Exposição “Na Passagem da Corda”, 1999 – Coletiva Anual da Associação dos Artistas Plásticos do Pará

coracao armandoEm 1999 a Associação dos Artistas Plásticos do Pará montou uma exposição coletiva temática sobre o Círio de Nazaré, nomes como Armando Queiroz, Emanuel Franco, Maria Christina, Nina Matos, Octávio Cardoso, entre outros. A exposição aconteceu no Museu de Arte de Belém, com apoio da Prefeitura de Belém, e foi um desdobramento do II Encontro dos Artistas Plásticos do Pará. [imagem: Coração, de Armando Queiroz]

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Exposição “O retrato que há em mim” – Onze Janelas

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A produção em artes visuais dos alunos da Apae de Belém se constitui de vivências, que buscam: a percepção de elementos formais das artes, a familiaridade com materiais artísticos, o estímulo à percepção e reflexão de subjetividades contidas em obras de arte, a oportunidade de acesso a conteúdos culturais, construção de diálogos e visitas à exposições e espaços culturais, experiência notadamente enriquecedora.

Costumo dizer que toda deficiência dos meus alunos desaparece e nos tornamos semelhantes quando percebo as minhas próprias deficiências. É quando passamos a falar a mesma língua, de igual para igual. Nesse momento, em que me deparo com a dificuldade de ser compreendida por eles, entendo que a deficiência é minha e visto a pele do outro, pois que conheço as minhas dificuldades, bem como as potencialidades, como eles também conhecem as deles. E então, nos entendemos e toda ação se torna possível.

Foi no exercício de olhar o “outro-artista” que iniciamos nosso percurso neste trabalho. Tentando com que essa experiência os conduzisse para a percepção do próprio “eu” e que pudessem se projetar, eles mesmos, na ideia de se autorrepresentar – diferentes e únicos nas características individuais e semelhantes na capacidade de se reconhecer e de encontrar, através da janela do espelho, os seus próprios retratos.

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Partimos do referencial concreto, utilizando autorretratos de artistas conhecidos, possibilitando releituras, fruição, diálogos e formação de opinião. Nesse processo, surgem identidades, constrói-se conhecimento e revelam-se juízos de gosto, arcabouços do “existir”. A mágica se dá quando eles se descolam do referencial imagético que lhes foi oferecido, tomando suas próprias decisões, anunciando que toda a deficiência, a minha e a deles, foi superada e que uma conexão foi estabelecida. Desenharam-se, pintaram-se e se representaram com a liberdade de ser: eles próprios em sua subjetividade, sendo nuvem, como no poema de Mário Quintana, cores e sonhos… Nuances subjetivas presentes em cada autorretrato desta mostra.
Nesta exposição apresentamos a expressividade de cada um, o desejo e o orgulho com que essas pessoas se colocam e se sentem participativas de um processo em que estão verdadeiramente incluídas e envolvidas, que revela as individualidades e sentimentos de quem não vive em um mundo paralelo, mas no mesmo mundo a que todos fazemos parte. Talvez o que seja excepcional nesta experiência, seja apenas a rara oportunidade, em que podemos trazer ao público os resultados tão cheios de emoção, e, particularmente para nós que os acompanhamos nesse exercício de criação e superação.

Silvana Saldanha
Professora de Artes Visuais da Apae de Belém.

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Exposição “Somos Muitos” de Luciana Mena Barreto e Marcelo Gobatto – Sala Augusto Fidanza/MAS

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A exposição SOMOS MUITOS, de Luciana Mena Barreto e Marcelo Gobatto, aborda os múltiplos papéis individuais e coletivos que expressam os enfrentamentos diários no jogo social, inspirando as séries de fotografias, vídeos e instalações.

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Na obra de Marcelo Gobatto a alteridade se apresenta a partir da investigação sobre o tempo, que se inicia no ano 2000 quando realizou a instalação “Já não há mais tempo”. Em “Incompossibilidades” (vídeo, 2002-2012), problematiza a experiência do tempo e o movimento, a partir da performance. O vídeo “Dia” (2012) tem como mote o cotidiano e é montado com procedimentos característicos da edição fotográfica tradicional. De sua produção recente apresenta a série de fotografias “Identicus” (2011-2012), realizada com a apropriação de mug shots (retratos usados para identificação policial desde o século XIX – geralmente feitos de frente e perfil) encontrados na web. “Marcello” (2012) é um tríptico fotográfico que mistura autorretratos e imagens que remetem ao álbum de família e stills do cinema. Já em “Caminho de Dante” (2012), dialoga com o neo-pictorialismo de maneira bem humorada.

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A produção fotográfica da artista Luciana Mena Barreto está centrada nas possibilidades expressivas do retrato e autorretrato, fixando-se na problemática da identidade e da alteridade. Ela acredita que o rosto particulariza o sujeito na fotografia, então vai no caminho inverso ao retratar seu corpo acéfalo para situá-lo no território da indefiniçãoNa série “Acéfalos” (2010-2011), composta pelas obras “Anima”, “Animus”, “Sem Título” e “Personas”, a artista apresenta autorreferências em situações-limite e ao mesmo tempo cotidianas. “Branco” (2010) dialoga com a fotografia surrealista e a questão do disforme. No trípitico “Tijolo” (2010) o retrato que se crê revelar a identidade única do sujeito é desconstruído tanto quanto no díptico “Sofisma” (2012), onde seu rosto também é borrado tornando a fotografia indiscernível como tal.

A exposição revela o quanto somos indivíduos em constante mutação. Nossas identidades são cambiantes, se formam e se transformam diariamente, sempre em processo de subjetivação assumidas como máscaras que se definem nas nossas muitas relações com o outro – os pais, filhos, amigos, companheiros, amantes ou desconhecidos.

