[Obra em Questão] Symbiosis, de Roberta Carvalho

A obra Symbiosis de Roberta Carvalho foi apresentada durante o VIVO ART.MOV na praça do Píer das Onze Janelas, e é um exemplo de como utilizar vídeo e projeções com pertinência em relação ao tema e, principalmente, coerente com a trajetória artística da autora. Esquecendo, qualquer sinopse artística ou justificativa semiótica, o impacto visual gerado pela obra vai além de uma proposta estética e atinge o passante com intensidade e crítica. Roberta usa o projetor multimídia, tão banalizado na arte contemporânea, com o mesmo deslumbre ao espectador das primeiras projeções de cinema do início do século passado, que causavam medo com a chegada do trem na estação, e hoje coloca um rosto melancólico de criança em uma árvore, que amedronta e faz pensar. Muito bom.

Exposição “Olhos de ver Belém” até 30 de Outubro na FotoAtiva

Foram três meses de oficinas e mais de 55 alunos que participaram de atividades de fotografia artesanal, como Pinhole, Pincel de Luz, e ainda Projetos Gráficos, Informática Básica e Manutenção de Computadores, e Serigrafia, que foi a novidade da programação. “As oficinas eram encadeadas, uma preparava o aluno para a que vinha em seguida. E a serigrafia foi baseada no que os alunos produziram na oficina de Pincel de Luz. Então eles puderam confeccionar camisetas das imagens que eles mesmos produziram”, diz Irene. “O legal foi que eles puderam aprender serigrafia e já criar e vender o que confeccionaram”, completa. As camisetas foram inspiradas na temática do Círio de Nazaré, e resultaram numa linha de estampas exclusivas, à venda da sede da associação.

O “Olhos de ver Belém” é o desdobramento das ações do Ponto de Cultura Fotoativa. O projeto surgiu em 2008, e teve sua primeira edição em 2009. A proposta foi uma parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional dentro do programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura. A idéia é despertar a população próxima dos prédios tombados para o valor histórico e artístico do lugar. “O projeto teve como pano de fundo a questão da relação dos participantes com a área em que moram ou trabalham. Além de oferecer a oportunidade de dar novos contornos a esta relação, o projeto possibilitou a abertura de horizontes profissionais para os alunos”, diz Michel Pinho, diretor da Fotoativa. “As atividades deste ano são complementares às do ano passado, quando desenvolvemos uma oficina de turismo, e as pessoas puderam aprender sobre a história da Campina e passaram a valorizar isso. E muitos desses alunos voltaram este ano para participar das novas atividades”, explica.

Exposição “Olhos de ver Belém”, até 30 de outubro, na sede do Ponto de Cultura Fotoativa, na Praça das Mercês,. Visitação: segunda à sexta, de 9h às 13h, de 14h às 18h. Sábado, de 9h às 13h. Entrada gratuita.

Fonte: Diário do Pará

Arte Pará 2010 – Premiados

Premiação 29ª Arte Pará

Grande Prêmio

Rodrigo Freitas , conjunto da obra , pintura , “Paisagens de Inverno”, “Variações sobre o mesmo abandono” e s/ titulo, Belo Horizonte(MG)

Segundo Grande Prêmio

Renato Chalú Pacheco, instalação “Mata-ver-o-peso-esquema” , Belém (PA)

Terceiro Grande Prêmio

Rodrigo Cass, objeto, “Meditação Sobre um Tridimensional Iluminado” , São Paulo (SP)

Prêmios Aquisição:

Andréa Facchini, desenho , “Entre o Azul e o Céu (sobre-viventes)”, “Onde você sempre quis estar” da Série Ficções e “Sem linha do horizonte, sem ponto de fuga” da Série Ficções, Rio de Janeiro (RJ)

Cleantho Viana , vídeo – performance “O artista, chapeuzinho e o pônei”, Rio de Janeiro (RJ)

Maria Matos, vídeo “Entrando sem bater”, Rio de Janeiro (RJ)

Murilo Rodrigues, vídeo “Black Bird II” , Belém (PA)

