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Lançamento do III Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia e do catálogo 2011

26/01/2012

No dia 1° de fevereiro, próxima quarta-feira, será lançada oficialmente a terceira edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, com o tema “Memórias da Imagem”. Na ocasião, será apresentado também o catálogo da edição de 2011, que teve o tema “Crônicas Urbanas” e premiou os artistas Silas José de Paula (CE), Leonardo Sette (PE) e Roberta Carvalho (PA).
Durante o evento, que acontecerá no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, a vencedora do Prêmio Diário do Pará de 2011, Roberta Carvalho, projetará nos jardins a sua obra Symbiosis. Ela fará ainda a doação de uma obra ao Museu da Universidade Federal do Pará, iniciativa que concretiza um dos grandes objetivos do Prêmio: a contribuição para a formação de acervos.
O edital de 2012 já está disponível no site www.diariocontemporaneo.com.br. As inscrições são gratuitas e vão até 18 de fevereiro.
O projeto é uma realização do jornal Diário do Pará e conta com o patrocínio da Vale e apoio do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas do Sistema Integrado de Museus/Secult-PA, do Museu da UFPA, da Sol Informática e do Instituto de Artes do Pará.

Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia
Rua Gaspar Viana, n. 773
Reduto – Belém
66.053-090
(91) 3184-9327/ (91) 8128-7527

Belém distante de ser patrimônio da humanidade?

25/01/2012

Reblogged from Fórum Landi:

Já houve outras tentativas de categorizar o patrimônio de Belém. A primeira, seria transformar o centro histórico em patrimônio cultural da humanidade, a segunda, aproveitar a diversidade e transforma-la em paisagem histórica. Nenhuma apresentou sucesso. A razão principal do fracasso diz respeito ao fato de o centro histórico encontrar-se bastante modificado. A arquitetura histórica está descaracterizada. A unidade é um dos elementos fundamentais cobrados pela Unesco para conceder à cidade o …

Conversa com os artistas – Processo Criativo // Galeria Gotazkaen

24/01/2012

Abrindo as portas em Dezembro de 2012, com uma exposição de Rodrigo Cantalício, Luiza Cavalcante e Brunno Regis, a Gotazkaen é um espaço expositivo que devemos prestar bastante atenção.  Novíssimo espaço na cena artística de Belém,  realiza nesta quarta (25)  um bate-papo com os três artistas expostos sobre seus processos criativos. Vale conferir!

Do perfil do Facebook da Gotazkaen:

 

 

 

As composições do Rodrigo Cantalicio trazem o colorido sóbrio de tons como vermelho e amarelo ao mesmo tempo que revelam a alegria de elementos figurativos, como estrelas e arabescos. Outra peculiaridade do estilo de Cantalicio é que, muitas vezes, as mãos e cabelos de seus personagens são mais importantes que seus rostos, por revelarem movimentos insólitos, que sugerem a desfragmentação do concreto. Ele se inspira em Klimt, Dali e Tom Zé, mais pela forma de verem a vida, do que por sua estética.

 

 

 

Luiza tem 22 anos, uma coleção de 14 câmeras analógicas e uns filmes para revelar. O que gosta na fotografia é a surpresa da imagem, um filme vencido, aquela revelação esquecida, a lembrança guardada. Participou de 7 exposições coletivas, obteve 2 fotografias no projeto INDICIAL – exposição localizada em um prédio abandonado em ruínas juntamente com fotógrafos renomados e iniciantes. Também conta com participação no evento de fotografia Paraty em Foco no ano de 2009 e uma publicação na revista nacional Fotographos na 13º edição no ano de 2007.
Formou-se este ano em Artes Visuais e pretende buscar novos e bons ares em breve.

 

Brunno, sobre o seu trabalho: “Acho que descobri que fotografia era fotografia muito tarde, queria ter passado aquelas tardes ociosas de pré-adolescência fotografando. Fui começar de verdade a me ligar em bater foto quando eu já tinha entrado na faculdade e o tempo já era mais corrido. Sempre tive como principal referência os álbuns de família. Meu pai não era fotógrafo nem nada, na verdade eu nem tinha me tocado até outro dia que era ele quem registrava as minhas fotos preferidas, mas o que eu adoro é a genuidade dessas fotos mais íntimas. Depois de um tempo acabei tendo contato com fotografia profissionalmente, dando de cara com todos os embates de tecnologia de fotografia digital e essas coisas. Me tornei mais técnico, comecei a fotografar vídeo e me preocupar com “mise en scène” e coisa e tal, mas nunca deixei de lado a paixão por aquele sentimento de “dane-se se a foto é de celular, digital, analógico, pin-hole, tekpix”, o que é importa não é a plataforma e sim o resultado.