Fonte: Site do Projeto

Projeto selecionado pelo Edital de Pautas do SIM/SECULT

Blanchot em exposição e conversações

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Exposição coletiva “Solidão Essencial, Solidão no Mundo – Diálogos com Maurice Blanchot”. A abertura da exposição na galeria acontece hoje, às 19h, com entrada franca. A visitação segue até o dia 7 de março de segunda à sexta das 8h30 às 19h e aos sábados das 8h30 às 12h.  Mais informações 3202-4313.

“O LIVRO DO PORVIR”, de Maurice Blanchot

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Conhecendo Museus – Museu Paraense Emílio Goeldi

Muito interessante essa série de programas Conhecendo Museus, ela faz um passeio bem bacana pelos museus do Brasil inteiro e é exibida aqui em Belém pela TV Cultura via TV Brasil. Já são 35 episódios veiculados que você pode assistir aqui.

 

 

Exposições selecionadas no Edital Galeria Theodoro Braga 2013

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Gravura de Glauce Santos.

Glauce Santos, Jeyson Martins, Luiz dos Anjos, Elieni Tenório e Walda Marques foram os artistas selecionados pelo edital de pautas de 2013 da Galeria Theodoro Braga da Fundação Tancredo Neves.

As inscrições foram destinadas a exposições da área de artes visuais de artistas residentes no Pará e artistas paraenses em atividade em outros estados, que desenvolveram há mais de dois anos trabalhos na área.

A seleção dos projetos foi feita pela Comissão de Seleção composta pela Diretora de Interação Cultural Lucinnha Bastos, pela Gerente da Galeria Theodoro Braga Eliane Moura, pela Gerente de Linguagem Visual Fatinha Silva, pelo Diretor do Museu da Imagem e do Som Armando Queiroz e pela curadora independente Keyla Sobral.

A artista Elieni Tenório trará experimentações de fotografia e hibridismo com o tema “Volúpia”, que retratará a sensualidade da mulher. Glauce Santos apresentará uma série de gravuras como resultado da pesquisa desenvolvida por ela em 2011 no Marajó, são diversos retratos das pessoas do local em uma exposição intitulada “Meu diário de imagens marajoaras”.

Já Luiz dos Anjos com a exposição “Cotidiano Naif” fará uma leitura do cotidiano paraense através de pinturas em sombrinhas, mostrando a relação da chuva com o homem. “As sete mulheres e as incríveis histórias de seus cabelos” é o nome da exposição de Walda Marques, que reunirá uma série de fotografias envolvendo o mundo feminino.

Jeyson Martins com a exposição “Olhar Urbano” fará sua primeira exposição, que será uma junção da fotografia com grafite e vídeo. Uma curiosidade do artista são os pinholes feitos dentro de latas de grafite.

“É muito bom ter de volta o edital, porque é uma forma de democratizar o acesso a Galeria e mostrar ao público trabalhos de artistas novos e consagrados. A Theodoro Braga está em uma fase de efervescência e esperamos que o ano que vem seja melhor ainda”, diz a gerente da galeria Eliane Moura.

Fonte: FCPTN

Exposição “Aquarelas” de Lígia Árias – Museu de Arte de Belém

Fundação Cultural do Município de Belém, através do Museu de Arte de Belém , exibe de 22 de novembro de 2012 a 30 de janeiro de 2013, a excepcional mostra individual  “AQUARELAS de LÍGIA ÁRIAS” , que apresenta obras de produção recente da artista .

Lígia nos presenteia com aquarelas que colhem visões do mundo e das coisas, desfilando para os nossos olhares, objetos, naturezas mortas, figuras humanas e paisagens, através de uma linguagem silenciosa e movimento contínuo, onde não existe excesso nem falta e sim técnica e poética perfeitamente e primorosamente integradas à espera de nossa contemplação.

Lígia Árias é natural da Costa Rica e reside no Brasil desde o ano de 1978. Desenhista, Pintora, Aquarelista, Escultora, Restauradora e Curadora. Com formação em Artes Plásticas , integra o Setor de Museografia do MABE desde a sua fundação. Já realizou individuais na Galeria Fidanza do Museu de Arte Sacra “Amazônia” em 2004 e na Galeria Municipal de Arte “ Recortes da Amazônia” em 2002 . Integrou três edições do Salão Arte Pará, e várias coletivas locais e Nacionais em cidades como Santo André, São Bernardo e Brasília.

 

Serviço:

Local: Sala Theodoro Braga, Museu de Arte de Belém – MABE, Palácio Antonio Lemos.

Período da Exposição : 22 de novembro de 2012 a 30 de janeiro de 2013.

Horário de Visitação: de terça a sexta: 10h às 18h, sábados, domingos e feriados: 09h às 13h

Visitas agendadas : Ação Educativa / MABE – 31141028

Fonte: MABE

Exposição “Miriti das Águas” – Estação das Docas

O projeto Miriti das Águas pretende fomentar o artesanato em miriti, por meio da realização de uma exposição que envolveu no seu preparo a participação direta da comunidade de artesãos de Abaetetuba. Concomitante ao processo de desenvolvimento da mostra, também foi realizado o Concurso de Artesanato em Miriti, no intuito de incentivar o aparecimento de novos talentos e consagrar os já existentes neste domínio do saber-fazer artesanal paraense.

O projeto expositivo teve como concepção as representações das paisagens amazônicas, em especial a dimensão simbólica envolvendo a dinâmica rio-rua, tão presente no nosso cotidiano amazônico. Apresentamos, assim, o resultado da pesquisa etnográfica associada aos estudos das Coleções do Museu do Círio. O Museu da Imagem e do Som efetivou o registro das narrativas de caráter oral dos artesãos e artesãs e editou um documentário audiovisual sobre este saber-fazer artesanal em miriti, enfatizando o processo técnico e tecnológico de feitura do brinquedo em miriti.