Vitor de La Rocque, instalação “O ovo e a galinha”, Belém ( PA)

Comentários: gostei muito do Juri de Premiação ter escolhido a série de pinturas de Rodrigo Freitas como o Grande Prêmio. Vídeos, performances e instalações têm dominado a premiação nos últimos salões e a pintura mostrou seu poder. Duas instalações ganharam o segundo e terceiros grandes prêmios, a proposta de instalçãoa em local específico de Renato Chalú no Ver-o-peso, que achei bem lugar comum, e os relógios de Rodrigo Cass no MHEP, bem instigante e dinâmica. Senti muita falta neste salão de nomes como Marinaldo Santos, Jocatos, Nina Matos, Dina Oliveira, Armando Sobral, Nio Dias, Eliene Tenório, e outros grandes nomes das artes aqui no Pará, podiam entrar como convidados tranquilamente no meio de um monte de besteiras selecionadas como a obra do rapaz que veio pra ficar por Belém, numa espécie de performance cara-de-pau, que achei um insulto. O Ovo e a Galinha de Vitor de La Roque foi outra decepção, o Gallu Sapiens era chocante e polêmico, já a chocadeira deste salão, onde nasce literalmente um pinto, é uma variante sem nenhuma força do mesmo tema.

Conversa com o fotógrafo Luiz Braga – dia 20 de outubro (quarta) no Museu de Arte Contemporânea Casa das Onze Janelas

 

O fotógrafo Luiz Braga, foi contemplado em 2009, com o Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça/FUNARTE, que propiciou a destinação da série premiada “Verde-Noite, 11 raios na estrada nova, fotografia, nigthvision” , composta de obras inéditas não pertencentes a nenhum acervo público, ao acervo do Museu de Arte Contemporânea Casa das Onze Janelas, juntamente com obras referentes a “visualidade popular”, obras em P&B e demais outros trabalhos de autoria do artista.  Ação que possibilitou a considerável ampliação do pequeno acervo de obras do autor já pertencentes ao museu, vindo a concretizar a formação da primeira Coleção de fotografias específicas do artista em uma instituição museológica da região norte.

Para apresentação da referida Coleção ,o Museu Casa das Onze Janelas e Luiz Braga , realizam a exposição LUIZ BRAGA o percurso do olhar, aberta no  dia 18 de agosto com encerramento no dia 30 de dezembro de 2010.  A mostra é uma oportunidade para que o público local, possa acompanhar a trajetória deste importante fotógrafo paraense que integra já há alguns anos, a história da arte produzida no Brasil. O artista não realizava exposição individual em Belém desde o ano de 2005, quando apresentou a grande mostra de sua produção no projeto “Arraial da Luz. Sendo também, a presente mostra, sua primeira exposição em nossa capital, depois da participação na 56ª Bienal de Veneza,como um dos dois representantes brasileiros na tradicional mostra internacional de arte.

Na exposição LUIZ BRAGA o percurso do olhar, estão sendo apresentadas um total de 50 fotografias que compõem a recente coleção formada pelo Museu Casa das Onze Janelas. Desta forma, a referida coleção da instituição museológica paraense, se iguala em quantidade e potência à coleção do Museu de Arte Moderna de São Paulo, e equipara-se à instituições brasileiras e internacionais que possuem em seus acervos , coleções públicas de trabalhos emblemáticos da trajetória do artista, como a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o Museu de Arte Moderna da Bahia,  Museu de Arte Contemporânea – MAC/USP, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Museu de Arte da Pampulha(MG), Museu de Arte Assis Chateaubriand -MASP,Coleção Pirelli/ Masp de Fotografia, Coleção Porte Seguro de Fotografia, Casa de Cultura Laura Alvim (RJ), Fundação Rômulo Maiorana, Centre Culturel Les Chiroux,Bélgica, Centro Portugês de Fotografia, Porto, Portugal , Photographic Resource Center at Boston University,Boston,EUA e  do Miami Art Museum.