Exposição “Coletiva Coletivos – Mostra de Gravuras” – Projeto Entre Conversas

24/01/2012

O Museu Casa das 11 Janelas, a Galeria Theodoro Braga e o Atelier do Porto promovem um amplo circuito de exposições e debates sobre a gravura contemporânea brasileira, a partir da produção local e de diversos coletivos que atuam em São Paulo. A parceria reflete a posição madura de artistas, curadores e gestores em compreender que instâncias de natureza pública e movimentos independentes podem atuar lado a lado. Coletiva/Coletivos surpreende pela beleza e diversidade, além de proporcionar um quadro vivo e dinâmico do movimento da gravura, hoje, no Brasil.

Por Armando Sobral

Klinger Carvalho na Alemanha

23/01/2012

Biografia

Francisco Klinger Carvalho

1966 

Nasce em Óbidos, Estado do Pará, Brasil

1986

Muda-se para Belém, Brasil

1993 -1997

Estuda na Universidade Federal do Estado do Pará – Brasil

1993

Prêmio Salão de Arte Contemporânea de Belém, Brasil

1997

Muda-se para Düsseldorf, Alemanha

1998 -2000

Estuda na Academia de Arte de Düsseldorf, com Tony Cragg, Alemanha

1997-2000

Bolsa de estudo e trabalho do DAAD – Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico

2001

Residência Artística Kunstverein Bellevue Saal, Wiesbaden, Alemanha

2001-2002

Bolsa de trabalho do Instituto de Arte do Pará, para o projeto “Ajuri: a estética utilitária da Amazônia“,  Brasil

2003

Muda-se para Porto Alegre, Brasil

2008

Muda-se para Bogotá, Colômbia

2010

Guest professor at the Universidad Nacional de Bogotá, Colombia

Sob o sol o descanso, muta-mutações, araguaia /1993

Exposição “Coletivo/Individual” – Kamara Kó

23/01/2012

 

 

Serviço: Exposição “Coletivo/ Individual Kamara Kó”

Abertura – Quinta (26.jan.2012) a partir das 19h na Galeria do CCBEU/ MABEU

Veja aqui algumas das imagens dos 13 artistas que estarão compondo essa exposição.

Fonte: Facebook Kamara Kó

Bem pra Belém – um projeto colaborativo por mais qualidade de vida

18/01/2012

Um projeto bem pensado para apontar problemas e propor soluções pra qualidade de vida em Belém. Surgido a partir de um concurso idealizado pela Gamma Comunicação a proposta, idealizada por Joércio Barbalho, criou um site  (bemprabelem.com.br) colaborativo pra que eu, você, nós todos façamos denúncias sobre limpeza urbana, cidadania, patrimônio histórico, etc. Assunto não vai faltar. Agora não é só pra meter o pau no poder público, é pra ajudar a solucionar os problemas.

Bem pra Belém é uma iniciativa espontânea e coletiva em prol da qualidade de vida e conservação de nossa cidade.

Nascida dentro de uma agência de propaganda, mas sem nenhum vínculo comercial, a campanha busca o apoio e a adesão de gente que gosta de Belém, que sente vontade de fazer algo pela cidade e que tem boas ideias e disposição pra mudar o que está errado. Gente que cansou de esperar a mudança e resolveu fazer alguma coisa por conta própria, pra ver uma cidade mais limpa, mais educada e cada vez mais acolhedora.

Várias ações foram desencadeadas para a criação da campanha: divulgamos em vários canais – tanto na internet quanto na mídia tradicional – que a melhor ideia seria premiada com um iPad e, a maior de todas as recompensas, posta em prática para o bem de nossa cidade. A ideia vencedora foi a de Joercio Fontinellle Barbalho, que sugeriu o uso combinado de uma série de recursos: a criação de uma hashtag nas redes sociais usando geolocalização fotográfica para denunciar locais em que o lixo é descartado de forma indevida, para posteriormente gerar ações como a coleta voluntária de lixo e limpeza desses locais. Assim criamos a hashtag #bemprabelem, para reunir em nosso banco de dados os locais que mais precisam de ajuda e compartilhar aqui nesse espaço sugestões e denúncias de descasos com nossa cidade.