Organizamos a ambientação artística e estética concebida pelo artista visual Emanuel Franco, em parceria com um grupo de artesãos. São grandes formas estruturadas em miriti, que serviram de sustentação para exposição dos brinquedos, assim chamadas: a) Esfera da Natureza (contendo brinquedos representativos da fauna e da flora, bem como os barcos); b) Cubo do Cotidiano e Trabalho (soca-soca, serrador, dentre outros); Cilindro do Círio (promesseiro, ex-votos, dentre outros).

Outra ideia presentificada em todo o circuito expositivo é aquela referente ao Círio, representado pela figura da corda, principalmente a linha sinuosa do movimento das mãos ao segurar a corda. Essa dimensão linear, um dos elementos constitutivos da visualidade ou plasticidade das formas, pode ser representada por vários elementos e figuras relacionados ao imaginário amazônico, entre elas destacamos a mitológica “cobra grande”. Uma das instalações criadas em miriti pelos artesãos e artesãs são “mãos que carregam uma corda e/ou uma cobra/brinquedo” que conduz a berlinda com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré. Outros elementos representativos do patrimônio cultural belenense são três grandes maquetes em miriti, onde aparecem: a Sé, a Berlinda e a Basílica, realizadas no âmbito do projeto Acorda em parceria com o IPHAN-Pará.

O atual projeto se baseou na exposição “Procissão dos Miritis” (2005), no entanto, foi ampliado em relação a esta primeira versão, com a colaboração do SEBRAE/PA e os apoios da Associação dos Artesãos de Miriti de Abaetetuba (ASAMAB) e a MIRITONG.

Sistema Integrado de Museus e Memoriais

Secretaria de Estado de Cultura do Pará

Exposição “Buena Memoria” do fotógrafo argentino Marcelo Brodsky, Laboratório das Artes/ Onze Janelas

A exposição Buena Memoria do fotógrafo argentino Marcelo Brodsky é formada por fotografias, instalação e vídeo. Trata-se de um ensaio fotográfico realizado a partir de uma fotografia tirada em 1967 dos colegas de classe do Colégio Nacional de Buenos Aires. O fotógrafo realiza uma intervenção na imagem e desenvolve um trabalho revelador da ausência do irmão, do melhor amigo, daqueles que desapareceram nos duros anos da ditadura argentina. Brodsky apresenta com sensibilidade um conjunto de imagens que se transforma em um diálogo doloroso e poético entre passado e presente.
Exposição: BUENA MEMORIA
Fotógrafo:  Marcelo Brodsky
Dia: 09 de outubro de 2012
Local: Espaço Cultural Casa das Onze Janelas – Pça Frei Caetano Brandão s/nº,  Sala Valdir Sarubbi
Horário: 19h
CAFÉ FOTOGRÁFICO
BUENA MEMORIA: um encontro com Marcelo Brodsky
Parceria entre FotoAtiva e Espaço Cultural Casa das Onze Janelas
Um bate papo com Brodsky
Dia: 10 de outubro de 2012
Local: IAP – Praça Justo Chermont 236, Nazeré
Horário: 19h
Entrevista com o fotógrafo Marcelo Brodsky no Fórum de Fotografia:

Exposição “Desenhos Assombrados” de Tadeu Lobato, Museu Casa das Onze Janelas


DESENHOS ASSOMBRADOS
A exposição é composta por desenhos e vídeos, o artista realiza um diálogo direto com os trabalhos do ilustrador americano Edward Gorey. Tadeu Lobato toma como referência o livro de Gorey, Alfabeto Macabro, realizando sutis interferências nas imagens e estabelecendo um jogo conceitual de nonsense com o ilustrador. A idéia é realizar uma espécie de storyboard, numa concepção que propõem um não tempo ou mais precisamente um tempo fora do nosso tempo. Há uma cumplicidade entre o artista e o ilustrador, são afinidades substanciadas pelo humor carregado de ironia. Tadeu Lobato faz uma reflexão sobre o mundo contemporâneo, sobre uma inocência perdida, sobre as contações de histórias para embalar um sono intranquilo.

 

 

SERVIÇO:

Título da exposição: Desenhos Assombrados.

Artista: Tadeu Lobato
Local: Espaço Cultural Casa das Onze Janelas. Laboratório das Artes
Data de abertura: 27 de setembro, às 19h
Período da exposição: 27 de setembro até 02 de dezembro.

Horário de visitação: Terça a sexta das 10 às 18h. Sábado, domingo e feriado das 10h às 14h

Exposição “Círio nosso de cada dia” e Lançamento do Edital de pautas 2013 da Galeria Theodoro Braga

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Na exposição teremos os trabalhos dos artistas Ruma, Jocatos, Keyla Sobral, Joana Sena, Éder Oliveira, Michel Pinho, Irene Almeida, Joyce Nabiça, Evna Moura, Coletivo Câmera Aberta, além da participação mais que especial de Guy Veloso.
Fé: o vetor que une os trabalhos desses artistas, uma potência diferenciada que transcende o registro iconográfico do Círio de Nazaré, se afirma aqui, para além do contexto místico da “maior manifestação religiosa Católica do Brasil e maior evento religioso do mundo, também como uma crença cega no ato criador – a mimese fulcral incutida nos artistas, que promovem o eterno retorno ao mistério da gênese do universo – e que encontra, no cotidiano do norte brasileiro, a brasa renovada de uma vela, que ilumina e revela novas sensibilidades.