 

SERVIÇO:

Exposição: LUIZ BRAGA o percurso do olhar

Período : 19 de agosto a 30 de dezembro de 2010

Horário: de terça a sexta, 10h às 18h. Sábados e Domingos, 10h às 16h.Feriados: de 9h às 13h

Programação paralela : Conversa com o artista com a participação da crítica de arte convidada Marisa Mokarzel   –  20 de outubro às 19h

Local: Museu de Arte Contemporânea Casa das Onze Janelas, Praça Frei Caetano Brandão s/nº- Cidade Velha – Belém/PA

Realização: Secretaria de Estado de Cultura, Sistema Integrado de Museus, Museu Casa das Onze Janelas

Apoio: FUNARTE, Fundação Rômulo Maiorana, Associação Amigos dos Museus do Pará- AMU-PA , SOL Informática e Matapi Produções.

Luiz Braga – Currículo Resumido

Nasceu em Belém (PA) em 1956. Iniciou-se na fotografia aos 11 anos, aos 19, montou seu primeiro estúdio, voltado para retratos, publicidade e fotografia de arquitetura. Em 1983 formou-se em arquitetura pela UFPa.

Até 1981, desenvolveu trabalhos basicamente em preto e branco. Após essa fase, encanta-se com a cor da visualidade popular da Amazônia, que se transformou no principal alicerce à partir do qual o fotógrafo projeta suas imagens, sendo  o homem e seus rastros impressos nas áreas ribeirinhas de suas cidades, os elementos que determinam a construção de uma fotografia tecida em cores, luzes e signos extraídos de realidades culturais locais sem restringir–se e sem deixar–se aprisionar pelo espaço regional.

Em 1984 realiza a mostra “No Olho da Rua”, sua primeira exposição em São Paulo e aquela considerada pelo autor como seu primeiro passo na constituição de sua obra.

Conquistou em 1987 o Prêmio Marc Ferrez, conferido pelo Instituto Nacional da Fotografia da Funarte, com o ensaio A Margem do Olhar, no qual retratou em preto e branco a dignidade do cabloco amazônico em seu ambiente. Foi premiado em 1991 com o Leopold Godowsky Color Photography Award, pela Universidade de Boston. Em 1996 obteve a Bolsa Vitae de Artes para realizar o trabalho Amazônia Intimista. Em 2003 foi o artista homenageado no XXI Salão Arte Pará, com sala especial, e recebeu o Prêmio Porto Seguro de Fotografia.

Realizou mais de 120 exposições, entre individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Suas fotografias compõem importantes coleções privadas e públicas como a do Centro Português de Fotografia, da Pinacoteca do Estado de São Paulo, do Miami Art Museum, do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e do Museu de Arte Moderna de São Paulo que, em 2005, publicou o catálogo-livro “Retratos Amazônicos” e  realizou a exposição homônima ao título do livro, em homenagem aos 30 anos de carreira do artista paraense. A comemoração foi realizada também com a grande retrospectiva “Arraial da Luz” montada no espaço do arraial de Nazaré em Belém.

Em 2009, Luiz Braga foi um dos dois representantes brasileiros escolhidos para participar da  53a. Bienal de Veneza.

Em novembro, do mesmo ano, foi contemplado com o Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça/FUNARTE que propiciou a destinação da série premiada “Verde-Noite, 11 raios na estrada nova, fotografia, nigthvision” , ao acervo do Museu Casa das Onze Janelas, juntamente com as demais obras doadas pelo artista.  Ação que possibilitou a considerável ampliação do pequeno acervo de obras do autor já pertencentes ao museu, vindo a concretizar a formação da primeira Coleção de obras específicas do artista em uma instituição museológica da região norte.

Luiz Braga, trabalha como fotógrafo independente, em Belém.

Marisa Mokarzel  – Currículo Resumido

 

Doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará e mestre em História da Arte pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Coordenadora Adjunta do Mestrado em Comunicação, Linguagens e Cultura, da Universidade da Amazônia.

