“re.van.che” de Laerte Ramos – Museu de Arte Contemporânea Casa das Onze Janelas [Prêmio SECULT de Artes Visuais]

RE.VAN.CHE

Trabalhando com as interrelações, o artista apresenta um resultado de grande potência em seu projeto “re.van.che” que para a sua realização, Laerte Ramos convida uma lutadora de Tae Kwon Do – Marryanne Hörman, atleta da seleção brasileira de TKD, para quebrar uma de suas esculturas hiper realistas de cerâmica em uma ação/fração na abertura de sua individual na Casa das Onze Janelas. As esculturas enganosas são cópias perfeitas de luvas de boxe, banco de corner, entre outros acessórios de lutadores elaborados por ora em cerâmica, são denunciados pelo ato/quebra que a lutadora proporciona via ação ao público.

Laerte Ramos
1978, vive e trabalha em São Paulo

Graduação: Bacharel em Artes Plásticas 1997/2001
Licenciatura em Artes Plásticas 1997/2002
Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP

>> Bio

Laerte é natural de São Paulo/SP e teve seus primeiros ensinamentos artísticos  sobre esculturas em argila, madeira, pedra e metal durante os anos escolares, em sua infância e adolescência, na Escola Waldorf Rudolf Steiner entre os anos de 1985 à 1996. Na época seus grandes mestres eram refugiados de guerra vindos da Suíça e Alemanha, contando com a influência de uma educação germânica “pós guerra” e “alternativa”, o assunto bélico esteve sempre presente em todo o aprendizado lúdico-infantil de Laerte, o que influência até hoje toda a sua produção.

Ao ingressar na FAAP – Fundação Armando Alvares Penteado no curso de Artes Plásticas em 1997 (1997/2001 bacharel e 2002 licenciatura), interessou-se de imediato pelos meios reprodutivos de imagem como a xilogravura e a serigrafia. No início de sua trajetória, Laerte deu ênfase na produção de suas xilogravuras que contavam com um arsenal de maquinários sobre-rodas estampados de negro em folhas brancas contrastantes. Estas imagens iam se multiplicando através do artista-operário até conquistarem outras folhas, paredes, campos, paisagens e espaços expositivos. Desde cedo, a preocupação em espalhar as edições das gravuras em exposições pelo país de uma maneira democrática, foi uma regra constante na intensa produção das gravuras. Nesta época, sem os avanços tecnológicos de comunicação via internet, Laerte pesquisava nas bibliotecas os endereços e editais de museus e centros de artes para poder divulgar seus trabalhos, e ao mesmo tempo compartilhar cultura e aprender com outros artistas de regiões distintas sobre as poéticas artísticas que nosso país nos propicia. Com a produção de xilogravura, ganhou o “Prêmio Don Alvar Nuñes Cabeza de Vaca” na XII Mostra Brasil de Gravura no Museu de Gravura de Curitiba/PR, e nos anos seguintes, o extinto Prêmio Philips de Arte para Jovens Talentos por duas vezes, e o importante prêmio na mostra trienal de gravura Lelocleprints04, no Museé dês Beaux-Arts du Le Locle, Suíça.

Com a oportunidade de participar das residências artísticas, Laerte ingressou na lista de artistas residentes da FAAP e morou por seis meses na Cité dês Arts em Paris, e em seguida fez outra residência na iaab/Beyeler Foundation em Basel/Suíça. A convite, participou do Brazilie Landenproject que consistiu em uma residência em um dos mais renomados Centros de Cerâmica, o EKWC/European Keramic Work Centre em s’Hertogenbosch na Holanda. Nesta última residência, Laerte teve a oportunidade de expandir e aprimorar seus projetos tridimensionais, que tinham como raiz-mãe a xilogravura, que através do paralelo entre a reprodutibilidade e “tridimensionalidade chapada” que haviam em suas gravuras, as quais eram representadas bidimensionalmente em papel estampado, assim ocorreu o encontro com a cerâmica devido a maneira de reprodução via molde que esta técnica permite.