Serviço:

Abertura e Lançamento do Edital de pautas 2013: 20/09/2012 19h
Visitação da exposição: de 21/09 a 31/10/2012
de segunda a sexta de 9h30 às 18h

II Salão Xumucuís de Arte Digital – Aprovado no Edital de Pautas SIM 2012

RESULTADO DO EDITAL DE PAUTA SIM 2012
NÚMERO DE PUBLICAÇÃO: 417172
Resultado do Edital de Pauta SIM/2012 – A Comissão de Seleção do Edital de Pauta referente ao Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, Museu de Arte Sacra e Museu do Estado  do Pará, formada por Emanuel Franco, Neder Charone e  Valzeli Sampaio selecionou os projetos dos seguintes artistas/curadores: Ana Luiza Kalaydjian; Leonardo Mota Campos –  AoLeo; Luciana Mena Barreto e Marcelo Lobato; Lucimar Belo;  Paulo Miyada; Ramiro Quaresma e Renato Hofer.

Edital de pautas para exposições nos espaços do Sistema Integrado de Museus e Memoriais/Secult

Estão abertas até 29 de Julho as inscrições de pautas de exposições de artistas e curadores para os espaços do SIM. 

SALA GRATULIANO BIBAS / ONZE JANELAS

LABORATÓRIO DAS ARTES / ONZE JANELAS

SALA MANOEL PASTANA / MHEP

GALERIA FIDANZA / MUSEU DE ARTE SACRA

EDITAL DE PAUTA SIM 2012 

NÚMERO DE PUBLICAÇÃO: 355372 

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ 

SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA 

SISTEMA INTEGRADO DE MUSEUS E MEMORIAIS 

EDITAL DE PAUTA SIM 2012 

 Secretaria de Estado de Cultura do Pará- SECULT, através do Sistema Integrado de Museus e Memoriais– SIM, torna público que estarão abertas, até o dia 29.06.2012, as inscrições para EDITAL DE PAUTA SIM 2012 dos museus do SIM:LABORATÓRIO DAS ARTES e SALA GRATULIANO BIBAS do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas-COJAN; SALA MANOEL PASTANA do Museu Histórico do Estado do Pará – MHEP e SALA AUGUSTO FIDANZA do Museu de Arte

Sacra – MAS. 1. DO OBJETIVO 1.1 – Selecionar 16 projetos de artistas visuais e/ou curadores para realização de exposições individuais e/ou coletivas, nos espaços museais do Sistema Integrado de Museus e Memoriais da Secult a saber: 04 projetos para o Laboratório das Artes e 04 para a Sala Gratuliano Bibas do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, 04 projetos para a Galeria Fidanza do Museu de Arte Sacra, 04 projetos para a Sala Manoel Pastana do Museu do Estado do Pará. 1.2. – A divulgação dos selecionados dar-se-á por meio de Portaria, publicada no Diário Oficial do Estado do Pará e nos sites www.pa.gov.br e www.secult.pa.gov.br 1.3. – As exposições deverão contemplar artistas e/ou curadores inscritos em todo o território nacional, cabendo à Comissão de Seleção, em conjunto com o SIM por meio do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, selecionar as propostas inscritas, obedecendo ao seguinte critério: 2. DAS INSCRIÇÕES 2.1. – As inscrições serão gratuitas e estarão abertas no período de 30 de abril a 29 de junho de 2012, após a publicação deste Edital no Diário Oficial do Estado do Pará.

2.2. – Poderão se inscrever artistas e/ou curadores de todo o Brasil;

2.3. – Na hipótese de inscrição de trabalhos em grupo, apenas um membro deverá constar como responsável pela inscrição em que ele será identificado como proponente. Os demais integrantes do grupo deverão preencher o formulário de inscrição como participantes. Caso o grupo seja selecionado, tanto o proponente quanto os participantes deverão firmar o termo previsto no item 8.1 letras “a” e “b”, deste edital.

2.4. – A inscrição deverá ser efetivada no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, Praça Frei Caetano Brandão s/ no Cidade Velha – CEP:66020-310 ou através do envio do material de inscrição pelos Correios e deverá ser postada até o dia 29 de junho de 2012, considerando-se para esse fim a data registrada no carimbo dos Correios ou serviço de entrega.

2.5. –. Serão desconsideradas as inscrições postadas fora do prazo e aquelas cujo material estiver incompleto.

2.6. – A inscrição deverá ser enviada em envelope com nome completo do profissional e escrito: EDITAL DE PAUTA SIM 2012/Sistema Integrado de Museus e Memoriais. Os dossiês remetidos pelos Correios deverão ser registrados ou, se possível, enviados por Sedex, e incluir um envelope já sobrescrito com o endereço para devolução e com os selos referentes ao valor de carta registrada em anexo.

2.7. – Os artistas e/ou grupos receberão a confirmação de suas inscrições somente via e-mail.

2.8. – Os artistas e/ou curadores poderão inscrever até 3 (três) trabalhos ou projetos que se adeqüem aos espaços museais do SIM, conforme plantas disponíveis no regulamento, sendo que a comissão decidirá qual trabalho será exposto.

2.9. – Os artistas e/ou curadores deverão apresentar suas propostas especificando o espaço que pretendem utilizar (Laboratório das Artes e Sala Gratuliano Bibas do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas,Galeria Fidanza do Museu de Arte Sacra,Sala Manoel Pastana do Museu do Estado do Pará).

2.10. – Para os espaços: Sala Gratuliano Bibas, Galeria Fidanza,Sala Manoel Pastana,não serão aceitos projetos que visem a mudança da cor de suas paredes fixas através do uso de tintas PVA e acrílica, devido as mesmas serem recobertas com tintas especiais visando a preservação da integridade física de suas estruturas. Ficando permitido para os referidos espaços, somente a alteração de cor das divisórias móveis e dos painéis existentes nos mesmos. E qualquer alteração de cor das divisórias e dos painéis o artista ou curador, ao término da exposição, se responsabiliza em devolver a cor original dos painéis. Ressalta-se que o Laboratório das Artes, por seu caráter experimental, permite a alteração de cor de suas paredes fixas. 2.11. – O SIM, através do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas rejeitará as inscrições que não estejam de acordo com os termos deste edital, cuja inscrição implica na automática e plena concordância das normas estabelecidas no mesmo.