Professora de História da Arte dos cursos de Artes Visuais e Tecnologia da Imagem; de Moda e de Arquitetura, da Universidade da Amazônia. Coordenadora Técnica do Projeto Rios de Terras e Águas: navegar é preciso, que participou do Programa Petrobras Cultural e gerou um livro e um DVD (2010) sobre seis artistas contemporâneos do Pará.

Foi diretora e curadora do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas da Secretaria Executiva de Cultura do Estado do Pará.

Realizou juntamente com Rosangela Britto a curadoria da exposição inaugural do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas e a idealização do Laboratório das Artes, sala projetada para atender mostras experimentais.

Foi curadora do Rumos Visuais do Itaú Cultural 2005/2006, da Mostra Fiat Brasil 2006 e curadora adjunta da Bienal Naif de Piracicaba – SP 2006. Participou da comissão de seleção dos Projetos: Cultura e Pensamento (2006); Conexão Artes Visuais FUNARTE (2007); e Arte e Patrimônio (2007). Participou como palestrante convidada da mesa-redonda A ambigüidade na modernidade tardia, na ARCO8, 27ª Feira Internacional de Arte Contemporânea, em Madri (2008).

Tem realizado curadorias independentes e entre as curadorias realizadas estão: Contigüidades, arte no Pará dos anos 1970 a 2000, juntamente com Orlando Maneschy e Alexandre Sequeira, realizada no Museu Histórico do Estado do Pará (2008) e a individual de Jeims Duarte no Instituto Cultural Banco Real de Recife (2008).

Curadora juntamente com Orlando Maneschy do Arte Pará 2009.

Curadora convidada da Sala especial/ artista homenageado , Armando Queiroz -Arte Pará 2010.

Fonte: Museu de Arte Contemporânea Casa das Onze Janelas

Artistas paraenses no Canadá – Estampe Amazonienne

Dia 30 de outubro abre a exposição coletiva Estampe Amazonienne, como curadoria de Armando Sobral, em Quebec no Canadá. “Doze artistas paraenses já participaram do programa de intercâmbio coordenado pelo IAP desde 2007: 09 em duas exposições coletivas e três em seu programa de residência. Novas fronteiras internacionais para a produção artística paraense é missão e compromisso do Instituto de Artes do Pará” escreve o curador da exposição via e-mail. Importante intercâmbio para a arte feita no Pará, em especial para os gravuristas, segmento artístico do qual o curador é um expoente, fomentador e um dos maiores especialistas brasileiros. Artistas como os marabaenses Antonio Botelho e Marcone Moreira, os mestres Diô Vianna Moraes Rêgo e Jocatos, e a nova geração da gravura Elaine Arruda e Egon Pacheco participam com suas obras. O IAP, onde Armando Sobral é gerente de artes plásticas, é o dos maiores pólos de formação, pesquisa e difusão da arte contemporânea paraense, iniciado há uma década pelo grande João de Jesus Paes Loureiro, e seu fortalecimento é imprescindível para a continuidade deste grande projeto de intercâmbio e das bolsas de pesquisa em arte.

In Memorian – Franciza Toledo

A maior especialista em conservação de museus faleceu no dia 12 de outubro. Conheci Franciza Toledo em um curso de conservação de museus no SIM-PA, pessoa maravilhosa e maior profissional na sua área, contribuiu muito para a política de conservação dos museus do SIM. Foi responsável pela implantação do gabinete de papeis na Sala Rui Meira, do Museu de Arte Contemporânea Casa das Onze Janelas, que hoje ainda está em exposição. Franciza difundia todo seus conhecimento em prol da preservação da arte em todas as suas formas e dos espaços museais, os guardiões dessa memória.

Abaixo um vídeo com imagens do projeto Gabinete de Papeis.

 

 

Abaixo a nota do Fórum de Museus de Pernambuco:

Ontem, 12 de outubro, os museus brasileiros – e, em particular, os museus de
Pernambuco – perderam uma das suas maiores profissionais: faleceu em São
Paulo Franciza Lima Toledo. Para os que não a conheceram podemos dizer que ela era, reconhecidamente, a maior especialista em conservação do país,
pioneira na sua área e, sobretudo, incansável socializadora do seu conhecimento.

