Exposição “Marc Riboud” – MHEP

Marc Riboud participou do grupo de fotógrafos que fazia da agência Magnum – a partir dos anos 1950 – um espaço que afirmava ser o fotojornalismo um meio de expressão artística. A cobertura factual ganhava conteúdo mais autoral e subjetivo, e as lentes tinham seus focos ajustados por um olhar mais humano,

mais social.  Além de Riboud, passaram pela agência Cartier-Bresson, Robert Capa, o polonês David Seymor – radicado nos Estados Unidos, nascido Dawid Szymin – e o inglês George Rodger.

Em suas viagens, Riboud documentou imagens que marcaram definitivamente a forma de representar o mundo durante o Século 20. O eixo geográfico de sua peregrinação inclina-se indubitavelmente para o leste do globo. As imagens que realizou na China, Tibete, Argélia e Vietnã do Norte demonstram uma clara preocupação do fotógrafo com as questões sociais.

Marc Riboud nasceu em 1923 na cidade de Lyon. Durante a Exposição Universal de Paris, em 1937, realizou suas primeiras fotografias com o pequeno Vest-Pocket que seu pai lhe dera por ocasião de seus 14 anos. Em 1944, participou dos combates no Vercors. De 1945 a 1948, estudou engenharia na Ecole Centrale de Lyon e trabalhou em uma fábrica antes de resolver dedicar-se à fotografia.

Em 1953, a revista  Life publicou sua foto de um pintor da Torre Eiffel. Convidado por Henri Cartier-Bresson e Robert Capa,  integrou a equipe da agência Magnum.

Em 1955, passando pelo Oriente Médio e o Afeganistão, foi por terra até a Índia, onde ficou um ano antes de ir para a China,  em 1957. Depois de uma estada de três meses na antiga URSS, em 1960, fez a cobertura das independências na Argélia e na África negra. Entre  1968 e 1969, realizou reportagens no Vietnã do Sul, e também no Vietnã do Norte, onde foi um dos poucos fotógrafos a poder entrar. Nos anos 80, viajou regularmente pelo Oriente e pelo Extremo Oriente e realizou exposições em Paris, Londres, Nova Iorque, Beijing, Hong Kong e Bilbao.Publicou vários livros sobre a China, o Tibete e o  Camboja. Em 2009, ele lançou «Algérie, indépendance», pela editora Le Bec en l’air.

Foram organizadas duas importantes retrospectivas:  em 2004 – na Maison Européenne de la Photographie de Paris – en 2009 –  no Museu da Vida Romântica, também em Paris  –  e uma terceira está prevista no Shanghai Art Museum, em março de 2010.

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