2.12. – Os artistas e/ou curadores poderão obter o edital e regulamento com as distintas especificações dos espaços e suas respectivas plantas através do e-mail onzejanelas@gmail.com .

3. DA SELEÇÃO:

3.1. – A seleção dos trabalhos será feita pelo exame de dossiê, em etapa única, por comissão composta por 3 (três) membros, a serem escolhidos pelo Secretário de Estado de Cultura.

3.2. A Comissão se reunirá no Espaço Cultural Casa da Onze Janelas/SIM quando será lavrada a ata da sessão, sendo soberanas as suas decisões de mérito, não cabendo recurso;

3.3. – Caberá à Comissão de Seleção definir o número de exposições em cada espaço conforme o calendário de pautas do regulamento.

3.4. – O dossiê deve obedecer às seguintes especificações: a) – conter fotos, coloridas ou PB ou CDs, ou DVDs, em conjunto com as propostas de desenvolvimento do trabalho. Os artistas e/ou curadores poderão também enviar croquis, plantas impressas, CD, DVD, memoriais descritivos que melhor julgarem para entendimento de suas propostas; b) – indicar em todas as fotos, no verso, o nome do autor e a indicação das medidas das obras. Os CD, DVD e todo o material devem também estar devidamente identificados; c) – o dossiê deve permitir entendimento claro das propostas apresentadas, por meio de texto com especificações de manuseio e montagem; d) – fornecer dados curriculares, restritos a sua formação artística e as suas atividades culturais, com nome e endereço completo, telefone e e-mail; e) – apresentar uma relação com as informações: autor, título, data, técnica ou materiais utilizados, dimensões (medida máxima na vertical x medida máxima na horizontal x profundidade) e outros dados julgados necessários pelo artista ou curador;

3.5 – Todos os artistas e/ou curadores selecionados terão direito a serviços de montagem, convite, coquetel e divulgação da

exposição;

3.6. – A seleção somente será feita por meio das fotos, projetos, CD e DVD, não sendo aceitas obras originais ou maquetes para esta finalidade.

3.7. – Todos os artistas e/ou curadores selecionados serão comunicados logo após a seleção das obras, por e-mail ou telefone e através da publicação no Diário Oficial do Estado.

3.8. – Os dossiês dos artistas e/ou curadores selecionados ficarão sob a guarda do SIM/Espaço Cultural Casa das Onze Janelas.

3.9. – Os artistas e/ou curadores não selecionados deverão receber os projetos pelos Correios, desde que mandem o envelope para devolução com os selos referentes ao valor de carta registrada, anexados separadamente (sem colar). Caso contrário, os dossiês serão mantidos pelo SIM até seis meses após a data de início das inscrições, não se responsabilizando pelos mesmos após este prazo.

4. DAS EXPOSIÇÕES 

4.1. – Caberá ao SIM, de comum acordo com os artistas e/ou curadores selecionados em conjunto com a direção dos espaços museais envolvidos, o plano de execução da montagem das exposições, assim como a adequação do número de obras por artista e/ou grupo e sua disposição nos espaços expositivos (Laboratório das Artes e Sala Gratuliano Bibas do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas ,Galeria Fidanza do Museu de Arte Sacra,Sala Manoel Pastana do Museu do Estado do Pará);

4.2. – As dimensões dos trabalhos deverão levar em conta as proporções dos referidos espaços acima citados. Plantas disponíveis no regulamento impresso e através do e-mail onzejanelas@gmail.com. Os artistas poderão também visitar o espaços museais.

5. DO CALENDÁRIO DE EXPOSIÇÕES 

ESPAÇO CULTURAL CASA DAS ONZE JANELAS Laboratório das Artes

␣ ␣ ␣ ␣ Sala Gratuliano Bibas

12 de setembro a 14 de outubro de 2012

11 de dezembro de 2012 a 13 de janeiro de 2013

05 de fevereiro a 10 de março de 2013

19 de março a 21 de abril de 2013

␣ ␣ ␣ ␣ MUSEU HISTÓRICO DO ESTADO DO PARÁ Sala Manoel Pastana

12 de setembro a 14 de outubro de 2012

11 de dezembro de 2012 a 13 de janeiro de 2013

05 de fevereiro a 10 de março de 2013

19 de março a 21 de abril de 2013

␣ ␣ ␣ ␣ MUSEU DE ARTE SACRA Sala Augusto Fidanza

07 de agosto a 02 de setembro de 2012

06 de setembro a 01 de outubro de 2012

08 de janeiro a 10 de fevereiro de 2013

19 de fevereiro a 24 de março de 2013

␣ ␣ ␣ ␣

6. DO TRANSPORTE 

6.1. –Os trabalhos selecionados deverão chegar ao espaço da exposição com 7 (sete) dias antes da abertura da mesma.

02 de agosto a 02 de setembro de 2012 06 de novembro a 02 de dezembro de 2012 10 de janeiro a 03 de fevereiro de 2013 21 de fevereiro a 24 de março de 2013

6.2. –Os artistas e/ou curadores selecionados deverão retirar seus trabalhos até 05 (cinco) dias após o término da exposição. A não observância deste prazo permitirá ao SIM adotar as providências que melhor lhe aprouver.

6.3. – Os artistas e/ou curadores, que utilizarem transportadora para entrega das obras, deverão apresentar comprovante de contrato da transportadora para a sua devolução após o término da exposição.

6.4. -O SIM não se responsabilizará por eventuais extravios ou danos causados a obra durante o percurso do transporte, cabendo ao artista e/ou curador providenciar o seguro, se for de seu interesse.