Sua partida causou imensa consternação na comunidade museológica, que aqui registra o pesar pela ausência de uma de suas líderes mais respeitadas, e, além, disso, querida.

Fórum dos Museus de Pernambuco

Museu do Homem do Nordeste – FUNDAJ

Associação Brasileira de Museologia

Universidade Federal de Pernambuco – Curso de Museologia

Tipos Latinos 2010 – Exposição e Palestras da Quarta Bienal de Tipografia Latino-americana – Sesc Boulevard

Dia 23 de setembro Belém recebeu a 4ª Bienal Tipos Latinos. A mostra está no SESC Boulevard, em frente a Estação das Docas, onde permanece até dia 30 de outubro.

É a primeira vez que a Bienal é exibida no norte, proporcionando ao público em geral e aos Designers paraenses um maior contato com o Design Tipográfico da América Latina. A tipografia é uma área de atuação do Designer ainda pouco desenvolvida no Norte. Esoeramos que seja a oportunidade para iniciar a discussão e o desenvolviemento de Tipografias do Norte.

O amapaense Marconi Lima, que tem trabalhos exibidos nesta Bienal, fará uma palestra dia 30 de outubro, no próprio SESC, falando sobre seu trabalho.

Do Blog http://blog.forminform.com.br/

Comentário: em visita a exposição o blog se deparou com uma das exposições mais interessantes já vistas por estas bandas, claro, para um publicitário. É fantástico ver como o design é pesquisado e resignificado, e vai muito além da diagramação e do layout do dia-a-dia, em agências de comunicação, estúdios de design e/ou freelancer. O design é uma forma de ver e inventar o mundo, de dar uma face criativa e artística ao abstrato, ao sonho. Aliás, é triste ver o rumo que o design gráfico vai no estado do Pará, em todos os níveis, do governo à micro-empresa, passando pelas grandes redes de comércio. O descaso com a identidade visual e seus desdobramentos, a confusão conceitual gerada na comunicação pela dispersão de atenção do público pela má utilização de seus elementos visuais básicos. Manual de identidade é algo raro. A utilização sem critério e adequação da tipologia talvez seja o maior equivoco na publicidade feita no Pará, com uma sucessão de clichês onde imperam a Garamond, Franklin, Futura e as fontes de sistema, e onde Comic Sans e Century Gothic resistem, e  se alternam de janeiro a dezembro. A exposição está muito bem montada e a impressões de ótima qualidade. Vale muito a pena a visita, pra não dizer obrigatória, para todos os designers, diretores de arte e publicitários da cidade. O espaço para exposições do Sesc Boulevard é uma nova e excelente opção para exposições em Belém.

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Arte Pará 2010 – Palestra da fotógrafa e pesquisadora Cláudia Andujar no Museu Goeldi

Claudia Andujar fala sobre fotografia e o sua relação com os Yanomami.

Um dos momentos mais importantes do Arte Pará 2010 ocorrerá nesta terça-feira, 12 de outubro, às 16h no prédio da Rocinha, no Museu Paraense Emilio Goeldi. Lá, pela primeira vez em Belém, a fotógrafa Claudia Andujar falará sobre sua produção, destacando o trabalho realizado junto ao povo Yanomami, etnia que Andujar travou contato na década de 1970 e que ajudou, por meio de uma longa luta, no processo de demarcação das terras que viriam a se tornar a reserva Yanomami.

Convidada do 29° Arte Pará, Andujar tem uma sala especial na mostra que aborda distintas relações estabelecidas entre o homem branco e os povos da floresta. Igualmente Diferentes conta ainda com Armando Queiroz, artista homenageado neste ano e Roberto Evangelista, além de objetos da própria cultura Yanomami que poderão ser vistos.

