. Não mais o artista flâneur ou voyer simplesmente, mas o artista que interfere positivamente no meio onde pesquisa e vive. Uma vivência artística e acadêmica carregada de emoção mas sem perder as referências teóricas, um percurso acadêmico pulsando de vida em sua essência. É só clicar no link abaixo e abrir a mente para as múltiplas possibilidades da arte. É uma transmissão em broadcasting feita pela Fotoativa, realizada no mais recente Café Fotográfico.

http://static.livestream.com/grid/LSPlayer.swf?hash=3ycsi

“Miguel Chikaoka e a fotografia como prática educativa transformadora” por José Viana – Café Literário da Fotoativa