7. DA MONTAGEM 

7.1. –Caberá ao SIM a montagem em comum acordo com o artista e/ou curador selecionado, obedecendo ao detalhamento, a ser enviado juntamente com a documentação, o conceito de montagem e o local onde serão apresentados os trabalhos. 7.2. -A montagem será feita com a supervisão e apoio da equipe do SIM juntamente com os artistas e/ou curadores. As obras que não se enquadrarem nos suportes tradicionais serão montadas de acordo com os projetos enviados pelos artistas e/ ou curadores. Trabalhos que exijam instalações e montagens especiais só serão exibidos de acordo com a disponibilidade técnica dos locais ou com instalações e montagens fornecidas pelo artista e/ou curador. 7.3.– Equipamentos especiais necessários à apresentação deverão ser fornecidos pelos artista e/ou curadores.

8. DAS OBRIGAÇÕES DOS ARTISTAS 

8.1. -Cabe aos artistas e/ou curadores selecionados: a) – assinar o Termo de Compromisso da exposição da qual participa; b) – comunicar, por escrito, eventuais mudanças de endereço ao SIM/Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, além de fornecer e-mail atualizado;

c) – entregar, nos prazos estipulados pelo SIM logo após a seleção, o material destinado à produção das peças gráficas (convites) e divulgação, como fotos coloridas ou PB, que garantam melhor reprodutibilidade, com as especificações das fotos que serão destinadas ao convite e a divulgação, acompanhadas de ficha técnica completa (nome, título, técnica, dimensões, ano), currículo resumido, e texto sobre o trabalho que será apresentado;

d) – autorizar por escrito a reprodução do material destinado à produção da peça gráfica para divulgação e promoção do projeto em todo e qualquer veículo de comunicação, bem como autorizar a veiculação de imagens das obras expostas e textos via Internet;

e) – enviar, para as exposições coletivas e/ou individuais, os trabalhos apresentados no dossiê que foram indicados pela Comissão de Seleção, não sendo permitido substituí-los por obras com características diferentes;

f) – pagar as despesas de molduras, embalagem e transporte das obras (ida e volta) e fornecer equipamentos especiais (TV, DVD, datashow, projetores e outros); g) – cumprir os prazos estipulados para a entrega das obras; h) – não retirar seus trabalhos antes do encerramento do evento; i) – usar o recurso do looping, no caso de exibição de DVD, a não ser que a proposta do artista exija forma de apresentação especial e esteja justificada no encaminhamento do projeto.

j) – se responsabilizar por todos os custos, encargos e operacionalização de possível execução do projeto. 8.2. – A inscrição efetuada implica a plena aceitação de todas as condições nos termos deste edital.

9. DAS OBRIGAÇÕES DA SECULT/SIM 

9.1. – Obriga-se o SIM: a) – devolver com frete a pagar as obras dos artistas selecionados residentes fora de Belém, nas mesmas condições de recebimento, ou seja, devidamente identificadas e adequadamente embaladas; b) – imprimir os convites para as exposições no formato cartão postal e em policromia; c) – fornecer o coquetel para as exposições; e) – fornecer serviço de montagem; f) – divulgar as exposições; f) – garantir a segurança das obras durante o período da exposição;

10. DAS DISPOSIÇÕES FINAIS 10.1.- As decisões finais da Comissão de Seleção são irretra- táveis e irrevogáveis. 10..2Os casos omissos e controversos serão resolvidos pelo Secretário de Estado de Cultura.

Belém, 20 de Março de 2012.

PAULO CHAVES FERNANDES 

Secretário de Estado de Cultura

FONTE: IOEPA

Centro Cultural da Justiça Eleitoral – Pará

O  espaço físico do Centro Cultural da Justiça Eleitoral do Pará, localizado a Rua João Diogo nº 284, bairro da Campina, ao lado da sede do Tribunal Regional Eleitoral do Pará, apresenta  proposta de 1 (uma)  sala de longa duração, 01 (uma) sala de exposição temporária, biblioteca, videoteca, reserva técnica, sala de multimídia, dramaturgia e café – concerto, além de abrigar a Escola Judiciária Eleitoral com sua unidade administrativa e salas de formação em cursos de pós graduação e capacitação para juízes, promotores, servidores desta Justiça Especializada e outros interessados em Direito Eleitoral.

 

 

Conversas e Contrapontos no Museu da Casa das Onze Janelas – Acervo Jorge Alex Athias


Conversas e Contrapontos no Museu da Casa das Onze Janelas

 

Por Carolina Klautau (Secult)

         Nesta terça-feira, 20 de dezembro, acontece a abertura da exposição “Conversas e Contrapontos”, no Museu da Casa das Onze Janelas. A mostra está inserida no projeto EntreConversas, que busca promover interação entre as obras de arte de um colecionador (ou de instituições), do acervo da Casa das Onze Janelas e o público. A primeira coleção a ser exposta é a do advogado Jorge Alex Athias.

         De acordo com a diretora do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, Marisa Mokarzel, a coleção do advogado Jorge Alex Athias foi escolhida para abrir o projeto EntreConversas porque promove diálogo com o acervo do espaço e por se tratar de alguém que tem fascínio pela arte. “Prevalece em seu acervo obras contemporâneas que foram adquiridas com o cuidado e a paixão de quem gosta e conhece arte. Nesta exposição pode-se refletir questões referente a acervos, colecionadores e arte contemporânea no contexto da delicadeza, da dor e da indignação”, revela.

Detalhe da obra de Marinaldo Santos.

       Com o projeto EntreConversas os visitantes do museu podem entrar em contato com obras que antes ficavam restritas a um espaço privado e descobrir novos horizontes da arte contemporânea brasileira. Na exposição é possível encontrar vários suportes da arte contemporânea, como objetos, pinturas, fotografia e gravuras. No acervo de Jorge Alex Athias, por exemplo, o público poderá conhecer melhor as obras de Vera Chaves Barcellos, que tem grande importância na arte brasileira, mas que ainda foi pouco exposta.

         Além da obra de artistas de outras regiões do Brasil, a exposição “Conversas e Contrapontos” também divulga a produção de artistas paraenses.

