Exposição “Kayapó” no Museu Paraense Emílio Goeldi

Convite da Exposição

A Exposição “Kayapó, Mebêngôkre nhõ pyka” abre as portas da aldeia ao povo não indígena com o objetivo de promover a cultura do povo Kayapó, conservar a biodiversidade do mundo, por meio dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas, e orientar a sociedade a ter um outro olhar sobre essa manifestação cultural.

A inauguração aconteceu na última sexta-feira (16), por meio de uma parceria científica entre o Instituto Francês de Desenvolvimento para a Pesquisa (IRD) e o Museu Goeldi, e contou a participação de representantes das duas instituições, do povo Kayapó e da Aliança Francesa do Governo do Estado do Pará.

O início das atividades de abertura da Exposição foi marcado por danças e cantos, e menção a história do povo indígena e a sua importância social, identificando também as semelhanças entre esse povo e os “não indígenas.

Após o início das atividades de abertura, o representante do povo Kayapó, complementou o seu discurso, apresentado ao público na língua indígena e traduzido por outro indígena aos presentes, dizendo, “hoje é dia de festa, aqui e na Aldeia”. Foi esse sentimento que marcou a inauguração da Exposição, o indígena complementou, “celebrações como essas não podem ser só no Dia do Índio, e sim todos os dias”.

Ao passar pela exposição o visitante é convidado a conhecer a cultura Kayapó e visualizar os instrumentos de caça e de pesca, os utensílios de beleza, tais como cocares, braceletes e outros adornos, as pinturas, as fotografias e os vídeos de rituais religiosos.

Quando tudo começou – A idéia da exposição Kayapó, Mebêngôkre nhõ pyka realizada pelo Museu Goeldi em comemoração a Semana dos Povos Indígenas 2010, nasceu há sete anos, quando o cacique Kaikuare da aldeia de Moikarakô contava sobre a sua preocupação em mostrar à população que muitas vezes o que sai nos jornais ou livros sobre eles não têm ligação com a realidade da aldeia, notou-se que era hora de levar ao conhecimento de todos um relato contado pelos Kayapós. A exposição é um dos vários resultados da colaboração e cooperação entre indígenas, pesquisadores, o IRD e o Museu Goeldi, que lançaram uma primeira versão do trabalho no Museu Histórico Estado Pará (MHEP) em 2009 durante o Ano da França no Brasil.

Outro ponto de vista – A pesquisadora do Museu Goeldi e uma das curadoras da Exposição, Cláudia Lopez, também lembra da importância da existência do povo e da sua contribuição para diversidade cultural, dizendo que “existem várias formas de entender o mundo”. E essa diferente forma de ver e entender a vida é que a exposição se propõe a mostrar, assim como a busca do povo Kayapó em se afirmar como povo.

Informar ao público da importância dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas para a conservação da biodiversidade do planeta, orientar um outro olhar sobre esses povos indígenas também são apontados pelas curadoras como objetivos da Exposição.

De nós, sobre nós – As peças expostas mostram a vida cotidiana e tempos de festas dos povos, e quase todos os objetos foram escolhidos pelos Kayapó. A ideia é mostrar os aspectos mais importantes da cultura deles, tais como a cosmologia, a agricultura entre outras práticas.

“Além de ser uma forma didática de divulgar resultados de pesquisa para o público em geral, espera-se que a exposição aproxime o público da cultura Kayapó. Nosso objetivo é trabalhar no sentido de quebrar preconceitos, valorizar a diversidade cultural e apoiar os indígenas no seu objetivo de falar sobre eles”, é o que pretendem as curadoras Claudia Lopez e Pascale de Robert, do IRD.

Escolas na Exposição : a Exposição “Kayapó, Mebêngôkre nhõ pyka” também será aberta ao público jovem, por meio de visitas orientadas das escolas de ensino fundamental e médio,. promovidas pelo Núcleo de Visitas Orientadas ao Parque Zoobotânico do Museu Goeldi (Nuvop).

Os alunos serão acompanhados por monitores do Núcleo, que receberão instruções diretamente da curadora Pascale de Robert, e lhes apresentarão de forma didática a exposição.

As visitas serão marcadas para as terças e quintas-feiras até o encerramento da Exposição, que acontece em agosto. Para mais informações entrar em contato com o Nuvop pelo telefone: (91) 3259-6588

Serviço: A exposição pode ser visitada até dia 29 de agosto, nos horários de 9h às 17h durante a semana e, nos fins de semana, das 9h às 15h, no Prédio da Rocinha – Parque Zoobotânico do Museu Goeldi.

Texto: Vanessa Brasil e Anna Elisa Pedreira (Agência Museu Goeldi)

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