Trade turístico conhece ações do Museu Histórico do Pará – Agência Pará de Notícias

Tela “A Conquista do Amazonas” de Antonio Parreiras. Foto Octávio Cardoso

Guardião de um dos mais importantes acervos culturais e arquitetônicos da Amazônia e do Brasil, o Museu Histórico do Estado do Pará (MHEP) é uma referência na capital paraense. Entretanto, ainda recebe poucos turistas, ficando restrito basicamente à visitação de estudantes e pesquisadores. Para ampliar a visibilidade desse acervo aos turistas e à imprensa foi firmada uma recente parceria entre a direção do museu e a Companhia Paraense de Turismo (Paratur).

Nesta quinta-feira, 4, aconteceu a primeira ação conjunta destinada a colocar em prática os objetivos alinhavados na parceria, com uma apresentação formal do MHEP para o trade turístico. A apresentação, que ocorreu às 9 horas, foi no auditório do Museu e contou com a participação de representantes do trade paraense, a exemplo da Associação Brasileira das Agências de Viagens (ABAV), Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo (Abrajet), Sindicato das Empresas de Turismo (Sindetur), Associção Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), além de técnicos ligados, direta e indiretamente, com o atendimento ao turista e a formatação de produtos, entre outros, do quadro da Paratur.

MEHP – O Museu Histórico  do  Estado do Pará foi criado em 18 de maio de 1981, iniciando suas atividades apenas em 1986 , tendo como sede o 4° pavimento do Centro Cultural Tancredo Neves (Centur). O acervo foi composto a partir de doações particulares e de peças oriundas de vários órgãos do estado. No ano de 1987, o museu teve como sede o Palacete Bolonha e em 1994 foi transferido para o Palácio Lauro Sodré, então sede do governo estadual. O Palácio, construído em 1777, é uma das obras do celebrado arquiteto italiano Antônio Landi e foi sede da Província Portuguesa do Grão Pará e Maranhão. Atualmente, o Museu Histórico do Estado do Pará possui um acervo diversificado de pinturas, mobiliário, acessórios e fotografias de variados contextos.

Por ocasião do aniversário de Belém, celebrado no dia 12 de janeiro, o MHEP vai abrir as portas com uma programação diversificada que inclui, entre outras atividades, o relançamento da obra “A Conquista do Amazonas”, do artista Antônio Parreira (1860 – 1937). A obra passou por um processo de restauro feito por técnicos do Sistema Integrado de Museus (SIM), ligado à Secretaria de Estado de Cultura, ao qual está vinculado.

Texto:
Benigna Soares – Paratur
Fone: (91) 8360-0506 / (91) 8842-8129
Email: turismoparaense@gmail.com / benignasoares@globo.com

Companhia Paraense de Turismo

Praça Waldemar Henrique, S/N. Belém-PA. CEP: 66010-040
Fone: (91) 3212-0669 / 3223-2130
Site: www.paraturismo.pa.gov.br Email: presidencia@paratur.pa.gov.br
Comentários: a notícia é boa para o MHEP, aproximar as instituições de fomento do turismo aos museus pode gerar bons resultados. Em cartilhas turísticas geralmente privilegiam a parte mais exótica da cidade e quando falam sobre espaços culturais é sem apelo histórico e artístico. Outra coisa é o fraco movimento turístico na cidade de Belém como um todo, ausência de vôos diretos, alto preço das passagens, rede hoteleira insipiente, etc. O MHEP é o único museu do Feliz Lusitânia com informações em duas línguas, inglês e espanhol, e não possuem em seu quadro mediadores culturais que falem pelo menos inglês fluente. Nenhum possui souvenires para venda ao público. A acessibilidade é outro ponto negativo, o maior número de turistas circulando pelo mundo é da melhor idade, o que demandaria elevadores para o acesso aos espaços expositivos nos pisos superiores, que em Belém, o  do MHEP passou um bom tempo quebrado e o do Museu de Arte Sacra agora está sendo instalado. Ou seja, todos esses fatores, somados a outros que não citei, contribuem para a fraquíssima visitação dos turística nos museus de Belém, deixando os museus sem receita própria.
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Uma consideração sobre “Trade turístico conhece ações do Museu Histórico do Pará – Agência Pará de Notícias”

  1. Eu gostaria muito de visitar este museu, ver de perto telas como “o cabano paraense” de Alfredo Norfini e também “A fundação de Belém” de theodoro Braga. No entanto, na última visita que fiz a cidade ninguém soube me informar em que espaço, que museu elas se encontravam. Nem se era possível vê-las.
    O Museu poderi investir também em um site, para visitas virtuais. Apresentar o que tem!

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