Casarões de Belém // Palacete Faciola

Imagens atuais do casarão e sua placa de reforma desde março de 2008.

No site da Secult-PA, o anúncio da desapropriação do casarão pelo Governo do Estado e obras e recursos para a reforma:

Nesta quarta-feira, 04 de março, iniciarão as obras de recuperação do Palacete Faciola, que abrigará a futura sede do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp). Localizado na Avenida Nazaré, esquina com Doutor Moraes, o prédio é referência histórica da cidade de Belém. Alí residiu o arquiteto, pianista, banqueiro e político Antonio Almeida Faciola, patriarca de uma tradicional família de comerciantes de Belém. A revitalização é uma iniciativa do Governo do Estado, sob coordenação da Secretaria de Estado de Cultura (Secult). O término da obra está previsto para maio de 2010.

A revitalização do palacete é uma das várias obras da Política Estadual de Valorização do Patrimônio Cultural da Secult. O projeto receberá, até 2011, um investimento de R$ 80 milhões da Secretaria de Estado da Fazenda (SEFA) e tem como objetivo recuperar prédios históricos, casas, igrejas, museus e fortificações que sejam importantes para a memória patrimonial de Belém e nos vários municípios do Estado. Para a recuperação do Faciola, estão sendo investidos R$ 8 milhões e 500 mil reais.

Fonte: Ascom – Secult

No Portal Amazônia uma referência atual do palacete, já como futura sede do IDESP:

Palacete Faciola – Belém, Pará

O Palacete Faciola, em Belém, Pará, que abrigará a futura sede do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp). Localizado na Avenida Nazaré, esquina com Doutor Moraes,  é referência histórica da cidade de Belém.

No local, residiu o arquiteto, pianista, banqueiro e político Antonio Almeida Faciola, patriarca de uma tradicional família de comerciantes de Belém.

Na época da borracha, conhecida como “Belle-Époque”, Belém era considerada uma das mais importantes cidades do Brasil. A economia da borracha cresceu, o que originou uma maior urbanização, com a construção de avenidas, belas edificações e palacetes residenciais de luxo no centro da cidade.

Construído em 1901, o Palacete Faciola é o resultado de um período de mudanças sociais e urbanas, marcado pela modernização da cidade inspirada pela chamada Sociedade da Borracha.

Em seu interior, o Palacete possui tetos com pinturas em profusões de flores e guirlandas, como se fossem desenhados à mão. O estilo arquitetônico neoclássico do local é herança do artista Antonio José Landi.

Fonte: Portal Amazonia

No texto de Haroldo Baleixe, no seu blog, encontramos uma boa referência sobre o Palacete e sua grandiosidade.

Prestes a levar um tombo, o palacete Faciola, ora em evidência suprema, é um exemplo cabal para ilustrar esta prosa: O cara que lá morava era provido abundantemente de dinheiro, cultura e poder. Levava uma vida de lorde e até confundido como um príncipe russo em Viena ele foi. Figura aristocrática como essa não há mais em Belém. Desde 1936 não se vê um Antônio Faciola com aqueles absurdos quatro anéis de brilhante no dedo anelar da mão direita sentado ao banco de trás do seu Rolls-Royce que sempre era conduzido por um garboso chauffeur com boné de aba transparente. O cidadão morreu e deixou sua herança aos filhos que a mantiveram até o limite de suas posses, precisamente até 1982 com o falecimento da Dona Inah. Temos aí um saldo positivo de 46 anos de cuidado absoluto com um patrimônio adquirido no tempo em que o dinheiro era capim. Esse balancete com incontestável superávit foi publicado na revista Cláudia do mês de maio de 1977: “Dona Inah Faciola (foto) e a coleção de obras deixadas por seu pai em 1936. Tudo comprado na Europa. Móveis, porcelanas, cristais, Gallés, Daums. Esculturas de Charpentier.

Tudo carinhosamente guardado durante anos. Um verdadeiro museu da época em que a borracha era ouro”. Dona inah faleceu cinco anos depois dessa matéria e foi velada no Palacete – seu último instante de gardiã dos símbolos do passado generoso e glamouroso que ela vivera e era sabedora do seu impossível retorno. A “Cláudia” concluiu seu texto com uma análise pueril do palacete e fez sua previsão sensata: “Nenhum quadro triste. Nenhuma concessão à violência: em todas as peças de arte do Palacete Faciola só há flores, felicidade, amor. Desde 1936 nada é mudado de lugar. Até quando dona Inah poderá, sem ajuda, manter este tesouro?”. Até aqui o Palacete Faciola pode ser chamado de Casa Antiga, depois disso não mais.

Fonte: Haroldo Baleixe

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5 comentários em “Casarões de Belém // Palacete Faciola”

  1. Eu sou Luiz Carlos Maceió, afilhado de sua sobrinha Léa Faciola Pessoa, e eu conheci o palacete desde criança onde assistir vários cílios e depois a partir dos meus 15 anos comecei a frequentar mais, inclusive jantando quase todos os sábados no palacete vindo do cemitério com meus padrinhos Hermínio Pessoa e Léa Faciola Pessoa e seus filhos menores Isabela, Junior e Óscar, realmente tudo que havia dentro dele era muito lindo.

  2. Nossa, estou muito triste e chorando bastante, por estar lendo a história do Palacete Faciola e o estado que ele se encontra atualmente. Eu sou uma pessoa apaixonada pela historia de Belém, mas tantos casarões que já se perderam no tempo por causa de abandono.

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