Claudia Andujar em sua palestra, às 16 horas, apresenta as relações de alteridade, fruto de sua integração com os índios desta etnia, a partir do estabelecimento de confiança e cumplicidade. Partindo de fotografias da série “Sonhos”, em que a artista interpreta o universo comsmogônico desse povo, traduzindo isto em imagens de beleza ímpar, que poderão ser vistas ao longo da palestra, já que a mesma ocorrerá dentro da própria exposição, a artista esplanará, com seu fortíssimo senso ético, sobre seus processos e a luta pelo direito à vida desse povo, exposto a toda sorte de doenças do homem branco, além de ser vitima da exploração de suas terras. Assistir a essa palestra, na primeira exposição que a artista faz na Amazônia é um momento único e de significativa importância, revelando processos de mergulho no universo do outro, gerando obras de marcante posição política.

SERVIÇO:
Palestra com Claudia Andujar

Prédio da Rocinha / Museu Paraense Emilio Goeldi

Terça-feira, dia 12, 16h.

ENTRADA FRANCA

Fonte: Facebook do Curador Orlando Maneschy

 

Museu do Círio

O Museu do Círio finalmente contemplou a maior festa do estado do Pará em toda a sua dimensão simbólica, cultural e humana. A expografia anterior era de um vazio que irritava os visitantes, nada informativo e monótono. O Museu hoje revela o Círio em painéis, ex-votos e instalações e consegue transmitir a grandiosidade da manifestação. O uso das cores no espaço expositivo, a tipologia popular criada por Pedro Moura para os títulos dos painéis, a programação visual, os vídeos, a espiral/labirinto que leva a santa de miriti, o instalação sobra a Festa da Chiquita com o “veado de ouro” representando a parte profana da festa,  tudo foi realizado de forma criativa. Enfim um Museu do Círio digno da manifestação mais importante dos paraenses.

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O Museu do Círio fica na Rua Padre Champagnat, Casario da Igreja de Santo Alexandre, na Cidade Velha. Abre de terça a domingo, das 09h as 16h.

Marcone Moreira abre duas exposições no Feliz Lusitânia

O MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA CASA DAS ONZE JANELAS/ SIM / SECULT , convida para a abertura das exposições:

“MARGEM” PRÊMIO SECULT DE ARTES VISUAIS & “BANZEIRO” PRÊMIO DE ARTES PLÁSTICAS MARCANTONIO VILAÇA /FUNARTE do artista visual MARCONE MOREIRA

Sendo assim, tem o prazer de convidar para a abertura da 22ª mostra contemplada no Edital de Artes Visuais, “MARGEM” de Marcone Moreira, instalação artística . Segundo o artista A idéia do trabalho surge a partir de um fragmento de texto do poeta paraense João de Jesus Paes Loureiro: “Entre o rio e a floresta, o infinito”. Compreendo que nesse infinito encontra-se a margem, definida em seu conceito geográfico como o encontro da água com a terra. A peça que compõe o trabalho é uma estrutura que serve como contrapiso no fundo de uma canoa, embarcação usada como veículo de ligação entre as margens. Por isso optei por essa montagem, onde o trabalho se acomoda entre o chão e a parede que, mesmo partindo de uma estrutura rígida, dá uma idéia de fluidez.”

A segunda instalação , trata-se de “BANZEIRO” , contemplada no Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça/FUNARTE.

Em consonância às ações de aquisição e difusão de seu acervo, o Museu Casa das Onze Janelas/SIM/Secult, referendou a proposta apresentada pelo artista Marcone Moreira ao Edital Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça/FUNARTE 2009, prêmio, que que tem como objetivo, incentivar produções artísticas inéditas e destiná-las à acervos de instituições museológicas públicas e privadas sem fins lucrativos, fomentando a difusão e a criação das artes visuais no Brasil. Sendo assim, o artista veio a ser premiado e destinou ao Museu Casa das Onze Janelas a instalação “BANZEIRO”, obra inédita não pertencente a nenhum acervo público. A instalação artística é composta de 30 cavernames ( peças curvas de madeira que dão forma ao casco das embarcações) em dimensões variáveis.

