Artistas visuais paraenses em expedição

 

“Rio/ de muitos nomes/ Ser/ de muitas formas e fomes” esse trecho do livro “Porantim”, do poeta e professor de estética João de Jesus Paes Loureiro, foi a nascente desse projeto que tem na relação das cidades com seus rios e as periferias em suas margens sua proposta artística. Segundo Ramiro Quaresma, curador e idealizador do projeto “a arte como uma expedição sempre foi um projeto-sonho nosso, quando começamos o blog Xumucuís (do tupi, sussurro das águas). Depois de três edições do Salão de Arte Digital, vamos concretizar esse projeto criando um hiper_espaço conectando o Pará e a Paraíba, não apenas no ciberespaço, mas em uma experiência vivencial de múltiplas linguagens artísticas”.

 

O projeto «Hiper_Espaço Xumucuís [Guamá, Jaguaribe]», contemplado no Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais 10a Edição, fará um intercâmbio entre artistas visuais do estado do Pará e da Paraíba e tem na exposição «Sussurro dos Rios: Guamá/Jaguaribe» sua mostra de resultados e nas experimentações em grafite + pixo, fotografia + estêncil, pintura + intervenção e live cinema + mapping, com jovens artistas/instrutores paraenses. A exposição será pensada e montada de forma colaborativa na oficina “Curadoria em Multimeios” no próprio espaço expositivo. A primeira etapa acontece em João Pessoa na Paraíba no mês de maio em vários espaços da cidade e em junho em Belém no processo inverso. “Conhecemos pela internet vários artistas e produtores paraibanos, constatamos que pouco ou nada se sabia dos caminhos das artes visuais um do outro e esse projeto de intercâmbio pretende criar um link de arte e vida entre os participantes” diz Deyse Marinho, museóloga e coordenadora de produção do projeto.

A exposição tem curadoria de Ramiro Quaresma e Dyógenes Chaves, curadores do Pará e da Paraíba respectivamente, com os artistas Fábio Graf, Jeyson Martins, João Cirilo e Rodrigo Sabbá, que se juntarão a artistas paraibanos no projeto a partir das vivências em João Pessoa. A proposta curatorial é juntar artistas de múltiplas linguagens, que trabalhem em processos híbridos de criação artística com intervenção urbana, e proporcionar o surgimento de obras, individuais e coletivas, das oficinas no espaço Energisa, nas vivências no Espaço Mundo, para a exposição na Galeria da Estação Cabo Branco a ser aberta em 13 de maio de 2014. Em junho será a segunda etapa do projeto em Belém, onde artistas paraibanos selecionados entre as vivências virão a Belém para um novo ciclo de oficinas e exposição. Todas as atividades do evento são gratuitas. A única oficina com pré-requisitos de currículo para inscrição é “Curadoria e Multimeios”, as outras são abertas a todos os interessados com idades a partir dos 14 anos.

Projeto Paraiba Final Novo

«Hiper_Espaço Xumucuís [Guamá, Jaguaribe]» é uma realização Xumucuís, com apoio institucional da Prefeitura de João Pessoa, Estação Cabo Branco, Energisa, Espaço Cultural Energisa e Espaço Mundo, parceria Fora do Eixo e Varadero, em uma realização Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais 10a Edição, Funarte, Ministério da Cultura e Governo Federal.

 

 

SERVIÇO

 

Oficinas

 “Pintura + Intervenção Urbana” com João Cirilo

05 a 09/05 das 09 às 12h – Espaço Energisa

20 vagas

 

“Grafite + Pixo” com Fábio Graf

05 a 09/05 das 09 às 12h – Espaço Energisa

20 vagas

 

“Pinhole + Estêncil” com Jeyson Martins

05 a 09/05 das 14 às 17h – Espaço Energisa

20 vagas

 

“Live Cinema + Mapping” com Rodrigo Sabbá

05 a 09/05 das 14 às 17h – Espaço Energisa

20 vagas

 

“Curadoria em Multimeios” com Ramiro Quaresma

12 a 13/05 das 9 às 12h e 14 às 18h – Estação Cabo Branco

20 vagas

Bate-papo (Pós-tv) e vivências – Espaço Mundo

07, 08 e 09/05 a partir das 19h.