Dentro de suas pesquisas sobre reprodutibilidade, a estamparia naturalmente se tornou constante, assim a roupa e a performance tornaram-se também metier dos trabalhos de Laerte devido a sua experiência pessoal com suas duas marcas de roupa “Miya” e “ramOrama”, das quais era sócio e participava ativamente das produções das roupas. Mais uma vez cortar tecido, enfestar, modelar em papel, imprimir em silkscreen, desenvolver desenhos técnicos e produzir em série eram ações constantes nas produções das marcas, experiência vivenciada com semelhância entre os fazeres de moda e os fazeres da arte, no caso: cortar madeira, usar a matriz de xilogravura, o papel e a impressão. Entendendo o ganho de misturar/adicionar moda e arte, Laerte começou a se interessar pelo cruzamento e adição de moda/design/arquitetura/esporte entre outros em seus trabalhos e projetos.

Pensando o lugar/arquitetura, o projeto “Jambolhão” (premiado pelo 11˚ CIF – Cultura Inglesa Festival), ganha o espaço tridimensional “agigantado” trazendo a oportunidade dos espectadores poderem usar a escultura vermelha em fiberglass para subir, sentar, brincar, trazendo o corpo do espectador para a obra. Dando continuidade aos projetos interativos, a instalação “Batalha Naval” conta com dois extensos campos de batalha com duas cabines entre um espaço e outro, onde haviam telefones vermelhos para os espectadores se comunicarem e jogarem a Batalha Naval, que por sua vez se moviam conforme as jogadas dos adversários.

Recentemente, o artista foi contemplado com o Prêmio Interações Estéticas/Funarte em Marabá/PA onde realizou o projeto “retra%15″que conta com a reprodução do corpo humano moldado em gesso na escala 1:1, e destes moldes são confeccionadas esculturas em cerâmica esmaltada branca que são divididas em 16 partes e unidas com rejunte de azulejo nas juntas dos corpos humanos reproduzidos. Ao mesmo tempo, projetos como “Territórioland”“Lastlândia”“Spy Vs Spy”, “Transpherâmica”, “Sneakers & Tees”“Arma Branca” estão em desenvolvimento aguardando ainda um espaço nas próximas fornadas de Laerte Ramos.

Atualmente vive e trabalha no recém inaugurado atelier “casamata/Studium Generale” na região do Pacaembú em São Paulo/SP com sua família e dois cachoros.

>> Exposições Individuais/Solo Exhibitions:
2011
Gravura Brasileira, São Paulo, SP.
2010

Arma Branca – Galpão Baró/EmmaThomas, São Paulo, SP.
retra%15 – Prêmio Interações Estéticas Funarte 2009 – GAM/Galpão das Artes de Marabá, PA.
Re.van.che – Casa das Onze Janelas, Belém, PA.
2009
Re.van.che – Paço das Artes, São Paulo, SP.
2008
Territórioland – Laura Marsiaj, Rio de Janeiro, RJ.
(P&B) – Palácio das Artes/Fundação Clóvis Salgado – Belo Horizonte, MG.
Territórioland – Centro Universitário Maria Antônia – São Paulo, SP.
Acesso Negado Vs Acesso Negrado – Prêmio Projeteis/Funarte, RJ.
Casa na Cidade – Campinas, SP.
1 x 1- Metrô São Bento/Boom SP design – São Paulo, SP.
Exquadrilha – FCC/Fundação Cultural de Criciúma, Criciúma, SC.
2006
Solda – Museu de Arte da Pampulha, MG.
c.a.s.a – Centro Cultural Banco do Nordeste, Fortaleza, CE.
Jambolhão – Galeria do Centro Brasileiro Britânico, São Paulo, SP.
2005
Galeria Homero Massena, Vitória, ES.
2004
Acesso Negado, Casa Triângulo, São Paulo, SP.
2003
Casa Triângulo, São Paulo, SP.
Casa de Cultura da América Latina – Brasília, DF.
Galeria Vicente do Rego Monteiro, Fundação Joaquim Nabuco, Recife, PE.
Museu de Arte de Ribeirão Preto – Unidade Centro de Convenções, SP.
2001
Cité Internationale des Arts – Paris, França.
Casa Solar do Barão, Museu da Gravura de Curitiba, PR.
3° Fluxo – Banco Central do Brasil, São Paulo, SP.
Espaço Cultural CEMIG, Belo Horizonte, MG.
Projeto Artes Visuais 2001 – Centro Cultural São Francisco, João Pessoa, PB.
2000
Centro Cultural São Paulo, SP.
Câmara de Cultura Antonini Assumpção, São Bernardo do Campo, SP.
Ambiente Urbano, Sala Celso Garcia Cid, Universidade Estadual de Londrina, PR.


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