Marcone Moreira é artista do Norte do Brasil ,com ampla produção e participações diversas em projetos de relevância nacional e internacional. Desenvolve um trabalho que surge a partir da coleta de materiais de descarte, com os quais elabora e constrói associações de planos de matéria ,formas e cores. Aliando arte construtiva com a rudeza de tais materiais. Sua produção é intimamente vinculada ao local de moradia do artista, Marabá . Segundo Augusto dos Anjos, em texto de apresentação de uma individual do artista , observa que “ao transformar esses restos em coisas novas, Marcone Moreira afirma, ademais, a dupla importância que o lugar onde vive – a cidade de Marabá (Pará), bem ao norte do país – possui para sua produção. Por um lado, é desse lugar de intensa movimentação de pessoas e cargas (lá se cruzam dois rios, a rodovia Transamazônica e a ferrovia Carajás) que vem quase todo o material – descarte de coisas que não possuem mais a sua funcionalidade original – que o artista seleciona, secciona, agrupa e resignifica como coisa sua”   .

Desta forma, entendendo que aquisições de acervo são indispensáveis num país que sabe construir simbolicamente sua identidade e que é através da formação de uma coleção museal que torna-se possível o desenvolvimento de ações de pesquisa para produção, realização e difusão de conhecimento, o Museu Casa das Onze Janelas, referendou e incorporou a obra “Banzeiro” em seu acervo, uma vez que a ampliação de suas coleções , configura-se em uma ação fundamental da instituição, tendo como objetivo a valorização,  o fomento  , a difusão das artes visuais paraense e o fortalecimento das ações desenvolvidas pelo museu, que  afirmará seu perfil de arena de reflexão, fomento e difusão cultural com ações que trabalham os processos de democratização da arte, inclusão social e cidadania.

Serviço:
local: Jardim do Museu do Forte do Presépio
visitação : de 07 de outubro a 14 de novembro de 2010.
Praça Frei Caetano Brandão s/ nº – Cidade Velha – Belém – PA

Abertura do Salão Arte Pará 2010 – 7 de Outubro – Museu Histórico do Estado do Pará

Conheça aqui os premiados e os catálogos do três últimos salões.

Fim da enquete: “Qual seu museu preferido no Pará?”

O Museu de Arte Contemporânea Casa das Onze Janelas recdebeu 35,85% dos votos e saiu como o museu preferido dos vistitantes do Xumucuís. Possuindo três salas para exposições temporárias o Onze Janelas é o museu que mais movimenta a arte contemporânea paraense. Tem sempre uma exposição nova em cartaz e com a criação do Prêmio SIM de Artes Visuais em 2008 ele democratizou o acesso a seus espaços expositivos. Dirigido atualmente pela artista plástica Nina Matos é um espaço privilegiado pela localização, sítio histórico da fundação da cidade de Belém, e foi inaugurado em 2002 pela gestão do Secretário de Cultura Paulo Chavez e com a coordenação da museóloga Rosângela Britto.

Até a criação do Museu do Estado do Pará e do Museu de Arte de Belém a palavra “museu” só tinha um destino, o Museu Paraense Emílio Goeldi. Hoje o MPEG é bem mais do que um museu de historia natural, é um centro de pesquisas referência de estudos da amazônia. Em nossa enquete ele ficou em segundo lugar com 26,42% dos votos.

Museu do Marajó com 15,09%, Museu de Arte Sacra com 13,21% e Museu de Arte de Belém 7,55% completam a lista desta enquete informal do Xumucuís. Até a próxima.

Museu de Arte Sacra do Pará

O Museu de Arte Sacra (MAS), localizado no Antigo Palácio Episcopal, foi inaugurado em 28 de setembro de 1998. Integrada ao Museu está a Igreja de Santo Alexandre (originalmente Igreja de São Francisco Xavier), construída pelos padres jesuítas com participação do trabalho indígena entre o fim do século XVII e início do século XVIII. Dentre as várias modificações arquitetônicas e decorativas que sofreu, a Igreja herdou como estilo predominante o barroco e foi inaugurada em 21 de março de 1719. Com mais de 400 peças, o acervo do Museu é composto de imagens e objetos sacros dos séculos XVIII ao XX. As coleções, a princípio constituídas pelas peças da própria Igreja de Santo Alexandre, foram depois enriquecidas com peças provenientes de outras igrejas do Pará e de coleções particulares.