Sua contribuição é fundamental para o sucesso dessa ideia: denuncie, sugira, colabore. Toda ideia e vontade de mudar é bem vinda. Se você também ama Belém, junte-se a nós e faça sua parte por uma cidade mais limpa. A cidade e cada cidadão de Belém agradecem.

@BEMPRABELEMhttp://www.facebook.com/BemPraBelem

III Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia

17/01/2012

 

BAIXE AQUI O EDITAL E A FICHA DE INSCRIÇÃO!

 

Refletindo sobre a relação entre imagem e memória, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, chega à sua terceira edição.

A partir da próxima quarta-feira, dia 18, o edital de 2012 estará disponível no site www.diariocontemporaneo.com.br e também no escritório do Prêmio (Rua Gaspar Viana, n. 773), no Instituto de Artes do Pará, Casa das Onze Janelas, Associação Fotoativa, Sol Informática e Museu da UFPA.

Promovido pelo DIÁRIO, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um projeto nacional, aberto a todos os artistas brasileiros ou residentes no país e as inscrições poderão ser realizadas até 18 de fevereiro, gratuitamente, com depósito das obras pessoalmente, pelos artistas residentes em Belém, ou por correio.

O tema deste ano é “Memórias da Imagem”, que parte da associação constante que se faz da fotografia com a memória, pelo caráter de registro da imagem fotográfica, que promove um diálogo constante com o passado.

De acordo com o curador, Mariano Klautau Filho, o tema “Memórias da Imagem” propõe o desenvolvimento de uma “concepção em que a imagem fotográfica seja uma experiência atemporal”, que possua em si “também uma espécie de memória particular atravessada pelo passado, presente e futuro”. Segundo ele, esta terceira edição convida o artista “a pensar quais os modos de memória reinventados pela fotografia e como esses elementos podem se constituir como pensamento artístico”.

Serão oferecidos três prêmios no valor de R$10.000,00 cada: Prêmio Memórias da Imagem, Prêmio Diário Contemporâneo e Prêmio Diário do Pará, este último dedicado somente aos artistas do estado.

SELEÇÃO

No total, serão selecionados até 23 artistas – incluindo os três premiados – que participarão da Mostra III Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, na Casa das Onze Janelas, de 28 de março a 27 de maio de 2012.

Além da premiação, o projeto contará com uma série de ações de incentivo à educação e à pesquisa realizadas em Belém, como encontros com artistas, oficinas, palestras e atividades em escolas.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia conta com o patrocínio da Vale e apoio do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas do Sistema Integrado de Museus/Secult-PA, do Museu da UFPA, da Sol Informática e do Instituto de Artes do Pará.

PARTICIPE

Dia 18 de janeiro, lançamento do edital do III Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, que estará disponível no site www.diariocontemporaneo.com.br e também no escritório do Prêmio (Rua Gaspar Viana, n. 773), no Instituto de Artes do Pará, Casa das Onze Janelas, Associação Fotoativa, Sol Informática e Museu da UFPA. As inscrições poderão ser feitas até 18 de fevereiro, gratuitamente. Patrocínio: Vale. Informações: 3184-9327 / 8128-7527. (Diário do Pará)

Veja o tablóide do II Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia:

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Restauro da Igreja do Carmo: IPHAN, Lei Rouanet e Vale

17/01/2012

Panorama do Pará desenhado por J.L Righini, obra intitulada de Panorama do Pará em Doze Vistas.

Acervo: Centro de Memória da Amazônia – UFPA

É com certeza uma boa notícia para a preservação do patrimônio histórico em Belém. Porém me preocupa a realização do IPHAN, já que as obras da Igreja de Sant’anna se prolongam a 8 anos e o Solar Barão do Guajará, sede do Instituto Histórico e Geográfico, está em obras eternas. Eles possuem corpo técnico pra tocar e fiscalizar três obras dessas dimensões? Percebi grande negligência nas obras do Mercado de Carne no que tange ao entorno e ao uso do espaço após o restauro, o mesmo já havia ocorrido no Palacete Pinho. Outra informação também precisa de análise é a questão do patrocínio da Vale via Lei Rouanet, que acordo com o site da Arquidiocese “O projeto, apresentado pelo Instituto de Patrimônio Histórico Cultural Nacional (IPHAN), está orçado em R$ 4.189.103,03, valor que será patrocinado pela Vale, com recursos da Lei de Incentivo à Cultura (Rouanet). O recurso para a realização da obra já foi depositado à Arquidiocese de Belém. Agora a Vale abrirá processo licitatório para contratar a empresa que fará a reforma, coordenada pela Igreja de Belém em parceria com a superintendência regional do Iphan. “É bom que essa reforma aconteça em uma data como esta. Afinal, esta igreja é uma referência da cultura e da arte sacra”, declarou o Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa.”. A Vale precisa de Lei de incentivo, pelo que sei já paga uma insignificância de impostos, para bancar seus projetos culturais? Outra coisa, por que não patrocina projetos culturais via edital como todos os grandes patrocinadores do país. O Fórum Landi precisa estar inserido neste projeto assim como a CiVIVA para dar transparência ao processo de restauro. Espero que o projeto inclua em seu projeto ações de cidadania e educação patrimonial no entorno, principalmente com crianças e adolescentes em situação de risco.