A abertura da exposição tem início ás 19h, na Sala Valdir Sarubbi, no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas. A mostra fica aberta ao público até o dia 4 de março de 2012. As visitações podem ser feitas de terça a sexta-feira, de 10h às 18h e nos fins de semana e feriados, das 10h às 14h.

9ª Semana Nacional de Museus – Museu Paraense Emílio Goeldi

O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) participa da 9ª Semana Nacional de Museus com uma programação diversificada, que vai de apresentações lúdico-educativas a exposições, passando por seminários, oficinas e gincana.

A Semana de Museus do MPEG começa dia 15 de maio, com mais uma edição do “Domingo Também é Dia de Ciência”, onde O Serviço de Educação da instituição presenteia os visitantes do Parque Zoobotânico com o ‘Programa Natureza’, onde acontecem atividades lúdico-educativas sobre a ciência produzida no Museu Goeldi, por meio de teatro de fantoches e gincanas. No dia 15 acontece ainda: pintura facial, atelier de pintura e a dinamização de jogos e kits educativos.

Exposição – No domingo tem início também a exposição “Parque Zoobotânico: patrimônio e memória”, que pretende valorizar o Parque Zoobotânico (PZB) como patrimônio histórico de Belém. Organizada pelo coordenador de Comunicação e Extensão do MPEG, Nelson Sanjad, a exposição vai destacar as principais edificações e monumentos, contextualizando sua construção com o uso atual.

Serão montados nove painéis informativos metálicos associados aos principais prédios e monumentos do parque, contendo textos, fotografias e mapas, com fotografias de índios Kayapó, do príncipe D. Pedro de Orleans e Bragança e funcionários do museu, como Jaques Huber, Ernest Lohse, Emília Snethlage, Carlos Estevão de Oliveira, Rodolfo de Siqueira Rodrigues e Paulo Cavalcante.

A exposição contará com um roteiro para que o visitante possa identificar a localização de cada painel e placa, e vai até o final de outubro.

Seminário – Com o tema “Museu e Memória: diálogo entre linguagens contemporâneas em espaços museais de ciência” o seminário que acontece nos dias 16 e 17 irá criar um ambiente de discussão sobre a relação entre a memória social e espaços museológicos. Coordenado por Ana Cláudia Silva, do Núcleo de Visitas Orientadas do PZB, o evento pretende estabelecer relações entre o patrimônio cultural do passado da cidade de Belém e o MPEG, além de  considerar as expressões culturais e a vida cotidiana do indivíduo da região amazônica.

No dia 16, acontecem palestras sobre A cultura Amazônica nos espaços expositivosColeções Científicas e suas documentações fotográficasA contribuição das artes visuais em Museus de CiênciaCultura imaterial, tradição oral na AmazôniaA documentação de línguas indígenas ameaçadas na Amazônia e Ações para gestão do patrimônio Cultural e Científico no âmbito das políticas públicas. 

Já na terça-feira (17), no período da manhã, será feita uma sessão de vídeos sobre a cultura dos povos indígenas Tekwaeté e Tapi’i’rapé, após a apresentação acontece a palestra Entre a tradição e as novas tecnologias na escola indígena, com a professora Ivânia dos Santos Neves.

Na tarde do mesmo dia, acontecem as palestras Patrimônio histórico e arqueológico e EducaçãoPatrimônio e Educação em Museus de CiênciasColeções e Memória Étnica e Tecendo a museologia na Amazônia paraense.

Semana de Museus – Promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) em comemoração ao dia Internacional de Museus (18 de maio). O órgão é responsável pela Política Nacional de Museus e pela melhoria dos serviços do setor – aumento de visitação e arrecadação, fomento de políticas de aquisição e preservação de acervos e criação de ações integradas entre os museus brasileiros.

Mas dentre as instituições participantes não estão apenas museus, mas também: casas de cultura, fundações, arquivos públicos, pinacotecas, galerias e até escritório de arquitetura, que vão realizar exposições, palestras, oficinas, visitas guiadas, seminários, ações educativas e saraus, entre outras atividades.

Programação:

15/05 – Domingo Também é Dia de Ciência: realização do Programa Natureza; pintura facial, carro da leitura, registro de mensagens dos visitantes, dinamização de jogos e kits educativos. No espaço Raízes, Parque Zoobotânico.

15 a 20/05 – Exposição “Parque Zoobotânico: patrimônio e memória”, mostra ao ar livre com painéis sobre edificações e monumentos do Parque Zoobotânico.

16 a 20/05- I Gincana História e Memória do Bairro da Terra Firme.

16 a 17/05 – Seminário “Museu e Memória: diálogo entre linguagens contemporâneas em espaços museais de ciência”, no auditório Alexandre Rodrigues Ferreira, Parque Zoobotânico.

18/05 – Lançamento e apresentação do documentário “Filhos do Barro” e do Livro “A Cultura do Barro: Arte e Ciência nas Margens do Rio Trombetas”, no Auditório Alexandre Rodrigues Ferreira, Parque Zoobotânico.

19 e 20/05 – Oficina “História e Memórias no Museu Goeldi”, no Parque Zoobotânico.

Texto: Lucila Vilar.

Fonte: IBRAM

9ª Semana de Museus – Museu de Arte de Belém

O Museu de Arte de Belém (MABE) convida para a programação da 9ª Semana de Museus que acontecerá no dia 18 de maio, a partir das 09:00 da manhã.