                              

Do antigo Colégio Jesuítico a sede do Museu

 Ao chegarem ao Pará, os jesuítas estabeleceram-se primeiramente em terreno cedido pela Ordem das Mercês, no bairro da Campina, no qual construíram residência e pequena capela, ambas cobertas de palha. Em razão da precariedade daquele terreno, transferiram-se no mesmo ano para área vizinha ao Forte do Presépio, iniciando a construção do Colégio, sob a invocação de Santo Alexandre, e da Igreja de São Francisco Xavier.  Com a definitiva expulsão dos jesuítas por ordem de Marquês de Pombal, em 1759, o Colégio foi utilizado como residência dos Bispos e Seminário Episcopal por longo tempo. 

 Atualmente o prédio expõe em seu pavimento superior o acervo de telas, imaginária sacra e objetos litúrgicos. Na sala inicial, juntamente com a exposição da Pietá, consta um breve histórico das Ordens Religiosas presentes em Belém. Nos demais ambientes destacam-se a tela Santa Ceia, óleo sobre madeira, provavelmente do final do século XVIII (corredor); a imagem de Santa Quitéria (sala à direita) e ainda diversas representações de Cristo. A grande coleção de imaginária sacra ainda permite leituras iconográficas de santos como São José de Botas e Nossa Senhora do Leite (sala à esquerda). Ao final do corredor, integrando o acervo de objetos sacros do MAS, estão expostos um oratório, lanternas e crucifixos. A sala da prataria, com peças de predominância portuguesa, destaca-se sob a luz tênue, pensada para destacar os detalhes das peças, de acordo com a proposta museográfica.

 A Igreja de Santo Alexandre

Inicialmente erigida sob o orago de São Francisco Xavier, a Igreja foi construída pelos padres jesuítas entre os séculos XVII e XVIII.  Apresenta nave única em forma de cruz latina, na qual se encontra o retábulo da capela-mor; dois púlpitos, no estilo “D. João V”; e seis capelas laterais com diversos elementos decorativos. A sacristia, situada no braço esquerdo da nave, é ornada com retábulo dourado e trabalhada pintura no forro, além de apresentar um grande arcaz do século XVIII. No coro, onde também está exposta a imaginária sacra, se tem uma ampla visão da nave da Igreja. Próximo às tribunas, as imagens de roca, utilizadas em procissões e fabricadas no século XIX, ganham destaque juntamente com anjos adoradores produzidos nas oficinas jesuíticas.

 Projeto Museológico

 O projeto museológico partiu do estudo de três temas principais: o mapeamento histórico das Ordens religiosas presentes no Pará, enfocando algumas igrejas construídas em Belém; a Igreja de Santo Alexandre, sua articulação com o complexo museal e com o contexto histórico e religioso; e a iconografia dos santos. O projeto foi desenvolvido por especialistas de diversas áreas, sempre atentos aos procedimentos de conservação preventiva adequados à realidade local. A iluminação do museu ganhou destaque no projeto museográfico ao primar pelo controle de incidência de luz sobre o acervo exposto.

Diretora

Zenaide Paiva

Fonte: Folder do Museu

Comentários: o Museu de Arte Sacra é parte integrante do Sistema Integrado de Museus e Memoriais da SECULT/PA, e compartilha a equipe técnica (montagem, educativo, conservação/salvaguarda) com todos os outros museus do SIM. Possui uma das melhores galerias da cidade para exposições fotográficas, a Galeria Fidanza. É talvez um dos poucos museus sustentáveis aqui em Belém pois além do grande fluxo de visitação, também aluga a igreja para casamentos e outros eventos. Existe um charmoso e confortável café em seu piso térreo, climatizado e com ótimos petiscos. Possui um pequeno auditório para cerca de 40 lugares.