A cultura do Edital para Arte

: ACRASIAS

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Nas duas últimas décadas, a cultura do Edital tornou-se endêmica e domesticou os artistas na prática de realizar “projetos”. No campo da própria estética, o artista há muito é tido como mero “propositor” – o que certamente facilitou sua inserção nos Editais públicos, a menos que tenha sido o contrário… No livro Antropologia do Projeto, J-P. Boutinet[1] discorre acerca da pregnância do “projeto” na contemporaneidade; sobre ele tecemos algumas reflexões relativas à arte:

A proposição, como limitadora da experiência que busca antecipar, reduz a arte de certo modo a um problema de pertinência. Circunscrevendo a obra dentro de “conceitos” teóricos que a referenciam, corre ela o risco de se tornar mera relação epistemológica de inferências – ou seja, “eu consigo depreender desta obra o pensamento do filósofo Fulano de Tal, etc”. Essa identificação entre signo (elementos da própria obra) com um fundo teorético de validação significadora cria um…

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