..

No dia em que Belém completará 396 anos, nesta quinta-feira (12), a Vale e a Arquiocese de Belém assinarão um contrato para restauração arquitetônica do Igreja de Nossa Senhora do Carmo, localizada no bairro da Cidade Velha. O templo, construído em meados do século XVII, foi tombado pela União em 1941.

A necessidade de intervenção para conservação da igreja já era um sonho antigo da Arquidiocese de Belém. O objetivo da reforma é garantir a preservação dos elementos construtivos e artísticos, além de seus bens integrados, tais como púlpitos, retábulos laterais e mor e, principalmente, nos setores internos, o que inclui o forro, revestimentos e a pintura que já está comprometida em virtude da umidade.

A restauração também se estende à parte externa da igreja. A fechada, por exemplo, incluindo o revestimento, as torres, os elementos decorativos e a cobertura, apresentam danos significativos. Todo o trabalho de restauração será executado em parceria com a superintendência regional do Instituto do Patrimônio Histórico Cultural Nacional (Iphan) e Arquidiocese de Belém, instituição que mantém a propriedade da igreja.

José Carlos Gomes Soares, diretor da Vale, destaca a importância da Igreja do Carmo para a capital paraense. “Esta iniciativa objetiva, sobretudo, valorizar a cultura paraense e, por isso, a sociedade será restituída com a plenitude da beleza desse templo que resgata o patrocínio histórico e arquitetônico de Belém. Esta intervenção ultrapassa as fronteiros do Pará quando trata-se de um monumento tombado pelo Iphan”, ressaltou Gomes.

A iniciativa será realizada com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Rouanet.

Fonte: DOL

Xumucuís de Valdir Sarubbi

15/01/2012

A instalação “XUMUCUÍS” foi criada por Sarubbi para participar da Pré-Bienal de São Paulo em 1970.

Artistas de todos os estados brasileiros foram chamados pela primeira vez a participar de uma seleção de artistas que representariam o Brasil na XI Bienal Internacional de São Paulo.

Valdir Sarubbi foi um dos 30 artistas selecionados.

Na Bienal Internacional, o artista ampliou seus bastões sonoros, que se tornaram um dos grandes sucessos do público que visitou a Bienal. A interação entre público e obra era completa, pois mexia com todos os sentidos de quem participava da instalação.

Vinte e dois anos depois Sarubbi remontou essa instalação quando foi convidado pela Deutsche Welle (radio internacional alemã) para expô-la em Colonia, Alemanha, durante as festas de comemoração dos 40 anos de sua inauguração.

Depois essa instalação permaneceu 2 anos na Alemanha, participando da exposição “AGUA, MMIRI, WASSER” , que reuniu artistas alemães, brasileiros e africanos que sempre trabalharam com a temática “ÁGUA”. Esta mostra, patrocinada pelo DEUTSCHE BUNDESSTIFTUNG UMWELT percorreu as seguintes cidades: Arnstadt, Munique, Rheine, Potsdam, Rügheim e Nuremberg.

A importância desse trabalho de Sarubbi foi resgatar o brinquedo “Pau de Chuva” e trazê-lo para São Paulo em 1970, quando era totalmente desconhecido pelo público paulista.

ASSUNTO
Trata-se de uma instalação que segue a coerência de meu trabalho, que sempre foi feito a partir de raízes amazônicas. Meu tema constante tem sido o RIO.

A instalação consiste em trinta e seis bastões de tamanhos diferentes que variam de 0.50m a 2.00m, montados em forma de totens sobre uma leve armação, que podem ser deslocados de suas
bases para serem manuseados pelo público.

