Exposição ‘Em um lugar qualquer – Outeiro’ de Dirceu Maués – Galeria Fayga Ostrower (DF)

‘Em um lugar qualquer – Outeiro’
Dirceu Maués

No dia 24 de novembro, quinta-feira, às 19h, começa o ciclo de exposições do Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2011 – Atos Visuais Funarte Brasília, no Complexo Cultural da Fundação, na Capital Federal.

Com a técnica rústica de fotografia do pinhole reunida à técnica digital, o artista paraense apresenta sua primeira exposição individual na capital federal com ‘Em um lugar qualquer – Outeiro’, na Galeria Fayga Ostrower. A obra é uma instalação com vídeos, feitos a partir da animação de fotografias com câmeras pinhole, construídas com caixinhas de fósforo. As câmeras não possuem visor nem lente, apenas um pequeno furo de agulha, por onde a luz penetra. Para a mostra foram construídas mais de 150 câmeras, que captaram mais de 4 mil imagens. O trabalho é composto de seis vídeos que, juntos, formam uma visão panorâmica, de 360 graus, da praia de Outeiro, em Belém do Pará. ‘Em um lugar qualquer – Outeiro’ já foi apresentado em Montevidéu no Centro Municipal de Fotografia (CMDF), em 2010, e recebeu, em outubro de 2011, o prêmio Residência Artística, para a Academia Livre de Belas Artes (WBK) – Holanda – no 17º Festival Internacional de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil, realizado em São Paulo.

Dirceu Maués nasceu em Belém, em 1968, e fotografa desde 1990. É repórter fotográfico efetivo de um jornal, tendo realizado trabalhos para vários outros veículos. Em 2003, retomou a produção autoral, a partir da técnica pinhole como linguagem estética. Começou sua pesquisa construindo suas próprias câmeras. Desde então, recebeu prêmios no Brasil já e realizou exposições em vários locais, também no exterior, como o Künstlerhaus Bethanien, em Berlim (2009-2010). A obra de Dirceu estimula o debate sobre a utilização dos aparatos tecnológicos, principalmente daqueles ligados à produção de imagens. O artista subverte a ideia de tempo, em cada momento registrado nas fotografias, e aposta no acaso, ao permitir um tempo mais longo na captura da imagem. Suas câmeras produzem um cinema/vídeo que nos revela as paisagens de qualquer lugar, sem a preocupação tradicional com a precisão, com o máximo de fidelidade à toda imprecisão captada. Afinal, para o artista, o que importa neste trabalho é a força poética do “erro”, do ruído e do aleatório.

Fonte: Funarte

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