Local: Praça Dom Pedro II S/N – Palácio Antonio Lemos

Entrada Franca –  Os participantes receberão certificado – Inscrições no local

MANHÃ

09:00 – 09:30 – Apresentação da expografia do Salão Verde

                        Tadeu Lobato (Curadoria e expografia do MABE)

09:30 – 11:00 –  Belém: três olhares e um lugar em transformação

                        Profº Drº. Luis Heleno Montoril Del Castilo (UFPA)

11:00 – 12:30 – Arte no século XIX a partir do acervo do MABE

                        Rosa Arraes (Restauradora do MABE e Mestre em História Social da Amazônia)

TARDE

15:00 – 16:00 –  Civilidade e elegância na Belém moderna: A difícil arte de viver em sociedade

Profº. Rui Jorge Morais Martins Jr (Doutorando em Antropologia – UFPA / PPGCS)

16:00 – 17:00 – Retratos belemitas: população, literatura e cidade no século XIX / XX

                        Maira Neves (Mestre em História Social da Amazônia)

17:00 – 18:00 – Mangueiras e arborização oitocentista: desmistificando o pioneirismo lemista

                        (Luis Otávio Airoza – Mestre em História Social da Amazônia – UFPA)

Repositório Institucional do Museu Paraense Emílio Goeldi

O Repositório Institucional do Museu Paraense Emílio Goeldi disponibiliza o conjunto da produção cientifica institucional em formato digital. Tem como objetivo armazenar, preservar, divulgar e facilitar o acesso à produção cientifica do Museu Goeldi, maximizando sua visibilidade e seu uso.

Selecione a comunidade para visualizar as coleções.

Link: http://repositorio.museu-goeldi.br/jspui/

Contato: repositorio@museu-goeldi.br

Exposição “Marajó de Giovanni Gallo” – Centro Cultural Sesc Boulevard

Gallo, em seu processo alquímico-existencial, além de captar fragmentos da realidade, fora ou além da ótica estabelecida como beleza e verdade, carregava as credenciais de pesquisador curioso, que através da técnica fotográfica teve a possibilidade de materializar e transmitir experiências, descobertas, aventuras e verdades do universo paradoxal do território marajoara. Gallo revelou índices que se tornaram registros antropológicos do povo e da cultura marajoara de sua época.  O destino foi seu mestre-guia que lhe enviou para a missão de converter almas para o reino da igreja católica e foi convertido de alma e coração ao reino místico e misterioso da Ilha do Marajó.

Carlos Pará, Curador

Marajó de Giovanni Gallo

Nascido em 27 de abril de 1927, Turim, Itália, em pleno VII ano da Era Fascista de Benito Mussolini. Teve uma infância difícil e condição de vida muito precária, Gallo e sua família sofriam com a escassez de alimentos, devido à guerra em que a Itália estava desenvolvendo sobre o comando de Mussolini. Na juventude aceitou sem pressões familiares ou externas seguir o sacerdócio de padre jesuíta o que lhe rendeu erudição e percepção sobre a situação da vida dos mais pobres em várias lugares do mundo. Depois de uma jornada de oito anos na Suíça, Giovanni Gallo foi ordenado para atuar no Brasil. Desembarcou em 1970 em Salvador na Bahia onde assim como em todo o país, estava sob uma Ditadura Militar, fato que contribuiu para as três prisões do recém chegado. Entusiasmado com as paisagens do país, em viagens desenvolvidas para conhecer as obras religiosas desenvolvidas pela igreja, tira inúmeras fotos de tudo que lhe despertava o interesse, mas acaba sendo confundido com um espião do comunismo, sofrendo com isso revistas e interrogatórios intermináveis nas cadeias, cada vez que a sua figura estranha projetava a sua câmera para um cenário, o que lhe dava características em tempos de ditadura, um ar de espião estrangeiro.

O interessante é que essa sua paixão pela fotografia, acabou lhe rendendo mais tarde inúmeros prêmios fotográficos como: O 2º prêmio no Concurso Fotográfico da SECTET e em 1980 Y.Yamada: Retrato Pará;  o 4º Prêmio no Concurso Fotográfico da Universidade do Pará, “Preserve a Memória da sua cidade” (1981); e o 5º Prêmio de Menção Honrosa, do Concurso Nacional de Fotografia, “Aleitamento Materno” de Porto Alegre (1982). Além de exposições como a ocorrida no Teatro da Paz na Galeria Angelus com o título “O Meu Marajó”, em 1982. Exposições essas que mostraram o resultado de seu trabalho, após anos registrando as mais diversas situações encontradas na ilha de Marajó. Foi membro filiado da Associação Paraense de fotógrafos de carteirinha e tudo.

Mas além de fotógrafo, Gallo foi jornalista e museólogo. Mas suas pesquisas não se limitaram a arqueologia da ilha, as suas experiências sofridas, seja nos campos do Marajó, entre os vaqueiros e os moradores das cidades, ou nos rios da região realizando a pescando no mato. Contribuíram para que o padre adquirisse um conhecimento muito significativo sobre os aspectos culturais e sociais da região.

A exposição “O Marajó de Giovanni Gallo” reúne imagens poético-documentais que revelam o olhar e a história do italiano Giovanni Gallo, ex-padre jesuíta e criador d’O Museu do Marajó que viveu nos municípios de Santa Cruz do Arari e Cachoeira do Arari entre às décadas de 70 e 80. Grande visionário, museólogo e fotógrafo, entregou sua vida para servir um povo culturalmente rico, original que vive a margem da história, distante dos grandes centros urbanos, afastados de tudo, de difícil acesso, em localidades desconhecidas onde a ditadura da água e da terra prevalecem. Gallo tornou-se um dos maiores defensores e divulgadores da paradoxal cultura marajoara.

Como Chegar no Centro Cultural Sesc Boulevard


Memória das Exposições da Galeria Theodoro Braga no Facebook

É só clicar na imagem abaixo e conhecer essa interessante iniciativa da equipe da GTB, um exemplo de compartilhamento de memória institucional. Seria bom se todos od museus e espaços culturais fizessem o mesmo, ótimo para pesquisadores e estudantes, e facilitaria em muito para as divulgações e para o portfólio dos artistas. Gostei.