Os bastões são levíssimos, recobertos com camadas de papel de seda franjado, de carater bem popular no estado do Pará, nas cores vermelho e branco.

0 público é convidado, através de um cartaz afixado ao lado do trabalho, a participar do mesmo. Tomando-se um dos bastões e girando-o lentamente em várias direções e dando voltas completas, ele emite sons de ÁGUA escorrendo, cachoeira, corredeiras, chuva caindo ou o que mais permitir uma imaginação fértil.

Os sons partem sempre do elemento ÁGUA. Quando várias pessoas estão manuseando os bastões, que emitem sons diferentes conforme o modo de manusear, é possivel se formar um som de música aleatória, bastante agradável e relaxante. Aliás, esse foi o motivo principal do convite feito pela Deutsche Welle, que divulga bastante a música experimental.

Na 11a. Bienal Internacional de São Paulo, em 1971, mostrei uma outra instalação que também usava esses objetos sonoros.

PROPOSTA
0 artista se propõe atingir as pessoas na maior parte de seus sentidos. Da visão, proporcionando uma experiência estética da forma, da cor e da organização dos objetos. Da audição, proporcionando ruidos relaxantes da Natureza. Do tato, através de uma relação acariciante com o franjado do papel de seda.

CONCEITO
“XUMUCUlS” tenta ser o tratamento atual de um tema popular.

Acredito que numa terra subdesenvolvida como a nossa é muito válida a utilização de elementos nativos para a criação de uma arte com características modernas. Embora os meios de comunicação tragam com rapidez considerável a todas as cidades o produto da Arte contemporânea internacional, não se pode negar que os condicionamentos regionais influam o artista que se propõe a fazer uma arte shéia, sincera, moderna e original.

Sou um homem que nasceu no interior do Brasil e dentro de mim existe muito do que vi na minha infância e do que vivi naquela época e naquele lugar. 0 artista é um cronista do seu tempo e do seu lugar e para isso ele se vale de todos os elementos que estão a sua disposição. Fazendo Arte com esses elementos (sofisticados, nobres ou primitivos) e tentando vários objetivos (sendo o mais importante deles, a comunicação) o artista hoje retrata sua época e seu lugar das maneiras mais variadas.

0 importante para mim não é o engajamento do artista dentro de tendências ou movimentos especificos, mas um visão aberta de quem olha a obra de arte para apreciá-la naquilo que ela apresenta de sensível, seja sobre que forma for. 0 importante para mim é que a arte que o artista faz seja um reflexo dele mesmo e não uma dublagem de tendências artísticas orquestradas pela mídia ou uma simples ilustração de teorias artísticas contemporâneas. Muito importante é o processo criativo do artista, que se desenvolve na medida em que ele cresce como pessoa humana. Sem queimar etapas, sem pressa para atingir o sucesso. Este crescimento se reflete no amadurecimento de sua obra.

Para uma perfeita comunicação entre o homem e a obra de arte creio necessário uma grande pureza e uma enorme sinceridade de ambas as partes.

Todos os caminhos são válidos para um artista percorrer. E eu tentei percorrer com este trabalho um caminho que me é muito caro e que me marcou profundamente: o da arte simples de meu povo e de meus ancestrais.

Originalmente estes objetos são pequenos brinquedos feitos com madeira de buriti (palmeira) e espinhos de tucum (palmeira), dentro dos quais se colocam sementes que, ao passar pelos labirintos de espinhos, emitem sons de Água escorrendo. Servem como chocalhos para brincadeiras de criançãs bem pequenas. Os sons são relaxantes e levam as criançãos a dormir.

ESPAÇO
A instalação será montada no centro de uma sala ampla, preferencialmente branca ou negra, para proporcionar aos espectadores visões diferentes de qualquer lado por onde eles se aproximarem para participar da experiência de sensorização com o trabalho.

TITULO
“XUMUCUlS” é o nome de um pequeno rio que existe no interior do estado do Pará, Brasil, onde nasci. A substantivação foi dada pela estreita relação entre o nome do rio e o som emitido pelos objetos.

CARTAZ
“APANHE UM DOS BASTÕES, GIRE-O LENTAMENTE EM VÁRIAS DIREÇÕES, DANDO VOLTAS COMPLETAS. VOCÊ VAI OUVIR SONS, APÓS ISSO, INVENTE OUTROS MOVIMENTOS, CRIANDO NOVOS SONS, QUE DESEJA OUVIR.”

Fonte: Valdir Sarubbi

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