 

Exposição – Estação Cabo Branco

Abertura – 13 de Maio às 19h

 

Informações

xumucuis@gmail.com / (91) 8239 2476

 

Festival Amazônia Mapping

 

marca-FAM-300x150Um projeto inovador na região Amazônica, o FESTIVAL AMAZÔNIA MAPPING, busca através de oficinas e apresentações artísticas, o desenvolvimento e difusão de uma linguagem visual contemporânea intitulada vídeo mapping ou projeção mapeada e seu desdobramento nas artes visuais.

Festivais de Mapping tem acontecido nos mais variados locais do mundo, como Londres, Genebra e Budapeste. Não obstante, o Brasil também tem seus representantes na área, a maioria situados no eixo sul e sudeste do País.

O Festival Amazônia Mapping se propõe a valorizar artistas do Norte promovendo o intercâmbio com profissionais de outros Estados Brasileiros, possibilitando assim trocas de conhecimento e o desenvolvimento, na Amazônia, de uma das técnicas visuais mais inovadoras nos dias de hoje.

O vídeo mapping (ou mapeamento de vídeo) é uma técnica de projeção audiovisual, considerada o futuro das projeções, onde a imagem projetada se adequa a diversos tipos de suporte. Construções, prédios, estruturas orgânicas ou geométricas, etc, tudo vira um possível local para a utilização da técnica de projeção das imagens. É como se a imagem se “dobrasse” no seu suporte, formando com ela uma mídia única, expandindo o conceito do objeto ou da estrutura que o suporta. A técnica rompe nossos padrões visuais ao apresentar anamoforses e ilusões de ótica nas projeções.

Nesse trabalho, diversos softwares e hardwares são utilizados para modelar, editar, mixar imagens, além de projetores, que dependendo, da necessidade podem ser mini projetores de 300 ANSI LUMENS para pequenas instalações artísticas até projetores de grande porte, como os de resolução 2K com cerca de 30.000 ANSI LUMENS, uma potência de projeção de luz e qualidade de imagem.

A proposta do Festival Amazônia Mapping é reconfigurar olhares sobre nossa paisagem urbana, levando a arte para e espaços inimagináveis, de forma lúdica e com conteúdos relevantes. O Festival inicia seu percurso pela cidade de Belém, com seus 397 anos, cheia de histórias e com uma produção incessante de arte e cultura em todos os cantos. Além da grande noite do festival, no dia 28 de setembro de 2013, com a ocupação do Centro Histórico, local de nascimento da cidade, o Festival propõe a “Mostra Visualidade Sobre Superfícies da Cidade”, onde fará a inserção de obras de artistas visuais da Amazônia em espaços urbanos utilizando a técnica da projeção mapeada.

As oficinas preenchem o espaço da difusão do conhecimento, deixando em nossa região, marcas positivas do projeto, formando e fomentando a criatividade nos artistas e profissionais da área.

Por Roberta Carvalho

Idealizadora do Festival

 

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Exposição “Restos Manicomiais… até quando?”

A exposição “Restos Manicomiais… até quando?” está acontecendo no CAPS Renascer, localizada na Tv. Mauriti próximo à Duque, até o dia 23 de junho, quando segue para o Tribunal de Justiça do Estado, permanecendo exposta no hall da Vara de Execuções Penais até o dia 01 de julho. Ambos funcionam das 8h às 18h.

As imagens foram produzidas por 18 internos do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, de Santa Izabel do Pará, a partir de oficinas de xilogravura (gravura em madeira) e fotografia (pinhole e pinlux) ministradas por artistas de Belém. As oficinas foram organizadas como parte de minha pesquisa de doutorado, a qual tem como tema o processo de institucionalização e desinstitucionalização das pessoas em medida de segurança, i.e., pessoas diagnosticadas com transtornos mentais que entraram em conflito com a lei. A pesquisa pensa a arte como instrumento político disruptivo e tático para dar visibilidade a estes invisíveis e busca provocar discussões e reflexões capazes ou não de deslocamentos na nossa maneira de pensar a loucura e sua relação com o crime.

