Exposição “Somos Muitos” de Luciana Mena Barreto e Marcelo Gobatto – Sala Augusto Fidanza/MAS

somos muitos convite online

A exposição SOMOS MUITOS, de Luciana Mena Barreto e Marcelo Gobatto, aborda os múltiplos papéis individuais e coletivos que expressam os enfrentamentos diários no jogo social, inspirando as séries de fotografias, vídeos e instalações.

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Na obra de Marcelo Gobatto a alteridade se apresenta a partir da investigação sobre o tempo, que se inicia no ano 2000 quando realizou a instalação “Já não há mais tempo”. Em “Incompossibilidades” (vídeo, 2002-2012), problematiza a experiência do tempo e o movimento, a partir da performance. O vídeo “Dia” (2012) tem como mote o cotidiano e é montado com procedimentos característicos da edição fotográfica tradicional. De sua produção recente apresenta a série de fotografias “Identicus” (2011-2012), realizada com a apropriação de mug shots (retratos usados para identificação policial desde o século XIX – geralmente feitos de frente e perfil) encontrados na web. “Marcello” (2012) é um tríptico fotográfico que mistura autorretratos e imagens que remetem ao álbum de família e stills do cinema. Já em “Caminho de Dante” (2012), dialoga com o neo-pictorialismo de maneira bem humorada.

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A produção fotográfica da artista Luciana Mena Barreto está centrada nas possibilidades expressivas do retrato e autorretrato, fixando-se na problemática da identidade e da alteridade. Ela acredita que o rosto particulariza o sujeito na fotografia, então vai no caminho inverso ao retratar seu corpo acéfalo para situá-lo no território da indefiniçãoNa série “Acéfalos” (2010-2011), composta pelas obras “Anima”, “Animus”, “Sem Título” e “Personas”, a artista apresenta autorreferências em situações-limite e ao mesmo tempo cotidianas. “Branco” (2010) dialoga com a fotografia surrealista e a questão do disforme. No trípitico “Tijolo” (2010) o retrato que se crê revelar a identidade única do sujeito é desconstruído tanto quanto no díptico “Sofisma” (2012), onde seu rosto também é borrado tornando a fotografia indiscernível como tal.

A exposição revela o quanto somos indivíduos em constante mutação. Nossas identidades são cambiantes, se formam e se transformam diariamente, sempre em processo de subjetivação assumidas como máscaras que se definem nas nossas muitas relações com o outro – os pais, filhos, amigos, companheiros, amantes ou desconhecidos.

Fonte: Site do Projeto

Projeto selecionado pelo Edital de Pautas do SIM/SECULT

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