A exposição deve passar até agosto pelo curro velho e algumas secretarias, como sespa e sejudh, além da susipe.

Fonte: Alyne Alvarez (texto e imagens)

Exposição “O Exílio e a Cor” de Tikka Sobral // Casa Fora do Eixo Amazônia e Fundação Tancredo Neves

Banner Exilio Final

 

O projeto de exposição “O EXÍLIO E A COR” é uma realização da produtora  “A Senda” com  o patrocínio da “Fundação cultural do Pará Tancredo Neves” e  traz uma artista que tem a linha como principal meio formal e expressivo, e que atrelados a essa prática constrói trabalhos que se utiliza desse elemento formal, simples e complexo, que é a linha, para versar acerca do mundo que a rodeia.

Tikka Sobral, desde suas primeiras construções se apropria da linearidade, em “costuras” que se fazem retilíneas, confusas, caóticas, dramáticas, complexas e, no entanto, coerente, consciente no seu todo. Através deste  juntara as cores como complemento ao seu caos particular, retirando também do seu próprio exílio as peças necessárias para produção visual de cada conto. A releitura pictórica da obra  “O Exílio e O Reino” de Albert Camus, se dará a partir  da construção de uma série de desenhos referenciadas nos personagens contidos nos 6 contos que constituem o livro. Tais contos :  “O Renegado” , ”O hóspede”,” A mulher adultera”, “Os Mudos”,” Jonas ,o pintor”, “A Pedra que Aumenta” , em contextos completamente distintos uns dos outros, abordam o exílio físico ou espiritual (ou ambos) que cada pessoa encontra para dar suporte ou complemento à sua própria existência, onde cada conto se centra na experiência individual de uma única pessoa.

A artista tem como objetivo, Pesquisar as aproximações e limites entre arte visuais e literatura, e as possibilidades de experimentações estéticas derivadas desse encontro tendo como suporte a técnica mista sobre papel, utilizando como referência a obra “O Exílio e O Reino” de Albert Camus. E realizar uma exposição com o resultado da pesquisa e experimentação proposta.

Tikka Sobral, experimenta as possibilidades de instrumentos visuais como o desenho e pintura enquanto discurso estético na contemporaneidade,  ressignificando a obra de Camus tendo a arte visual enquanto suporte e – Pensa artes visuais como dispositivo conceitual ao se apropriar de uma obra em outra linguagem e questiona os limites da arte-conceitual-contemporânea através do traço e da cor contribuindo para as discussões sobre o papel da ação  pictórica na arte contemporânea, desta forma estabelece um diálogo conceitual das artes visuais através da experimentação.

Narjara Oliveira, produtora da artista, nos fala um pouco do processo metodológico que foi trabalhado para a concepção da exposição e sobre o estudo da obra de referência do projeto, explica que, a artista realiza um detalhado estudo da obra “O Exílio e O Reino” de Albert Camus, buscando os elementos provocadores e norteadores do experimento. O objetivo do estudo foi estabelecer as relações conceituais, estéticas e subjetivas necessárias para realizar a construção das obras que comporão a exposição. A artista pesquisou também trabalhos análogos através de consulta a bibliotecas, acervos pessoais, internet e outras fontes de informação. O resultado dessa etapa do processo serviu de guia para a construção da obra em si.

Diante da produção da artista, o curador Ramiro Quaresma selecionou trabalhos que dialogarão conceitualmente com a montagem. A concebida na “CASA FORA DO EIXO AMAZÔNIA e posteriormente na  FUNDAÇÃO CULTARAL DO PARÁ TANCREDO NEVES.

Flyer Web Exilio Final

Serviço:

 

Vernissage: 16 de Abril

1° Exposição

Data 17 à 30 de Abril

Hora: 19h

Local: Casa fora do eixo Amazônia

2° Exposição

Local: Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves

Data: De 26/06 à 08/08 de 2013

Contatos : 89086486 / 96387244 / 84483166